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@nrxnz-blog
“Este tipo de coisa não deveria acontecer comigo, eu sinto muito.” Noreen apertou os olhos e suspirou, claramente decepcionada consigo mesma. Voltou a encará-lx, a vergonha marcada nos olhos amendoados da menina enquanto ela afastava-se um pouco. “Eu não sou a ‘selecionada desastrada’, eu prometo, eu só queria ajudar. Não faz diferença agora, certo? Deixe-me consertar isso, por favor.”
( sadisticdrxgon )
[FLASHBACK]
À primeira demonstração de pureza, Baelor sorriu, nervoso, os olhos voltados justamente para a Merandus que aceitara desposar com Maegor por conta de laços familiares. Ele duvidava que Sierra deixaria que uma Merandus ocupasse o trono novamente, mas não pensava estrategicamente no momento —— ao menos por aqueles poucos segundos, permitiu que a impulsividade tomasse conta de seus atos enquanto se aproximava pouco mais da morena, a cabeça pendida para o lado enquanto mantinha um sorriso calmo nos lábios. Baelor não era um ator de todo ruim, afinal. Assim que Noreen o respondeu, entretanto, o moreno negou, uma risada pouco curta demais para que se considerasse verdadeira saindo dos lábios claros, olhos faiscantes na direção da morena. “Não duvidaria de mim se fosse você.” Negou levemente, umedecendo os lábios, o pouco humor que ainda restava sendo utilizado de sua forma característica: por meio do deboche. “Nunca viu uma tulipa?” Semicerrou os olhos, buscando a dita flor antes de negar, bufando. Baelor nunca saberia encontrar o espécime —— ignorante demais para tal, muitos diriam; até mesmo ele próprio o faria, não fosse o orgulho exacerbado. Admitir as próprias falhas não era algo que o Calore faria tão cedo, preferia muito mais caçoar das dos outros, hipócrita demais para admitir que ele mesmo não era a personificação da perfeição. Os pensamentos não estavam mais na conversa por segundos, e não se manteriam por muito mais tempo, não fosse o incentivo da Merandus em oferecer-lhe a flor, o que ensejou no Calore pouco menos do que algum tipo de desgosto e incômodo, ainda assim sorrindo em resposta à morena. Não importava o que pensava da Merandus, decidiu, tampouco quão bela parecia em meio a todo o seu aspecto pueril. Baelor decidiu que a destruiria naquele momento, aceitando a flor com pouco menos do que relutância em meio às expressões torpes que levava consigo diariamente. Era de se esperar que a flor entrasse em combustão assim que sofreu o contato com as labaredas do bracelete do moreno, e ele meramente deu de ombros ante as palavras seguintes dela, os olhos azul escuros encarando-a enquanto colhia mais uma das flores do jardim. Quantas teria que queimar até que Noreen percebesse que não eram as plantas que o mantinham ali? Pendeu a cabeça para o lado, a sobrancelha arqueada enquanto deixava escapar uma pequena risada nasal, negando logo em seguida. “Nem tudo nesse castelo é meu.” Observou, arqueando os cantos labiais para baixo com pouco mais do que um bom humor disfarçado, subitamente recarregado no que concernia à índole da Merandus —— inocência demais o enervava, mas não por muito tempo, e, de toda forma, já decidira o que fazer com a prima; acalmara-se um pouco, portanto. O sorriso simpático, ou quase isso, interpôs-se a medida em que negava, mudando de postura antes que Noreen notasse algo, ainda que duvidasse que a prima pudesse antever seus movimentos. Era uma Merandus e no momento se via incapaz de utilizar seus poderes; inofensiva, em termos mais gerais. Antes que Noreen recolhesse outra das flores do arbusto, todavia, Baelor não conseguiu conter o revirar de olhos, segurando seu pulso fino com apenas uma das mãos antes do ato em si. “Gosta tanto das dálias, Noreen?” Semicerrou os olhos, pela primeira vez naquela conversa chamando-a pelo seu nome de batismo. “Deixe-as. Não as arranque.” Deu de ombros minimamente, uma expressão pouco mais austera posta na face minimamente destruída. “Vai precisar de algum tipo de santuário daqui pra frente.” Um lugar onde possa encontrá-la sozinha. Assentiu, umedecendo os lábios enquanto sorria tranquilamente na direção da Merandus, por nenhum momento retirando os olhos dos seus.
