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“Você é minha filha, eu te chamo como quiser. Venha já aqui, senhorita.”

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@omnislxcrima-blog
@badxssarmy
“Você é minha filha, eu te chamo como quiser. Venha já aqui, senhorita.”
Wanda Lehnsherr por favor compareça à Diretoria.
“Sabe… Essas balas doem…” respondeu com dificuldade enquanto olhava pro pai e sentindo sua visão se embaçar.
“Pietro--Olha pra mim. Não feche os olhos.” O Pai abraça seu Filho com força, tremendo e sentindo as mãos sujarem-se de sangue. Conforme o desespero cresce em seu espirito, assim também crescem seus Poderes. Ao redor de ambos, os homens armados começam a ser alvejados pelas próprias armas.
“Eu vou tirar você daqui.” Dezenas morrem ao redor deles, mas M a g n e t o não sequer presta atenção. Ele usa seus poderes para planar com o filho ferido no ar, lágrimas aumentando em seus olhos.
@omnislxcrima
“Pai… Eu consegui chegar… Mais cedo?”
“PIETRO!!”
O Mutante impulsionou-se na direção do filho, segurando-o antes que ele atingisse o chão.
#this is from an old interview someone probably already made this but i just couldn’t resist this is too precious lol
@mensimperium
@omnislxcrima
A maximoff não teria aceitado o convite do progenitor se não tivesse um plano engenhoso em sua mente caótica. Os métodos de pânico e aniquilação da Irmandade não concordavam com seus princípios humanistas. Wanda apesar de ter tido acesso a mente quebrada do pai, acreditava e tinha esperanças de haver paz e não genocídio de uma espécime inteira. Seu plano, porém, não era tão concreto quanto gostaria. Wanda ainda precisava de tempo. Mas aos poucos, usava seu poder para infiltrar-se na mente dos aliados de Magneto e acordar-lhes para o caos e destruição que estavam causando.
Alguns eram fáceis, não precisava manipulá-los com suas habilidades. Outros, porém, necessitavam da magia escarlate e Wanda adentrava dentro do cérebro deles os fazendo acreditar que o verdadeiro monstro jazia nos atos que aceitavam e cometiam, colocando todas suas convicções nos outros. Egoísta? Com certeza. Mas havia herdado aquilo do pai, pelo menos. Seu egóismo seria revertido em um bem filantrópico, porém, diferente do dele, sedento de destruição e sangue. Maximoff não podia deixar de admitir que tinha tendências para sentir prazer com o obscuro, com as mortes.
Porém, o problema era exatamente o mórbido. Escutar as vozes e os gritos perdidos das almas dilaceradas pelo seu pai era demais para ela. Wanda conseguia escutar os mortos e a cada assassinato cometido pelo patriarca transtornava sua mente. Wanda estava farta, portanto estava colocando o plano em prática. Destruir a Irmandade por dentro, diminuindo o número de seguidores daquela ideologia patética. Uma de suas vítimas lhe encarava com olho vítreos, da cor da magia que fluía entre seus dedos e que pintava sua íris: escarlate. E assim que terminou de mexer com a mente alheia, largou-a, fingindo-se inocente. “Nada, não aconteceu nada. Nós estávamos conversando e você pareceu entrar em colapso sem motivo… Estás bem?” Colocou uma mão no ombro do rapaz, que assentiu com a cabeça, mas disse que precisava se retirar. Wanda balançou a cabeça em positivo e deixou-o ir, virando-se para andar pelo local onde se encontrava. Inafortunadamente, seu pai estava parado no batente da porta. Forçou um sorriso simpático. “Algum problema, Erik?” Não, ela ainda não estava pronta para chamá-lo de pai.
{ Humanismo }
Uma palavra vazia e fadada ao esquecimento. Se nem mesmo os próprios seres humanos são capazes de atos ‘humanitários’ uns para com os outros, o que dirá em relação àqueles que temem mais que tudo no mundo? Os mutantes. Caçados e temidos desde sua origem pelos ratos insignificantes incapazes de compreender a perfeição da Nova Espécie, tidos desde as eras mais remotas como monstros, escória, vivendo a parte da sociedade e sem direito sequer a ter uma vida normal.
Se você chama os objetivos de M a g n e t o por salvar a própria raça de ‘patéticos’, então, querida filha, você não entende nada do que está acontecendo aqui. Porque a Guerra entre espécies é uma realidade tão antiga quanto a própria Civilização. E é hora de haver um lado vencedor.
“Conversando com um dos garotos novamente, Wanda?” Entrou sem pedir licença, olhos fixos nos dela como se fosse E L E capaz de ler os pensamentos da filha e não o contrário. Na expressão pétrea e fria de Erik um meio sorriso que parecia ter sido esquecido ali. Circulou o escritório, dando passando as pontas dos dedos pela prateleira cheia de livros antes de parar.
