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@nicholws
mariflcr:
Chegando até o armário, a garota abriu com a pouca dificuldade que tinha. Durante todo o caminho o menino ficou quieto, falando sobre algumas coisas que só fez Marisol franzir o cenho sem compreender muito bem. Ele só se fez audível quando comentou sobre a professora, o que fez Sol virar e dar tchau para a mulher. “Buenos dias profesora!” Falou mais alto para que ela pudesse ouvir então se aproximou dele para murmrurar baixo. “Mas eu apenas disse verdades. Vai dizer que você nunca se sentiu sonolento na aula dela?”
Nicholas observou-a abrir o armário, torcendo para que alguém lhe chamasse ou o sinal tocasse. Queria sair dali mais do que tudo no momento, mas sua educação não permitia que deixasse a morena falando sozinha. Cumprimentou a professora com um aceno de cabeça, torcendo para não se meter em nenhum problema por causa de Marisol. “Nunca. Eu nunca tive aulas com ela.” Murmurou, ansioso para encerrar o assunto. “Uh, você escutou o sinal tocar?”
thesleepdudemark:
Mark jurava que tinha visto um cara correndo com uma bolsa aberta cheia de latinhas de tinta spray e ele estava perdidinho, ele não fez por mal não entender muito bem a situação, tinha virado noites novamente e acabou dormindo logo depois de estacionar o carro. —— Será que tem alguma alma boa a disposição de me comprar um café? —— Se questionou andando um tanto bagunçado pelos corredores, ele prometia que o restinho que sobrasse montaria uma pegadinha básica, tipo um balde em cima de uma porta.
“Ei, ei, ei, easy!” Alertou o garoto, que estava quase caindo em cima de si. Levantou as mãos para prevenir uma eventual queda de Mark enquanto balançava a cabeça, como se dissesse algo como ‘todo dia é a mesma coisa’. “Aumentaram o preço do café, ‘tá o olho da cara, não deu pra comprar nem pra mim. Boatos que te dão de graça na sala dos professores.” Informou, desviando o olhar. “Não ouvi muito sobre a exclusividade ou não desse serviço, though.”
eleanaocollier:
Fez uma cara de reprovação ao ouvir a sugestão do garoto. A única matéria que Eleanor tinha dificuldades era história, e detestava não entender referências. - Mas daí eu seria quem? - riu logo em seguida, ficando levemente corada com o comentário do rapaz. - Você sabe que a Hermione fica com o Ron no final, e realmente não quero acabar com algum idiota do colégio. - constatou, ainda rindo.
Percebeu pela expressão da garota que ela com certeza não tinha entendido nada, o que apenas fez um sorriso surgir em seu rosto. “’Tá vendo? Ninguém sabe quem ele é, é perfeito! Você pode ser o Kennedy, ele é mais o seu tipo.” Arqueou as sobrancelhas. Cruzou os braços e balançou a cabeça em negação. “Eu nunca compartilhei o futuro de Hermione Granger e Ron Weasley com você? Aquele mundinho perfeito não durou muito depois que as crianças foram pra Hogwarts. O Ron era um péssimo marido, como a gente pode ver pela barriga de chopp dele no filme, e claramente a Hermione é muita areia pro caminhãozinho dele. Eles se separaram e ela se tornou Ministra da Magia ou alguma coisa foda do tipo.”
