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Kiana Khansmith

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@nikksmth
benngraham:
Concordou com a cabeça quando ela falou que sabia como as coisas funcionavam, deu um pequeno sorriso para ela, incentivando-a a continuar. Escutou a morena falar sobre a decisão ser em conjunto mas também ser forçado por seus superiores. Entendia a preocupação das pessoas ao redor dela, mas forçar alguém a fazer terapia não era sempre a melhor ideia, o que lhe acalmava era o fato dela ter dado a entender que a decisão também fora dela e o fato dela estar ali, de ter procurado ele, lhe dizia muito. Escutou casa palavra dela, fazendo anotações vez ou outra. Ela não se culpar era um ponto positivo no ponto de vista do psicólogo, tornava tudo um pouco mais fácil. “Quantos anos faz desde o acidente.” - Achava ter lido na ficha dela,mas agora não tinha certeza. “Tomar uma decisão como essa nunca é fácil, independente dos fatores” - Ele acreacentou após ela finalizar. Aproximou-se da mesa de centro e pegou a caixa de lenço e entregou a ela, para que enxugasse as lágrimas. “Me conte um pouco sobre como era sua relação com seu irmão.” - Pediu volta do ao seu lugar, fazendo mais algumas anotações porém sem tirar os olhos dela. “Me conte tudo o que puder se lembrar sobre vocês, se brigavam, se vocês se davam bem, o que gostavam de fazer. Como era a relação de ambos com seus pais.”
“Vai completar dois anos em dezembro”, respondeu rapidamente. Por mais que Nicole tentasse esquecer tudo o que tinha acontecido, das péssimas lembranças que tinha, era impossível fugir daquele pesadelo ou ignorar o que tinha acontecido com Nico. Com o tempo ela tinha aprendido a lidar melhor com aquela dor que carregava, mas não significava que com o tempo as coisas se tornavam mais fáceis. “Não tinha outra alternativa. Nem mesmo todo dinheiro do mundo ou os melhores médicos do mundo poderiam salvar Nico, não há esperanças quando se trata de morte cerebral. E eu apenas fiz o que o meu irmão gostaria de fazer, ele era doador...”, Nikki se lembrava dos médicos explicando tudo para ela e das alternativas que sua família poderia tomar, mas não perdeu muito tempo pensando naquilo. Não era justo manter o corpo de seu irmão ligado às maquinas que eram seu suporte de vida sendo que aquele não era seu desejo, de forma que a selecionada levou menos de cinco minutos para decidir o que deveria ser feito. “Nico era o meu irmão mais novo, mas sempre fomos como unha e carne. Ele era o meu porto seguro, quem sempre fazia questão de me ajudar e de me incentivar. A gente adorava ficar juntos sempre que tínhamos uma oportunidade”, era muito estranho falar de como as coisas eram com seu irmão mais novo, sempre usando os verbos no passado. “Ele era a pessoa mais importante da minha vida”, resumiu.
notreallyking:
Nicole parecia surpresa com os preparativos dele, e por mais que surpreendê-lá fosse seu objetivo, ele não conseguia decidir se aquela surpresa que ela demonstrava era algo bom ou ruim, esperou por um momento enquanto ela analisava tudo e se manifestasse. Quando ela falou sobre a comida ele finalmente relaxou abrindo um grandioso sorriso, o que o deixava ainda mais empolgado com sua ideia, havia acertado com ela, pelo menos era o que ela demonstrava. “Perfeito, começaremos pela parte que eu estava ansioso, a comida.” - Arqueou ambas as sobrancelhas, fazendo graça. Qualquer um pensaria que Hunter era morto de fome, mas ele gostava de dizer que ele era um apreciador nato da comida e a verdade era que ele adorava experimentar coisas novas. Observou-a ansiosamente enquanto ela colocava um pouco para ele no prato, esperou que ela provasse primeiro e quanto ela pareceu aprovar a comida ele a imitou. Mastigou por alguns segundos até que foi possível sentir o sabor.“Hummm” - Tentou falar mas aquilo saiu mais como um gemido de aprovação. “Isso é bom. Eu esperava um gosto completamente diferente. É banana?” - Perguntou tentando identificar aquele gosto. Era definitivamente bom. Riu quando ela falou sobre a música é decidiu provocá-lá um pouquinho. Levou a mão ao peito fingindo decepção. “Poxa Nicole, Eu estava esperando aprender a dançar ritmo com você hoje.” - Riu e então negou com a cabeça. “Eu estou brincando, vim preparado.” - Disse piscando pra ela e então pegou um pouco mais da comida. Aquilo era bom demais. Quando to há mastigado tudo, ele virou-se levemente para ela, para olhá-la de frente. “Nikki, eu a convidei pois eu gostaria de recomeçar.” - Ele falou, talvez entrando em um terreno perigoso, talvez não. “Eu sinto que não começamos com o pé direito, não comecei com o pé direito com quase nenhum selecionada.” - Confessou. “Mas eu queria concertar as coisas e acho que pra isso eu preciso ser mais eu mesmo sabe.” - Tentou explicar sem saber se estava conseguindo chegar onde queria. “Estou tentando ser eu mesmo e quero que vocês sejam vocês mesmas. Estamos aqui para nos conhecermos e se não gostarmos um do outro, bom…” - Ele fez uma curta pausa, dando de ombros. “Nós tentamos, certo?” - Esperava que ela entendesse e de certa forma concordasse contigo. Ele queria dizer, com tudo aquilo, que estava levando a seleção a sério, que queria conhecê-las melhor. Alcançou a mão dela que estava sobre a mesa e a segurou delicadamente. “O que me diz?” - Ele perguntou num sorriso esperançoso.