As peças de metal começaram a demonstrar uma mínima vibração. Canetas sobre a mesa, pregos nas paredes, travas nas janelas. Tremiam diminutamente como se reagindo à própria presença do Rei Magnetico sem que E L E se esforçasse. Erik está vestido em roupas elegantes e escuras, cabelos bem penteados para trás, a barba cuidadosamente raspada. Sua figura imponente e elegante exala Majestade e Poder, dando à atmosfera daquele amplo salão um ar de peso e solenidade. É quase como se Erik ocupasse mais da metade daquele grande cômodo apenas com sua energia. Apenas com seu olhar atento.
“Eles parecem apreciar sua companhia. Infelizmente no entanto, eu acho que tenho sim um problema. E é de caráter mais urgente.” Se ele sabia de tudo? Bem, apenas digamos que não seria M a g n e t o se não soubesse. Wanda estava redondamente enganada se pensava que ela era a única psíquica que Erik conhece na face da Terra, e mais enganada ainda se pensasse que poderia engana-lo de maneira tão tola e infantil. Seu plano carecia de formulação e estratégia, todas as pessoas com quem ela conversava desertavam da Irmandade.
Erik não precisaria ser nenhum gênio como Charles para adivinhar quem estava causando aquele pequeno Inconveniente dentro da Irmandade.
“Eu acho que temos um ninho de ratos neste prédio. O que me diz?”
I started a joke…which started the whole world crying.
@badass4rmy
Day 11: Saddest Moment: NO MORE MUTANTS
Okay, this was definitely the most difficult to pick. I live for sad moments, in comics, in films, everywhere. Whatever makes me cry my eyes out. I went with House of M on this challenge and specifically the moment when Wanda, mad with grief for her brother’s murder by their own father, and generally devastated cause the whole reality they had built together was crumbling, utters perhaps the three most famous words in comic book history. The panels where she cries out “brother” and where they hug after she brought him back to life get to me every time. I first and foremost chose this cause House of M is probably my favorite Marvel big event and because I’m so emotionally invested in the wide Maximoff family. The whole book is full with touching moments like when Wolverine admits that all he’d ever wanted was to remember his whole life or like when Pietro is collapsing to his father’s feet. Or even when Emma uses Cerebra for the first time after the Decimation and learns the overwhelming truth.
But as I said, I couldn’t possibly pick just one moment so here are a few more that have occasionally reduced me to a sobbing mess.
Continuar lendo
@omnislxcrima
badass4rmy:
Seus olhos azuis encararam de maneira vítrea as armas voando sobre sua cabeça. Havia quase uma fascinação inocente e doentia nos olhos da mulher que continuava pendurada no ombro do cavaleiro do elmo. Sabia da extensão dos poderes mutantes - tinha noção dos seus próprios - mas nunca daquela maneira excepcional. O outro maneja os metais com uma precisão invejável. Nem mesmo seu pudim tinha tanta majestade ao controlar químicos como o outro fazia com aquelas armas.
Encarou a arma no ar com um desejo quase libidinoso nos olhos, o mesmo desejo que possuía ao voltar suas órbes para encarar o grande Magneto. Constatou, naquele momento, que ele não era uma cavaleiro como ele mesmo havia dito. Era um rei. E Arlequina tinha uma grande fraco por homens poderosos, afinal, sua loucura era digna de uma coroa sobre seus cabelos. Mesmo que ela não precisasse de figura masculina alguma para exercer a sua própria majestade insana, apenas não percebera o quão boa era independente. Talvez, fosse a hora de descobrir.
Dedilhou a arma que flutuava no arma, segurando-a entre seus dígitos como se fosse uma filha. Os olhos de Arlequina pairaram sobre o objeto com uma tonalidade maliciosa. E os dedos começaram a explorar a escopeta quase como se fosse um objeto puramente sexual. Harley deixou um breve gemido escapar de seus lábios, com um sorriso checando se ela estava carregada. Logo depois, voltou a encarar o rei de copas com um sorriso.
“Sem dúvidas. Mas pergunto-me se se vai se divertir ao meu lado, my king. E se me dá licença…”
Harley aproximou-se dele, colocando uma das mãos no cinto do homem de maneira impetuosa, mas seus dedos procuravam outra coisa. Quando sentiu o cabo do objeto que enxergou minutos antes, o puxou, vendo a lâmina refletir a única fonte de luz no que outrora fora sua jaula. Arlequina era apaixonada por armas, mas lâminas ganhavam seu coração, pelo simples fato de poder sentir a vida se esvaindo da vítima. Mas ao contrário do seu pudim, ela ainda era misericordiosa com algumas pessoas. Não era completamente psicopata. E Magneto podia-se dizer ter acabado de entrar em sua lista. Passou o dedo na parte afiada da lâmina, enxergando a sua pele se partir e se regenerar rapidamente, deixando somente uma gosta de seu sangue caindo no chão.
