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@observadoresxxi-blog
Choice | Inabaláveis- part. BK’
Documentário sobre a terapia de crianças que sofreram abusos extremos durante a infância e acabaram desenvolvendo psicopatia.
Documentário sobre o sistema de justiça do Rio de Janeiro.
Um documentário sobre o sistema de justiça nas varas da infância e da juventude.
Justiça? Pra quem? Esse mini documentário mostra como a mídia manipula a opinião pública e como o Judiciário se articula a membros do Legislativo para burlar a lei garantindo assim seus próprios interesses.
Excelente vídeo sobre as consequências da Lava Jato no Brasil e os reais motivos da sua existência.
sublata causa tolitur efectus
(cessada a causa, cessam os efeitos)
Contra legem (contrariando a lei) Praeter legem (fora da lei), Secundum legem (conforme a lei)
Neste documentário, John Pilger expõe como os grandes meios de comunicação dos países imperialistas (assim como seus representantes nos países periféricos) manipulam as informações com o objetivo de justificar suas guerras de rapina e outras políticas contrárias aos interesses das maiorias populares. John Pilger revela como estes meios agem de modo orquestrado para beneficiar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, por exemplo, e de seus agentes no Oriente Médio (Israel). A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para a mídia que as defende. Nada está por cima dos interesses econômicos ou estratégicos militares dos estados e grupos econômicos que exercem a hegemonia política no planeta. As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.
As primeiras drogas que os homens consumiram tinham origem em plantas com psicotrópicos como a maconha, ayahuasca, cogumelos e o peiote, usados principalmente em cerimônias espirituais. Foi a partir do século 19, com o avanço da química, que drogas de todos os tipos começaram a ser fabricadas. Durante o século seguinte, o mundo conheceria invenções como a cocaína, o LSD (ácido lisérgico), a heroína, o ecstasy e a metanfetamina. No entanto, desde início dos anos 2000 uma nova geração de drogas sintéticas, também chamadas de “legal highs” (drogas legais), apareceu, vista como mais potente e perigosa do que as anteriores. E ainda: elas são mais fáceis de produzir e precisam de um investimento menor.
As drogas sintéticas são aquelas produzidas a partir de uma ou várias substâncias químicas psicoativas. Há ainda as chamadas semissintéticas, feitas a partir de drogas naturais quimicamente alteradas em laboratórios. Segundo o Relatório Mundial de Drogas de 2015, levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em 2014 um total de 541 novas substâncias psicoativas foram catalogadas.
As legal highs são fármacos criados ou modificados em laboratórios a partir de alterações na estrutura molecular de substâncias ilegais, que reproduzem os efeitos das drogas comum, sem perder os efeitos psicotrópicos. O problema é que esses compostos não são listados como produtos controlados pela lei, facilitando o acesso do usuários.
Embora muitos acreditem que essas drogas viciem menos e provoquem menos danos aos usuários, o que se vê são efeitos tão devastadores quanto o de outras drogas pesadas. Em 2013, por exemplo, um jovem britânico matou a mãe a facadas e cortou o próprio pênis com a mesma arma. Segundo a polícia, ele havia usado Meow Meow (a tradução em português seria Miau-Miau), uma nova droga que começava a se tornar uma mania no Reino Unido.
Essa história sinistra revela um dos casos mais extremos do efeito dessas novas drogas sintéticas. A Meow Meow tem como princípio ativo a mefedrona, estimulante de ação rápida cuja sensação no corpo seria a de um coquetel de cocaína com ecstasy. Seu abuso pode provocar paranoia extrema e alucinações, ataques cardíacos e surtos de esquizofrenia, especialmente se o usuário sofre de doença mental.
Foi em 2010 que a mefedrona apareceu como novidade, fabricada por laboratórios caseiros e vendida pela internet. Nos Estados Unidos, a substância se popularizou com um novo produto apelidado de “sais de banho” devido à aparência de cristais que lembram os sais convencionais usados em banheiras.
O mais surpreendente: esses sais de banho não traziam substâncias ilegais, mas reproduziam efeitos semelhantes a narcóticos proibidos. Ou seja, são “drogas disfarçadas”, feitas a partir de produtos químicos permitidos pela lei e vendidas pela internet.
