Visenya & Baelor Calore, two parts of three.
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Visenya & Baelor Calore, two parts of three.
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Daenys and Baelor → relationship
“We are creatures of the underworld”
The whole world should watch this…and we should too.
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“Não haveria razão o ato de excluir tais de famílias, casas, ou linhagens sucessoras” Disse suave enquanto apoiava-se no móvel, na postura relaxada e desdenhosa piedmontesa ax outrx “Bastardos são nascidos da paixão. Por que os excluiríamos? Indecorosa ação, como gosta de dizer, em meu país seria a chacina de povos inocentes e despreparados ou até a segregação pela simples cor do líquido que lhe percorre… Tais ações tão…. Primitivas, sim?” Conclui sem mascarar a crítica, sendo a última palavra preferida, aquela que era utilizada quando a definição de sua nação era feita por outros olhos. Mesmo com a provocação feita, a princesa continuava em seus passos calmos e traiçoeiros, características que lhe trouxera de casa.
Baelor negou, mais para si do que para a pessoa com quem estava falando no momento. Há muito já tinha se desligado da conversa em si, e só mantinha os comentários mordazes ante as palavras por mero desleixo, porque as irmãs estavam ocupadas para o que desejava no momento e porque, em última análise, não havia nada de benéfico a ser feito dentro de um quarto enquanto sozinho. Assim que escutou a voz, todavia, toda a concentração que Baelor parecia ter retirado da conversa se voltara à fonte da melodia que se seguia, os argumentos encadeados perfeitamente, a bem dizer da forma com a qual a conhecera, desde que fora morar no Estado vizinho. Kosen estava ali, recordou-se, franzindo o cenho a medida em que deixava o nobre falando sozinho sobre algo que remetia à moralidade nortense ------ eis o motivo de se desligar tão rapidamente do assunto em questão. Se não estivessem na corte e Baelor não se visse sem as poucas amarras que necessitava por conta do apoio nobiliárquico a sua causa, provavelmente estariam todos ali escorregando em meio ao líquido pegajoso que dava vida ao prateado a sua frente. Com um último revirar de olhos, os passos se dirigiram à herdeira de Piedmont, um mínimo sorriso, genuíno, por incrível que aquilo parecesse, disposto nos lábios do moreno antes mesmo da outra se virar em sua direção. “Não me faça sentir saudades de casa, Kosen.” Arqueou a sobrancelha que dispunha a cicatriz, mantendo uma leve careta antes que a mulher por fim se desse conta de quem estava atrás de si, uma careta de poucos amigos para aquele que estava falando com a princesa anteriormente, que se afastou tão logo Baelor assim o desejou. Falar sobre casa, algum tipo de lar ou substantivos semelhantes provavelmente não deveria ser a melhor das estratégias diante de uma sala repleta de nobres que desejavam sua cabeça enfiada em um espeto; divertia-o, todavia, a possibilidade de poder matar a todos que se apresentassem entre ele e o trono que era seu por direito. “Há de reconhecer, todavia, que alguns deles não são minimamente dignos de qualquer que seja o amor que Piedmont revela aos seus filhos, Ko. Tome por exemplo nossos amados irmãos, nunca desejou matar o seu?” Esperou que a mulher o encarasse, impaciente para continuar com o argumento, ainda que já estivesse prestes a se esquecer dele por conta de uma impulsividade relativa a si mesmo.
❛ Longe de qualquer cobiça sobre a rudeza de minha parte, mas creio que não deverias estar aqui. ❜
Não cabia ao Calore andar por corredores esguios, buscando fraquezas no que tangia à segurança do palácio de Summerton. Se fosse completamente sincero, diria que era o trabalho da Guarda Prateada, mas esta estava a serviço de seu pai que, evidentemente, não o via como um tipo de herdeiro propriamente dito como o melhor para o cargo ao qual fora preparado desde que se entendia por gente ------ evidentemente, as ressalvas a essa afirmação eram muitas, mas o prateado de pouco se importava com os contrapontos que poderiam ser postos contra si. Prestes a achar uma passagem ------ lembrava-se dela do período em que ainda era uma criança minúscula, onde se escondia dos criados que almejavam obrigá-lo a algo, ainda que minimamente ------, todavia, os passos pesados do Guarda Prateado se intervieram e Baelor cerrou os olhos por alguns segundos, trincando o maxilar ao sentir as fagulhas saírem pelo seu bracelete, tal qual acompanhava seu estado anímico de humor. Permitiu-se soltar o ar inteiramente pelo nariz antes de se virar na direção do prateado, um sorriso emoldurado nos lábios antes que arqueasse uma das sobrancelhas ao pôr as mãos dentro dos bolsos da calça que trajava. “Culpado, Lorde Samos.” Piscou uma única vez, dissimulado, o sorriso pouco característico em situações daquele porte emoldurando os lábios do Calore antes mesmo que pudesse evitar. Pendeu, portanto, a cabeça para o lado, caminhando na direção do guarda antes que ele demandasse ------ se o fizesse, Baelor acabaria por manter o orgulho em voga, e descobririam seus planos tão logo investigassem mais a fundo. Não, Baelor deveria pensar com um pouco mais de cautela, ao menos temporariamente; depois poderia degolar quem bem lhe apetecesse. “O que fazes aqui, por sua vez? Não deveria estar no setor oeste?” Franziu o cenho, gesticulando parcamente antes de passar pelo guarda, caminhando na direção oposta a qual deveria estar seguindo no momento. Um pequeno tapa nas costas do Samos foi compulsório, Baelor não conseguia se dissipar do comportamento incoerente e perigoso com o qual fora moldado.