wintzr:
FLASHBACK
Aos poucos, a vergonha que sentia por estar tão afetado ia diminuindo. Era apenas Nico ali à sua frente, conhecia o garoto há tanto tempo que ter vergonha de algo com ele era até mesmo ridículo. Podiam ser poucas as pessoas que ele se sentia confortável de chorar na presença, mas o amigo estava entre essa minoria. Ele deixou as palavras do mesmo entrarem em sua mente, iria repetir isso todas as vezes quando acordasse ou precisasse voltar a pôr os pés no chão. Uns dias serão melhores que outros. Fungando baixinho, ergueu a cabeça, passando o rosto na manga da camisa para limpar as lágrimas; ainda que, na realidade, não servisse de muito. Assim que terminou de limpar, já estava com mais caindo pelas bochechas de novo. ’ —— Mas… mas é diferente. É uma criança.’ murmurou, um tanto assustado. Não tinha se preparado para assumir uma responsabilidade como aquela; não sabia bem como estava conseguindo lidar com isso há um mês. O toque, porém, era reconfortante. A visita de Nico fazia-o crer que não tava sozinho no meio daquela tempestade. ’ —— E-eu só… pisquei e faz um mês, Nico. Eu nem vi passar, não lembro do que fiz na maioria dos dias.’ confessou. Tinha ficado em controle automático desde o acidente. Tomando conta dos pais, tomando conta de Malia. Era a primeira vez que deixava-se chorar ao ponto de sentir o corpo trêmulo. ’ —— Isso não é ir bem.’ protestou, limpando de novo o rosto.
Para Nicholas, não havia nada mais desesperador do que ver alguém se desfazendo em pedaços bem na sua frente e não ter o poder de parar aquilo, de fazer tudo sumir. Se pudesse ter um superpoder, esse com certeza seria o escolhido. Não sentia que suas simples palavras faziam alguma diferença, até porque o moreno era péssimo no uso delas, mas tentava do mesmo jeito. O garoto assentiu, de repente sentindo-se inundar por memórias de sua própria vida, de como se sentiu aterrorizado depois do único surto de coragem que teve na vida. Ficou aterrorizado por ter que criar uma recém-nascida, depois aterrorizado por ter que criar uma criança e estava prestes a ficar aterrorizado por criar uma pré-adolescente. Nicholas tinha medo pela irmã todos os dias, e por mais clichê e bobo que pudesse soar, era aquilo que o mantinha prosseguindo. “Eu sei que é assustador. E é difícil. E você sente como se estivesse fazendo um péssimo trabalho. Você tem a responsabilidade de ensinar um ser humano muito novo a viver, praticamente. And it is scary, yes, a lot. You gotta keep a very clear mind to really do it at the beginning...” Aconselhou, tirando os sapatos com a ajuda dos próprios pés. Ajeitou-se na cama de modo a ficar mais perto do outro rapaz, bem na frente dele. “When I started I was all over the place. Eu estava surtando e eu não tinha nem metade das coisas que estão rolando com você acontecendo. You’re overwhelmed, man. Let me... Hear you out.” Propôs, ainda hesitante. Nico não podia ser tão ruim assim em apenas ouvir, certo? Precisava pensar que conseguiria. “Sobre o acidente... What have you been feeling?”
alexlgreen:
@nicholws liked for a starter
Depois de ter basicamente lutado corporalmente para conseguir pegar batatas fritas no buffet, Alex só precisava sentar em algum lugar e apreciar a arte da comida em paz. Enquanto procurava desesperadamente um local para sentar onde não tivesse pessoas que ou ela não suportava ou a fariam perder o apetite, a Green notou Nico sentado mais ao fundo. Notando que o garoto não era nenhuma das opções anteriores e, bonus points, ainda era uma ótima pessoa para quem reclamar do seu dia, foi em sua direção e sentou-se exatamente à sua frente. “A semana mal começou e eu já tenho uma listinha de coisas para reclamar, está pronto?” disse ela, sorrindo. Antes de falar, bebericou um pouco do café que havia pego, fazendo uma careta logo em seguida. “Começando por essa água suja aqui, que horror. Isso custou 1 dólar, what a rip off”.