Nicole assentiu positivamente com a cabeça. “A banana-da-terra-frita é o principal ingrediente do prato”, explicou. Talvez a aparência do mofongo pudesse enganar, mas isso não tornava a comida menos deliciosa. Porém, Nikki era um pouco suspeita para julgar aquela parte vistos que adorava a culinária porto-riquenha; pessoalmente, a selecionada considerava aquela culinária melhor do que a americana que não tinha nada de extraordinário em seus pratos. “Minha mãe apenas ensinou para mim a respeito da culinária local, da cultura e de algumas histórias famosas, e a falar espanhol. Nunca se passou pela cabeça dela em ensinar reggaeton para os filhos”, apesar de se tratar de um estilo bastante famoso entre os latinos e de estar ganhando maior visibilidade mundial, Nikki sabia que o ritmo podia gerar algumas polêmicas por suas letras e danças bastante sensuais; certamente que nenhuma mãe tinha a iniciativa de ensinar tais coisas para os filhos. A selecionada escutou que Hunter tinha a dizer e era impossível não concordar com o homem, sempre quando saiam tinha a impressão de que algo estava falando, que não estava tendo a chance de conhecer o verdadeiro Hunter, e hoje em comparação com os encontros anteriores estava sendo diferente. “Você acredita que eu cheguei a desabafar com o Dick sobre isso? Me senti patética por um minuto”, talvez a palavra “desabafar” não fosse a melhor para descrever a conversa que tinha tido com Montgomery a noite do karaokê, mas ainda assim tinha sido um alívio colocar algumas coisas para fora. “Eu sei que posso ser uma pessoa complicada de lidar e que nem sempre é fácil se aproximar de mim, mas eu adoraria ter uma nova chance com você. Quero poder conhecer o verdadeiro Hunter”, do jeito que as coisas estavam anteriormente, Nikki tinha a sensação de que não tinham feito nenhum avanço. Dessa vez, esperava conhecer um pouco mais de Hunter, pelo menos para poder decidir se gostava ou não dele.
notreallyking:
Deixou o sorriso no rosto, sentindo as bochechas queimarem, sentia o coração disparado, tinha conseguido acertar uma com a morena! Ouviu a voz do pai em sua cabeça, o velho tinha razão em dizer que ele estava se escondendo atrás de uma cortina de dúvidas e medos por todas aquelas semanas. “Eu queria fazer algo para mostrar o quão incrível você é, Nicole…” - Comentou passando a mão na cabeça em direção à nuca. “Que bom que gostou!” - Tomou sua mão direita e depositou um beijo leve. “Não! Não quero que agradeça! Quero que se divirta!” - Comentou puxando a cadeira de palha da cabeceira da enorme mesa para ela se sentar, e tomando o lugar ao lado. “Hoje sou seu convidado! Esse é seu almoço!” -Apontava para mesa repleta de comidas. “Então… Por onde começamos?” -. Comida mexicana era o único contato que Hunter tinha com a culinária latina, assim os pratos super coloridos porto-riquenhos estavam sendo algo que lhe chamavam a atenção, mas que não se arriscaria a provar antes que Nikki lhe certificasse que eram bons.
Os olhos de Nicole percorreram por toda a surpresa que Hunter tinha preparado, com o objetivo de ver até mesmo os pequenos detalhes e nunca se esquecer daquele momento. Seu ex-namorado tinha feito gestos românticos que poderiam ser considerado peculiares, do tipo que alguém da área da medicina gostava, como deixar que Nikki o auxiliasse numa cirurgia complicada (o fato de ser enfermeira e namorar um dos médicos mais prestigiados do Northwestern Memorial Hospital vinha com benefícios como aquele), mas nunca tinha feito algo tão grandioso como aquilo. “O que me diz de começarmos pelas comidas? Elas estão com uma cara ótima”, ao olhar os pratos dispostos na mesa foi impossível não reparar o mofongo, que era uma iguaria de Porto-Rico. Cuidadosamente, Nikki pegou um pouco para si e depois serviu para Hunter em um prato e entregou para o homem, estava curiosa para ver a reação do mesmo. Ao provar a comida foi impossível não se lembrar de sua mãe e de suas origens latinas, está excelente. “Prove e me conte o que achou, e nada de mentiras. Quero sua opinião sincera”, por ter crescido com contato da cultura latina, Nikki adorava comidas que tinha um tom latino um pouco misturado com a comida caribenha, mas não fazia ideia do que Hunter poderia achar daquela união de gostos e sabores. E além da comida, também tinha um reggaeton tocando. “Vejo que até na música você escolheu direitinho, mas sinto te decepcionar que eu nunca dancei reggaeton na minha vida. Esse não é o tipo de coisa que mães ensinam para as filhas”, apesar das influencias que tinha aprendido com sua mãe, havia muito da cultura de Porto Rico que não conhecia por ter morado e estudado numa região predominantemente branca e rica de Chicago.