A garota sabia que não seria fácil. Não por tratar-se dela —— o que já era motivo suficiente para evidenciar os erros futuros —— mas pelo fardo que os murmuradores carregavam. Ela entendia a rivalidade que cercava o reino, mas ignorava. A vida era feita de muito mais do que políticas bobas; uma aliança entre todos seria mais benéfica. Mas, como seu avô uma vez dissera, utopia não passa disto: fantasia. Noreen sabia que suas chances no Queenstrial eram altas, mesmo que, por sua vez, seu objetivo não envolvesse sequer o vislumbre de vitória. Era uma oportunidade. Sair da bolha de proteção e amor em que se vira envolta durante toda sua vida (não que estivesse reclamando), conhecer pessoas diferentes e aproximar-se de uma pequena parte de sua família. Tudo sempre fora sobre família para a murmuradora: crescera entre o temperamento insurreto de sua irmã gêmea, o controle firme de sua mãe e a gentileza marcante de seu pai. Ela merecia, ao menos, descobrir qual era seu papel na família: ela era o olhar benevolente? O firme? O maldoso? Todos tinham uma função e ela era a única que ainda não sabia seu lugar. Talvez, Baelor pudesse ajudá-la com isto. Do ponto de vista da selecionada, o príncipe parecia alguém que conhecia a si próprio como a palma da mão; não que ele lhe assustasse ou intimidasse, tampouco a inspirava. A intrigava, para uso de uma palavra mais precisa. Vivera com pessoas determinadas desde o nascimento e, mesmo assim, nenhuma delas expirava confiança como ele. Apesar de sua frase, a garota era incapaz de duvidar dele. Parecia alguém de opiniões fortes como os Rhambos, mesmo que fosse de flores que eles falavam. “Por que? Você nunca duvida das coisas? Impossível.” ela balançou a cabeça negativamente, abrindo um sorriso. A resposta pintada de piada era manchada pela súbita curiosidade —— queria conhecê-lo melhor. Queria conhecer todos eles. “Tulipas têm muitos significados, sabia? Encontrei uma tulipa laranja há pouco; combinava com você.” A menina balançou-se distraidamente, enquanto olhava o local, em busca da flor. Havia perdido-a, no entanto. O espécime carregava um conto, cujo significado era “vitalidade e vigor”. Combinaria com o príncipe, se a perguntassem. Um tanto infantil, a garota ofereceu a flor para o primo, um tanto ansiosa para a reação do outro. As histórias sobre Baelor não condiziam com aquele diante de si naquele momento —— talvez a pequena ligação familiar que possuíam fosse o suficiente para manter o lado promíscuo que tanto falavam dormente; não entendia, como um todo, o tamanho julgamento sobre os três ardentes. Eram todos livres, não? Ninguém merece ser julgado injustamente por aquilo que sente. “Nem tudo? Você é o príncipe,” ergueu ambas as sobrancelhas, buscando frisar sua última palavra, “O que você poderia querer que já não é seu?” Ela não conseguia pensar em nada. Imaginava que a Família Real não dispunha de liberdade, mas Baelor parecia alguém que sabia como driblar estes problemas. Afinal, que atividade que interessasse o rapaz lhe seria proibida? Talvez, a análise da selecionada fosse um tanto crua. Não tinha seus poderes, afinal —— não faria muita diferença se os tivesse. Nunca utilizou de seu privilégio como Merandus para entrar na mente das pessoas. Era invasivo e retirava a espontaneidade de tudo. Como alguém que era identificada como autêntica por aqueles que viviam consigo, retirar de alguém o poder de não ter suas falas e ações previstas era um pesadelo. Seus poderes eram para momentos em que fossem realmente necessários, ou úteis. Não eram necessários ali. Agradecia pelo bracelete silenciador, mas não gastaria sua energia com o príncipe. Era a melhor forma que tinha de mostrar que confiava nas pessoas ali. Surpreendeu-se um pouco com a frase seguinte do rapaz, assim como a interação física que se iniciara ali. A garota apenas voltou seus olhos para o príncipe e em seguida para o próprio pulso. Era uma forma de chamar atenção, certo? De avisar e se preocupar com ela. “Sim, eu gosto das dálias, Baelor,” ela confirmou, um tanto incerta do destino daquela conversa. “Tudo bem,” ela abriu um sorriso e franziu o cenho, sua risada fraca ecoou logo em seguida. “Amar uma flor é sempre sobre apreciação, afinal. Vou seguir seu conselho e mantê-las aqui.” balançou a cabeça positivamente, “Mas eu não preciso de um santuário, bobinho. Meu avô sempre disse que o nosso melhor santuário fica aqui.” Delicadamente, o dedo indicador da menina tocou a testa do príncipe, sinalizando. “Eu sou uma Merandus, certo? Clareza da mente e tudo o mais.” deu de ombros, “No entanto, acho que este lugar pode se tornar meu segredinho. Se você prometer não contar pra ninguém. Posso contar com você?”