❝ —— Não adianta me lançar esse olhar… Afianço que essa bagunça não é de minha autoria. ❞
O moreno meramente deu de ombros, deixando-se cair sobre uma das poltronas dispostas no lugar enquanto, com o auxílio de uma das adagas que ganhara quando ainda em Piedmont, descascava uma maçã, levando a fruta aos lábios logo após separar sua parte podre ------ ironia era ele mesmo não ingerir as partes que não deveriam ser deglutidas, uma vez que ele mesmo era mais podre do que as partes insossas da fruta em si. “Eu sei.” Deixou escapar, o tom pouco condescendente enquanto voltava a atenção para o mercenário a quem chamara de parceiro por tantos anos enquanto em suas campanhas militares ------ até mesmo nas paramilitares, que nada tinham a ver com o bem estar do Estado de Piedmont como um todo. Baelor deixou um sorriso debochado escapar antes da risada se seguir, jogando a maçã fora depois de tomar dela tudo o que lhe interessava ------ como tudo em sua vida, metaforicamente ------, ajeitando-se na poltrona, os cotovelos dispostos sobre os joelhos enquanto mantinha uma expressão pouco mais austera. “O culpado por isso já está morto, Syken.” Pendeu a cabeça para o lado, um meio sorriso já disposto no rosto depois que confidenciara ao vermelho-prateado acerca de sua pequena transgressão. Um prateado qualquer jamais poderia ter feito tamanho estardalhaço no recinto; Baelor fora o responsável por tal. Não cabia explicar que o dito prateado o tinha irritado em um momento inoportuno e que a bagunça do recinto era uma consequência dos ataques de raiva que pareciam comuns à psiquê do moreno, tampouco que o prateado jazia soterrado sob os escombros do que antes fora um jogo de facas e lustres oferecidos por Lakeland como uma oferta de paz à Norta. Não, Syken com certeza saberia daquilo tudo antes mesmo de Baelor falar; insultaria sua inteligência se falasse, na verdade, assim como o conhecimento que o mercenário tinha sobre os trejeitos e modus operandi apresentado pelo burner.
Você me pegou, eu estava querendo ir sozinha para os jardins… Mas já que está aqui, desejaria me acompanhar nesse passeio?
Evidentemente, Baelor não precisava de sequer um tipo de companhia para sair em meio ao jardim ------ manter-se um pouco longe de outras pessoas parecia ser mandatório quando necessário, de forma que não acabasse por imprimir boa parte de seus conceitos deturpados acerca de uma demonstração de poder aos que o cercavam. Com esse pensamento, o Calore meramente se levantou da cama que partilhava com as irmãs, tentando ser cuidadoso o suficiente para que não as acordasse. Um pouco de solidão lhe seria boa no momento, pensara, tomando o rolo de tabaco da pequena caixa antes de sair pelos corredores do palácio de Summerton trajando apenas uma calça por baixo do roupão, incapaz de sentir frio mesmo durante a fria madrugada que assolava o palácio de veraneio da corte. Não poderia contar, contudo, com a presença de uma das selecionadas ------ loira, não sabia identificar verdadeiramente a diferença entre elas, se fosse completamente sincero. Arqueando uma das sobrancelhas, Baelor levou o rolo de tabaco aos lábios, acendendo-o com a ajuda do bracelete antes de assentir para a selecionada, a cabeça já maquinando as mais diversas situações, o que meramente trouxe um sorriso a sua face. “Desde que não se incomode com o cheiro...” Revirou os olhos, soltando uma pequena risada antes de acenar com a cabeça para que a menina prosseguisse rumo ao seu destino planejado. Talvez a solidão fosse a resposta para Baelor em noites comuns; mas, naquela, ele meramente se contentaria com a selecionada. Em alguma parte de sua mente, o Calore recordou-se de que não parecia haver um mínimo de nojo nas feições da loira, o que não significava, realmente, que fosse poupá-la. “O que a traz aos jardins, loirinha?” Perguntou, fingindo um interesse que não existia, ainda que Baelor estivesse interessado em outros atributos da vida da loira.
A temperatura mudava repentinamente quando da sua aproximação, Rhaenyra era capaz de distinguir, ainda que compartilhassem do mesmo calor. Ele era a legítima Chama de Norta, afinal, e nada seria mais adequado que o aquecimento. Ademais, ninguém mais a abordaria daquela forma em meio a um jardim repleto de convidados –––– todos os seus amantes conheciam os seus limites; era uma princesa que não precisava se envolver em mais escândalos além dos em que já estava inserida. Seu corpo respondeu instantaneamente à presença masculina, como já estava habituado a fazer, e a morena se virou de frente para o esposo, antes que perdesse o controle ali mesmo. Havia certo instinto selvagem que a possuía quando se tratava de Baelor; uma chama que queimava de dentro para fora, e que a deixava doente. “Humildade pode fazer bem para Vossa Alteza”, ela sussurrou, os lábios a poucos centímetros da boca do moreno –––– e Rhae esperava que se mantivessem distantes; conteria a ânsia, ainda que os corpos de ambos estivessem obscenamente colados –––– enquanto os braços envolviam o pescoço do príncipe, num ato que poderia simbolizar toda a sua possessividade em relação a ele. “Não há mais ninguém disponível para você atormentar?”.