Tinha perdido a conta de quantas vezes havia ‘pescado’ durante as aulas da manhã. A hora do almoço era uma benção inalcançável que finalmente havia chegado. Estava tão cansado que dispensara a companhia dos amigos para sentar em uma mesa mais afastada, para ver se conseguia descansar. Na fila do almoço, havia pegado “somente” cinco copos de café, mas logo se arrependeu, já que o líquido parecia mais água com gotas de café do que qualquer outra coisa. Estava preparado para abaixar a cabeça e cair no sono imediatamente, mas Alex lhe interrompeu. Ele grunhiu alto, justamente para que ela ouvisse, mas fez questão de ouvi-la. Todo o seu humor grumpy estava praticamente estampado em seu rosto. “Yeah, I grabbed a lot of those. Estou com mais sono do que antes, se é que isso é possível.” Indicou os copos vazios na mesa. “Não acredito que desperdicei cinco dólares. Cinco! Estou tão cansado que não consigo nem ficar puto comigo mesmo.”
nymcrs:
Ignorou qualquer tentativa do outro de distraí-la. Em vez disso, observou-o com atenção. Os grandes olhos azuis seguindo os movimentos alheios com calma, mas também evidente preocupação. Colocou-se na frente dele assim que este se virou. Acabou percebendo que um dos organizadores prestava atenção neles e, imediatamente, começou a dobrar as mangas de Nicholas e desabotoar o começo da camisa. Tentava manter o rosto o menos expressivo possível, enquanto prestava atenção no outro. Sabia que sempre que alguma coisa na vida de Nico envolvia seus pais, coisa boa não era. Sempre se perguntava como eles podiam. Entrar na casa de Nico e Liz era como entrar no céu. Não pelo fato de ser uma mansão muito bem mobiliada, pelas janelas grandes que deixavam o ar sempre fresco ou pela luz que parecia ser puxada para dentro. Mas porque Nico e Liz estavam lá. Por isso, sempre ficava com raiva quando os ditos adultos decidiam fazer alguma coisa para estragar tudo. Seus dedos passaram delicadamente pelos olhos escuros, tentando secá-los ao mesmo tempo que aliviada a vermelhidão de sua pele. “ Quer saber de uma coisa? ” Começou, a voz calma e baixa, doce, coisa incomum para como Yria geralmente se portava. “ Vocês são minha família. Você e a Liz. E ninguém faz minha família sofrer desse jeito. Que se fodam esses dois. A gente vai dar um jeito nisso, ok? ” A voz continuava baixa, porém não tão calma, brevemente alterada pela situação em que os progenitores alheios colocavam os filhos que, Nymeria mais do que ninguém sabia, não mereciam. “ Agora, você vai respirar fundo. Vai tentar pensar em como sua irmãzinha te ama e como você a ama de volta. E em como ninguém nunca vai tirar isso de vocês. ” Se aproximou, depositando um breve beijo na bochecha alheia. Não como os outros, cheios de uma aproximação anormal, mesmo que se sentisse bem com isso em relação à Nicholas. Era só um beijo, um jeito de dizer que estava tudo bem. “ Eu devia ter roubado aquela porra daquela casa. ”
Nico nem ao menos percebeu Nymeria arrumando suas roupas enquanto falava ou nos organizadores que poderiam dispensá-lo ali mesmo. O garoto fechou os olhos, fazendo com que mais lágrimas caíssem e logo fossem interrompidas pelo toque suava da Liddiard. Ele havia entendido o recado. Os olhos permaneceram fechados, para controlar o choro indesejado e as mãos se ocuparam com a tarefa de secar os copos molhados, mesmo sem olhar para o que estava fazendo; já tinha bastante prática. Sentia-se quente, como se estivesse prestes a explodir. Escutar a voz de Yria, no entanto, tão calma e acolhedora, parecia estar funcionando para alguma coisa. Engoliu o enorme nó que se formava em sua garganta e assentiu levemente, forçando um pequeno sorriso nos lábios trêmulos. Tudo