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cansada de morrer. tantas e repetidas vezes. quero viver.
desejo que o que você diz, se concretize. é o que desejo. mas sinto ao contrário.
sinto muito.
talvez por estar quebrada, não consigo ser positiva.
não estou positiva sobre nós.
Em determinado momento, o grito se esvai. Acaba. Sai mudo. A cobrança pesa. A insistência se transforma em humilhação mascarada de esperança e possível mudança. E então resta o silêncio, não o silêncio de paz, conforto, o silêncio que gosto antes de dormir, mas o silêncio árido da exaustão. A sensação é de agarrar um cacto na mão. Aliás, agarrar na mão, e depois engolir. A constatação crua de que, por mais que você se estique, se aperte, se desgaste, se esforce, quem não quer mudar, não muda. E, se você insiste em remendar o que está quebrado e agarrar o que está se partindo, é você quem se despedaça junto.
Eu me sinto imatura boa parte do tempo por conta disso. De não ter conseguido evitar desgastes, de não conseguir agarrar algo que eu amava tanto. De não abafar a raiva, ou ao menos deslocar esse sentimento. Eu sinto, mas também não me julgo por sentir, e dessa vez me acolho. Mas talvez, amadurecer, às vezes, seja isso: perceber que não vale desperdiçar fôlego, voz, ânimo, onde você só existe como um espelho incômodo, refletindo o outro, se anulando pelo outro.
Você cessa a força. Abandona a espera. E se abandona nessa espera. Desiste de explicar pela milésima vez aquilo que alguém já não ouve. E não é falta de amor, é sobra de lucidez. Porque o preço de permanecer insistindo se revelou alto demais: era você mesma. E ninguém deveria se perder para caber. Isso não é evolução, é abandono de si.
Você quer? Tudo bem. Você está adoecido? Eu te cuido.
Você pede desculpas? Eu aceito. Aceito? Deveria aceitar? A guerra silenciosa entre o que você sente e o que finge aceitar. O que você finge mudar? E essa guerra corrói, devora por dentro, sem testemunhas.
Até que eu aprendi a observar. Você se força a observar. Não por frieza, mas por clareza. E entende que amor que precisa ser implorado não é amor, é dívida. E ninguém respira bem devendo a própria dignidade. E eu não falo do amor sentir, eu falo do amor cuidar. Do amor confiar, do amor tratar, do amor zelar.
Ultimamente tenho gritado em silêncio com o cacto na garganta.
O silêncio, então, se veste de armadura. E nele você começa a enxergar quem realmente te enxerga, quem permanece sem precisar ser lembrado, sem que você precise se encolher para existir. Você me enxerga? Quem se importa, transforma. Você transforma? Uma relação que só se apoia, e tem alicerce, no seu esforço, desaparece quando ele cessa. E se eu parar de me esforçar? E se eu me permitir descansar? Parar de reparar, respirar, não resolver. Descansar.
É aí que tudo se revela. Porque, quando você para de forçar, o mundo mostra quem fica quando o espetáculo termina. Aliás, o mundo não, a vida. E quem permanece ao seu lado no silêncio, sem cobrar, sem reduzir, sem apagar sua luz… esse, sim, vale a pena. O resto? É apenas ruído. E ruído a gente desliga. E se desliga.
e então chegou.
o momento que eu não tenho certeza se queria que tivesse chegado agora, e não lembro se em algum momento desejei. Muito provável que sim!
não consigo compreender aonde estou e em que fase da vida pertenço. talvez não seja mais o momento passado, mas também não é o presente, o presente que eu queria não consegui abrir e me encantar, me causou asco, repulsa e envenenamento.
Não sei ao certo o quanto vai demorar para essa fase (que não é fase) passar. Mas tá complicado sair dela e há momentos que questiono sua permanência teimosa e se realmente vale a pena viver.
Eu nunca fui tão boa em lidar com alguns sentimentos, a depender do que seja enfrenta-los me dói bastante e costumo guarda-los. Faço isso durante o ano inteiro, ignorando como se fosse apenas mais uma bela cicatriz e apesar de carregar incertezas sobre como são as coisas depois do fim, espero de verdade que minhas palavras alcancem ao menos um conforto na parte que morreu em mim.