( queenxrhaenyra )
[FLASHBACK]
Não sabia quem era a mãe da selecionada, uma vez que a família Merandus era uma das mais numerosas dentre as prateadas. Ainda assim, concordou com a cabeça, como se a mulher fosse das mais sábias. Pouco tempo tinha para flores –––– preferia muito mais dedicar seu tempo livre a Meraxes do que a coisas que associava a damas comportadas e educadas. A Merandus devia fazer parte desta categoria, por sinal, a julgar por seus trejeitos. Parecia incrivelmente encantada com as plantas, como se a mera existência destas fosse um evento fantástico. Rhaneyra invejou-a por sua inocência e pureza; há tempos não podia dizer que era detentora destas qualidades. “Vou tentar lembrar disso. Isto é, se me sobrar algum tempo para apreciá-las, considerando tudo o que está acontecendo”, disse, tranquilamente, pronta para sondá-la. Era um ato natural para a princesa. Sem esforços e contra a sua vontade, se via analisando a garota em busca de informações que lhe fossem úteis. A pergunta que veio a seguir a tomou de surpresa, e ela poderia ser interpretada de diferentes formas, se se ignorasse o jardim e se analisasse o evento em si. Ao que estaria se referindo a garota? Não seria tão direta ao ponto de perguntar-lhe sobre sua aposta para o Queenstrial, mas, havia que se considerar que era uma Merandus. “Você não pode simplesmente vasculhar a minha mente em busca da resposta?”, perguntou, em tom divertido. “Acho que não importa, realmente, a flor que mais gosto, e talvez não seja essa a pergunta correta a ser feita…”, falou, se aproximando ainda mais. Não sentia-se nem um pouco receosa de manter alguma proximidade com a Merandus, visto que eram quase primas –––– mas esse não era o motivo principal; havia uma espécie de aura de tranquilidade que assomava da garota, permitindo que a princesa, ainda que de sangue quente, se mostrasse afável. “Não quer saber sobre o Queenstrial? Sobre a influência de cada Casa sobre a decisão de meu irmão?” –––– o sorriso ainda permanecia no rosto, enquanto ela continuava a bombardear a garota com suas perguntas. “Eu diria que tem chances significativas, senhorita Merandus, se mantivermos a mãe do príncipe longe dos ouvidos dele. Sabe como é: ela odeia a Casa dos murmuradores”, revelou, em tom conspiratório.