benngraham:
Quando ela confirmou quem era, Benjamin puxou em sua memória a ficha de Nicole, e nunca ficara tão feliz por ter uma memória excelente, ajudava saber o por que ela estava ali, mas obviamente a deixaria falar. Ele precisava que ela confiasse nele e que se abrisse, era assim que funcionava. Uma vez sentado de frente para ela, ele pegou a pasta de anotações que geralmente deixa na mesa de centro entre aqueles sofás e conforme ela falava ele fazia algumas anotações. “Entendo.” - Disse primeiramente antes de continuar. “Fico muito feliz que tenha tomado a iniciativa de vir conversar comigo, este é um passo muito importante e é sempre bom procurar ajuda.” - Falou, mesmo que imaginasse que ela já houvera aquela conversa antes. Notou o olhar dela se fixar no chão e sabia que ela falaria da morte do irmão.“Eu sei que você já fez terapia antes, após o acidente com seu irmão. Foi um pedido de seus pais ou você quem decidiu procurar ajuda?” - Perguntou olhando para ela, mas pronto para anotar. “Creio que já saiba que suas crises de pânico são causadas por causa do acidente, certo? Eu imagino que você se culpe pela morte dele, já que você estava dirigindo.” - Aquela, por mais que soasse como uma afirmação, era uma pergunta. Uma das quais ele julgava ser a mais importante. “Você ainda não se perdoou pelo que aconteceu, certo?”
“Sou enfermeira e estou acabando o curso de medicina, sei como essas coisas funcionam”, Nicole não tinha procurado Graham porque sentia que precisava conversar com ele e tentar resolver seus problemas, e sim que era o certo a se fazer. Além do mais, seria uma negligência de sua parte deixar de procurar ajuda sendo que tinha todos os meios possíveis naquela ilha. “Foi uma decisão que tomamos juntos, e os meus supervisores no hospital onde faço estágio como interna também deram uma leve pressionada para que eu fizesse terapia. Eles me proibiram de acompanhar qualquer atividade cirúrgica, e eu vivia com um residente acompanhando cada passo que eu fazia e que anotava tudo num relatório”, aquela tinha sido uma fase complicada para Nikki. Na época, a selecionada só queria que as coisas voltassem a ser as mais normais possíveis, ela não queria que nada a lembrasse da morte do Nico, mas parecia impossível fugir daquele pesadelo que estava consumindo toda sua vida. “Sim, eu estava dirigindo”, falou rapidamente. Falar naquele assunto já era complicado demais, de forma que ela estava evitando ter muitas lembranças daquele dia terrível. “Para ser bem sincera, eu culpo os médicos responsáveis pelo caso. Veja bem, por mais que o acidente tivesse sido feio, existiam chances no Nico sobreviver. O local onde o acidente aconteceu foi numa área um pouco complicada, próximo há Aspen, o que dificultou que o resgate chegasse a tempo. Além disso, o neurocirurgião para o hospital em que nos levaram estava ocupado demais num jantar para atender a ocorrência”, quando se deu conta Nikki estava chorando na presença do homem, mas ainda assim encontrou forças para prosseguir com o caso. “Mas apesar disso, de saber que a culpa está relacionada a uma série de fatores e da negligencia médica, isso não tornou mais fácil a decisão de desligar as máquinas que eram o suporte de vida dele”, Nikki estava no início de seu internato no hospital, mas sabia muito bem como aquele tipo de coisa funcionava. Quando era declarada a morte cerebral de um paciente não havia mais volta, nem mesmo um milagre seria capaz de salvar Nico.
montgomery-dick:
🌠 ele era obrigado a concordar com a morena — por mais doloroso que fosse. em nenhum momento a selecionada tinha dito que era um encontro — ou não-encontro como preferia chamar. e tinha deixado bem claro que sua intenção era colocar os estudos em dia. e Dick só tinha aceitado pra passar um tempo junto de Nicole. — então quer dizer que tudo isso não passa de um plano secreto para me torturar? bem que estava desconfiando das suas verdadeiras intenções comigo. estava bom demais para ser verdade. — brincou. o homem estava ficando entediado com aquele esquema de perguntas e respostas. mas por Nicole o sacrifício compensava no final das contas. — não custa nada tentar. não tenho culpa se o Hunter não está fazendo nenhuma investida. e você não pode me julgar por tentar. vai que hoje não é o meu dia de sorte. — admitiu. Dick tinha prometido para seu amigo que não iria se envolver com nenhuma das participantes. e estava cumprindo com sua palavra. mas aquilo não significava que podia brincar ao menos um pouco. — jogo de perguntas e respostas? hm. me parece interessante. e o fato de eu ter passe livre é melhor ainda. — comentou. nunca tinha pensado no que iria perguntar para Nicole. a selecionada não dava aquele tipo de abertura para todos. e apesar de ter uma infinita possibilidades de perguntas. de poder descobrir sobre os segredos mais profundos da mulher. o homem optou por começar com algo mais fácil. — você se apaixonou alguma vez?