Os ingredientes ativos mais comuns dos sais de banho são variações sintéticas do estimulante natural catinona, encontrado no khat, arbusto popular na África e no Oriente Médio e parecido com as folhas de coca da Bolívia. Na indústria química, esse estimulante é usado na fabricação de fertilizantes e repelentes. Hoje são mais de 40 tipos classificados de catinona sintética, como a mefedrona, a metilona, a metilenodioxipirovalerona, a flefedrona e a nafirona.
A chamada “maconha sintética” também é outra criação dos bioquímicos. Ela é encontrada na forma de um incenso de ervas que lembra a maconha tradicional. Seu uso é indicado pelos fabricantes para perfumar ambientes ou ser usado como fertilizante. As embalagens geralmente trazem a frase “imprópria para consumo humano”. Mas se o usuário fumar o incenso, é liberada a substância ativa da droga, um canabinoide sintético chamado de CP 47497.
Os canabinoides são usados pela indústria farmacêutica na pesquisa de novos medicamentos. Começaram a ser ingeridos como drogas recreativas há poucos anos, com a criação de produtos à base de maconha sintética, chamados “spices” (tempero, em inglês).
Posteriormente foram parar em lojas dos Estados Unidos e Europa. Médicos afirmam que a maconha sintética é mais potente que a sua versão natural e seus efeitos aumentam em 30 vezes a chance de internação. Além disso, ela altera o equilíbrio psicológico e pode causar quadros como derrame cerebral, convulsões, alucinações, crises de pânico e psicose.
Krokodil: a droga canibal
Na última década, muitos jovens do subúrbio de cidades da Rússia estão adoecendo e morrendo a uma velocidade impressionante. O motivo é uma nova droga injetável chamada de Krokodil (crocodilo em russo). O nome foi batizado pela aparência escamosa e a cor esverdeada da pele dos usuários, assemelhada ao couro do crocodilo. É descrita como a droga que mais letal do mundo e extramente dependogênica.
Classificada quimicamente como desomorfina, a droga se tornou popular na Rússia a partir de 2003 e foi apelidada pela imprensa de “devoradora de carne humana” porque corrói a pele do usuário por dentro, deixando-o com uma aparência similar aos zumbis dos filmes de terror.
A Krokodil pode ser feita com ingredientes de fácil acesso, a partir da síntese tradicional da codeína, alcaloide que se encontra de forma natural no ópio e usado pela indústria farmacêutica em sedativos e analgésicos comuns. Depois, a desomorfina é cozinhada com produtos como gasolina, solventes de tinta, enxofre, iodo e fósforo vermelho de munição.
Além de ser de 8 a 10 vezes mais potente que a morfina, nos laboratórios caseiros, a desomorfina é adicionada a substâncias ácidas e tóxicas que causam necrose e gangrenas no tecido e podem corroer ossos e músculos. Enquanto a expectativa de vida de um usuário de heroína em Moscou é de quatro a sete anos, a de um usuário de Krokodil chega a apenas dois anos de uso.
Apesar do perigo, o sucesso da Krokodil na Rússia tem duas explicações: ela é dez vezes mais barata que a heroína e causa efeitos similares à droga. O país é um dos maiores consumidores de heroína do mundo. Para piorar o cenário, os russos são vizinhos do Cazaquistão, que escoa o ópio produzido no Afeganistão – as plantações de papoulas afegãs são responsáveis por mais de 90% da produção de ópio mundial.
Com a crise econômica dos últimos anos, usuários russos buscam alternativas mais em conta e migram para a nova droga. Segundo estimativas, apenas em 2011 mais de 100 mil pessoas usaram a droga na Rússia.
Novas drogas no Brasil
Foi após o ano 2000 que o Brasil viu o crack se espalhar por todos os cantos do país e se tornar uma epidemia em algumas cidades, atingindo populações cada vez mais jovens. Estima-se que o Brasil tenha um milhão de usuários de crack.
Desde 2011, uma nova droga preocupa o governo brasileiro: o óxi, substância considerada cinco vezes mais potente que o crack. Derivada da cocaína, sua composição é à base de coca oxidada, cal virgem, querosene ou gasolina.
