Nico e Sophia
Nico: Estava passeando pela floresta, pensando na mesma coisa se sempre, quando me lembrei de Sophia, eu precisava conversar com ela, precisava entender o que está acontecendo. Liguei para ela; “Sophia, pode me encontrar no lago em 20 min ?” falei torcendo por um sim ou claro.
Sophia: Eu estava sentada no sofá. Escutando algumas músicas que descrevem como está minha vida no momento. E por incrível que pareça, elas foram as únicas que ainda não me abandonaram. Mas o telefone tocou bem na hora do refrão "Tudo bem. Tchau" Eu o respondi meio seca e comecei a me arrumar.
Nico: Ela parecia um pouco irritada, e eu não podia falar nada, ela tinha todas as razões do mundo para me odiar. Fui para casa, me arrumei e fui para o lago, ela ainda não estava lá. Sentei-me em uma pedra e fiquei observando uma foto dela que eu tinha no bolso.
Sophia: Eu colocava a roupa com muito cuidado. Não podia ver quase nada com as lágrimas que caiam dos meus olhos. Eu só queria que toda aquela dor acabasse. Aquilo estava me matando. Fui andando até o lago e me sentei ao lado de Nico. "Porque você está vendo uma foto minha?" Perguntei com um nó entalado em minha garganta.
Nico: Tomei um susto quando vi ela ao meu lado. “Eu.. Ham.. Eu..” disse guardando rapidamente a foto e ficando sem palavras. “Olá peque… Digo, Sophia, obrigada por vir..” falei olhando-a em seus olhos.
Sophia: Eu percebi que ele ia me chamar de pequena. Ele me chamava assim quando ainda eramos namorados. E ele não parava de olhar em meus olhos. Droga, eu deixei uma lágrima escapar.
Nico: “Ei.. Não chore” disse limpando a lágrima em seu rosto. “O que foi ?” falei desviando olhar, percebi que não deveria olhar em seus olhos por muito tempo, só se eu quisesse sentir mais dor ainda.
Sophia: "Nada. Só não entendo como você teve coragem de me abandonar" Eu falei meio abalada. Finalmente aquele maldito nó saiu de minha garganta.
Nico: Aquelas palavras doeram muito. “Eu vim aqui para isso Sophia, para te pedir desculpas, desculpas pela dor que te causei, pela confusão que fiz na sua cabeça, por ter partido seu coração, por não estar ao seu lado, não te acompanhar” falei, mas parei para tomar fôlego. Eu sabia qual seria a resposta dela, sabia que magoaria ela , sabia que eu ia me afastar, mas antes de deixa-la ser feliz de vez, tinha uma coisa que eu precisava fazer, pela última vez, mesmo que eu fosse ganhar um tapa na cara.
Sophia: "Olha, eu....eu não sei o que falar. minha vida está virada de cabeça para baixo. Eu confiei em você." Eu falei. Mas as palavras pareciam sair de minha boca sem eu permitir. Minha cabeça já não controlava meu atos.
Nico: Eu fiquei parado olhando ela, pensando, até que me aproximei e a beijei; Levantei correndo. “Desculpa !” falei com um pouco de culpa, eu havia agido por impulso, eu a amo, e e precisava fazer isso antes de ir embora. Comecei a caminhar em direção a saída do lago.
Sophia: "Nico!!!......Nico" Gritei correndo atras dele e puxando seu braço "Espero que você não se esqueça disto." Falei o jogando no chão e me sentando em cima dele. E logo em seguida, beijei sua boca.
Nico: Sophia acabara de fazer tudo que eu precisava, mil coisas vieram a minha cabeça, todas as minhas memórias com ela simplesmente apareceram. “Porque.. Porque fez isso ?” perguntei.
Sophia: "Porque eu precisava fazer isso." Falei saindo de cima dele "Vai dizer que você não queria?" Olhei para ele que ainda estava no chão
Nico: “Não.. Eu queria !” falei me levantando. “Mas acho que se esqueceu de quem eu sou.. Lembra daquele garoto traidor, que te abandonou, e que você odeia e sempre terá raiva do mesmo ?!” falei olhando para baixo; eu só queria uma resposta positiva, por mais idiota que eu fosse.
Sophia: "Eu queria estar com raiva de você. Sério." falei o observando "Eu...eu não consigo ficar com raiva de você. Sabe o porque? Porque eu ainda te amo." Me encostei em uma arvore colocando a mão em minha testa
Nico: “Tem certeza ? Mesmo ?” falei me aproximando dela. “Então permite que eu faça isso certo ?” falei puxando ela para perto de mim e a beijando.
Sophia: Eu sorri, meio boba, olhando fixamente pra ele. "E você não se importa se eu fizer isso, não é ?" Falei o jogando com força no chão e subindo meus dedos bobos em sua barriga.