A presença da princesa de Norta poderia ser intimidadora. Seria, se Noreen fosse capaz de estressar-se com aparências. Apesar das recomendações que recebia, havia decidido, ainda no caminho, que seria ela mesma. Portanto, não ficaria nervosa perto de quem fosse. Afinal, se tivesse que ganhar, ganharia por si mesma. Fantasiar-se de uma falsa senhorita não lhe interessava —— acreditava ser o suficiente para representar sua família por um tempo e partir. Esperava que tal ação não fosse incoerente e que não a prejudicasse. “Acho que você deveria aproveitar, apesar de tudo o que está acontecendo. Digo, o foco sairá um pouco de você. Pode acabar lhe dando alguma liberdade, se isso for o que você deseja.” acenou positivamente, explicitando a crença que tinha nas próprias palavras. Nunca invejou a posição da Família Real e, na verdade, pensava que a falta de liberdade e a constante exposição ao mundo exterior deveriam ser exaustivas. Ela, como uma nobre, já havia experimentado o suficiente de “mantenha as aparências” para desejar mais daquilo. Rhaenyra nunca tivera escolha, no entanto. A selecionada riu, abaixando a cabeça por alguns segundos. De fato, era constante costume que a mente do inimigo (ou, simplesmente, o indivíduo do outro lado da mesa) fosse invadida sem cerimônia alguma. Maioria das conversas que presenciara eram curtas, visto que, todos na sala já sabiam a próxima fala do outro. Ela nunca gostou do costume: gostava de se surpreender. Respeitava a privacidade das pessoas e o poder permitia que buscassem as memórias mais sujas e pessoais de um alguém. A única coisa necessária era concentração —— e uma falta de empatia que não constituía a personalidade da murmuradora. “Bom…” voltou a encarar a princesa, com um sorriso divertido, “Seria invasivo. E…” ergueu o seu braço direito, exibindo o bracelete. Era inteligente, afinal. Não acreditava que as outras selecionadas fossem estúpidas o suficiente para atacarem umas as outras, mas, a prevenção era muito bem vista pela garota —— ressaltava a personalidade das concorrentes e não apenas a força delas. “Isso aqui não me deixa fazer isso.” completou, sorrindo novamente. A garota ergueu ambas as sobrancelhas, ponderando. Havia cometido algum erro? Não, era impossível. Não havia dito algo que pudesse lhe prejudicar, tampouco pudesse ofender a princesa. Ou assim pensava; não conhecia Rhaenyra, portanto, a linha entre piadas e ofensas ainda estava embaçada. “O que eu deveria perguntar, então? Ainda sou um tanto nova nisso—” a garota questionou, acenando negativamente com a cabeça. Odiava pensar que mal havia começado e já havia feito algo que pudesse manchar seu sobrenome. Surpreendeu-se com o restante da frase da ardente. Não! Essa não era ela. As outras selecionadas poderiam até estar interessadas nisto. Talvez, pretendessem questionar tanto Rhaenyra quanto Visenya sobre, passando-se de amigas e forçando uma irmandade inexistente, mas não era a intenção de Noreen. “— Queenstrial? Não.” ela falou, um tanto mais alto que o normal, tentando evidenciar que aquele era seu último interesse durante a conversação. “Teremos muito tempo para falar sobre isso, caso eu não seja eliminada logo. Seria cínico de minha parte desperdiçar uma boa conversa ao tentar te sondar.” Como mania, uma de suas mechas fora escondida atrás da orelha enquanto um sorriso cúmplice beirava os lábios da murmuradora. “Eu imaginei.” deu de ombros. A rivalidade entre Merandus e Samos era óbvia —— ela não importava-se com aquilo, no entanto. Considerava-se, inclusive, amiga de Ekatherina, a selecionada que representava a Casa. O sobrenome desaparecia quando juntas e, desta forma, a rivalidade se tornava menos importante na cabeça de Aiyanna. “Mas, não sabemos o que vai acontecer, certo? Talvez eu consiga cair nas graças da Rainha. Não acredito que o Maegor escolherá apenas pela casa; poderia, simplesmente, já ter escolhido se este fosse o caso. Estaria casando com o pacote e não com uma das meninas. Eu acho, ao menos.”
( pandoraalcott )
[FLASHBACK]
Pandora tinha decidido se arriscar nesta noite, depois de dias e mais dias fazendo pesquisas sobre as constelações que cercavam Archeon ela finalmente iria observa-las na prática. Quando o céu parecia estar escurecendo a loira levou seu telescópio, alguns desenhos que havia arriscado fazer para o jardim e montou todo o equipamento no exato ponto que imaginava estar localizada a constelação de Andromeda. Pan havia começado sua pequena observação quando ouviu um barulho estranho atrás de si, a selecionada se virou rapidamente sacando uma pequena adaga de suas botas, preparada para encarar a sombra mais à frente. — “Quem está aí? Nunca lhe ensinaram que é feio bisbilhotar os outros?”