A droga está sendo tratada pelos médicos como mais letal que o crack e com maior capacidade de vício. Pesquisa feita com 100 usuários no Acre em 2011 constatou que um terço deles morreu antes de completar um ano de uso.
Embora ainda não existam estatísticas de apreensão, diversas drogas sintéticas já chegaram ao Brasil. Para especialistas, os números só não são maiores porque há dificuldade em identificar as substâncias.
Em 2014, um estudante morto na USP teve overdose em uma festa e morreu afogado. Laudos mostram que ele fez uso de NBOMe, droga que compartilha características com o LSD, apesar de ser uma metanfetamina. É vendido em ampolas, pílulas ou em blotters (um papel embebido com um líquido). Possui propriedades alucinógenas, mas com efeitos mais potentes do que o LSD.
Em agosto de 2011 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização da mefedrona no país. À lista, somaram-se outras substâncias como os tipos de canabinoides sintéticos, de catinonas e de NBOMe, após solicitação da Polícia Federal.
Um combate difícil
Em relação a drogas, o aumento de consumo é sempre relacionado ao aumento do tráfico. Enquanto existir demanda, vai existir o comércio ilegal. A forma de combate tradicional do comércio ilegal de drogas como a cocaína ou o crack é geralmente pela repressão policial e a prisão dos envolvidos.
Mas o combate às novas drogas sintéticas enfrenta novos obstáculos. O principal é a produção de substâncias a partir de componentes químicos legais. As catinonas sintéticas, na forma de sais de banho, usam o rótulo de agrotóxico e repelente para burlar a lei.
Por serem feitas em laboratórios clandestinos (geralmente em países como a China e a Índia) e misturadas a substâncias que não são enquadradas como entorpecentes é difícil fiscalizar a sua venda e rastrear a existência de substâncias a olho nu.
Soma-se a isso o fato de algumas destas drogas nem serem detectadas em exames toxicológicos e nem serem conhecidas por pesquisadores. Ao aparecer em exames como a urina e sangue, fica difícil estudar todos os seus efeitos na saúde do usuário. A grande preocupação é que não exista na rede pública de saúde nenhum programa específico para o tratamento dos transtornos gerados por esse tipo de consumo.
Uma alternativa para o combate a esses narcóticos é a proibição da venda de substâncias químicas que fazem parte da fórmula de sintéticos.
Recentemente, diversos estados dos EUA baniram substâncias recorrentes nas novas drogas, como a mefedrona e o CP-47 497. No Brasil, algumas destas drogas já estão na lista de substâncias proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Mas os traficantes parecem estar sempre a um passo à frente. Quando uma substância é proibida, outro novo componente parece surgir e criar novas variações de drogas do composto original.
Outro problema é a ineficiência do Estado em recuperar o dependente químico e oferecer o tratamento ambulatorial e psicológico. As ações de políticas públicas não conseguem ser realizadas na mesma velocidade em que a droga se propaga. Na era das drogas de laboratório, basta uma nova combinação para uma nova droga chegar ao mercado.
BIBLIOGRAFIA
Lista de substâncias proibidas pela Anvisa
Artigo Legal highs: um problema de saúde pública. Cadernos de Saúde Pública, vol.30 nº2 (2014). Disponível online
Artigo Risco cultivado no consumo de novas drogas, Susana Henriques. Sociologia, Problemas e Práticas, nº 40 (2002). Disponível online
No Brasil, com o lema “participação virtual, cidadania real”, lançado em 2009, destacamos o portal “E-democracia” da Câmara dos Deputados (<http://edemocracia.camara.gov.br>), cuja proposta é, “por meio da internet, incentivar a participação da sociedade no debate de temas importantes para o país”. E, conforme sustentado, “o envolvimento dos cidadãos na discussão de novas propostas de lei contribui para a formulação de políticas públicas mais realistas e implantáveis”.
