Surreal
A partir de que momento eu determinei que o meu inferno pessoal queimaria mais do que imaginei? Eu mesma alimentei o fogo e confessei, eu apostei no caos e o caos apostou em mim, eu sei. Eu me sinto um abismo psicodélico, magnético, patético, mas nada genérico, quis criar meu próprio monopólio, dominar meu território, fechar meu portfólio. Me joguei de cabeça, ignorei as condições, dane-se as condições, acima das ilusões, prisões de paixões, tentações e pressões, tomei decisões, às vezes sem razões. Se a vida me desse um roteiro eu jogaria fora, porque agora é minha hora, sem demora, tudo que vivi foi surreal, tão real, não foi moral nem normal, mas foi essencial. Meu inferno interno, inverno eterno, meu céu fiel, troféu no papel, não quero mais bad drips na pele, quero viver minha vida pique firewhip, no meu próprio level. Não volto pras ruínas divinas que eu via cristalinas, eram só cortinas finas sobre feridas latinas, agora é calma na alma, sem drama, sem trauma, meu karma me acalma, minha chama me embalsama, e meu anjo, coitado, tão gente fina, mas até quem ilumina também precisa de luz divina.