o que queria fazer era ir para casa e abraçar a irmã. Contar a ela o que havia acabado de acontecer e confortá-la, dizendo que nada de ruim aconteceria. Não tinha que estar ali sendo confortado, embora apreciasse o ato da amiga. Mas era errado. Ele queria secar as lágrimas da Lewalski mais nova e deixá-la adormecer em seus braços, como nos velhos tempos. Mas ele estava preso ali. Em um trabalho que o ajudaria a pagar as contas daquele mês. Estava ali cumprindo uma responsabilidade que não deveria ser dele. Abriu os olhos, finalmente, mas não encontrou os azuis que o esperavam. Encontrou o chão, onde se sentia mais confortável. “They’re not getting her, there’s no way.” Repetiu o que dissera ao telefone, mais como uma promessa a si mesmo. Com a mão livre, procurou pela da amiga, deixando uma leve carícia ali; um resposta silenciosa ao beijo a às palavras dela. Um riso baixo escapou pelos lábios de Nicholas, enquanto limpava o rosto, com esperança eliminando qualquer traço visível de seu breakdown. Preparou bebidas em silêncio por um tempo, para despistar os chefes de ambos. As palavras seguintes saíram entredentes e em tom baixo. “Eles não tem o direito, não é justo. O máximo que eles sabem sobre ela é o nome. Eles não tem ideia das cólicas horríveis que ela teve nos primeiros meses, não sabem até onde eu fui para fazer com que ela fosse amamentada por alguém. Eles nunca vão saber o nome do menino que ela gosta, ou então o jeito que ela gosta de comer o cereal dela. Eu sei tudo isso.”
dcxter:
@nicholws won this !!
[ text sent to 50 shades of nico at 9:31 am]: hey man, veio pra aula?
[ text sent to 50 shades of nico at 9:31 am]: tava pensando na gente ir dar uma volta de carro depois da aula
[ text sent to 50 shades of nico at 9:31 am]: só se você não tiver nada mais importante pra fazer, sabe… eu entendo.
[ text sent to 50 shades of nico at 9:32 am]: não entendo não, eu deveria ser a coisa mais importante na sua vida
[text sent to Dexter Breckenridge at 9:35 am] Infelizmente. Na verdade estou fritando meus neurônios em Biologia nesse exato instante.
[text sent to Dexter Breckenridge at 9:36 am] Não se tornou uma pessoa melhor nas férias, I see. Eu estou livre, eu acho. I mean, só se a gente passar na minha casa e deixar a Liz. E se você não dirigir como um louco.
wintzr:
FLASHBACK
Uma parte de si, uma bem egoísta e pequena, queria que Nico não tivesse êxito em tirar a criança dali pois ele próprio passara mais de meia hora tentando persuadi-la a sair do esconderijo antes de ceder e olhar para a janela do amigo. Mas claro, o universo não conspirava ao seu favor. Nunca. Com nada. Malia saiu tão apressada que Winter teve sorte em morder o lábio e segurar as lágrimas enquanto via a menininha se aproximar para lhe dar um beijinho antes de fugir do quarto com o novo brinquedo. Quando os passinhos se afastaram e a voz de Nico soou, Winter finalmente fechou os olhos e deixou as lágrimas caírem. Odiava que era tão fraco ao ponto de sequer ter forças para segurar as lágrimas na frente de alguém, mas simplesmente a vontade era mais forte. ’ —— Eu nem consegui tirá-la dali de baixo, Nico.’ murmurou, abaixando a cabeça para pressionar a testa contra o joelho, escondendo o rosto ali. ’ —— Até minhas plantas morrem porque eu esqueço de dar água.’ lamentou entre um soluço abafado e outro. Seus bichinhos atualmente só estavam vivos porque sua irmã ligava de dois em dias para mandá-lo encher a caixa de ração e a água os gatos tinham um bebedouro próprio. Seus pais nem olhavam para a neta, mal falavam algo com ele, a menina dependia inteiramente de si e ele nem conseguia tirá-la de debaixo da cama.’ —— É uma criança. Isso não vai dar certo.’