Essa nova fase foi como experimentar café sem açúcar pela primeira vez, no inicio você odeia e aos pouquinhos se acostuma a toma-lo todos os dias. Ainda é um sentimento amargo, mas hoje sei lidar, aprendi apreciar a beleza cravada dentro do infinito de um tempo que acabou. E acabou tudo tão rápido...
A vida não é justa com pessoas boas, como inocentemente costumávamos acreditar. Nesse mundo caótico que pensei que pudesse acabar ainda tem muitas coisas boas e que valem muito a pena serem vividas. Nesse tempo aprendi a não me isolar tanto das pessoas, tentei fazer algumas amizades e não me restringi apesar de não ter dado certo. Era difícil, mas continuava sendo eu. Me descobri sendo forte e tentei dar meu melhor da melhor forma que pude. Não sei se consigo me orgulhar de mim, pois ainda dói. Tantas coisas pra viver que foram interrompidas e não vividas...
Ainda carrego muitos traumas que não sei lidar, as vezes basta um pequeno ruído vindo de um deles para desencadear uma avalanche monstruosa, nesses momentos sinto falta da minha família, sei que isso é algo egoísta da minha parte e eu apenas queria largar tudo e ir embora. E agora, de qualquer forma tudo desabou. Eu espero que um dia possa retornar a viver meu sonho, de alguma forma.
Eu já passei por muita coisa na vida e conscientemente sei que consigo lidar (do meu jeito) com diversas situações complicadas. Violência, ciúme excessivo, inveja, frieza, falsidade, a maioria das coisas que você poderia imaginar nesse sentido. Eu aprendi a ser firme e, recentemente, me reconheci como depois do meu pai, a pessoa com gênio mais forte que conheço. Eu tenho uma determinação sem fim quando penso em conseguir algo, e quando estou disposta a alguma pessoa, também consigo dar meu máximo para ajudar ou acrescentar na vida dela. Todavia, como nem tudo são flores, tem situações que ainda não sei lidar: como a insignificância. A sensação de que não deveria estar ali, que não sou relevante, que tô me submetendo a situações de humilhação e desrespeito. Exclusão. Isso me expõe a situações diretas da minha infância e a única forma que consigo lidar, é: sair dali. Me retirar. Mas o que fazer quando isso não é possível? Tentei conversar, mas obviamente deveria ter raciocinado que se alguém me exclui, não estará aberto a saber o que tenho para dizer. Devolver na mesma moeda, talvez? Também estou tentando fazer isso, mas o desgaste por agir de uma forma que vai de encontro a quem eu sou não tem valido a pena. Eu espero realmente encontrar uma saída, buscar um meio de sair dessa situação... E ficar em paz. É isso que preciso, paz.
quando eu era criança, minha mãe sempre dizia que as pessoas só tem valia quando tem algo a oferecer.
enquanto ela conversava comigo e sempre repetia isso como um conselho, eu imaginava que seria voltado a questão aquisitiva e que apenas se aplicaria ao financeiro.
me enganei. agora consigo enxergar e enfim entender.
as pessoas aproximam-se de você quando, principalmente, ofereces suporte para elas.
porém... ser o centro de apoio de alguém é algo muito pesado de fazer e de sustentar.
como impedir alguém de se afogar, sem me afogar junto? nesse caso eu não sei nadar.
cansei de ser eu por todos, e ninguém por mim. no final de tudo, talvez o conselho de minha mãe explique o porquê eu me sinto tão sozinha. não tenho nada para oferecer, a não ser esse suporte, que, diante dessa situação, nem isso sou capaz de fazer.
apesar de alguns dias serem solitários, onde não encontro pessoas perto para conversar ou falar sobre o peso do mundo e de todos sentimentos que carrego, no final não me permito ir embora de mim.
mesmo nos dias (e noites) que se arrastam, onde não tenho ânimo de levantar, do choro, do coração acelerado e da lágrima que dói, eu ainda permaneço aqui, por mim.
