Um oponente. Algo contraditório e silencioso, que canta a vitória antes do tempo por sempre ganhar. É possível dentre todos se encaixar em apenas um? As cartas sobre a mesa desembrulhavam o destino. O pensamento flutuava e tentava voltar para a mesma alma, era fácil se perder no caminho. Nem sempre se encontrava, era mais fácil se distrair com algo definido e pronto no pensamento. Dois corpos parecidos, duas forças distintas entre si. Era como o preto no branco, tomava conta por inteiro sem perder a intensidade. Tal complexidade predominava em ambos os corpos. Almas perdidas, destinos cruzados e futuros perdidos. A atração sempre foi maior, mas como juntar duas coisas desiguais? O bem e o mal não se juntam, uma das forças precisa ceder. Poderia viver, os dois juntos, sem conflitos? Poderia um desistir da naturalidade pelo outro? Talvez completariam-se. O mistério prevalece nos olhares, e as palavras cada vez mais cheias de mistérios assombrosos. Sem rumo, prosseguem sem saber do amanha. Do fim? Ninguém sabe, ninguém se preocupa. Apenas se encontra próximo, escondendo em si, o mistério da vida.
natalinha















