no silêncio da madrugada o barulho é interno.
Caren B.
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@noitesilenciosa
no silêncio da madrugada o barulho é interno.
Caren B.
100 % não é fim; é começo.
Estar completo não deveria ser uma meta, mas sim obrigação. Precisamos ter em mente que só podemos dividir nosso eu com alguém, quando estivermos prontos para transbordar – afinal não podemos doar o que não temos. Mas não é assim que acontece. A carência e o medo de ficarmos sozinhos nos levam a compartilhar o que mal temos para nós mesmos, e só percebemos ser pura idiotice depois de feito. Não deveria ser assim. Digo, está cheio de teorias sobre isso na internet. Mas não basta. Insistimos em quebrar a cara uma, duas, três – milhões - de vezes, para só depois perceber o que deveria ser evidente. Isso sempre me fez pensar: será que temos algum apego ao sofrimento e a melancolia está enraizada em nosso ser? Só pode. É como se fosse um cálculo matemático: temos os números e a fórmula exata, mas, na hora de executar, erramos apenas um sinal – onde era positivo, insistimos no negativo – e tudo dá errado. Vivemos em uma busca incansável para nos encontrar em outro alguém e mal imaginamos que estamos perdidos dentro de nós mesmos. Procuramos outras pessoas para nos preencher mesmo sabendo, em nosso subconsciente, que podemos nos transbordar sozinhos. É uma busca inacabável por algo que está em nós. O que deve parar. Agora! Não podemos viver a vida pelo menos. Merecemos mais. Somos mais. E que fique claro de uma vez por todas: não necessitamos de ninguém para isso. Podemos ser 100% conosco.
Pedro Peixoto.
Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi.
Caio Fernando Abreu. (via intimidei)
Todo mundo já teve um amor e um peixe de aquário que morreu na primeira semana.
Gabito Nunes. (via supostos)
Se ele estivesse a fim, você estaria no meio do final de semana dele. Se ele realmente estivesse a fim, o guri já teria mencionado que seria uma ótima oportunidade você conhecer os amigos que ele tanto fala. Se ele estivesse a fim de verdade, haveria mais conversas e não tantas tentativas de puxar assunto vindo da sua parte. Se a vibe estivesse rolando da maneira como você espera, insegurança seria apenas na hora de escolher a roupa para encontrá-lo. Se ele ainda estivesse na sua, você não teria se identificado tanto por aqui.
Guilherme Pintto (via amorabusado)
Mas eu acho que um dia nós acabamos seguindo em frente sem ao menos perceber.
O Diário de Katherine. (via aluador)
SNAPCHAT: quenchaul
E eu fico aqui lendo, relendo os SMS que você me mandava. Vendo o quão a gente poderia ter dado certo. Ter dado certo mesmo. E de repente, puf. A gente pisca os olhos e acabou. Agora é um pra lá e o outro pra cá. Você segue a sua vida, e eu a minha. E lembrar que acabou dói, cara. Dói muito.