O cantarolar distraído da Merandus gerava um eco sem graça por entre o jardim. A falta de pessoas naquele horário era um grande benefício —— poderia, finalmente, sair de seus aposentos e dar um tempo de descanso para suas criadas. E que melhor forma de fazê-lo do que observar algumas flores? Amava as plantas, isto era óbvio. Não entendia, no entanto, como o pequeno barulho de seus passos, juntamente da canção aleatória que escapava de seus lábios, não fora percebido pela loira ali presente. Um passo para trás fora dado e, assustada, Noreen ergueu uma das suas mãos antes que pudesse arquear uma sobrancelha. “Calma, sou eu. Calma.” suspirou, aproximando-se da menina; o suficiente para que a outra pudesse vê-la por completo, mas não o bastante para que a proximidade indicasse que estavam juntas. “Por que carrega uma adaga por aí?” questionou e abriu um sorriso, levemente envergonhado, “Eu... Não estava bisbilhotando. Estava andando. Desculpe.”
( red-rylen )
Rylen se encostara em um dos pilares da residência real, proximo as cozinhas e as áreas dos empregados, observando a movimentação dos vermelhos atarefados durante o dia de trabalho. Havia se tornado um hábito seu desde que o Queenstrial começaram, já que no meio de uma daquelas pessoas aparentemente inofensivas, poderia existir um espião ou algum desconhecido tentando se passar por empregado. Seu olhos estavam fixos em um rapaz franzino que derrubara uma bandeja de pães enquanto um outro brigava com ele, quando sentiu alguém se aproximando. “Impressionante como todos eles passam por aqui, todos os dias, despercebidos. Se eu fosse um espião, com certeza me disfarçaria de um deles para chegar perto o suficiente da realeza. Porque eles são praticamente invisíveis e ninguém saberia se um vermelho-prateado se escondesse em meio a tantos empregados saindo e entrando pelos corredores. Mas não acho que veio para uma área tão longe dos aposentos reais para conversar sobre este assunto. Entao diga, o que está fazendo aqui?”
“Eu...” Noreen mordeu o lábio inferior. A mulher diante de si era claramente forte. Extremamente experiente, talvez um pouco paranoica. E, certamente, repreenderia a prateada por estar na área dos empregados. Noreen não se importaria caso acontecesse. Era o trabalho da mulher e ela realmente não deveria estar ali. Não poderia permitir, de qualquer forma, que uma de suas criadas continuasse trabalhando quando doente e decidira certificar-se de que a outra descansava. Ir até a área dos empregados era extremamente fácil, pois ninguém se importava. “Uma das minhas criadas não estava sentindo-se bem hoje e eu pedi que ela viesse comer algo. Mas, conhecendo ela, imagino que tenha voltado a trabalhar e eu vim conferir se ela estava bem. Não tem problema, certo?”
( thimoteexlaris )
❛ ── Prefiro manipular o vento, mas não existe muito segredo, se o movimento é bem executado, não existe necessidade de ter muitos músculos ou força, o próprio adversário faz o trabalho pra você. Só um simples arco no ar.
“É muito díficil! Prefiro manter-me com meus sais, o que acha? O senhor é, obviamente, ótimo no que faz, mas acho que hoje não é o meu dia para treinos.”
( nornus-heir )
– Infelizmente os boatos de que cada sala desse palácio teria vinho eram falsos… Deveria ter alguma punição por espalharem esse tipo de mentira.
“Eram? Eu não estava ciente de tais rumores— Acredito que possam te arrumar vinho, se quiser. Pura degustação ou intensa necessidade de se distrair?”