Nicholas respirou fundo e ficou em silêncio, sem saber muito bem o que dizer. O único som que escutava eram os soluços baixos e as palavras do outro, e eles doíam. Doíam porque Nicholas se lembrava de sua própria situação e de como ele queria poder dar um manual completo para o amigo. Doíam porque existia uma grande diferença entre os dois: Nico escolheu a vida que tinha, Winter não. Ele foi jogado ali, bem no ano que definiria todo o resto de sua vida. “Você está mentindo para si mesmo. Mas quer saber? Já deu certo hoje, Lyn. Mentir para si mesmo não tem sempre que ser ruim. Quando você joga... E alguém te diz que o seu time não vai jogar, não te dá uma vontade ainda maior? Se você precisar repetir todos os dias que nada vai dar certo, faça isso.” Balançou a cabeça e abaixou o olhar. Não sabia muito bem o que estava falando, mas tinha certeza do que falaria a seguir. Para passar essa segurança a ele, relutantemente, Nico estendeu uma das mãos e a pousou sobre as de Winter. “Alguns dias são melhores do que outros. Crianças não precisam de muito, você vai aprender, mesmo que elas queiram muito.” Revelou, um sorriso pequeno surgindo em seu rosto. Ficou um momento em silêncio, ponderando suas próximas palavras. Já era muito mais do que ele costumava falar de uma vez só. “Eu sinto muito, cara. Acho que eu não saberia nem como continuar sem a minha irmã. And you’re doing great.”
denvers12:
Eu posso fazer coisas incríveis mesmo sem emitir som, não vai ser problema pra mim…” Mordeu o lábio inferior e percebeu o semblante do quase-amigo-de-novo, percebeu que forçou a barra. Odiava ver o brilho que mal via em Nico se esvair assim. “Olha, me desculpa. Eu sei e essa não é uma total verdade. Tive tempos ruins ano passado,” um turbilhão de lembranças enevoaram sua mente, todo o drama e pressão de estar entrando em seu último ano e seu pai ficando mais agressivo ainda, Denvers havia perdido muitos jogos aquela temporada “mas ninguém se lembra disso mais.” Continuaram andando meio que sem rumo entre horário e em um silêncio desconfortável que foi quebrado por Wes falando algo que se arrependeria. “Eu sinto saudade da Liz. E de cozinhar.” Deu uma risada. “Eu sei que isso parece besta e é besta pra caralho mas eu literalmente era feliz e não sabia. Eu ‘tô até pensando em largar o futebol e virar um chef de cozinha, sério. Tava pensando e… Eu sou tão bom!” Olhou para o rosto de Nico esperando encontrar um semblante melhor que o anterior e esperando que ele tivesse esquecido sobre os cartões.
Mais um comentário digno de cartão, mas Nicholas resolveu não falar nada, devido ao clima instalado na conversa. O moreno precisou morder o lábio inferior com força para não perguntar imediatamente sobre os tais tempos ruins. Também precisou de muito esforço e um olhar extremamente focado no chão para não escanear o Denvers à procura de qualquer coisa fisicamente errada. No fim, apenas assentiu às desculpas do outro e continuou andando, o único cartão parecendo pesar em seu bolso. Sentiu como se tivesse tomado um soco direto no estômago ao ouvir o nome da irmã. Porque, no fim do dia, era ela que segurava o Lewalski. Levara muito, muito tempo para fazê-la entender o motivo de não irem mais cozinhar com Wes, ou do garoto não ir mais nadar com ela. Foi difícil para a menina se acostumar com essa nova circunstância. E se ela voltasse ao que era antes rápido demais e tudo desse errado depois? Respirou fundo, inspirando o máximo de ar que conseguia, ao mesmo tempo em que dizia a si mesmo que estava tudo bem. “Talvez a gente possa voltar a isso algum dia.” Disse, tentando tirar aquele sorriso estúpido do rosto para poder olhar para o loiro. Não teve sucesso, mas não se importou. Na verdade, o sorriso apenas cresceu, até se transformar em uma risada. “Eu devia te tirar outro cartão.”
