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Office para iPad deixa seu tablet realmente produtivo
Quando a Apple anunciou que seu pacote iWork seria incluso, gratuitamente, com novos dispositivos com o iOS e Macs, parecia que ela havia fechado a porta para uma versão do Office para o iPad. Como poderia a Microsoft levar seu caro pacote de aplicativos para escritório para um mundo cheio de apps gratuitos ou quase gratuitos?
A resposta: superar o iWork tanto na forma quanto na função. A Apple diz que produtos como o Pages são os aplicativos de escritório mais bonitos para o iPad e seus outros aparelhos. Mas com o Office para iPad, a Microsoft roubou a coroa.
O Office para iPad é uma coletânea de três apps: Word, PowerPoint e Excel. O OneNote para iPad está disponível desde 2011, e outros apps como o Lync, Skype e Yammer também estão disponíveis na App Store. Os novos apps rodam em iPads com o iOS 7.0 ou superior, e são gratuitos: com eles você pode ver e apresentar documentos criados no PC, por exemplo. Você também pode acessar documentos armazenados no OneDrive, OneDrive for Business e SharePoint. Mas para criar ou editar documentos, é necessário ter uma assinatura do Office 365, que custa R$ 21 mensais ou R$ 209 por ano. Essa assinatura também dá direito a instalar o Office em até 5 PCs ou Macs, e 5 tablets. O que torna o Office para o iPad tão importante é que realmente dá pra trabalhar em um documento, em vez de ficar “catando milho” em uma telinha minúscula como no Office Mobile em um smartphone.
Feito para o toque
De acordo com a Microsoft, o Office para iPad não é nem uma “versão melhorada” do Office Mobile para o iPhone, nem uma “versão reduzida” do Office para o Windows. Em vez disso é uma versão especializada do Office, projetada especificamente para o iPad.
Concordo completamente. O Office para iPad representa uma experiência “destilada”, apresentada de acordo com a estética do iOS. Na verdade prefiro trabalhar nele do que no Office 2013, em parte porque a Microsoft organiza as funções mais usadas de forma tão intuitiva, usando uma “ribbon” com ícones no topo da tela. No Word, por exemplo, o Office para iPad preserva o recurso de criar notas de rodapé, mas não tem as funções de Mala Direta e Referências. É provável que você não sinta falta delas.
Trabalhar com texto no Office para iPad é algo intuitivo para qualquer um que já usou o iOS. Tocar em uma palavra move o cursor para aquele local, e tocar duas vezes cria barras que você pode arrastar para selecionar um bloco de texto. Segurar e soltar o dedo mostra uma série de opções para a seleção ou inserção de texto. Segurar o dedo sobre o texto mostra o ícone da lupa. A Microsoft desenvolveu uma nova ferramenta de zoom, mais larga, que destaca uma palavra inteira. Mas tudo o que vi foi a visão circular padrão.
A maioria dos recursos foi preservada
Ocasionalmente, a Microsoft se deixa levar pela nova interface. Um exemplo é a função “Localizar e Substituir”, de uso muito comum. No Word 2013 eu só preciso digitar Ctrl+F para abrir um menu. Mas no Office para iPad não há atalhos de teclado, e para encontrar uma palavra é preciso clicar no ícone da lupa no canto superior direito da tela, e então na engrenagem no canto esquerdo. Só então você irá encontrar o recurso que estava procurando. Não chega a ser completamente contra-intuitivo, mas de qualquer forma é incômodo.
No geral o Office para iPad mantém alguns dos recursos que se tornaram quase uma marca registrada do programa, incluindo a capacidade de rastrear mudanças e a co-autoria de documentos. O rastreamento de mudanças ocupa a maior parte do menu Review no Word para iPad e parece especialmente bem implementado. A co-autoria também é suportada, então múltiplas pessoas podem trabalhar em um documento ao mesmo tempo.
Mas há uma omissão notável: impressão, o que parece inexplicável em um pacote de escritório. Mas os executivos da Microsoft deixaram implícito que este recurso será adicionado em uma versão futura, em breve.