no final, eu continuo acreditando na bondade, na esperança e em dias melhores.
e eu não vou embora de mim.
apesar daqueles “amigos” que foram embora, de pessoas jurando permanência, amor, e que prometeram estar ao meu lado terem sido as primeiras a abandonar o barco, eu não me permito ir embora. mesmo nos dias onde seguro o choro na aula, na rua, no lugar que eu gostaria de estar. e então me debato sozinha, peço um socorro sufocado, penso que seria ceder ao erro, e neste ponto eu não quero errar. quero ser, e preciso ser, meu próprio amparo.
todas as vezes que não tiver pra quem ligar, quero ser meu porto seguro... nos dias em que me sentir sozinha, triste ou angustiada, quero permanecer comigo, sendo todo o abraço que preciso, toda a respiração necessária aos meus pulmões, toda a paz que falta no (meu) mundo. eu vou me ajudar a superar todas coisas ruins que vivi, e a todas as decepções que a vida me causou. eu vou me dar colo e esperança. eu vou me reerguer e voltar cada vez mais forte. pois é na minha fragilidade que entendo a importância de seguir em frente. a importância dos dias ruins pra que eu consiga entender sobre os bons. a importância de estar sozinha, para quando eu estiver rodeada de pessoas, compreender que, ainda assim, ainda que me sinta sozinha, terei a mim. eu não vou embora de mim. ainda que todos tenham ido.
Talvez a culpa nunca seja das pessoas que estavam aqui, é sobre eu mesma. É sobre me autossabotar achando sempre que tudo dará certo, que posso confiar. Não se pode acreditar em nenhum sentimento hoje em dia, em nenhuma amizade. Não é sobre ser amiga ou confiar em alguém, é sobre quebrar a cara sempre que gosto de uma pessoa. Talvez reciprocidade não seja sobre ter, mas sim sobre ser.
Hoje eu pensei em te dizer tanta coisa... são essas palavras silenciadas que machucam e me preocupam. Tão fácil para você conseguir dormir com assuntos não resolvidos... eu encho o saco, discuto por besteira e não engulo certas situações. É um defeito, admito... Mas faz parte de quem sou. Preocupante vai ser o dia em que eu não me importarei com nada. Preocupante será o dia em que o frio na barriga vai acabar de forma definitiva, em que eu perca de vez o interesse em conversar, em que eu não sinta mais o aconchego em teu abraço, em que eu não me sinta confortável com nossos planos e metas traçadas. Meu sentimento tá diminuindo aos pouquinhos, cada vez mais, e tenho medo que isso aconteça. Tenho medo que em algum momento eu não me sinta como eu mesma ao teu lado. Ultimamente tem sido tão estranho... Eu não sei o que fazer, não consigo mais conversar sobre isso, sei que iria te magoar e ser magoada. Há tanto esforço das duas partes, tanta coisa a ser feita juntos, mas tá tudo diferente. Várias as vezes tentei adentrar nesse questionamento, tenho consciência dos meus pensamentos e das várias tentativas falhas de tentar chegar em você e explicar que ainda te amo, mas aos poucos nossas mãos estão se soltando um do outro. Eu não quero que isso aconteça, mas novamente, eu não sei mais o que fazer. Há diferentes formas de demonstrar afeto, e eu já tentei tantas... perdão, peço desculpa por ser tão falha e ter fracassado em todas tentativas. Eu sei que você percebeu. Eu sei que você tá sentindo tudo isso tanto quanto eu. E eu queria muito que você se esforçasse pra dar certo, também. Eu não quero te perder, nem quero ir embora. O pensamento de que nós dois não estamos dando certo me deixa aflita e com inúmeras borboletas inchadas por todo meu corpo, voando e queimando tudo por dentro. Por favor, vamos fazer acontecer. Eu te quero pra minha vida, e eu te amo muito. Sei que as coisas não são as mesmas mas eu me esforço ao máximo só de você falar que existe chance de tudo voltar ao normal. Todo dia meu amor se vai um pedacinho... me segura, olha nos meus olhos e me diz que isso vai passar. Se não passar... a tristeza seria tão grande não caberia em mim. Sinto te dizer que caso isso desenvolva não adianta mais insistir. De tanto e tudo o que sinto, não vai sobrar nada.
