Eu sou um paradoxo.
Gosto de ser feliz, mas eu penso em coisas tristes o tempo todo.
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@off-hopes
Eu sou um paradoxo.
Gosto de ser feliz, mas eu penso em coisas tristes o tempo todo.
(...) Sinto a sua falta, não por te amar, mas por amar a parte de mim que você levou embora quando decidiu me deixar para trás.
(Des)poetizando, Off-hopes
Não sinto sua falta, mas sinto falta de alguém que eu fui naquele tempo. Deixei minha inocência para trás, as brincadeiras fora de hora e os gestos espontâneos enterrados no meu passado, junto de você.
Não sinto sua falta, mas sinto falta da vida que eu tinha naquele tempo e que você destruiu, pouco a pouco, conforme entrava mais no meu mundo. Te dei todo o espaço que precisava e você arrancou de mim tudo o que eu mais amava.
Noites solitárias não são tão dolorosas quanto me lembrar daqueles anos e reprimi-los por ter você nas lembranças e perceber que estava vivendo meus últimos bons dias.
A melhor fase da minha vida se tornou a que mais quero esquecer, mas me pego aqui, numa madrugada insone, escrevendo sobre você, sobre nossa história e sobre os tempos que foram, acompanhada de uma boa dose de música deprimente que tanto gostavamos de ouvir.
No fim, você deixou marcas irreparaveis em mim e se tornou a sombra que me perseguirá até meu ultimo suspiro. As vezes consigo lidar bem com isso, consigo deixar de lado as partes que pertenceram a você e anulo totalmente sua existência, mas quanto mais escondo essas marcas, mais insensivel e sem sentimentos me torno.
Há algo especial na dor... Na dor de sentir você, de sentir raiva e arrependimento e me sinto mal por querer isso, mas é nela que encontro conforto.
Não, eu não sinto falta de você, nem um pouco, só sinto falta de sentir, falta de viver e respirar emoções, mas todas as vezes que baixo a guarda e inundo meu peito com alguma coisa, sinto suas mãos em volta do meu pescoço e sufoco em lagrimas que não consigo despejar.
Você não foi meu primeiro amor, nem o último, muito menos a única pessoa que confiei, mas foi a única que penetrou as barreiras mais inquebráveis de mim. Ainda reflito os mesmos medos, as mesmas inseguranças, de forma mais amplificada, mas sem demonstrar tanto quanto antes. Construí muros mais fortes e barreiras mais densas, apenas para proteger os restos de mim que foram largados em um limbo vazio desde a sua partida.
Odeio encontrar seu rosto em desconhecidos na rua, seu reflexo quando me vejo no espelho e as marcas que tenho no corpo por tua culpa. Odeio te ver em todos os lugares, me rondando como um predador esperando o momento certo para atacar sua presa.
Por mais que eu não ouça mais falar sobre você, por mais que seu desaparecimento tenha acontecido há alguns anos, você ainda está na minha vida, de um jeito ou de outro e preciso enfrentar esse medo, preciso sentir de novo, sem culpa, sem receio.
Sinto a sua falta, não por te amar, mas por amar a parte de mim que você levou embora quando decidiu me deixar para trás.
- (Des)poetizando
Você me deixou com raiva, uma raiva que não acredito ser capaz de apagar tão cedo. Não importa o carinho que ainda tenho por você e o respeito por saber que estamos “bem” agora, porque suas palavras macias não apagam as cicatrizes que você fez questão de abrir em mim.
Suas palavras vazias soaram como o porto seguro que eu precisava, estava tão ferida e perdida que jamais pensei que você seria capaz de tudo o que fez. Você prometeu ser diferente, você disse que era diferente e eu acreditei.
Acreditei que teria amor, que todas as minhas cicatrizes seriam fechadas e que alguém nesse mundo me entendia. Acreditei em tantas mentiras... Acreditei em você.
Minha voz te irritava, minhas brincadeiras eram infantis demais, meu cheiro não te agradava e eu falava muito. Tentei me moldar e me encaixar nos padrões que você queria, para te manter perto de mim. Apaguei cada traço meu e me afoguei no seu mundo, preenchendo meu ser com cada átomo do seu corpo, me fundindo em sua essência. Faria qualquer coisa para te manter comigo, inclusive matar a melhor parte de mim.
Estava exausta de afogar minhas dores em qualquer corpo vazio, cansada de procurar por entorpecentes e alcool. Troquei todos os vicios por voce sem saber que era pior do que qualquer toxina que eu injetasse no meu corpo.
Ainda não entendo como aguentei tanto tempo as cordas que foram impostas nas minhas articulações, mas cheguei até aqui com mais marcas do que quando você me conheceu, com mais traumas que o segundo antes de te beijar. Se soubesse do veneno que escapava de sua boca, jamais teria me aproximado.