Em termos de recursos, comparar as Office Web Apps com o Office para iPad mostra que a versão para tablets está alguns passos atrás da versão online. No Word na web, por exemplo, é possível adicionar uma forma ou nota de rodapé a um trecho de texto, recurso que não está disponível na versão iPad. Mas todo o resto é idêntico entre as versões. Como no Word online, a versão para iPad tem um corretor ortográfico, mas não tem verificação gramatical ou dicionário. E usuários avançados irão notar que alguns dos recursos mais avançados para a formatação de sessões não estão disponíveis.
Por outro lado, algumas novidades adoráveis ajudam a amenizar qualquer angústia que possa ser causada por estas omissões. Por exemplo, a Microsoft incluiu um teclado customizado no Excel para facilitar a entrada de dados e fórmulas. E por sua vez, as fórmulas (e não funções, como são chamadas no Excel online) estão organizadas por categoria, de forma similar na qual o Excel 2013 as organiza. Novamente, os modelos (16 no Excel para iPad contra 9 no online, e 26 na versão desktop) se mostram excepcionalmente úteis, bem como as opções para gráficos.
Uma ferramenta sólida
Tradicionalmente, as Office Web Apps (agora chamadas Office Online) parecem com o Charlie Brown tentando chutar a bola: justo quando um recurso é desesperadamente necessário, a Microsoft tenta te vender o pacote Office completo. Nunca esbarrei nesse problema no Office para o iPad, nem em muitas situações onde eu simplesmente não fui capaz de realizar uma tarefa simples, porém vital.
Ainda não passei tempo suficiente usando o Office para iPad junto com o iWork da Apple para determinar se um pacote é superior ao outro. Mas minha opinião é que você irá preferir o Word ao Pages, e talvez Excel ao Numbers. Sempre fiquei muito impressionado com o Keynote, e acredito que a maioria dos usuários de iPad irá continuar com ele.
Meus parabéns à equipe do Office para iPad. Eles criaram um pacote de apps “gratuitos” tão bom, ou melhor, do que qualquer coisa que a Apple já tenha criado. A pergunta que falta é: como será a próxima versão do Office para Mac? Se a Microsoft conseguir fazer o raio cair duas vezes no mesmo lugar, a equipe do iWork na Apple terá muito trabalho pela frente.
Vem aí o Wi-Fi de 10 Gb
Qual a velocidade máxima do roteador Wi-Fi que você tem em casa? 150 Mb/s? 300 Mb/s? Ou você é atualizado e comprou um roteador com Wi-Fi 802.11ac que chega a 1,3 Gb/s? A partir do ano que vem, essa taxa de transferência não vai parecer tão alta: a norte-americana Quantenna Communications anunciou que vai lançar um novo chip de alto desempenho capaz de atingir velocidades de até 10 Gb/s.
Como chegar a uma velocidade tão alta? A ideia é bem simples, na verdade. Hoje, os melhores roteadores Wi-Fi à venda no Brasil costumam ter na ficha de especificações técnicas algo como “MIMO 3×3″ — isso significa que eles conseguem enviar e receber três fluxos de dados ao mesmo tempo. Como os dados são transferidos de forma paralela, é natural que, quanto maior o número de fluxos de dados, maior seja a velocidade.
O que a Quantenna fez foi exatamente aumentar a quantidade de fluxos de dados: em 2015, a empresa planeja lançar um chip MIMO 8×8, com espectro de 160 MHz, o dobro do que conseguem os roteadores atuais. Ele será compatível com o atual padrão 802.11ac e também funcionará com dispositivos mais antigos que ainda usam 802.11n ou até mesmo o velho 802.11a, com uma velocidade bem menor que os 10 Gb/s, claro.
O chip é voltado tanto para redes corporativas quanto para redes residenciais, mas deve demorar um pouco para se popularizar: pelo menos no início, ele não estará disponível para smartphones, tablets ou placas de rede Wi-Fi com USB, por exemplo — mas provavelmente veremos a novidade aparecendo nos desktops, notebooks e roteadores lançados nos próximos anos.
Fundada em 2007, a North-IT atua em consultoria em TI, com ênfase em outsourcing, segurança, suporte e assessoria em redes físicas e lógicas.