“Desculpe, preciso disso. Algumas pessoas aqui dentro merecem tratamento pessoal, se é que me entende. Você sabe onde fica a sala de segurança, metal king?”
Metal King. Aí está um novo nome ao qual M A G N E T O pode facilmente se acostumar. Seus olhos acompanharam com uma ponta de interesse e o esboço de um sorriso maliciosa quando ela passou a mão pelo seu cinto vermelho escuro. O punhal de aço inoxidável brilha feito a mais pura prata polida e reflete um raio de luz no rosto esculpido do Mutante, mas ele não perde tempo olhando para a faca a qual amolou com as próprias mãos e todo o cuidado. Apenas observa aquele rostinho sorridente, agradando-se de maneiras indizíveis na alegria selvagem que ela exibe em cada gesto, em cada palavra.
Existe beleza além da compreensão nas mulheres distorcidas e estilhaçadas. As loucas, as furiosas, as que riem enquanto dão as costas para casas de família em chamas. Se Harley tem um fraco por homens poderosos, este Mutante Divino tem um fraco por assassinas.
Aparentemente a ideia de recruta-la para a Irmandade foi brilhante. Vamos trabalhar para que essa nova associação dure longamente.
Assim como ela, Magneto não é um completo psicopata. Em verdade, o prazer que sente em amedrontar e traumatizar seus inimigos é tamanho que a mera indiferença típica de psicopatas se torna insignificante. Talvez Arlequina não tenha percebido que caba de encontrar um grande adepto dos jogos sexuais no meio da carnificina. O DEUS DE ELMO finalmente sorri para ela e se afasta, apontando o caminho do campo de batalha com um breve movimento com a testa.
“Eu lhe mostrarei o caminho. Siga-me.” Siga-me se puder manter o ritmo. Seus pés planam do chão e ele ascende até quase atingir o teto lá em cima, braços abrindo-se com as mãos espalmadas para cima ao que ele avança no ar para o corredor onde a batalha toma lugar. Groxo saltava sobre os guardas da tropa de choque, usando suas capacidades elásticas para desviar das balas e derrubar os homens no chão antes de mata-los com as próprias mãos. Mestre Mental erguia-se diante de dezenas de homens que, vítimas de suas ilusões, atiravam uns nos outros espalhando sangue e tripas pelas paredes e chão da delegacia. O alarme de emergência toca e luzes estroboscópicas amarelas brilham. Vozes em megafones dão ordem para que eles desistam e se entreguem, o prédio está cercado. Mas M a g n e t o, planando com a majestade quase sobrenatural que lhe é característica, ignora toda e qualquer ameaça como se nada daquilo passasse de um simples jogo de xadrez que ele já ganhou.
A capa arroxeada ondula às suas costas, e quando E L E traz as mãos para si todas as armas ão violentamente puxadas das mãos dos guardas, os quais em desespero contemplam a sinistra figura masculina de elmo e olhos prateados voando lá em cima. Alguns chamam por Deus, outros gritam pedindo reforços no rádio. Todos sabem que vão morrer ali. E L E abre as mãos e as armas se viram no ar, disparando sobre os próprios donos numa chacina sem precedentes, sangue lava o chão de cimento, as paredes. O som é ensurdecedor, mas mais soldados acumulam-se na porta gradeada, que dá para a saída, escudos de plástico erguidos para defende-los dos tiros.
“Atrás dos escudos está sua sala, senhorita Quinn.” Ele diz lá de cima em tom inesperadamente cortes. Seu semblante forte e rijo virando-se para ela num convite ao derramamento de sangue. “Mas não demore muito tempo. O nosso dia está apenas começando.”
Uncanny X-Men #3
Pray I do not also claim your miserable lives.
Magneto from Uncanny X-Men #1 (Vol. 4)
Cullen Bunn
Greg Land
Jay Leisten
Nolan Woodard
Naquele momento, Pietro se encontrava em um bar nada modesto daquela região, mas o simples fato de estar ali era que a bebida estava a sua disposição mesmo não podendo ficar bêbado por causa de seu metabolismo acelerado, o que lhe impedia de ficar bêbado, idêntico ao Capitão América. Não que fosse algo que se importasse, ma era bom o gosto e ainda mais que lhe ajudava a esquecer sobre o pesadelo de Thanos e sua querida irmã ter se juntado a Irmandade de seu pai.
Começou a conversar com alguns mutantes sobre os planos de seu pai, cada parte seria importante e principalmente a ponto de vê-los disposto a ajudar Magneto. Por um lado era bom pra Pietro, mas outro eram que eles acabariam se juntando com a Irmandade e não seria uma coisa boa, Pietro estava aumentando a raiva dos amigos sobre os humanos, e não cairia tão bem assim pra ele e pros X-Men no final.