flashback ---------------------
“Humildade não faz bem a ninguém, Vossa Majestade.” Permitiu rir ante as palavras da irmã, girando-a de frente para si para que pudesse encará-la da forma que melhor lhe apetecia ------ ainda que não pudesse realmente reclamar da posição anterior; a mulher, todavia, provavelmente faria com que ele pagasse com algum tipo de abstinência se acabasse por despí-la em meio a uma celebração do futuro casamento de seu irmão bastardo. Por ele, contudo, já estaria com ambas as irmãs, fosse naquele jardim, fosse dentro de uma das suítes que pertenciam a eles e apenas a eles. Jamais se referiu à Rhaenyra, ou à Visenya, diga-se de passagem, como alteza após o matrimônio, ainda que, tecnicamente, fossem príncipes. Baelor, em seu poço de prepotência, já considerava a si mesmo como o rei de Norta, mesmo não possuindo muitos dos costumes nortenses; mesmo que não compreendesse a necessidade por tanta discrição sendo que, entre as quatro paredes, eram todos tão ou mais selvagens que ele. A diferença entre eles, bem sabia, era a hipocrisia. Baelor fazia o que bem lhe apetecia no momento em que lhe dava mais prazer enquanto todos os outros ------ mesmo Visenya e Rhaenyra ------ optavam pela sede ao invés da saciação. Enervava-o de forma imensurável, mas não era como se pudesse mudar os costumes considerados torpes para si, a bem saber, aquela era uma categoria relativa, e talvez o burner não fosse o mais indicado para ditar o que era mais adequado. Jamais externaria tal conclusão, todavia. Os olhos passaram da plateia com um meio sorriso pouco galante, energizado pela atenção e pelos olhares reprovatórios que recebiam de seu pai ------ seu querido pai, aquele o qual esmagaria a cabeça como quem esmagava uma casca de ovo, não fosse por suas esposas ------ a medida em que voltava-os para os da esposa, forjando um sorriso pouco mais brilhante ao levar as mãos à cintura da mulher, os polegares massageando, todavia, a região próxima aos seus seios indiscretamente. Franziu as sobrancelhas por alguns instantes assim que escutou a mulher, arqueando a com a cicatriz antes de respondê-la, um leve sorriso disposto; sorriso esse que só dispensava às duas, ainda que variações pudessem ser encontradas quando desejava algo com outras mulheres. “Ninguém suficientemente forte para aguentar o nível de tortura, Rhae.” Pendeu a cabeça para o lado, os lábios próximos demais da mulher para que não sentisse a respiração compassada da princesa se mesclando com a sua própria, permitindo que um meio sorriso escapasse por entre os lábios assim que puxou a cintura da princesa para perto de si. O restante dos convidados daquele circo pareceu inexistir a medida em que o moreno apertou a cintura da mulher entre as mãos, tão fortemente quanto conseguia, trincando o maxilar antes que a machucasse de verdade ------ não faria de todo mal, todavia, se a princesa apresentasse algumas marcas em seu corpo; Baelor era conhecido por suas infames marcas. “Senti que também precisava de algum tipo de pausa. Lidar com todas não me parece minimamente divertido, Majestade.” Mentiu descaradamente, mantendo o tom de voz imutável enquanto a puxava mais para perto, tomando seus lábios com algum tipo de selvageria ao sorver os beiços; gostos distintos passando a figurar em sua própria boca. Ele mesmo se mantivera ocupado divertindo-se com as selecionadas, no sentido mais amplo da palavra, sabia, todavia, que Rhaenyra não tinha um mínimo de paciência para aquelas que almejavam tomar o seu lugar, assim como ele próprio não haveria de ter sequer um pingo de compaixão pelo irmão quando a hora enfim chegasse, mas deveriam ser pacientes.
flashback
“É, falha minha, vocês nunca foram bons em algo que preste.” Revirou os olhos sem se dar ao trabalho de tentar disfarçar, mediu o moreno com deboche e balançou as mãos, forçando uma falsa risada. “Sério, vai continuar com esse papo de dragão? Cadeia alimentar? Vai me dizer que saí por aí queimando os seus inimigos e criancinhas que atravessam o seu caminho, o que honestamente, eu não duvidaria, ó grande dragão.” Você devia lembrar que a unica pessoa que é desequilibrada na família Calore é você, e que também é capaz de fazer coisas terríveis. Uma voz sussurrou na sua cabeça. Nys apertou os lábios e fechou o punho, até que sentiu as unhas fincarem nas palmas de suas mãos. Eu não sou como eles, eu não sou como eles. Eu sou? Encarou a pequena arma branca que o Calore carregava, não estava nenhum pouco surpresa com aquilo, já havia presenciado coisas bem piores. “Estou chocada” Resmungou, irônica. Foi suficiente apenas a menção ao seu pai para que a cabeça da morena ficasse uma pilha de nervos, puxou o ar, sentindo o sangue subir até as bochechas. “Você fica bem melhor de boca fechada Bae, mas de qualquer forma, espero que se divirta com a desgraça alheia” Disse tentando sair dali, mas o príncipe estava na sua frente, a impossibilitando de sair dali – não sem fazer uma cena, bufou. “Certo, eu deveria ficar apavorada?”