Ao me deparar com o amontoado de romances destroçados que deixaram rastros em minha vida, me senti com náuseas e a única vontade que eu tinha era de pegá-los um a um e queimar tudo o que ocorreu e cada palavra dita, por me fazerem crer em um romance que não existe nos dias de hoje.
Há caos até onde existe calmaria, às vezes é complicado respirar e existir dói.
Me maltrato por insistir em casos perdidos, queimo por dentro e me sinto perdida. Nunca soube ser menos que intensidade. Que um vasto oceano de certezas incertas.
Talvez seja isso que o amor faz depois de um certo tempo: acaba deixado as pessoas vazias. Ou talvez o amor seja uma coisa inventada pelo ser humano para preencher o vazio. No final... Tudo origina do vazio. Onde dois vazios se identificam, se acolhem e se unem. Mas no final, você sempre soube que o amor não existe de verdade, e também nunca existiu.
Aprenda.
Deixei o acúmulo dos problemas me controlar, acreditei que havia fechado a porta. Esqueci de sair, e me tranquei também. Passei a me unificar então com a tempestade, nos tornamos um só e me fundi com a ansiedade. Da minha existência não tenho mais expectativa, parece que estou anestesiada e sem perspectiva.
Rotinas repetidas, cansativas e sem sabor
aniquilam a minha paz interior.
Assumo que o mundo é preto e branco,
e não sei o que fazer para retomar a cor.
Se eu fosse (e soubesse) retratar um quadro sobre a minha vida,
pintaria um quadro de terror.
Sabrina
Às vezes me pego no flagra
Tentando entender a entender a vida.
Talvez nem tanto a vida
Ou o que ela representa,
Talvez primeiro precise entender as pessoas.
Não entendo as pessoas.
Será que preciso?
Precisa.
Preciso entender de forma precisa.
Por mais que a gente reaja e siga em frente.
As dores estão ali.
Junto com as pessoas.
Cheias de escombros.
Dói a decepção.
O desencontro.
Dói o engano.
Dói também a mentira repetida por diversas vezes.
Esfola quando a hipocrisia reina.
Arde quando a deslealdade faz morada.
Sente azedo quando a raiva invade.
Amarga quando a indiferença se estabelece.
Precisa zerar.
Tentar não perder tanto a paciência
(Nem a cabeça)
Pra não adoecer a fé.
Pra não acabar o amor.
Pra não dizimar o respeito.
Pra não desacreditar dos que lhe estendem a mão de fato.
É tão nítido.
Há quem lute dez vezes mais pra omitir a real intenção, mas a energia entrega - e as atitudes também...
Tem quem se aproxime pra sugar e machucar.
Apontar falhas, criar armadilhas.
Só esquece que a vida da gente é um ciclo.
Que nada passa batido.
Deus nos deu o direito de colher o que semeamos, sendo assim, consciência tranquila é banquete de poucos.
ultimamente, é bem claro que eu estou sem paciência. é nítido. estou sem paciência pra amores pela metade.
pra me doar inteira e em troca receber migalhas.
pra insistir sozinha em uma relação em que a outra parte sequer acredita. (lembrete: não existem só relações amorosas)
pra me desgastar em nome da carência? em troca de uma falsa sensação de completude, pois me sinto sozinha algumas vezes.
sem paciência porque eu quero agora amores inteiros, quero afeto e espero receber a devida importância que eu mereço, relações cheias de amor, que me deixem feliz. eu quero me doar sabendo que vai valer a pena, não pelo que podem me dar em troca - mas porque eu quero dividir tudo que tenho com pessoas que merecem. eu quero tentar sabendo que o acerto é possível. e que o erro, se vier, compensa.
eu ando mesmo sem paciência mas pra algumas relações pela metade e sentimentos falsos é melhor ser mesmo o mais impaciente possível.