Por mais surpreendente que fosse, Nicole conseguia se surpreender bastante na companhia de Dick. Levando em conta a primeira conversa que tinha tido com ele, como a primeira interação deles tinha sido terrível, era engraçado ver como eles conseguiam se dar tão bem juntos. Certamente que a noite do karaokê tinha tido seu papel naquela parte, pois foi o momento em que percebeu que Richard Montgomery conseguia ser legal. “Poxa, como você descobriu o meu plano ultra maligno para poder te torturar aos pouquinhos? Pelo jeito vou precisar arrumar uma nova tática”, era errado ela se divertir daquele jeito junto de Dick? A todo momento Nicole se lembrava que ela era uma selecionada, que estava ali por Hunter (em tese) e das regras da Seleção; era preciso lembrar para si mesma que Dick não passava de um amigo e que as coisas deveriam permanecer daquele jeito, apesar dos flertes e algumas investidas que ele fazia. “Em nenhum momento eu disse que o Hunter não estava fazendo investidas, só disse que as coisas estavam um pouco estranhas entre a gente. Não venha dar uma de jornalista e distorcer minhas palavras”, por mais que quisesse negar de todas as formas, Dick estava correto. Até o momento Hunter não tinha feito nenhuma investida, mas ela tinha esperanças de que o clima entre os dois melhorasse um pouco; sempre que conversava com o homem Nikki tinha a sensação de algo estar estranho entre eles, como se não estivesse tendo a oportunidade de conhecer o verdadeiro Hunter. “Eu posso saber o seu interesse na minha vida amorosa? Sorte sua que eu prometi que seria honesta nas respostas, e que você tinha passe livre para perguntar o que quisesse”, Nicole era bem reservada quando se tratava de sua vida pessoal, nem mesmo chegava a discutir com sua mãe a respeito de alguns assuntos. “Sei que posso parecer ser uma pessoa um pouco dura, que não deixa os outros se aproximarem com facilidade, mas eu já me apaixonei. Conheci ele no meu trabalho e ficamos juntos por alguns anos, mas terminamos faz dois anos porque tínhamos metas bem diferente para o futuro”, enquanto seu ex-namorado estava pensando em casamento e filhos, Nicole nem sonhava com aquela possibilidade; ela estava no começo da sua carreira na área da medicina e não estava pronta para se tornar esposa ou mãe. “Agora é minha vez. Você traiu sua ex-esposa?”
benngraham:
Terminava alguns relatórios importantes sobre seus pacientes. Não havia conversado ainda com todas as pessoas da casa, mas ele já conseguia notar porque ele havia sido contratado. Muitas pessoas ali tinham problemas nas quais não conseguiam lidar e ele estava mais do que feliz em poder tentar ajudá-las. Ficava feliz quando tinha sucesso, gostava de ajudar as pessoas, assim como ele fora ajudado em sua infância. Tirava seu oculus e colocava sobre a mesa quando sua porta, que antes estava apenas encostada, fora aperta, revelando uma das selecionada que ele não tinha conversado ainda. “Claro.” - Disse num sorriso simpático. Ele então apontou para o sofá no canto da sala. “Por favor, sente-se. Senhorita Smith, certo?” - Perguntou para ter certeza que ela se tratava de Nicole Smith. Havia pego a ficha de cada pessoa que estava naquela casa, para estudar cada uma delas. Havia sido muito inteligente da parte da produção investigar casa um ali. Ele se levantou, somente para se sentar perto dela, no na poltrona oposta a que ela se encontrava. “Como posso te ajudar hoje?”
Se Nicole se sentia mais confortável ao seu consultar com seu terapeuta? Com toda certeza, mas como não tinha como recorrer a ajuda de seu psiquiatra o jeito era pedir a ajuda do senhor Graham. Por mais que ela não gostasse de reviver tudo o que tinha acontecido, ela mais do que ninguém sabia como era importante cuidar-se mentalmente sem contar que havia uma ética entre médico e paciente que lhe deixava um pouco mais confortável; nada do que falasse do Ben iria sair daquela sala, era algo que só dizia respeito a ambos. Nikki sentou-se no sofá, tentando se sentir o mais confortável possível visto que em poucos minutos estaria falando sobre sua vida e seus traumas. “Isso mesmo”, não sabia se o senhor Graham tinha se dado o trabalho de ler a ficha de cada uma das selecionadas, ou se tinha ao menos tentado se familiarizar com todas, mas não podia negar que o fato dele saber o seu nome tornava as coisas um pouco mais fáceis. Talvez estivesse enganada a respeito daquilo, mas Nikki preferia imaginar que ele já sabia a respeito do básico, se tornava mais fácil para falar o restante. “Há algumas semanas eu tive um ataque de pânico e achei que seria bom poder conversar com alguém, conseguir uma ajuda profissional enquanto estou aqui na Seleção...”, enquanto falava, a selecionada desviou seu olhar do de Graham, e encarou um ponto fixo no chão. “Meu irmão mais novo morreu num acidente de carro, eu estava dirigindo, e desde então tive diversas crises de estresse pós-traumático que se manifestavam através de ataques de pânico, mas com a ajuda do meu psiquiatra consegui melhorar esse quadro. Fazia uns quatro meses desde o meu último ataque de pânico”, tirando a conversa que tinha tido com Dick em outro dia, era a segunda vez que falava a respeito de tal problema para alguém ali dentro da mansão.