katesedgwick:
Kate sentia falta de conversar com Nico, eles costumavam ser amigos mas agora parecem namorados que terminaram e não sabem o que dizer um para o outro. Kate sempre tenta reatar essa amizade, apesar de não ser culpa dela que se afastaram, ao menos é o que pensa. Porém, hoje as coisas estavam até fluindo porque o outro garoto até esboçou um sorriso. Mas Kate dava este crédito à sua irmã mais nova ela tinha o poder de iluminar a vida das pessoas ao seu redor. “Ai, meu Deus!” Kate disse logo se lembrando de Ella, sua irmã de criação que era basicamente da idade de Liz. “Nem se atreva, deixa que ela descobre sozinha, aí ela não te culpa depois. Ella também está super animada, ela diz que quer conquistar seu próprio império, palavras dela não minhas. E Wes não ajuda nada em fazê-la manter os pés no chão, você sabe como ele é.” Kate também sabia que Wes era um assunto delicado para Nico, eles costumavam ser bem amigos. Mas desta vez foi Wes quem se afastou, Kate sabia muito bem porquê. Ou pelo menos fazia ideia, popularidade é tudo para o irmão desde o freshman year.
Era estranho conversar ali. A sensação era a de que existiam duas Kates e dois Nicholas. Um par possuía o relacionamento que ambos tinham na escola; simples vizinhos de armários. O outro par, que lutava para se sobrepor ao primeiro, era definido por intermináveis tardes no quarto da Sedwick, estudando e conversando; amigos. Eram como linhas paralelas que apenas se encontrariam no infinito. O infinito, mesmo que aparentemente impossível, estava ali. E estava causando uma bela bagunça na mente do Lewalski. “Acho que você está certa. Eu vou ter que limpar as lágrimas teens dela de qualquer jeito.” Deu de ombros, sentindo a postura murchar à menção do irmão de Kate. “É, eu sei sim.” Concordou, com um riso sem humor e ainda sem olhar para a loira. “Então parece que sobra pra você ser a chata carrasca da casa...” Assumiu, em um tom quase engraçado. Porque era exatamente esse o papel que assumia no próprio lar, de acordo com a própria irmã. “Espero que a Liz não seja arrastada para esse império... Mas conhecendo essas duas, eu diria que estamos prestes a ter dois furacões dentro de casa.” Enfiou as mãos nos bolsos do casaco e arqueou as sobrancelhas.
nymcrs:
Odiava essas festas, mas sempre era um pagamento relativamente ok. Se gabava por ter convencido Nico a ter feito um curso de barista com ela alguns meses antes. Não fosse por isso, teria que andar servindo comida. Em vez disso, podiam ficar perto um do outro e, de quebra, experimentar todas as bebidas disfarçadamente. Além do mais, o pagamento era melhor. Foi interrompida pelo telefonema no telefone alheio. Enquanto o outro atendia ao telefone, olhou para sua roupa. Uma saia preta que ia até o joelho e uma camisa branca. Desabotoou alguns botões da camisa e enrolou a saia até que esta estivesse pouco acima do meio de sua coxa. Ainda não era o tipo de roupa que usaria, mas não havia como reclamar demais. O faria mesmo assim, não fosse pelo estado em que Nico voltara. “ Babe, o que aconteceu? ” Era ridícula a tentativa alheia de disfarçar, Yria o conhecia bem o bastante. “ Me conta. Vou fazer alguma coisa boa pra te alegrar, pode ser? Esses idiotas estão preocupados demais com o próprio umbigo pra notar a gente bebendo. ”
“Não foi nada.” Respondeu, olhando para cima dessa vez e piscando algumas vezes. Balançou a cabeça em negação e olhou a garota de cima a baixo, perguntando-se se não devia fazer algo sobre a própria roupa. “Cute outfit.” Tentou mudar de assunto, mesmo sabendo que não ia funcionar. Yria sempre arrancava as coisas dele de qualquer jeito, não adiantava tentar evitar. Nicholas respirou fundo e virou-se, de modo que os presentes na festa encarassem suas costas e não conseguissem ver seu rosto. Ele não podia chorar, de maneira alguma. E se alguém chegasse ali de surpresa? Não podia. “Aquilo foi... O ser humano que, infelizmente, está na minha certidão de nascimento.” Começou, os olhos já cheios d’água. Não sabia se eram lágrimas de raiva ou medo. Os dois, muito provavelmente. “Aparentemente, eles se envolveram em um projeto de caridade.” Enfatizou a palavra, soltando um riso sem humor e revirando os olhos. “Como se eles algum dia fossem realmente se envolver com isso. Enfim, a empresa acha que eles precisam ter uma filha de novo e posar com ela para as campanhas.” Lutava para manter a voz baixa. Mordeu a própria língua até sentir o gosto de sangue para que nenhum soluço audível escapasse. “Eles querem simplesmente vir aqui e pegar a Liz ‘de volta’, como se ela fosse a merda de um objeto que eles me emprestaram.”