“Questão de perspectiva, mas não é como se precisássemos discuti-la, priminha.” O moreno meramente sorriu em resposta às palavras da Calore, lembrando-se vagamente da primeira vez em que se viam há anos. “Não parecia ser esse o seu reclame quando te salvei dos milicianos da fronteira com Piedmont, Lady Calore.” Pendeu a cabeça para o lado, o sorriso iconicamente debochado nos lábios enquanto Baelor aumentava-o, incapaz de deixar escapar uma oportunidade de provocação como aquela. Deu de ombros minimamente, arqueando os cantos da boca para baixo antes de revirar os olhos, abrindo um meio sorriso pouco enigmático. “Não vá me dizer que não viu por si própria, Nys? Dói não ter nem mesmo um pequeno espaço na sua lista infindável de traumas.” Levou uma das mãos ao peito, teatralmente, a gargalhada infimamente contida enquanto Baelor mantinha uma expressão soturna, leve até demais em um ambiente como aquele. Assim que Daenys cerrou os punhos, todavia, Baelor arqueou uma das sobrancelhas, o sorriso parcamente moldado ainda em sua expressão, ainda que com menos intensidade ------ não acreditava realmente que a prima estava abalada por conta do teor de suas palavras, e não era, de todo modo, de seu interesse mexer com a cabeça da Calore. Aquela, ele sabia, logo enlouqueceria, e Baelor não teria tanto prazer, de toda forma, em moldá-la da forma que desejava ------ seria um trabalho fácil, e que graça havia em um trabalho fácil? “E você de boca aberta e de joelhos, Nys, mas não espalho esse tipo de informação pelos sete ventos. O que seu pai faria se soubesse que a filha troféu não é mais a mais pura de todas?” Rebateu debochadamente, dando de ombros com um sorriso ínfimo nos lábios a medida em que não se sentia minimamente ofendido ante as palavras da prima; poucas coisas realmente afetavam Baelor, e a morena não figurava nem sequer no final da lista. Não sabia, realmente, se Daenys havia feito o que narrara poucos segundos antes, mas tampouco ligava se aquela suposição iria afetar ou não a Calore. Ante as palavras da mulher, todavia, o moreno meramente pendeu a cabeça para o lado, impedindo que saísse da pequena conversa amistosa que mantinham ------ Baelor quase se sentia um tanto quanto são quando estava próximo de criatura tão quebrada quanto a morena. “Apavorada? Comigo? Oras, Daenys, quando foi que lhe dei motivo para tal?" Perguntou falsamente inocente, abrindo um sorriso ao se lembrar justamente da chacina que proporcionara aos milicianos, anos atrás.
Momentos nos quais se perdesse por entre as próprias observações vazias não eram raros. Ela preferia distrair-se com a beleza de uma flor ou com uma conversa inocente com a criadagem; as conversas nas mesas nas quais deveria sentar-se, a pressão de impressionar a Família Real, as imposições de Taheri. Eram muitos objetivos. Muitas pessoas para impressionar. Erros que nunca poderia cometer. E Noreen, apesar de não ter uma garota desastrada, considerava erros nada além de forma de aprendizado. Ela pôde perceber que era o extremo contrário por ali. A menina não percebia estar sendo observada — tantos olhares haviam descansado sobre a Merandus naquele dia que o peso da constante observação já estava instalado em seus ombros e era recebido com um sorriso. A garota pulou de seu pequeno universo pacífico e silencioso para iniciar uma conversa com seu primo, Baelor. Assim como Taheri, a selecionada nunca tivera muito contato com o rapaz. Lembrava-se vagamente dele quando crianças, mas não era o suficiente para que assumisse que os dois tinham um elo familiar no qual pudesse segurar para ser capaz de manter-se de pé diante dos desafios por vir. “Duvido,” a garota brincou, erguendo ambas as sobrancelhas. “Dálias são as mais bonitas para mim.” ela acenou positivamente, encarando-o. Era diferente do que se lembrava. Considerando os recentes acontecimentos, Noreen poderia afirmar com toda certeza de que não o conhecia; não o seu eu atual, pelo menos. A murmuradora esticou ambas as mãos, buscando entregar a flor que ele procurava. Todos ali pareciam precisar de gestos como aquele — apesar de não ser a exata intenção por trás da pequena ação, a Merandus sentia-se confortável ao tentar estabelecer uma conexão (por mais fraca que esta fosse) com seus familiares. Sempre precisara do apoio de sua família para se manter forte e, visto que estava longe de sua residência, eles eram tudo o que ela tinha. Baelor, assim como Visenya, Rhaenyra e Taheri, eram essenciais para a sobrevivência da garota, visto que esta nunca fora a melhor em entender os rudes sinais que receberia ali, dada a concorrência. A garota encarou o braço do príncipe por alguns segundos, voltando sua atenção para as flores. “Isso acontece com frequência?” ela questionou, com um sorriso e recolheu outra flor, estendendo-a para o rapaz. “São suas. Como tudo no castelo, na verdade, mas, eu acho que você entendeu meu objetivo.”