As coisas estavam confusas nas últimas semanas, tinha se aproximado de todas as mulheres ali, todas à sua disposição, contudo todas com suas variações de personalidade e humor o deixavam louco. Na noite anterior, tinha tomado algum tempo antes de dormir para escrever sobre cada uma das selecionadas e suas conversas, acabando por notar que ele e Nicole estavam em uma relação “estranha”, no final das contas se sentira um tanto amedrontado pela personalidade da morena, o que o fazia agir como se tivesse um escudo, se protegendo nas conversas, sem dar abertura à ela. Decidido a remediar qualquer mal-entendido causado, acordou cedo correndo à sala da produção, pediu para que providenciassem uma tenda, decorações e comidas porto-riquenhas. Agora, um dos garçons tinha ido chamar a @nikksmth, enquanto ele fuçava no celular colocando um reggaeton, do qual ele só entendia o nome do país, estava com uma camisa branca de mangas curtas e uma calça caqui, quando a viu se aproximando começou a dançar batendo palmas e rindo “ Exagerei? ”- questionou abaixando o som e rindo sem graça.
A Seleção estava mexendo com os sentimentos de Nikki de uma forma que ela nem poderia colocar em palavras, sem uma sombra de dúvidas estava sendo uma experiência de outro mundo. Por mais que sentisse que aos poucos estava conseguindo se sentir mais confortável na casa e junto das outras pessoas presentes, se aproximando de algumas selecionadas, funcionários e convidados, não podia negar que estava um pouco frustrada e confusa em relação ao Hunter King. Smith não tinha ido até lá para conseguir um marido, e sim porque seus pais acreditavam que aquela seria uma boa experiência após todas as coisas que tinham acontecido desde a morte de seu irmão, mas isso não a impedia de querer conhecer Hunter um pouco melhor; quem sabe ela pudesse se apaixonar por ele durante aquele período. Porém, toda vez que acabavam conversando as coisas nunca fluíam naturalmente, alguém sempre estava pedido desculpa por alguma coisa e era como se ambos não estivessem sendo verdadeiros, como se estivessem tentando agradar alguém. Então, quando recebeu um aviso que deveria se encontrar com King sentiu-se um pouco receosa a principio, mas chegando ao local ficou boquiaberta com o que encontrou. “Eu não consigo acreditar nisso...”, Nikki estava muito impressionada com o esforço que ele tinha tido reunindo vários elementos da cultura de Porto Rico, uma de suas raízes da qual se orgulhava muito. “Está tudo perfeito, Hunter. Nem sei como posso te agradecer por isso”, de certa forma ter tais elementos porto-riquenhos ali fazia com que ela se lembrasse de sua mãe, e assim se sentisse em casa.
Fazia certo tempo desde o último ataque de pânico que tivera dentro da Seleção, e mais ainda se fosse ver o seu histórico dentro da casa, mas ainda assim Nicole achava que seria uma boa ideia dar uma passada no consultório do psicólogo da Seleção. Frequentar a terapia tinha sido essencial para ela na época em que seu irmão tinha morrido, de forma que acreditava que seria um pouco útil poder conversar com Benjamin. O fato de estar confinada naquela ilha, com várias pessoas diferentes e tendo que participar de uma competição era motivo suficiente para deixar alguém estressado, par mexer com os sentimentos e com a cabeça de uma pessoa. “Com licença, senhor Graham. Esperava ter uma palavrinha com o senhor”, falou ao entrar no consultório do psicólogo. Nicole sabia como era terrível ter um ataque de pânico e a sensação de impotência que vinha junto, de forma que ela queria evitar passar por tal situação novamente enquanto estivesse na Seleção.
with: @benngraham
🌠 — queria deixar claro que esse é o pior não-encontro da minha vida. — reclamou. quando @nikksmth tinha comentado da possibilidade dele a ajudar com os estudos não achou que a mulher estava falando sério. por isso tinha aceitado a proposta. mas pelo jeito a morena levava aquela ideia de estudos à sério demais. mesmo estando numa ilha paradisíaca. numa mansão incrível — e com muitas coisas para poderem fazer. lá estavam os dois no quarto da selecionada enquanto a mesma colocava os estudos em dia. — por que você não pediu ajuda do Luca? aposto que ele teria ficado mais contente do que eu. — comentou. os dois eram médicos. gostavam daquele papo de medicina. enquanto Dick lia as perguntas sem nem ao menos saber o que as palavras e termos científicos queriam dizer. — ainda voto pela sugestão de você tirar uma peça de roupa toda vez que acertar uma pergunta. e eu tiro uma quando você errar. assim fica mais divertido.