O portal está dividido em dois grandes espaços de participação: “as Comunidades Legislativas e o Espaço Livre. No primeiro, você pode participar de debates de temas específicos, normalmente, relacionados a projetos de lei já existentes. Essas Comunidades oferecem diferentes instrumentos de participação e, ainda, orientações quanto ao andamento da matéria no Congresso Nacional. Já no Espaço Livre, você mesmo pode definir o tema da discussão e ser o grande motivador dela. O debate será acompanhado pela equipe e-Democracia e pode vir a se tornar uma Comunidade Legislativa. Os parlamentares envolvidos com a matéria acompanham as discussões e as consideram para auxiliar suas decisões”.
Tarifa zero: Desafio é levar modelo de cidades pequenas para metrópoles
Em junho de 2013, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil no mês de junho foram começaram com o Movimento Passe Livre, que protestava contra o aumento da tarifa do transporte público e a favor da tarifa zero. No início de 2016, com outro reajuste, novos protestos voltaram às ruas para pedir o transporte público gratuito. Mas a pergunta é: seria essa uma ideia viável?
Em algumas cidades do Brasil e do mundo essa é uma realidade viável. Agudos, no interior de São Paulo, e Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, são dois exemplos nacionais. Na primeira, uma cidade de 40 mil habitantes, a gratuidade funciona desde 2003. Todos os funcionários da rede de transporte são concursados pela prefeitura. Já no exemplo fluminense, uma cidade de 150 mil habitantes, o benefício começou em 2013.
No mundo, são 86 cidades, em 24 países, que não cobram tarifa para que a população acesse o transporte público. A cidade de Colomiers, na França, é uma das mais antigas nesse quesito. Oferece um sistema de transporte gratuito desde a década de 1970 aos seus 33.000 habitantes. Nos Estados Unidos a maior parte está em áreas rurais ou cidades mais afastadas.
Todos os exemplos onde o transporte gratuito foi implantado acontecem em cidades de pequeno porte. Cada uma recorre a um modelo de gestão: a prefeitura assume os custos (o que funciona para cidades pequenas, onde manter uma estrutura de cobrança não compensa), elevar o imposto territorial para pessoas de maior renda, cobrança de uma taxa anual da população para o transporte e parcerias com empresas (algumas poderiam ser beneficiadas ao reduzirem gastos com transporte de funcionários e que poderiam destinar um valor menor ao setor), oferecer o benefício a um grupo específico da população, entre outros.
A grande questão é adaptar a prática às grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, com milhões de habitantes e uso intenso da rede de transportes. É possível? Teriam os governos e prefeituras condições de custear esse sistema?
Para quem defende a ideia, o transporte deveria entrar na lista de serviços já gratuitos como educação, saúde e segurança.
O direito à cidade está diretamente ligado à possibilidade que os diversos grupos sociais têm de se deslocarem pelos centros urbanos. Por exemplo: saúde e educação são serviços gratuitos garantidos pela Constituição. Mas a população só tem acesso a eles através do transporte. Ou seja, o acesso a esses serviços está relacionado à possibilidade da população de acessá-los.
Na cidade de São Paulo, a gestão Luiza Erundina em 1990 chegou a apresentar um projeto sobre o tema. Para custear o sistema, seria implantado o Fundo de Transporte, que reservaria parte do dinheiro coletado no IPTU. Dessa forma, o custo do transporte coletivo para os cidadãos seriam proporcionais a seus ganhos salariais. Como a proposta elevaria o IPTU acabou não aprovada.
Dificuldades existem. Para tornar essa ideia viável, as administrações precisam se reorganizar e rever como gastam seu orçamento. Citando um exemplo: se por um lado a gratuidade reduz o gasto com sistemas de cobranças, aumentar a frota de ônibus para uma demanda maior de usuários faz a conta subir de outro.
O atual prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, declarou ao jornal Valor Econômico que, para custear um sistema de transporte gratuito, seria necessário investir os R$ 8 bilhões que a prefeitura arrecada com o IPTU local.
Para ele, a ideia de um transporte gratuito para toda a população é inviável financeiramente. Mas a população poderia optar se concorda ou não em direcionar todo o valor da taxa para o setor. Em São Paulo a gratuidade é concedida para aposentados, deficientes e estudantes do ensino médio e fundamental da rede pública.