wintzr:
FLASHBACK
Pôde apenas balançar a cabeça em afirmação para concordar com o que Nico escrevera. Tinha cinco minutos para recuperar a compostura e tentar fazer a sobrinha sair do esconderijo sob sua cama. Deixando o caderno e o lápis piloto de lado, foi até o banheiro para lavar o rosto; no espelho, quase não reconheceu a si mesmo. Os olhos vermelhos, marejados, o rosto corado e ainda havia o fator nariz entupido. Quando retornou e tentou em vão atrair a criança para fora, resistiu ao reflexo de grunhir em irritação; não era disso que Malia precisava, ela também estava sofrendo, embora não entendesse direito a situação. Voltou então para a cama sentando-se com as costas apoiadas na parede e os joelhos trazidos contra o peito para que pudesse apoiar o queixo nos mesmos. Quando a porta se abriu, Winter ergueu a vista, franzindo levemente o cenho ao ver o ursinho. ’ —— Achei que estava me trazendo presente.’ fingiu lamentar, tentando forçar alguma brincadeira embora a sua voz não ajudasse nisso. ’ —— Embaixo da cama, boa sorte, eu não consegui.’
Nico suspirou, assentindo enquanto se dirigia à cama. Deitou no chão, para que, assim, ficasse no mesmo nível de Malia, encolhida no chão. "Ei, Malia.” Tentou, com o tom de voz mais doce que conseguiu encontrar dentro de si. Não obteve nenhuma resposta concreta, apenas um grunhido da pequena. Estendeu a mão para procurar a mão da criança, segurando os dedinhos finos. “Eu trouxe um presente da Liz.” Anunciou, sorrindo para ela. Conseguiu enxergar os olhinhos da garotinha brilhando e, depois disso, levou apenas alguns minutos para que ela saísse do esconderijo. Nico imediatamente indicou Winter com um movimento de cabeça. A loirinha correu até o tio e lhe deu um beijo estalado na bochecha, além de sussurrar um já volto em seu ouvido. Ela rapidamente escaneou o quarto e encontrou o urso, correndo com ele para fora do quarto. O Lewalski suspirou, o resquício de um sorriso ainda em seu rosto quando se levantou e sentou-se, agora, em cima da cama, perto do Carter. “Você é ótimo, cara. Vocês todos estão passando por algo, não foi você.”
A festa estava para começar. Estava tudo muito estranho para ser uma festa de caridade. Talvez fossem desviar todo o dinheiro, como @nymcrs havia presumido. Pelo menos não iam pagar uma merreca aos baristas. E eles já tinham arrumado tudo, então tinham alguns minutos de sobra. Ou teriam, se o celular de Nico não tivesse tocado. O número no identificador de chamadas fez seu corpo inteiro gelar, as pernas tremendo enquanto ia para um lugar mais reservado atender a chamada. Coisa boa não podia ser. E não era, realmente. Depois do longo discurso do pai, as únicas palavras que Nicholas proferiu antes de desligar o telefone e o colocar no modo avião foram “no, you’re not getting her, no way”. Ficou mais uns bons minutos fora do local, esperando que o vento frio fizesse um bom trabalho em esconder as lágrimas que havia derramado. Ao voltar para dentro, encontrou Yria no mesmo lugar de antes. “Uh, let’s roll?”