À primeira demonstração de pureza, Baelor sorriu, nervoso, os olhos voltados justamente para a Merandus que aceitara desposar com Maegor por conta de laços familiares. Ele duvidava que Sierra deixaria que uma Merandus ocupasse o trono novamente, mas não pensava estrategicamente no momento ------ ao menos por aqueles poucos segundos, permitiu que a impulsividade tomasse conta de seus atos enquanto se aproximava pouco mais da morena, a cabeça pendida para o lado enquanto mantinha um sorriso calmo nos lábios. Baelor não era um ator de todo ruim, afinal. Assim que Noreen o respondeu, entretanto, o moreno negou, uma risada pouco curta demais para que se considerasse verdadeira saindo dos lábios claros, olhos faiscantes na direção da morena. “Não duvidaria de mim se fosse você.” Negou levemente, umedecendo os lábios, o pouco humor que ainda restava sendo utilizado de sua forma característica: por meio do deboche. “Nunca viu uma tulipa?” Semicerrou os olhos, buscando a dita flor antes de negar, bufando. Baelor nunca saberia encontrar o espécime ------ ignorante demais para tal, muitos diriam; até mesmo ele próprio o faria, não fosse o orgulho exacerbado. Admitir as próprias falhas não era algo que o Calore faria tão cedo, preferia muito mais caçoar das dos outros, hipócrita demais para admitir que ele mesmo não era a personificação da perfeição. Os pensamentos não estavam mais na conversa por segundos, e não se manteriam por muito mais tempo, não fosse o incentivo da Merandus em oferecer-lhe a flor, o que ensejou no Calore pouco menos do que algum tipo de desgosto e incômodo, ainda assim sorrindo em resposta à morena. Não importava o que pensava da Merandus, decidiu, tampouco quão bela parecia em meio a todo o seu aspecto pueril. Baelor decidiu que a destruiria naquele momento, aceitando a flor com pouco menos do que relutância em meio às expressões torpes que levava consigo diariamente. Era de se esperar que a flor entrasse em combustão assim que sofreu o contato com as labaredas do bracelete do moreno, e ele meramente deu de ombros ante as palavras seguintes dela, os olhos azul escuros encarando-a enquanto colhia mais uma das flores do jardim. Quantas teria que queimar até que Noreen percebesse que não eram as plantas que o mantinham ali? Pendeu a cabeça para o lado, a sobrancelha arqueada enquanto deixava escapar uma pequena risada nasal, negando logo em seguida. “Nem tudo nesse castelo é meu.” Observou, arqueando os cantos labiais para baixo com pouco mais do que um bom humor disfarçado, subitamente recarregado no que concernia à índole da Merandus ------ inocência demais o enervava, mas não por muito tempo, e, de toda forma, já decidira o que fazer com a prima; acalmara-se um pouco, portanto. O sorriso simpático, ou quase isso, interpôs-se a medida em que negava, mudando de postura antes que Noreen notasse algo, ainda que duvidasse que a prima pudesse antever seus movimentos. Era uma Merandus e no momento se via incapaz de utilizar seus poderes; inofensiva, em termos mais gerais. Antes que Noreen recolhesse outra das flores do arbusto, todavia, Baelor não conseguiu conter o revirar de olhos, segurando seu pulso fino com apenas uma das mãos antes do ato em si. “Gosta tanto das dálias, Noreen?” Semicerrou os olhos, pela primeira vez naquela conversa chamando-a pelo seu nome de batismo. “Deixe-as. Não as arranque.” Deu de ombros minimamente, uma expressão pouco mais austera posta na face minimamente destruída. “Vai precisar de algum tipo de santuário daqui pra frente.” Um lugar onde possa encontrá-la sozinha. Assentiu, umedecendo os lábios enquanto sorria tranquilamente na direção da Merandus, por nenhum momento retirando os olhos dos seus.
“—— Óh, não me atrapalha em absoluto queridx! Diga-me: No que posso ajudá-lx?”
O moreno estava exausto. Pouco menos do que exausto, se fosse sincero, mas uma parte de seu corpo agradecia por estar tão esgotado naquela noite; impedia-o de ceder aos instintos que o assolavam e subir aos aposentos reais; mais especificamente ao grande palacete que pertencia a Aegor e sua concubina ------ poderia ter mentalidade piedmontesa, mas não admitia a mulher. Nunca a admitira; talvez por conta disso tivesse sido mandado para tão longe quando ainda era um mero prateado desdentado. Não, Visenya estava certa; eles deveriam ser cautelosos quanto aos movimentos, o que não ensejava, realmente, em uma mudança comportamental por parte do Calore mais velho. As provocações, os deboches e as investidas concernentes aos pequenos bibelôs de Maegor não poderiam ser contidas, tampouco Baelor desejava fazê-lo. Restava-lhe, contudo, uma noite de sono ------ ou algo parecido com isso ------, e estava disposto a meramente deitar na cama e dormir quando abriu as portas da câmara em um rompante e encontrou Visenya ali, livro em mãos e expressão quase tão falsa quanto a que dispensava a todos no cotidiano. Permitiu-se um sorriso fraco enquanto estalava o pescoço, aproximando-se do leito onde estava sentada. “O intuito era, justamente, atrapalhar.” Semicerrou os olhos, apoiando as mãos sobre o lençol caro ------ provavelmente fiado em ouro, que pertencia aos herdeiros verdadeiros de Norta, ainda que, segundo o senso comum, não merecessem sequer um pedaço de palha para que repousassem ------ antes de levar os lábios até o pescoço da mulher, os olhos percorrendo o livro antes que a mão o tomasse das de Visenya. “Ajude-me a relaxar, Vis.” Ordenou, ainda que a voz rouca soasse pouco menos do que manhosa enquanto o moreno cerrava os olhos, sorvendo a pele do pescoço da irmã como se sua vida dependesse disso.
