“Tell me how I should be. Just tell me. I’ll do it.”
Blue Valentine (2010)
Sweet Seals For You, Always

if i look back, i am lost
$LAYYYTER
Sade Olutola
No title available
macklin celebrini has autism
Interview Vampire Daily
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
No title available
Not today Justin

@theartofmadeline
The Stonewall Inn
YOU ARE THE REASON

pixel skylines
Claire Keane
Lint Roller? I Barely Know Her

izzy's playlists!
Show & Tell

Andulka
seen from Chile
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seen from South Africa
seen from New Zealand
seen from Honduras
@oegaseverde
“Tell me how I should be. Just tell me. I’ll do it.”
Blue Valentine (2010)
What we see …and what we seem …are but a dream …a dream within a dream.
razão do meu viver
‘Blue Valentine’, Derek Cianfrance (2010) She just seems different, you know? I don’t know, I just got a feeling about her. You know when a song comes on and you just gotta dance?
‘Солярис’ (Solaris), Andrei Tarkovsky (1972) There is only one bad thing about sound sleep. They say it closely resembles death.
‘Love’, Gaspar Noé (2015) Murphy’s Law: If anything can go wrong, it will.
‘Knight of Cups’, Terrence Malick (2015) Seems you’re alone. You’re not. Even now, He’s taking your hand and guiding you by a way you cannot see. If you’re unhappy, you shouldn’t take it as a mark of God’s disfavor. Just the contrary. Might be the very sign He loves you. He shows His love not by helping you avoid suffering, by sending you suffering. By keeping you there. To suffer binds you to something higher than yourself, higher than your own will. Takes you from the world, to find what lies beyond it. We are not only to endure patiently the troubles He sends, we are to regard them as gifts. As gifts more precious than the happiness we wish for ourselves.
Interior design from Fassbinder’s 1976 film, Satan’s Brew
Lembro-me que a primeira vez que vi o Eclipse do Antonioni senti que a minha vida tinha irremediavelmente mudado. Havia qualquer coisa de novo no cinema para mim - não há nada mais excitante que descobrir uma sensação nova - aquilo que eu sentia era físico, como se o meu corpo reagisse à imagem: a cada plano, uma comoção. Lembro-me de egoístamente querer possuir o filme, de viver o filme, lembro-me de querer ser o filme. Ainda que a Monica Vitti possa ser a mulher a mais bonita da história do cinema, eram os espaços que ela percorria que me picavam como o punctum do Barthes - a emoção compreendida em cada enquadramento, (quem diria que a arquitectura poderia gritar tão alto). Talvez inconscientemente evoque sempre um pouco do Antonioni quando estou a enquadrar; não que alguma vez tenha abdicado de procurar aquilo que mais de genuíno possa existir na minha técnica, mas é um amigo com quem se conversa antes de tomar uma grande decisão. Dei por mim a querer fazer um filme em que filmasse muitos espaços, só espaços, vazios ou pontuados, mas espaços meus, espaços. Às vezes sinto com muita força que tenho coisas para mostrar. Se o Tarkovsky filmava como quem agradece à natureza, o Antonioni filmava como quem agradece a forma que os humanos deram à natureza - para depois se afastar e conduzir o espectador até ao vazio, onde tudo pode então ser clarificado (era inevitável chegar ao deserto, tal como no Zabriskie Point); esta epifania não se trata de uma resolução, apenas uma sensação de se chegar a casa, de se encontrar um lugar para a alienação. No final do Eclipse há aquela mulher loira que se cruza no caminho do espectador para o iludir, mas ela não é a Monica Vitti - nem nunca poderia ser: Vittoria não aparece no local tal como combinado e ainda que se perdesse tempo a pensar porque ela não cumpre com o compromisso, o importante é perceber que ela nunca o faria; os espaços estão vazios e o silêncio denuncia a falha de comunicação que é transversal e que dilacera as personagens - o final é só uma confirmação daquilo que o início já anunciava: um eclipse total do coração.
Your pain is a tribute The only thing you let hold you You wear it now like a mantle Always there to remind you - Welch, F.
Foi quando pensei sobre a primeira vez que vi o Paris, Texas do Wim Wenders que percebi que talvez tenha nascido aí a minha obsessão pelo espaço vazio, pelo deserto; os crepúsculos de Wenders continuam a ressoar no meu olhar, a dialogar com o que eu enquadro quando eu tento congelar o mundo tal como o vejo. Na altura, não tive qualquer noção do quão o filme me havia ferido. Mais tarde, quando me deixei apaixonar profundamente por Antonioni, o meu fetichismo tornou-se evidente, inegável; era na materialização do vazio da imagem onde eu me encontrava, onde eu via, compreendia ou me revia. Na primeira exibição teste do meu novo filme, o espectador mostrou o desconforto que o último plano lhe causou: o nada, ou o tudo. Eu estava só a mostrar-lhe um pouco do meu olhar, da minha obsessão; sempre que reflicto sobre aquilo que crio, associo-me a uma constante sensação de luto, (cheguei a escrever sobre isso nos meus diários); mas este espaço vazio não era sobre o luto afinal, mas sobre a melancolia de recordar algo que foi, que já não é. Foi assim que entendi que não era sobre luto que eu escrevia, que não era o luto que eu captava no meu universo; o luto é a materialização da morte, da sua aceitação, enquanto que a melancolia é a recusa, a negação: a minha eterna tentativa de manter vivo algo que há muito já se evaporou.
[You say it tastes like cake with my lips against your face: I want you to eat it baby]
I am the orchestra The conductor too My heart is a concert hall And I filled it with you
- Welch, F.
I am living through days as happy as those God keeps for his chosen people; and whatever becomes of me, I can never say that I have not tasted the purest joys of life. - Barthes, R.
Wes Craven is a master
Scream (1996)
“Don’t you blame the movies. Movies don’t create psychos, movies make psychos more creative”
Dir. Wes Craven
Happy Together (Wong Kar-wai, 1997)