Exemplos pelo mundo
Num debate sobre mobilidade urbana hoje, o apego a modelos antigos será sempre um obstáculo a ser ultrapassado. Isso ocorre devido à valorização do veículo individual, reflexo das facilidades concedidas por diversos governos, inclusive o brasileiro, à indústria automobilística, e a toda uma indústria que lucra e emprega no atual sistema de transporte público e não sabe como operar em um formato diferente.
No entanto, há outras possibilidades de se adotar ou testar a gratuidade do transporte público. O governo de Bogotá, por exemplo, em vez de tornar todo o transporte gratuito subsidia passagens para os mais pobres. Já Perth, na Austrália, cidade com quase dois milhões de habitantes, instituiu ônibus gratuitos apenas em seu centro comercial.
A maior cidade a investir no transporte coletivo gratuito no mundo foi Tallinn, capital da Estônia, na Europa. Com pouco mais de 400 mil habitantes, a administração local decidiu cadastrar todos os moradores da cidade para que apenas eles utilizassem o transporte gratuito.
Lá, todos os impostos dos moradores são recolhidos e, entre outros serviços, parte da arrecadação é destinada ao sistema. Dessa forma, quem é de fora, como turista, não é beneficiado. Tallinn também possui estacionamentos públicos para carros, o que ajuda a aumentar o orçamento para o setor de transporte.
A gratuidade trouxe alguns problemas. Há ônibus mais cheios e uma parte dos usuários reclama do aumento de moradores de rua nos coletivos. Após quatro meses de implantação do sistema, o uso de ônibus subiu 12,6%, e o de carros caiu 9%.
Além de estimular o uso mais democrático do espaço da cidade, a gratuidade no transporte público aumenta o acesso a ele levando à redução do uso de carros e, consequentemente, da poluição e do trânsito.
No momento em que o debate é cada vez mais acalorado, vale acompanhar o desdobramento do que vem sendo feito nessas cidades menores. As experiências podem até se mostrar equivocadas, mas podem abrir caminho para um novo jeito de pensar o transporte público nas grandes metrópoles.
BIBLIOGRAFIA
Artigo "O plano de mobilidade urbana e o futuro das cidades", de Barbara Rubim e Sergio Leitão, do Greenpeace (2013). Disponível online
Artigo Dossiê São Paulo: "(I)Mobilidade na cidade de São Paulo", de Raquel Rolnik e Danielle Klintowitz (2011). Disponível online
Fare Free Public Transport, site que lista as cidades no mundo em que o transporte é gratuito
Carolina Cunha
Fonte: Uol
A Queda do Império Americano
Nós vivemos imersos nas emoções do presente e julgamos impossível visualizar o futuro. Mas basta um olhar conhecer a História, lançar um olhar crítico sobre os acontecimentos e o futuro será descortinado.
Os bons autores são os nossos guias. Giovanni Arrighi é o maior especialista em POTÊNCIAS HEGEMÔNICAS e nos mostra como o mundo está mudando cada vez mais rápido e o poder, cada vez mais efêmero.
Neste exato momento, o IMPÉRIO AMERICANO está em franca decadência e a CHINA se despontando como NOVA POTÊNCIA HEGEMÔNICA.
A População, as Exportações, as Reversas Internacionais, a Balança Comercial e o Crescimento do Pib. Em todas estas comparações, a CHINA ganha. Mas há um dado, que é o meu predileto: A POUPANÇA. Quando um país poupa bastante, é sinal que está produzindo mais do que precisa. Mais ainda, a poupança é garantia de investimento para produzir um futuro ainda melhor.
Vejamos os números das duas grandes potências.
É gritante a diferença. Enquanto a poupança da Potência decadente beira os 10% do PIB, a poupança da CHINA ultrapassa os 50%. O desequilíbrio é evidente.
A Hegemonia Militar dos Estados Unidos ainda é incontestável, mas ela tem um preço: os Estados Unidos são responsáveis por mais de 40% dos gastos militares de todo o Mundo. Uma insanidade, que já está a cobrar a conta. Seguramente, haverá cortes nos Gastos Públicos. Todas as potências que orientaram seus esforços para as Guerras se deram mal. Não. A Guerra é a última das opções.