( lxdynolle )
[FLASHBACK]
“E qual é a diferença?”observou Noreen se aproximar e sentar ao seu lado diante do piano. Aurora, então, retribui o sorriso, percebendo o quão pouco conhecia a outra garota, embora estivesse grata por encontra-la. “Está falando sério? Ou só está debochando com falsa modéstia para depois me humilhar com uma habilidade impecável no piano?”
“A diferença é...” Noreen mordiscou o lábio inferior, incapaz de dar uma resposta que fizesse sentido. De fato, a Merandus encarava a prima há pouco tempo, atribuindo características de sua mãe na postura da outra. Embora a aparência das duas fossem extremamente diferentes, Aurora passava uma sensação familiar. Confortavelmente sentada ao lado da tempestuosa, a selecionada pendeu sua cabeça para o lado. Observava a outra e o instrumento distraidamente, quase contemplativa. “Desculpe. Não tem uma diferença.” admitiu, dando de ombros. “Estou falando sério, Aurora! Pianos não se dão bem comigo. Com você, no entanto...”
( nys-calore )
[FLASHBACK]
Nys encarou a selecionada, pega de surpresa com a espontaneidade dela. “Eu não tenho tanta certeza disso, mas não quero ficar parecendo uma nuvem negra perto de você” Que parecia lidar com a situação muito melhor do que a Calore. Ergueu uma das sobrancelhas, claramente interessada na reposta dela, que supostamente não estava interessada. “Oh, sério? Bem, Noreen, ou melhor No, você poderia me ensinar a parecer tão interessada como você está?” Inclinou a cabeça para o lado, reprimiu um sorriso, mas mesmo assim ele escapou. “Ok, sem pessimismo, por enquanto. Mas daqui a pouco será realmente horrível, eu tenho quase certeza disso.” Murmurou em tom de ironia, deu de ombros e se permitiu sorrir.
“Nuvem negra? Que nada!” a murmuradora balançou a cabeça negativamente. Nem se a a ardente quisesse, ela seria capaz de, realmente, negativar o dia de Noreen. Não apenas porque o humor da garota dificilmente se alterava, mas também porque Aiyanna acreditava que a outra não era tão ranzinza quanto aparentava ser —— quanto fingia ser, em outras palavras. Existem coisas que podem ser lidas em uma pessoa, mesmo que não se utilize de poderes. “O truque é: não finja estar interessada. Se interesse.” deu de ombros com um sorriso, como se a resposta fosse óbvia. Fazer o melhor do que se tem deveria ser uma regra em Norta. “Não ouse pensar assim! Você é bonita, poderosa e não tem nada a perder. Sorrir não vai te quebrar.”
( lxdynolle )
[FLASHBACK]
“Você não sabe que é rude encarar?” Aurora questionou ao perceber pela visão periférica que tinha companhia, a voz se misturando a melodia calma e suave que tocava no piano. Apesar do que disse, não havia sinal de reprovação em seu tom, só queria deixar a outra pessoa ciente de que tinha notado a sua presença. A música que ecoava do instrumento musical era uma peça que Aurora estava acostumada e lhe trazia memórias relacionadas ao seu lar, e também afastava a inquietude que sentia naquela noite. Gostaria de poder continuar tocando – poderia fazer pelo resto de sua vida –, mas apenas se fosse a única a pessoa dentro da sala. Infelizmente, no momento, não era. “Sua professora de protocolo ficaria desapontada” com um suspiro pesado, a jovem, então, parou de tocar e virou o rosto para descobrir quem estava ali.
“Eu não estava encarando, Aurora,” a murmuradora corrigiu, com um sorriso divertido. Com o tempo livre que tinha para si, a garota dedicara-se a diferentes atividades, e, claro, música estava entre elas. Noreen era péssima com instrumentos musicais, no entanto. Sua mãe muito insistia para que ela e Mayra não desistissem das aulas de piano, tendo sido Aiyanna a primeira a reconhecer que, simplesmente, não havia nascido para aquilo. Deveria ser uma marca dos tempestuosos, afinal, considerando que a garota diante de si era uma Nolle. “estou assistindo.” ela aproximou-se, sentando-se ao lado da menina. “Sempre fui péssima nisso.”