Por mais que Nicole estivesse se irritando com as reclamações de Richard de cinco em cinco minutos, até que estava sendo engraçado vê-lo daquela forma. “Eu nunca disse que isso era um encontro, e se você teve a impressão errada não posso fazer nada a respeito”, Nikki tinha deixado bem claro para ele que estava precisando rever os seus estudos, precisava compensar o tempo perdido em relação aos seus colegas de faculdade, e a única obrigação de Montgomery era ler os cartões com perguntas e respostas que ela tinha preparado cuidadosamente para estudar; uma missão relativamente fácil e o homem só não estava se saindo melhor devido as constantes reclamações. “Conhecendo o Luca provavelmente ele iria gostar disso, mas não posso negar que está sendo divertido ver você nessa posição”, Nicole pretendia procurar o médico para conseguir uma espécie de monitoria improvisada enquanto continuasse na Seleção, mas enquanto aquele momento não chegasse a selecionada não via problema em se divertir à custa de Dick. “Essa é a quinta vez que você sugere que eu fique pelada, e essa é a quinta vez que preciso dizer não. Nada de tirar suas roupas, ok?”, no início a selecionada tinha rido com as propostas indecentes do homem, achava que não passava de uma simples brincadeira, mas estava se tornando um comportamento um pouco irritante. “O que você me diz de deixarmos a medicina de lado e focarmos em perguntas pessoais? Você pergunta o que quiser e eu faço o mesmo”, apesar das brincadeiras que tinham sobre serem amigos e assim por diante, Nicole tinha se dado conta que não conhecia nada a respeito do homem; o máximo que já tinha ouvido falar era sobre as informações mais básicas e que circulavam a respeito de Dick na mídia.
montgomery-dick:
🌠 ele negou com a cabeça. era impossível esquecer que a morena e outras mulheres eram selecionadas. aquele era um lembrete que dizia para si mesmo todo santo dia — não queria cometer o erro de pegar uma das mulheres de Hunter. era mais fácil para o homem lembrar das mulheres que estavam solteiras e que não estavam entre as selecionadas — o que não era muita opção. — é muito bizarro perguntar como as coisas estão indo com o Hunter? amigos falam dessas coisas. e pseudo-amigos podem fazer também.só adianto que não vou te ajudar em nada a conquistar ninguém. vai ter que descobri por si mesma. — falou. Dick tinha dito o mesmo para Eve — sua melhor amiga — e pretendia manter a mesma posição com relação as outras. o homem não via problema em falar sobre Hunter. mas não achava justo interferir dando dicas ou ajudando — se fizesse isso por uma, iria ter que fazer por todas. — meus pêsames pelo cara que te tratar desse jeito. já é um cara morto. se bem que julgando o que você falou, duvido que vá se amarrar com alguém desse jeito. — comentou. a mulher já tinha deixado clara que era dona de uma personalidade forte. era de se esperar que ela não fosse aceitar ser uma esposa troféu como muitas mulheres se sujeitavam. — em nome de todos os advogados do mundo, peço desculpas em nome do babaca com quem você saiu. te garanto que somos melhores do que ele.
Por um momento Nicole não soube o que responder ao escutar a pergunta de Richard, a respeito de como as coisas estavam indo com o Hunter. Em tese era algo muito simples de se explicar, mas as palavras estavam presas em sua garganta. “Eu ainda estou conhecendo ele, mas ainda é cedo para dizer alguma coisa”, na verdade já tinha se passado certo tempo desde que a Seleção tinha começado, mas a sensação que Nikki tinha era que não tinha feito nenhum avanço se comparado com outras garotas. Ela ainda estava conhecendo Hunter King, e aos poucos estava passando a se sentir confortável junto da presença do homem, mas ainda seria necessário mais um tempo para que pudesse confiar no homem. “Nunca diria que seria capaz de concordar com você em algo, mas esse dia finalmente chegou. Eu nunca seria capaz de me relacionar com alguém que se sinta ameaçado por mim, ou que tentasse me rebaixar”, uma das coisas mais comuns que Nicole já tinha presenciado eram homens que não sabiam lidar com mulheres em posição de poder, assumindo cargos importantes dentro das empresas e em outros lugares; e como ela tinha grandes sonhos e ambições para sua vida profissional, esperava encontrar um parceiro que a apoiasse ao longo da trajetória. “Se você quer compensar esse meu encontro terrível, e provar para mim que nem todos advogados são desse jeito, o que me diz de me ajudar com os estudos? Sim, eu trouxe para cá um material para estudar, pois enquanto meus colegas estão se matando de estudar eu estou numa competição para me tornar a esposa do Hunter; preciso compensar isso de algum jeito. E já adianto que você não precisa saber nada de medicina, é só ler os cartões que eu fiz e ver se eu respondi corretamente”, no final daquele ano Nikki iria fazer sua prova para começar sua residência, de forma que era preciso estar preparada para tudo. E o melhor método que tinha conseguido encontrar fora confeccionar vários cartões, com perguntas e respostas, que servia para ela tentar decorar a maioria das doenças.
agentmxddox:
Aquela era a sua segunda rodada de karaokê finalmente e estaria livre, continuava não concordando com aquele tipo de coisa já que estava de serviço. Quando seu nome foi novamente anunciado, conversou com um colega e o instruiu a ficar de olho, se encaminhando para o palco logo depois. “Boa noite, Smith. Já que não tem jeito, só vamos…” Não havia animação em sua voz, mas apesar da seriedade tinha uma pitada de gentileza e educação ali, afinal a mulher não tinha culpa do karaokê ou de colocarem ele naquilo. Aceitou o shot que ela lhe ofereceu comum aceno de cabeça, seria a segunda e última dose da noite, não era o suficiente para derruba-lo e era o bastante para fazê-lo aguentar tudo aquilo, principalmente depois de ouvir a sugestão da música. Não era uma música ruim, apenas não fazia seu estilo e… fazia-o lembrar de Camille. Pressionou os lábios em uma linha fina respirando fundo antes de virar-se para ela. “Sempre dou conta de tudo o que faço”. A olhava com um leve dar de ombros, pegando os microfones e entregando um para ela. “Mas eu canto a parte da Minaj”.
