asasnoturnas:
Sabia que era uma pessoa sujeita a não resistir, mas ainda sim foi a feira de adoção com o intuito de não levar nenhum gato. Não tinha falado com Victor sobre isso e não ia simplesmente chegar com um animal do apartamento dos dois sem consulta-lo. Entretanto, ao baixar-se para falar com algum dos felinos não pôde resistir e logo já os tinha nos braços. Olhou a mulher aninhada com quatro e resistiu a vontade de fazer como ela, se já queria levar aquele, com certeza ia ficar com mais vontade dos próximos. "— Eu não te julgo, eu não devia tá aqui, não vou saber resistir.“ Pensou em seus horários e se o gato não ficaria muito sozinho, mas saia tão pouco, seria uma companhia tão boa tem um animalzinho… "— Sansa é sua cachorra ou gata? Eu nunca tive, to querendo criar um, mas acredito que não seja tão fácil quanto só levar pra casa.”
O processo de escolher dois dos quatro gatinhos não estava sendo fácil, visto que a ideia de deixar dois para trás, e esses dois não serem adotados, era algo que não queria encarar. Apesar de ter espaço em casa, não queria que a primeira gata fizesse da vida dos moradores mais novos um inferno. De pé, virou-se para ver quem falava consigo, sendo incapaz de controlar uma risada ao ouvi-lo completamente. ─ ─ Eu te entendo bem, infelizmente. Quando passei por aqui e os vi, sabia que iria embora para casa com pelo menos dois. ─ ─ Agradecia muito o fato do irmão apreciar tanto a companhia dos felinos quanto si, e sabia que seria uma festa quando ele os encontrasse a primeira vez. ─ ─ Gata. Está comigo há alguns anos. ─ ─ Lembrava-se muito bem, do dia que, há quatro anos, encontrara a gata ainda filhote, largada em uma caixa em um beco qualquer da alemanha. ─ ─ Realmente não é fácil assim. Mas olha, se quiser eu posso te ajudar. Tenho gatos há um bom tempo, e apesar de não trabalhar com eles, conheço algumas coisinhas sobre que podem te ajudar. ─ ─