( deviousxsoldier )
[FLASHBACK]
❛ Longe de qualquer cobiça sobre a rudeza de minha parte, mas creio que não deverias estar aqui. ❜
“Oh, me desculpe— O castelo é um lugar grande e confuso. É a terceira vez hoje. Eu já deveria ter aprendido o caminho.”
( queenxvisenya )
[FLASHBACK]
“—– Nem que você quisesse me atrapalharia querida! —— Visenya garantiu, na esperança de afastar a expressão insegura do rostinho delicado da prima. Embora não fossem realmente prima, chegava a ser maternal o instinto que a prateada de cabelos negros tinha para com a Nolle. Deixou que a morena levasse o tempo que precisasse para comunicar o porque da sua presença e assim que o fez, Visenya deixou transparecer um brilhante sorriso. —— É claro que eu te ajudaria! Será como nos velhos tempos, como no baile da primavera! —— Ela sorriu com a lembrança, e então alcançou a mão da selecionada. —— Quem está lhe patrocinando? Espero que o gosto deste esteja a sua altura!”
“Certeza, Vis? Você é uma pessoa ocupada, não quero atrapalhar.” a garota sorriu e sentou-se na cama da princesa. Ao cruzar as pernas, a garota olhou ao seu redor; as diferenças entre os aposentos eram óbvias, lógico, mas muito poderia ser dito sobre uma pessoa a partir da decoração de seu quarto. Não prestava atenção nesses detalhes, no entanto. Não estava ali para analisar a Princesa de Norta, apenas para contar com o apoio de sua prima e passar tempo de qualidade com ela neste processo. “Sério?! Obrigada!” ela balançou uma das pernas, distraidamente, “Hm... A Taheri trouxe vários vestidos, mas acredito que sejam muito decotados e chamativos... Não sei, espero que minha mãe tenha ajudado-a nas escolhas.”
"I wish I was dead. As I do wish you were, and Rhae and Vis and, mostly, everybody that he loves or could love. What's better than to kill a mockingbird? To make it suffer psychologically, Nor."
“Baelor…” Noreen abaixou a cabeça, incerta. Ela não tinha a mínima ideia de como continuar ali. As palavras do rapaz não a machucavam, tampouco a assustavam. Na verdade, era por ele que Aiyanna temia. “Você realmente não vê?” ela ergueu ambas as sobrancelhas, aproximando-se do primo. “Me ouça:” ela começou, levando uma de suas mãos ao rosto do rapaz. A selecionada acariciou, levemente, a bochecha de Baelor enquanto procurava pelas palavras mais gentis em seu vocabulário. “esse é o seu jeito de se importar com ele—” balançou a cabeça positivamente. Mesmo que não acreditasse ter a capacidade de fazê-lo acreditar em suas palavras, prosseguiria. “Você deseja morte a si mesmo, desculpe, você deseja morte a todos nós (a mim, a suas irmãs) apenas para machucá-lo. É distorcido, mas é o seu jeito de mostrar que se importa— Esse ódio que você sente… É se importar, Baelor.” Noreen olhou para o chão por alguns segundos, ociosa. A intimidade que ela e o primo tinham não era, nem de longe, suficiente para uma conversa como aquela. Ela via bondade nele, no entanto. Parecia ser a única a enxergar, mas ela via. Nada a faria mais feliz, naquele momento, do que fazer com que ele visse o mesmo. “Você se importa. Do seu jeito, mas você se importa.” ela forçou um sorriso, soltando-o.
"Don’t you know who you’re dealing with?"
“Sei...” a garota ergueu as sobrancelhas, levemente confusa. O tom do outro era engraçado, até. Noreen não entendia porque ele falava como se a presença dele ali fosse algo negativo. “Com meu primo, príncipe Baelor, não? Não sei porque você fala como se fosse uma coisa ruim.”