Além das Guerras, os Estados Unidos enfrentam um problema ainda mais sério: A DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO. Eles eram os maiores produtores de petróleo, mas agora se tornaram o maior importador. Quando a economia cresce, o aumento do consumo de combustíveis piora sensivelmente suas contas externas. Quando a Economia Mundial vai bem, o preço do petróleo aumenta. E os Estados Unidos observam suas contas se degradarem. As contas só melhoram quando os Estados Unidos vão mal e o Mundo também.
Repare: Quando o Mundo e a Economia Americana vão bem, o Saldo Comercial piora. Em momentos de crises, o saldo não piora ou até mesmo ameaça voltar à normalidade. Atualmente, mesmo sem uma forte recuperação, o saldo comercial está se degradando rapidamente.
É evidente que um país unido e sensato poderia fazer com que sua queda fosse lenta e de pé. Mas não é o que temos visto. Os Estados Unidos são uma nação dilacerada pela briga de interesses mesquinhos.
E os próximos anos prometem ser emocionantes...
PAULO CÉSAR PEREIRA (SAPOIA)
A Crise do "PIIGS"
Seguindo a característica neoliberal de interdependência dos mercados financeiros, em junho de 2010, tivemos uma queda generalizada nas bolsas de valores pelo mundo. Tudo isso devido ao anúncio do não cumprimento do pagamento das dívidas públicas de alguns países da União Européia. Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, não puderam honrar seus compromissos financeiros criando o grupo do PIIGS (Spain em inglês). A crise financeira mundial de 2008, ainda provoca efeitos colaterais pelo mundo, e um deles, foi exatamente o alto índice alcançado das dívidas públicas do grupo do PIIGS causando fuga de capitais e queda nas bolsas. A crise financeira mundial fez com que governos de todo o mundo agissem no sentido de socorrer entidades financeiras em dificuldades econômicas, então esses governos diminuíram os impostos, aumentaram as linhas de créditos e intervieram diretamente na compra de ações de bancos, seguradoras, montadoras de automóveis e outras empresas em sérias dificuldades financeiras. Tudo isso para evitar um mal maior que seria um colapso generalizado da economia mundial. Ou seja, essa intervenção governamental na economia significa que no momento de crise, os governos acabam arrecadando menos e investindo mais, esse é uma situação que exige equilíbrio fiscal. Os países que dispunham de reservas cambiais e que tinham contas equilibradas passaram pela onda inicial da crise com certo grau de tranqüilidade, já aqueles que não tinham reservas consideráveis e que já estavam com altas dívidas públicas e com déficits fiscais acabaram aumentando ainda mais as suas dívidas e acabaram entrando em uma situação econômica crítica. Foi o caso do PIIGS, que elevou o risco de investimento da União Européia a índices muito elevados, inclusive o risco Europa chegou a ficar mais alto que o risco Brasil. O rombo nas contas públicas dos países do PIIGS ultrapassam muito os índices recomendados pela União Européia em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desses países. Na Grécia, onde a situação está bem crítica, a crise financeira pode ter profundas implicações para outros países europeus e para a economia mundial. Num momento de violentos protestos nas ruas de Atenas contra as medidas de austeridade impostas pelo governo, o premiê George Papandreou tenta se manter no cargo, após anunciar mudanças no seu gabinete. Nos últimos anos, o governo grego gastou bem mais do que podia, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. A dívida pública subiu muito, e os gastos com o funcionalismo público dobraram. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos, deixando a Grécia totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008. O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida. O premiê Grego tenta também aprovar novas medidas de contenção de gastos necessárias para que a União Europeia e o FMI continuem efetuando os pagamentos do pacote de resgate que prometeram à Grécia. Atualmente, a crise do PIIGS já afeta a União Européia como um todo, não de maneira determinante, mais esse contexto levou alguns países mais estruturados economicamente, como Inglaterra, e Alemanha a procurar alternativas de ajuda econômica aos países do PIIGS.
Prof. Marcio Vasconcelos - Autor do livro Conhecimentos Gerais e Atualidades, da Editora Ferreira, é licenciado e bacharelado em História pela Universidade Gama Filho e pós-graduado em Administração Escolar pela Universidade Cândido Mendes.
COMO ASSIMMMMMMMMMMMMMM? amo
hahahahaha já voltou. ficou alguns minutos off