Preferia as marcas e a solidão num quarto vazio, em corpos insignificantes ou num copo meio cheio de bebida, do que o conforto fatídico de um parasita que tirou de mim a única coisa que mais me pertencia; minha essência.
- (Des)poetizando
“Essa é a fase em que não existe mais nada. Não existe caos e nem paz. Existe apenas o vazio de um coração que não resguarda mais sentimentos e uma mente solitária que almeja a inconsciência eterna”
- (Des)poetizando
“Sinto falta de sonhar, falta de imaginar as mil possibilidades e caminhos surpreendentes que minha vida poderia seguir. Sinto falta de viver, mesmo que na minha mente. Agora não temos mais tempo, não temos forças. Sempre exaustos demais para deitar e sonhar e frustrados demais para imaginar um lugar de paz.”
- Despoetizando
“Eu até faço coisas que não gosto só pra te ver, só pra ficar perto de ti…”
— Será que você sabe? (via nobroke)
This started as a re-draw of this, but turned in to space kisses
“A vida necessita de pausas.”
— Carlos Drummond de Andrade.
Tenho pensando bastante sobre o meu suicídio. Droga, os antidepressivos servem para quê se eu continuo pensando em me matar?
Lucien Darkman.
via off-hopes
A scar is a reminder of a fight you won
(des)poetizando - via off-hopes
Existe algo duro em despedidas silenciosas. Algo que nos faz pensar "quando começou a dar merda?" Afinal, em um dia, você esta ao lado de quem ama, rindo, se divertindo com suas piadas internas e brincadeiras que ninguém mais seria capaz de entender; vocês tem sua própria sintonia e harmonia. Era algo com tudo para dar errado, afinal, se conheceram em uma ironia do destino, porém, um dia qualquer, com tudo para dar errado, tornou-se um dos maiores acertos, ao acaso. São essas pequenas memorias e ironias que nos impede de enxergar o que a realidade nos diz e nos leva, incansavelmente, a insistir em algo que não era para ser; nos machucando, magoando e tirando noites de sono, porque a ideia dessa perda é inconcebível. De repente, o assunto começa a morrer e duas almas que, antes, totalmente idênticas e predestinadas a trilhar o mesmo caminho, passam a se encontrar em algo novo e distinto. Novas variáveis e ironias são adicionadas em pequenas doses na vida de cada um e essa é uma das fases onde sofremos o teste de resistência. Os jogos não parecem ser mais tão interessantes quanto os outros, as piadas perdem o sentido e a conversa não é mais uma prioridade. O medo de perder começa a não ter mais a mesma essência; não causa mais aquele desconforto ou aperto sufocante no coração. Ele deixa de existir como todo o resto. Aquele jogo é deixado de lado, aquela serie - cujos episódios sagrados só poderiam ser assistidos juntos - é terminada sozinha, em um quarto vazio, brincadeiras que se perdem e são esquecidas, planos, memorias, fotos, amizades criadas através de um circulo comum. Aqueles momentos. Aquelas alegrias. Aqueles dias. Não significam mais nada. Aquela despedida silenciosa, quando nenhuma das duas pessoas teve, sequer, a oportunidade de dizer algo. Apenas foram; acabaram como se nunca tivesse existido, deixando apenas um vacuo sombrio de uma lembrança não tão distante, porém que nos faz julgar sua veracidade. Assistir a mesma serie sem você, doar aquele nosso Battlefield por não fazer sentido guardar algo que nunca mais será jogado, apagar todas as nossas fotos da galeria para liberar espaço para novas lembranças e reescrever novas lembranças por todos os lugares dessa maldita cidade em que passamos. Essas pequenas coisas criaram um buraco enorme em mim, porém, hoje existe apenas uma cicatriz. Você foi incrível e era o que eu acreditei por longos meses. Você era tudo pra mim e era por quem eu morreria. Mas você não é mais ninguém agora. Apesar de todas magoa, de toda dor, de todas as vezes que você me diminuiu para inflar seu ego, todas as vezes que me fez chorar e me culpou pelos seus erros e por todas, todas as vezes que você me forçou a fazer coisas que eu não queria, apenas para estar ao seu lado, fico feliz pela sua existência, pois tirei disso um dos maiores ensinamentos da minha vida. Pensei que não fosse sobreviver sem você, porque, de alguma forma, você entrou em mim como um veneno e se fez parecer o oxigênio do qual precisava para continuar vivendo. Fico feliz por saber que a vida segue sem você e que é possível reparar aquele buraco com felicidade, alegria, um amor real e gentil e a verdadeira paz. É bom saber que existe uma nova manhã capaz de nos preencher com tudo aquilo que nos foi tirado da forma mais dolorosa e cruel possível. Mas é maravilhoso saber que posso me refazer longe de você.