( mawgor )
O sol batia contra a face de Maegor logo pela manhã. Decidira sair cedo do quarto naquele dia, pronto para, se aventurar pelos jardins do castelo, coisa que há muito tempo não fazia. Não usou de roupas formais, como geralmente fazia. Bastava uma calça de cor escura, não muito justa ao corpo, uma camisa branca comum, essa, sim, justa ao corpo, e os pés descalços. Era muito cedo, afinal, e duvidava que alguém estivesse acordado naquele lugar além dos criados, sempre prontos para qualquer emergência. Saiu a passos calmos do quarto, a fim de não acordar ninguém dos quartos ao lado. Fez um breve aceno de cabeça à alguns criados, deu beijos nas bochechas dos mais próximos à ele, gesto simples de bom dia. Nos momentos em que seus pais não olhavam, Maegor gostava de ser amigo da maioria daqueles que deviam servi-lo. Por fim, chegou aos jardins. O sol ainda nascia, mas alguém já estava acordado. Foi surpreendido por um relinchar e, imediatamente, um sorriso tão grande apareceu em sua face que parecia prestes a cortar suas bochechas. “Ei, Crowley.” O cavalo de pelos negros trotava até ele e, quando estava próximo o bastante, Maegor esticou o braço e tocou a crina macia. Protestou ao cavalo novamente relinchar, pedindo para que o animal ficasse quieto, mas acabou por rir. A verdade era que o príncipe gostava mais de Crowley do que de boa parte da realeza que dormia nos quartos quentes do castelo no momento.
Noreen era extremamente diurna. No momento em que a primeira mancha de manhã pintava-se no céu, a garota já estava acordada. Gostava de dormir cedo e agir na calmaria que o começo dos dias carregava. Suas criadas já haviam acostumado-se com o estilo dela — eram incrivelmente gentis e cuidadosas, Aiyanna frisaria — e acordavam junto com a selecionada; antes, até. Apesar de estar ciente que lugar nenhum em Norta assemelhava-se com a Corte no quesito limitações, a murmuradora não se importava. Vestira-se adequadamente para caminhar pelo castelo, incapaz de dispensar um “bom dia” sorridente para todos os que cruzavam seu caminho. Havia em Noreen uma pequena necessidade de explorar o local. Tão grande, o castelo precisava e merecia ser conhecido. Tanto os inúmeros cômodos e salas quanto a beleza óbvia dos jardins. Ao ter a certeza de que não era observada, os calçados da selecionada foram retirados e eram carregados com calma por suas mãos curiosas. Apesar de segurar o vestido — por respeito ao trabalho dos responsáveis por suas vestimentas —, a garota caminhava descuidada e naturalmente pelo local, incapaz de evitar rodopiar ou até mesmo cantarolar canções aleatórias que surgiam em seus pensamentos no momento. Cruzar com o príncipe não era seu objetivo, tampouco possível na pequena lista de cenários previamente imaginados pela garota. Chocava-lhe saber que alguém além dela e os criados estavam de pé tão cedo. Fosse procurando calma para contemplar ou insônia aleatória, Maegor era o último que Aiyanna esperava encontrar naquele início de manhã. “Olá.” a garota começou, um tanto envergonhada. Primeira impressão: a murmuradora descalça. Bela forma de honrar a família, a garota pensou, imaginando a figura possessiva de Taheri repreendendo-a no momento em que descobrisse. Encarando o cavalo por alguns momentos, a selecionada mordeu o lábio inferior e acenou positivamente, incerta de como continuar ali.
( queenxvisenya )
“—— Óh, não me atrapalha em absoluto queridx! Diga-me: No que posso ajudá-lx?”
“Tem certeza? A simples ideia de atrapalhar é inaceitável.” a garota ergueu ambas as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior, fechando a porta atrás de si e aproximando-se da princesa. A garota aguardaria por uma permissão oficial para sentar-se ou adotar toda e qualquer postura que não fosse digna de uma selecionada; Noreen por inteiro, de certa forma, visto que era a mais informal dentre as garotas — ou, ao menos, era o que observara até então. “Não seria ajudar, exatamente, Visenya:” ela mentiu, abrindo um sorriso, e continuando: “você sempre foi a melhor com roupas, no pouco que posso me lembrar. Talvez... Esteja disposta a aceitar minha companhia e me ajudar com os vestidos no processo. O que acha?”