collinsbetterthanyou:
“Is it hard to accept a compliment? O que houve? Isso é tristeza pela ideia de nunca mais ver seus amigos ano que vem? Fez um biquinho enquanto escrevia a resposta, desenhando uma carinha triste e chorando no final do bilhete.
Nicholas negou com a cabeça em meio às reações dela, direcionando seu olhar para o professor, nem ao menos lendo o bilhete em sua mesa. Fuck it, pensou. Pelo menos a conversa estava o mantendo acordado. Leu a mensagem, escreveu um rápido “Não. Você vai colocar isso no jornal?”
Nicholas xingou baixinho ao olhar pelo olho mágico e se deparar com @zoragonzales tocando sua campainha. Respirou fundo e abriu a porta. “Oi. Pode entrar.” Disse, hesitante, mas dando o espaço para que a garota passasse. Mordeu o lábio inferior enquanto fechava a porta e pensava em uma maneira de dar-lhe a notícia sem causar um ataque de raiva. “Então...” Começou, já prevendo a própria morte. “Eu sei que eu disse que não ia me atrasar pra chegar em casa... E eu não me atrasei, estou aqui, como pode ver! Mas parece que vou ter que te fazer esperar do mesmo jeito.” Revelou com cuidado, as mãos atrás do corpo. “A Liz foi na casa de uma amiguinha pegar uma roupa que esqueceu, e a mãe da menina vai se atrasar pra deixar ela aqui. Desculpa?”
denvers12:
Wes fechou o rosto pra Nico. “Isso não é justo. Você me proibiu de falar sobre a única coisa que me interessa… Sobre mim!” Sorriu com a expressão facial do garoto na sua frente enquanto procurava pelos cartõezinhos no bolso detrás da sua calça. “Isso não é justo.” Repetiu. “Agora eu tenho mais dois e medo do que vai acontecer quando eles acabarem.” Ele realmente apreciava o esforço de Nicholas para torná-lo uma pessoa diferente, talvez até melhor, mas não acreditava que isso seria possível. “Eu posso ver… Sabe, eu meio que sinto sua presença torcendo pra mim lá da sua casa enquanto eu estou no campo.” Levantou o rosto e fingiu indignação. Eles não conversavam há anos desde a última semana, mas a cada jogo Wes sentia a ausência de Nico, não eram muitas as pessoas que ele gostaria que estivessem lá, torcendo.
Nico segurou o riso, mantendo a expressão séria e austera. Pegou o cartão e o colocou em seu próprio bolso, assim suavizando a expressão. “We’ve talked about that. All of it, actually.” Nicholas quase riu novamente ao perceber que estava usando sua mom voice com o Denvers. Aquele tom e, especialmente, aquelas palavras eram direcionados a Liz quando ela, por exemplo, argumentava que queria mais uma bola de sorvete. “Vai ter que ficar sem falar o dia todo, já que: as aulas nem começaram, você já perdeu um cartão e não consegue pensar em uma mísera coisa que não seja sobre você.” Explicou com o sarcasmo e a expressão de quem explicava que dois mais dois são quatro. O ligeiro bom humor se esvaiu um pouco com as últimas palavras ouvidas, fazendo com que o Lewalski abaixasse o olhar pela primeira vez durante a conversa. Quando conversaram pela primeira vez em tempos, tinham prometido tentar, por mais difícil que fosse. Não sabia quanto ao Denvers, mas tentar era algo muito difícil para o moreno. “Eu não posso assistir aos jogos, e você sabe.” Murmurou em resposta. “Você ganha de qualquer jeito, what’s the point?”