Laura Mello. (via romanteios)
Olá, João. Ou João Gabriel. Ou Santiago, não sabemos ainda, eu e sua mãe não conseguimos nos decidir. Sei que eu queria brasileirar Lenon ou Dilan, mas sua mãe anda redutiva quanto a isso, diz querer protegê-lo. Mas do quê, a gente pode saber? Talvez de fazer sucesso com as menininhas do Jardim de Infância com um nome lendário desses. Mas não se chateie, ok? Nós vamos encontrar uma solução. Bem, eu não sei como começar isso, é estranho falar com uma barriga gorda, a última vez que fiz isso foi aos sete anos quando o tio Lino me jurou ter comido o Caco, um hamster branquinho que eu tinha. Mas isso é uma longa história. Você quer um hamster também? O pai compra. Pai. Que troço esquisito pra quem ainda come sucrilhos pela manhã. Mas agora está tudo bem. Nós não planejamos você, mas o inesperado aconteceu. Primeiro eu tive algumas crises peterpânicas, sumi por um tempo, cheguei a sugerir que você fosse interrompido. Aí veio o ultrassom, aquela canção do Cat Stevens num comercial sobre o verão, os livros do “Diário de Um Banana” na livraria perto daqui. Então eu decidi que precisava de você, talvez mais que você de mim. Acho que você pode me ensinar muitas coisas. Não coisas como lidar com peitos, isso eu já aprendi aos 23. Há montes de outras coisas que eu preciso saber, como ser menos egoísta, menos farisaísta, menos inconsequente. Ou como dar nó em gravatas, seu avô já tentou trezentas vezes, mas acho que ele não sabe direito o que está fazendo. Bem, acho que já deu pra sentir que ainda estou confuso quanto ao meu papel nessa peça que a vida me pregou. As coisas vão mudar, eu sei, mas acho que vou me sair bem. Dizem que, agora sim, vou conhecer o verdadeiro amor. E, confesso, estou curioso e trêmulo. Talvez eu desmaie no seu parto, tudo bem pra você? Mas é só questão de idade, pulando essa parte a gente pode sair do hospital, conhecer o mundo e passear por aí. Comecei uma poupança pra você. Já tem trinta reais. Sei que não é muita coisa, mas já dá um McLanche Feliz. O que você acha? Depois, mais tarde, talvez uns vinte anos, podemos beber algumas cervejas e falar sobre garotas ou sobre o que está errado na escalação do nosso time do coração. O que você quer agora? Batatas fritas? Uma garupa até a praça do avião? Uma guitarra? Uma estrela do mar? Bem, como você pode ver, o clima é de ansiedade, alegrias e de uns tapinhas nas costas. Tenho recebido muitos abraços, parabéns e recomendações para criar juízo. Não sei que porra as pessoas estão pensando quando me mandam criar juízo. E também não entendo os parabéns, foi fácil e gostoso fazer você, mas isso é papo pra daqui uns quinze anos. Quem sabe, se der tempo, você conheça seu bisavô. Ele está com Alzheimer. Às vezes ele joga o prato inteiro de comida na parede e os adultos acham um pouco triste, mas acho que você vai até achar engraçado. Aliás, estou louco pra escutar seu riso. E também já fiz planos de cantar “Hey Jude” quando você começar a espernear no berço que ganhamos dos seus avós de Pelotas. Não será perfeito o tempo todo. Haverá dias que você vai berrar sem parar e eu vou implorar pra você começar a falar agora mesmo, e diga afinal o que é que você quer. Mas tudo bem, a gente faz as pazes e algumas fuzarcas. E depois você pode adormecer no meu peito assistindo “Três é Demais” no sofá, até a mamãe chegar. Ah, sobre a mamãe. Bem, acontece que não estamos mais juntos. Não sei explicar, essas coisas são meio complicadas, temo que se eu começar a explanar como funciona os relacionamentos você relute sair daí e depois precisaremos gastar todo dinheiro da sua faculdade numa cesariana desnecessária. Vai ser um pouco estranho, mas hoje em dia é comum os pais morarem em apartamentos separados, por mais idiota que isso possa parecer. O lado bom é que você terá dois quartos. É, nós adultos somos muito idiotas mesmo, na maioria das vezes a gente não sabe direito o que está fazendo. Mas não se preocupe, ainda somos amigos, a gente se dá legal e estaremos sempre por perto. Sem brigar, a gente jura. Sei que estamos sempre jurando coisas, mas vamos trabalhar duro. Por você. Certo? Se está bom pra você, dá um chute. Se não, dois. E pode apostar, vamos amar você infinitamente mais e melhor do que a gente já se amou um dia. Como assim, quanto é infinito? Infinito é infinito. É tudo. É pra sempre. É sem fim. É uma coisa que não dá contar nos dedos. Nem na calculadora? Não, nem na calculadora, filho.
Gabito Nunes. (via animicida)