{Flash back} ☢ Underneath it all we're just savages ☢ Daenys & Baelor;
@sadisticdrxgon
Ela ia morrer. Morrer, morrer, você vai morrer. As palavras martelavam na cabeça da garota, e ela não podia fazer nada além de torcer para que fosse uma morte rápida. “Eu vou sair daqui e quando eu estiver livre, vou queimar todos vocês enquanto imploram por misericórdia.” Disse para seus raptores, os homens gargalharam. Nys bufou, um dos homens revirou os olhos e se aproximou dela, com um movimento rápido acertou a cabeça. Tudo ficou escuro, e ela desmaiou.
Nys deveria temer pela morte, e ela temia um pouco, mas ela meio que fez por merecer estar ali, ninguém mandou acabar se envolvendo onde não fora chamada, agora, o inimigo conseguiu captura-la. Não entendia ao certo como ainda estava viva, os seus companheiros já estavam mortos a muito tempo, e ela, ao conseguir abrir os olhos, parecia viva até demais. Eles vão me vender para um daqueles bordeis, ou me vender como escrava, ou me comerem viva. Respirou fundo e tentou pensar em alguma forma de sair dali, quando viu um dos homens acender um cigarro, ela ignorou a dor de cabeça e soltou um sorriso. O próximo som que foi escutado aos arredores, foi uma explosão, a Calore conseguiu escapar, e correu o mais rápido que conseguiu, podia escutar o barulho deles correndo atrás dela, olhou para trás e se arrependeu amargamente, pois no minuto seguinte, estava batendo de cara com o corpo de alguém, um homem bem maior que ela. Nys gemeu, e atacou o homem a sua frente, pronta para morrer lutando.
Dezessete anos, e lutando guerras que não deveriam significar nada para ele, em última análise ------ justificava sua ânsia por sangue apenas os frenesis de adrenalina, os golpes ordenados e cruéis que remetiam à própria barbárie como um todo ------, não lhe parecia de todo mal, se fosse completamente sincero. Entre uma batalha e outra, Baelor mantinha-se irrefreado em casas de prostituição, provando das mais belas carnes indiscriminadamente enquanto passava o tempo até a próxima missão. Sabia o quanto Leloran não estava satisfeito com o quê se tornara desde o infame episódio da tortura; sabia que jamais seria o mesmo, tampouco desejava. A cicatriz em seu rosto, renovada anualmente, deixava claro que Baelor há muito tinha feito as pazes com a crueldade, e estava disposto a repassá-la para os outros, dessa vez do outro lado. Aquela, por exemplo, deveria ser mais uma mísera missão ------ desmantelar uma milícia que se interpunha entre os limites de Norta e de Piedmont, o que prejudicava não só uma, mas duas das nações as quais, ao menos em tese, deveriam figurar na mais alta estima do príncipe nortense. Não deveriam mexer com o esquadrão do Calore, isso era certo. Passos meticulosos antecederam uma explosão, articulada às pressas com o oblívio mais qualificado do destacamento. Um sinal adequado para que o próprio Baelor saísse de seu esconderijo, martelo de guerra em mãos, enquanto ativava as faíscas do bracelete com o símbolo da Casa Calore. Deixou que um sorriso escapasse por entre os lábios antes que o primeiro de seus inimigos o avistasse realmente ------ provavelmente um Nymph, não que lhe importasse realmente ------, não o dando tempo suficiente, contudo, para que esboçasse alguma reação. A cabeça do prateado já estava esmagada antes que pudesse ativar seus próprios poderes, sangue prateado e chamas se convergindo a medida em que o ardente avançava.
