Um novo amor.
Quero um amor que chegue manso, sem promessas apressadas e sem a pressa de ser eterno. Um amor que entenda que constância é mais bonita que intensidade. Que saiba o valor de um café juntos em silêncio, de uma risada boba no meio do dia, de um olhar que diz mais do que mil palavras.
Eu quero um amor que não tema os dias comuns. Que saiba encontrar poesia no simples, num toque de mãos distraídas, num bilhete esquecido, num “chega bem” dito com carinho. Um amor que entenda que amar também é esperar, escutar, respeitar e cuidar do espaço do outro.
Da próxima vez, quero um amor que caminhe ao meu lado e não à minha frente. Que não tente me salvar, mas me inspire a ser ainda mais eu. Um amor que entenda que reciprocidade não é metade, é plenitude compartilhada.
Eu quero um amor que me olhe com verdade, que saiba das minhas dores, mas escolha ficar para ver as flores que brotam delas. Um amor que não precise me prometer o sempre, basta me prometer o agora, inteiro, leve, sincero.
Da próxima vez, quero um amor que se demore nos detalhes, que perceba a beleza nas pausas e a força na ternura. Um amor que me abrace com calma, porque sabe que quando é real, ninguém precisa correr. — Joander Gonçalves


