A selecionada não estava muito satisfeita com a ideia de cantar junto com Adrian Maddox, visto que mal se conheciam e a atitude do guarda só fazia com que Nicole odiasse ainda mais aquela ideia. Será que ele não podia fingir que estava um pouco satisfeito? Que aquela noite estava sendo divertida. Nikki cruzou os braços e encarou o homem; ele não era o único ali que tinha uma personalidade forte naquela mansão. “Vamos ver se você realmente dá conta”, sua fala tinha saído como uma espécie de desafio e, talvez, ela realmente estivesse propondo um desafio para Maddox. Nicole bebeu o seu shot e logo foi pegando o microfone, pois queria acabar com aquilo o mais rápido possível. “She got a body like an hourglass, but I can give it to you all the time. She got a booty like a Cadillac, but I can send you into overdrive, oh. You've been waiting for that . Step on up, swing your bat see, anybody could be bad to you. You need a good girl to blow your mind, yeah”, começou cantando a parte das artistas Jessie J e Ariana Grande; de todas as música que tinha cantado naquela noite, sem sombra de dúvidas que aquela era a mais agitada de todas.
ultimate top ten ships meme → grey’s anatomy ships (as voted by my followers) #9. mark/callie “We’re a family… sort of. And we’re doctors, and we’re best friends, and we’re good people.”
Nikki e @luckgiu
Karaokê night
luckgiu:
Claro que ela iria preferir focar nos sapatos, lembrando ou não do que ela dissera, seria muito mais seguro, ainda mais ela sendo uma selecionada. “Quer dizer então que você não me acha mais bonito?” Se inclinou levemente na direção dela para que só ela ouvisse a pergunta, gargalhando baixo em seguida, se afastando e se recompondo. Ele não fala sério só estava a provocando mesmo, ainda que a lembrança daquela noite fosse algo que divertisse seus dias tediosos desde então. “Faz bem, perder o controle nem sempre é bom, talvez na maioria das vezes não seja” Completou fazendo uma careta. “Beba água e coma alguma coisa enquanto bebe, estará mais segura assim”. Sugeriu com uma piscadela e a experiência de quem sabia o que estava dizendo. “Eu até me faria de difícil, mas pra sua sorte, hoje eu estou facinho”. Riu, nem mesmo ele acreditava no que tinha acabado de dizer, sem saber ao certo se estava só implicando ou flertando com a mulher, o que não seria adequado de qualquer forma. Provavelmente era o efeito da cerveja e Luca não estava em condições de ficar com a consciência pesada ou se arrepender, talvez na manhã seguinte. As sugestões de músicas o surpreendeu um pouco e logo um enorme sorriso estampava seus lábios. “Ótimo gosto para músicas” Implicou um pouco antes de pensar sobre o assunto, uma das músicas era triste demais para si, lhe lembrava Tessa e só o deixaria melancólico se a cantasse. “Podemos cantar How We Operate?” Perguntou, preferindo aquela música por ser um pouco mais agitada também.
Nicole corou ao escutar as palavras do mais velho, evidenciando que estava um pouco sem graça. “Eu posso continuar te achando bonito, só não vou expressar isso de cinco em cinco minutos”, uma das coisas que tinha feito quando estava bêbada, além de dar detalhes explícitos de sua vida pessoal, Nikki tinha elogiado bastante o médico. Normalmente, ela teria conversado com ele sobre a pesquisa que ele tinha escrito, talvez até pedisse que ele agisse como seu mentor durante o tempo em que estivesse na Seleção, mas a única coisa que conseguiu falar era como o médico era atraente e sexy. “Eu não gosto de perder o controle”, Nikki era uma pessoa metódica em vários sentidos, de forma que gostava de ter tudo sobre controle e quando algo saia do inesperado ela se sentia um pouco ansiosa e estressada; ela sabia que era impossível manter o controle das coisas durante o tempo inteiro, mas sua mania controladora parecia ser um pouco mais forte do que tudo. Quando Luca afirmou que topava cantar uma música junto dela, Nikki sorriu para o amigo e em seguida bebeu o seu shot. Nicole pegou um dos microfone e foi junto do amigo cantar. “Calm down and get straight. It's not our eyes, it's how we operate”, aquela canção não fazia muito o seu estilo, mas não podia negar que combinava muito com eles.
Karaokê night
agxlpxrk:
Sorriu largo dando alguns pulinhos quando Nikki aceitou seu pedido. “O que acha de Justin Timberlake ou Backstreet boys?” Sugeriu mantendo a animação, passando o braço pelo dela e já direcionando para o palco, parando antes apenas para tomar um shot e servir outro a ela, afinal era a regra.