Os estouros continuavam a acontecer em torno do estabelecimento, mas Baelor não estava verdadeiramente interessado naquele quesito: parecia-lhe que a concentração apenas era presenciada em momentos nos quais tirava a vida de outrem. Algo no derramamento de sangue, seguido de algum tipo de pira humana simplesmente conseguia trazê-lo aos seus sentidos, manter a mente normalmente irrequieta com um propósito em comum. Estava prestes a chegar ao comandante da facção, quando, antes que se apercebesse, sentiu o choque com um corpo menor que o seu, o que o fez, involuntariamente, franziu o cenho assim que a morena passou a bater nele. Ela não estava com medo? Pendeu a cabeça para o lado, os olhos azul escuros chamuscando enquanto o próprio martelo de guerra era apoiado no ombro esquerdo, a sobrancelha com a cicatriz arqueando-se levemente a medida em que ele a encarava. Não parecia ser uma prateada comum; os traços da nobreza faziam parte de suas ações, ainda que parcamente escondidos como os dele próprio. Antes que pudesse esboçar uma nova reação, entretanto, meramente a jogou para o lado, uma ordem explicitamente indiferente em meio aos lábios ensanguentados ------ se com seu próprio sangue metálico ou com o de outros, ele não saberia dizer no momento. “Agache-se e fique atrás de mim.” Voltou a empunhar o martelo com mais habilidade, embebendo-o em chamas assim que outros dos seus brinquedos favoritos se enfileiravam para receberem justamente o que Baelor mais estava disposto a dar: a morte. “Vamos lá, é tudo o que consegue me prover, Hubris? Seis meses de pesquisa e você não vai oferecer nem sequer um desafio melhor?” Deixou escapar uma risada pouco menos do que insana ao terminar com o último dos prateados que se interpuseram entre ele e o seu objetivo maior daquela noite, o tom de voz debochadamente louco enquanto Baelor sentia uma pontada de sentimento ------ ou talvez fosse os cortes que recebera na altura do peito, manchando não só a armadura com as cores da Casa Calore, com o sangue de outros, mas com o seu próprio, também.
“É, vocês já foram melhores” Ela detestava reuniões familiares, detestava mesmo, e agora estava presa em uma coisa que era ainda pior do que uma reunião de verão. “Antes só um do que a manada toda” Resmungou contra a vontade, olhou para o moço e o analisou, havia mudado desde sua ultima fuga, e continuava ainda pior, reprimiu uma careta. Encontrou os olhos azuis dele e estreitou os olhos, o repreendendo, mas infelizmente sabia que aquilo só o faria continuar a falar. A realeza achava que tudo era um desafio. Nys tentou não rir com o comentário, ambos detestavam a rainha, na verdade muitos detestavam. “Não devia comentar da sua família dessa maneira, está começando a falar como eu primo.“
“Nunca fomos, Daenys. Admita e poupará parte do seu tempo para babar o ovo do meu amável irmão bastardo.” O Calore meramente franziu o cenho, um meio sorriso formado antes que pudesse se impedir. Tinha ciência da sua falta de caráter, fosse ela procedente da criação de Piedmont, fosse por sua inclinação a não ser o mais nobre dos homens ------ de pouco importava praticamente, se fosse ser sincero. Laços familiares de pouco o importavam, tampouco o que deveria fazer para ascender ao poder; família só o atrapalhara até então ------ fora daquele tipo de sangue que saíram os maiores traidores, se descontasse da conta as mais novas irmãs, e mesmo elas não permaneciam ilibadas de algum tipo de culpa, ainda que não houvesse dolo por parte delas quanto à morte da mãe. Não o interessava, de toda forma. Pendeu a cabeça, o revirar de olhos incapaz de ser contido enquanto soltava uma parca risada; a compreensão de que Daenys tinha algum tipo de nojo por ele apenas o divertia ------ um rasgo daquele tipo em meio a cores vibrantes que mais pareciam se aproximar de um cinza pouco chamativo aos seus olhos. “Ousa comparar um dragão a um mero elefante? Dragões extinguem elefantes a cinzas, Daenys. Estamos muito acima da cadeia alimentar do que meros prateados.” Franziu o cenho, com uma das mãos pegando a adaga que se mantinha dentro do terno ------ mania de carregar tal apetrecho de nada o servia, verdadeiramente, a menos que Baelor se irritasse. Não parecia ser o caso de Daenys, contudo. A bainha cravejada com apenas um pequeno diamante, uma ônix e um rubi emoldurava as cores de sua Casa enquanto a lâmina se apresentava mortífera àqueles que pouco lhe apetecessem. Antes que a morena pudesse reagir, entretanto, o moreno meramente negou, dando de ombros, a pequena ponderação negada antes que chegasse a pensar melhor com o advento da fala sobre Sierra, formando um sorriso evidente; quase infantil, se é que Baelor era capaz de tal. “Quem me puniria? Jaehaerys?” Arqueou uma das sobrancelhas, cruzando os braços de forma prepotente antes de deixar uma risada escapar; o tio era experiente, mas lhe faltava agilidade, força bruta e uma mente criativa para golpes como a do mais novo. Seria fácil vencê-lo em um duelo, quanto mais se Baelor não utilizasse dos meios lícitos para vencer.