Nico: Sabe quando você cai em um buraco, e acha que nunca mais vai sair dele, até que vem uma luz e te tira de lá ? Pois é, foi exatamente assim comigo. “Não, não me importo !” falei rindo
Sophia: "Você me ama. Verdadeiro ou falso?" Perguntei colocando minha cabeça em seu braço. Eu sorriu o dei um beijinho.
Nico: “Existe alguma palavra que represente mais do que verdadeiro ?” falei sorrindo. “Vem, vamos sair daqui, ta frio, quer ir lá para casa ?” perguntei me levantando junto com ela.
Sophia: "Eu não sei" Falei junto a uma risadinha "Dessa vez podemos is até a minha casa?"
Nico: “Ok..” falei “Quer apostar uma corrida ? Quem chegar lá 1 merece um beijo!” falei sabendo que ganharia um beijo e rindo.
Sophia: "Hm, mas você sabe que vai perder." falei rindo "No já. 1.. JÁ" Eu o enganei e sai correndo. Com um sorriso no rosto enquanto ele estava atras de mim.
Nico: Ela era realmente rápida, cheguei lá depois dela. “Deixa eu adivinhar, tenho que te dar um beijo né ?” disse me aproximando dela e a beijando. “Deixa eu dar 2?” perguntei dando outro beijo.
Sophia: "Tá bom de beijos. Porque eu sou difícil." Falei abafando o riso e abrindo a porta de minha cara.
Nico: “Vish, difícil é ? To ferrado..” falei sorrindo e entrando. “Bonita casa, o que podemos fazer ?” me sentei no sofá.
Sophia: "Bom, o que você quer fazer??" Sorri de leve me jogando no sofá
Nico: “Eu quero te fazer perguntas.” falei “Vamos fazer um jogo de perguntas ? Só pode responder a verdade” perguntei a olhando.
Sophia: "Tem certeza? Eu acho que isso não vai dar muito certo.." Eu o olhei com um olhar de desaprovação. Mas logo em seguida eu aceitei.
Nico: “Só duas perguntas ! Não vale responder não sei.” Falei com as perguntas na cabeça. “Quem você prefere, eu ou o Peter ?” Perguntei
Sophia: "Por favor Nico. Você não acha que já me colocou sob pressão de mais?" Olhei para o teto "Eu odeio ser colocada sob pressão"
Nico: “Eu não vou conseguir viver ao seu lado com essa dúvida me torturando sophia !” falei um pouco triste “Preciso dessa resposta !”
Sophia: "Eu....Eu não sei responder essa pergunta" Olhei no fundo dos seus olhos "Eu não sei!!"
Nico: Pensei um pouco, mas eu tinha que respeita-la, não iria forçar nada. “Ham..” falei pensando. Ganharia um fora se pedisse para ela ficar comigo. Mesmo com os beijos que eu tinha dado nela, sabia que ela estava confusa, resolvi não falar nada. “Então quer ver um filme ?” perguntei
Sophia: "Tá. Tudo bem. Mas não vai acontecer nada de mais. Certo?" Falei sorrindo e segurando alguns filmes que estavam em cima da mesa "Vai querer assistir qual?"
Nico: “Não, Não vai..” falei sorrindo “Pode escolher ai..”
Sophia: "Você já assistiu Jogos Vorazes?" Eu sorri de leve colocando o dvd "Eu amo. E já li todos os livros." Me sentei ao seu lado. Mas sem toca-lo. Pois fiquei com medo de que ele estivesse com raiva de mim.
Nico: “Já, mas posso assistir de novo” falei observando ela se sentar.
Sophia: "Eu adoro" sorri de leve me apoiando no sofá com meu braço "Team Finnick" levantei o braço e logo depois sorri
Nico: ri um pouco.. Tá, lá estávamos nós, vendo um filme. Ai chega na parte que os malditos se beijam. Olhei para o lado; “Droga..” eu murmurrei, tinha sido um pouco mais alto que o esperado. Eu só queria me controlar, desde que eu vi ela após perder a memória, e vi que ela não estava comigo, comecei a fazer várias besteiras..
Sophia: Com certeza a cena da caverna é a melhor do filme. Só que eu não pude negar que me senti meio desconfortável. Aquela cena fez com que ambos ficassem tristes. Ai eu vejo a Katniss. Uma garota tão corajosa que se voluntariou por sua irmãzinha. Que passava fome e caçava ilegalmente para sustentar sua família. E depois, eu vejo o Peeta. O garoto do pão. Certamente ele me lembrava ao Peter. E o Gale. Que é o "corno" na história. O que salvou a Katniss quando quando ela estava com fome. Que a ensinou a caçar. E assim como a Katniss, eu me sentia dividida.