Nicole demorou certo tempo para decidir qual música queria cantar, visto que as duas opções que a outra selecionada tinha escolhido eram igualmente incríveis. “Acho que nessa eu vou de Bakstreet boys”, por mais que Nikki também adorasse as músicas de Timberlake, era impossível competir com o amor que ela tinha pela antiga boy band. E seguindo a regra antes de cantar, a selecionada virou mais um shot. “Pronta pra gente fazer o melhor show das nossas vidas?”
montgomery-dick:
🌠 o homem assentiu com a cabeça concordando com a afirmação da morena. até que eles formavam uma ótima dupla. e o mais surpreendente de tudo era que Dick não esperava aquilo vindo da mulher. podia esperar essa sintonia vindo de Eve. Lavínia. ou de Hunter. mas pelo jeito ele e Nikki eram ótimos psudo-amigos. — o meu ego faz parte do pacote. — falou. ele não ligava de ser chamado de convencido. ou por outra coisa do gênero. o advogado sabia que aquilo era verdade e não via sentido em tentar provar o contrário. — me apaixonar por você? olha agora quem está sendo convencida aqui. —retrucou. o homem estava se esforçando para se manter afastado das selecionadas — no sentido romântico da palavra — e esperava manter sua palavra até o final. e aquilo significava que nem mesmo podia brincar com aquela possibilidade. — sorte do Hunter que ele fez veterinária. — murmurou. — e eu posso saber o que você tem contra advogados? pelo que sei seu pai também trabalha nessa área.
“Eu não estou sendo convencida coisa nenhuma, Montgomery. Ou você se esqueceu de que sou uma das selecionadas”, antes mesmo de descobrir que estava entre uma das 12 garotas sortudas, Nicole já tinha dado uma lida nas regras e nos termos de participação, de forma que era impossível se esquecer do detalhe que todos os pensamentos românticos deveriam ser dirigidos somente ao Hunter; não existia nenhuma brecha para que ela pudesse se envolver com outra pessoa. “É esperado que eu acabe me apaixonando pelo Hunter, enquanto você está livre. Então, olhando pela lógica da questão, e outros fatores envolvidos, é mais fácil que você se apaixone”, no fundo Nikki se sentia um pouco estranha por discutir aquele tipo de questão com Richard, ainda mais que ela se tratava de uma das selecionadas, mas aquilo não podia ser pior do que as coisas que tinha contado para Luca quando estava bêbada. Além do mais, não era como se estivesse quebrando alguma regra; tudo naquela conversa não passava de uma mera suposição. “O fato do meu pai ser advogado não significa que eu não o ame, só me mostrou que eu não quero um como parceiro...”, de uma forma ou de outra Dick sempre conseguia arrancar informações de sua vida e família, e tudo acontecia tão naturalmente que ela não se importava de contar. “Eu não quero ser tratada como o Robin numa relação, como o meu pai faz com a minha mãe. Eu sei que ele a ama e que é capaz de fazer tudo por ela, mas ao mesmo tempo ele deixa o fato de ter uma empresa de advocacia subir à cabeça; é como se ele fosse o Batman e minha mãe o Robin. E eu quero estar numa relação em que me tratem de igual para igual, eu também quero ser o Batman”, talvez aquele não fosse o melhor exemplo, mas era a melhor forma que conseguia explicar. “E há uns dois anos, quando eu terminei o meu namoro, aceitei sair com um amigo do meu irmão que tinha acabado de se formar em direito e foi completamente insuportável. Devo ter pegado um trauma depois disso”, Nikki tinha se esforçado para tentar apreciar o encontro, mas parecia ser impossível quando a outra pessoa só sabia falar sobre leis e ameaçar os garçons toda vez que um pedido se atrasava.
Karaokê night
luckgiu:
“Não mesmo” Riu afirmando que ela estava certa em pensar aquilo, ele sempre iria implicar com ela com aquela informação. “Não teria graça fingir que nunca aconteceu e eu nem estou mencionando as coisas que você me disse, só tô falando dos sapatos”. Provocou em tom risonho, era divertido implicar com a médica e fazia tempo que Luca não se divertia, talvez por isso continuasse insistindo naquilo, mas ele pararia se percebesse que a outra não estava gostando ou ficando chateada com aquilo. “Aí não seria divertido, você pode encher a cara, só não misture muitas bebidas e beba bastante água”. Completou com um pequeno sorriso.
Nicole deu uma pequena risada diante da fala do mais velho, pelo jeito ele não deixaria que ela se esquecesse daquele momento por um bom tempo, mas compensava com o fato de estar lembrando apenas do sapato e não de outras coisas constrangedoras e pessoais que tinha dito para ele. “Eu não sei você, mas eu prefiro focar apenas no sapato e esquecer das outras coisas que eu te contei”, Nikki não era o tipo de pessoa que saia falando abertamente de sua vida amorosa ou flertando descaradamente como tinha feito com Luca, de maneira que era impossível sentir uma pontada de vergonha quando pensava nas coisas e no modo escrachado em que tinha falando. “Eu só não quero correr o risco de perder o controle”, como não tinha o costume de beber muito, alguns poucos drinks já podiam fazer um belo estrago nela. “O que você acha da gente cantar uma música, ou você vai ficar aí se fazendo de difícil? Pensei que poderíamos cantar How To Save a Life ou How We Operate, mas se quiser pode sugerir outra canção”, ela sabia muito bem que as canções estavam longe de serem animadas, mas de certa forma era possível se lembrar da profissão dos dois; era a escolha perfeita, na visão de Nikki, visto que se tratavam de dois médicos.