Sibéria olhou bem para a direção de onde a risada vinha. Sentiu, no mínimo, nojo. Todavia, disfarçou, ainda posando teatralmente. O sangue escarlate fazia questão de ferver perante toda aquela imundice que estava olhando para. Tudo o que viu o ouviu falar sobre ele, só se concretizava naquele momento. A sua postura, a atitude, tudo tão claro e exposto. Deu passos curtos para frente, e ao vê-lo se aproximar um mínimo sorriso, ainda falso, apareceu no rosto. Vingot sabia que Baelor não iria medir esforços para ele se aproveitar das selecionadas, e isso ela não iria deixar que isso acontecesse. Não com ela. “Aceitável?” murmurou, fingindo estar impressionada. Quis vomitar sob seu olhar, mas logo o retribuiu com o mesmo olhar. “Estupefata.” e então dividiu o olhar entre os olhos e a boca do moreno. Depois, umedeceu os lábios antes de continuar. Trincou o maxilar numa fração de segundo, antes que o monarca o visse. “Então suponho que o casamento só foi provocação.” estava se remoendo por dentro para não usar a telecinesia e quebrar um jarro de vidro na sua cabeça. “Sabe, para ainda saciar de mais.” disse, o tom baixo fazendo que a sua voz ficasse rouca. Optou, então, por não reverenciá-lo, até que o mesmo exigisse tal ato. Sibéria foi muito bem educada, mas não conseguia demonstrar a cortesia diante de algo tão… sujo. O assunto não precisava ter chegado a esse nível, mas a loura simplesmente não se conteve.
Uma batida de palmas irônica se sucedeu a tudo, e Baelor praticamente podia sentir no ar todo o desgosto da loira em falar consigo ------ talvez até mesmo por isso a escolhera para ser seu objeto de testes por ora. Ou talvez simplesmente estivesse entediado; enquanto Rhaenyra e Visenya se ocupavam com os nobres e selecionadas, a Baelor ficava relegado algum tipo de liberdade que não se fazia presente. Preferiria infinitamente poder ter em mãos seu martelo de guerra ------ quanto estrago não faria com as cabeças e corpos das selecionadas do irmão daquela forma? Sublime, para dizer o mínimo. Enquanto não o possuía em mãos, todavia, contentava-se com a adaga que levava dentro do terno bem cortado com as cores dos Calore; cores importantes, imponentes e as quais preludiam quem realmente era. As cores, vermelha ou prateada, marcariam suas vestes da forma que mais lhe apetecia, ainda que, no momento, não fosse uma mancha que se fizesse presente por conta de mais um de seus feitos, por conta de mais um de seus assassinatos, a saber. Assim que a loira devolveu-lhe o olhar, todavia, Baelor aumentou o sorriso torpe que emoldurava as feições, uma das sobrancelhas arqueadas enquanto o olhar se mantinha nas curvas da selecionada. “O casamento?” Repetiu a fala da mulher, uma pequena risada escapando de sua garganta enquanto negava, os olhos semicerrados mimicando o movimento que os próprios orbes da selecionada adotavam ------ não resistia a um desafio, tanto mais quanto lhe parecia tão interessante à primeira vista, ainda que, com o passar do tempo, fosse acabar por se entediar do mesmo. A Vingot parecia ser uma distração boa, passível de algumas noites em claro, mas eventualmente a sua quebra seria compulsória, estava fadada a acontecer. “Não deixa de ser.” Admitiu, os cantos dos lábios arqueados para baixo antes que formasse uma careta pouco menos amena. “Não gosto de mulheres fracas ao meu lado; nada pessoal.” Pendeu a cabeça para o lado, a zombaria explícita em sua fala ------ parecia que Baelor nunca deixava de externar seus atos de deboche, ainda que outros fossem filtrados, fosse porque não os sentisse realmente, fosse porque simplesmente não os achava contundentes ------, uma das sobrancelhas arqueadas antes que negasse, umedecendo os lábios e tomando uma das mãos da Vingot para que iniciassem algum tipo de caminhada. “Tampouco as que me satisfazem, loira.” Terminou, o sotaque pouco carregado pela vida em Piedmont ainda presente na fala enquanto Baelor virava a cabeça no intuito de retribuir um olhar que, ele sabia, era menos do que complacente.
“Eu teria mais cuidado com as palavras se fosse você, queridx. Algumas pessoas por aqui entendem que menos que isso é suficiente para a pena de morte. Já deu uma olhada no último decreto de meu adorado pai?”
“Se a bigamia e o incesto”, Baelor franziu o nariz, a troça explícita enquanto zombava dos costumes do país que um dia governaria, os lábios próximos o suficiente de Rhaenyra para que ele meramente sussurrasse em seu ouvido enquanto tomava a sua cintura com as mãos por trás, o aroma conhecido o trazendo lembranças e o tornando pouco menos ímpio no que tangia à sua própria . “Não foram capazes de fazer com que essa bela cabeça rolasse, Rhaenyra, acredito que poucas coisas hão de fazê-lo.” Deu de ombros, os olhos azul escuros encarando o pescoço da morena enquanto negava, uma postura pouco menos do que selvagem e animalesca enquanto deixava a gargalhada soar por si só, rouca e tangível, praticamente. Só então o moreno percebeu o olhar do terceiro sobre os dois, como se os estivesse amaldiçoando, e sorriu, a provocação para com os nortenses incapaz de ser contida quando próximo a uma das irmãs ------ esposas.
— ♔ ❛ ( THEY COULD SET THIS WORLD ON FIRE AND CALL IT RAIN; a calore family’s aesthetic )
i tried to hold these ( s e c r e t s ) inside me. my mind is like a deadly disease. i’m BIGGER than my body, i’m ( c o l d e r ) than this home, i’m meaner than my demons, i’m bigger than these bones. and all the kids CRIED out: “please stop, you’re scaring me!”. i can’t help, this AWFUL energy!! goddamn right, you should be { s c a r e d } of me. who is in C O N T R O L??