O plano estava pronto e assim alguns mutantes iam parando em cada ponto da cidade, não deixando que ninguém, nenhum humano entrasse naquela região, nem se fosse o presidente Obama, alguns estavam no chão e outros no ar, querendo observar se tinha algum helicóptero ou jato, não queria ameaça, só queria que tudo aquilo acabasse até o pai ir embora.
Ouviu a porta do bar se abrir, mas o som era irritante a ponto de querer arrancá-la e deixá-la aberta sem parar. Olhou para o lado e observou seu pai, que por incrível que pareça não estava manchado de sangue. — Isso é novo pra mim. — terminou a cerveja e se levantou da cadeira com os outros mutantes. — Pai, eles querem te ajudar, montei os guardas em todos os cantos e esses aqui irão conosco e irão te obedecer, estão dispostos a se juntar a Irmandade e te proteger… Mesmo eu achando isso ridículo.
— E agora me escute, eu irei trabalhar com você só dessa vez, ok ? — perguntou, erguendo a mão pra fechar o acordo.
Erik cruzou a rua e pôde observar a movimentação de mutantes de guarda naquele perímetro. Não era algo que ele tivesse planejado, a Irmandade foi deixada de fora desta pequena empreitada pessoal contra os nazistas restantes que se escondiam no meio da sociedade. Mesmo assim agradou-o imensamente o fato de que nenhuma daquelas crianças jovens e poderosas fosse partidária de Charles, e portanto ninguém ali o atrapalharia em seus planos.
Pôde tão somente deduzir que tudo foi trabalho de Pietro. Uma atitude louvável e que arrebatou as graças do pai, o qual não pode deixar de sorrir para ele e dar alguns tapinhas em seu ombro ao encontra-lo dentro do bar. Agora ciente de que os dois estão seguros aqui, ele se deu a liberdade de tomar um lugar ao lado do filho e pedir para si também uma cerveja. Era realmente muito bom saber que podia fazer as coisas com tranquilidade.
“Ele está vivo.” Já começou pelo que interessa, apoiando os fortes cotovelos no balcão. “Eu o deixei vivo porque imaginei que você preferiria assim.” As palavras saíam com certa dificuldade, pois é muito difícil para ele deixar alguém como aquele homem viver depois de todo o horror que causou. Magnus estava muito sério, pegou o copo gelado assim que chegou e deu uma batidinha no de Pietro antes de beber.
"Ouça, Pietro, eu aprecio imensamente que você queira vir para o meu lado. Mas antes de qualquer coisa, eu gostaria que viesse como um filho, e não como um soldado.” Apertou a mão dele e cobriu com a outra mão por alguns segundos. “Eu sei que minha ausência é imperdoável, tanto na sua vida quanto na de Wanda. Mas saiba que eu estou aqui agora. E você pode confiar em mim se quiser conversar... Obrigado pela ajuda, eu lidarei a seguir com nossos novos partidários.”
Harley Quinn sabia identificar quando alguém queria lhe persuadir. E as palavras gentis e dotadas de elogios do outros possuíam um tom de manipulação excessivo. Ela podia ser insana, mas não era burra. Lembrava-se de outrora ter sido uma psiquiatra, em um passado muito, muito - muito - distante.
“Certamente não, cavaleiro. Eles são tão entendiantes! O senso de humor deles é precário, alguém precisa colocar um sorriso na caras feias deles! Você é tão compreensivo! Isso me deixa emocionada, pare. Daqui um pouco irei chorar.”
O homem poderia não ter quase nada parecido com seu pudinzinho, mas Harleen apreciou o sorriso nada inocente na face dele. O gosto férrico do tecido sanguíneo que colocara em sua boca ainda estava presente em seu paladar, conforme as barras de ferro pareciam se transformar em líquido puro.
Seus olhos exclamavam surpresa e um suposto deliciamente com o poder do outro, conforme via-se completamente livre da jaula onde lhe mantinham presa feito um animal. E sinceramente? Harley não viu porque não se deixar ser manipulada pelo outro. Mistah J nem ao menos se dera ao trabalho de procurar por ela - e aquilo lhe deixava extremamente entristecida, o que se tornava mais tarde, raiva -. E ali, tinha a oportunidade de poder colocar fogo no mundo.
"Se isso significar poder causar um pouquinho de discórdia tenho certeza que eu, Harleyzinha só tenho a ganhar. Gostaria de causar um pouco de caos? I mean… algo melhor do que bombas e balas.“
Harley ignorou a mão estendida do mutante, porque no instante seguinte seus braços estavam ao redor do pescoço alheio logo que saiu da famigerada jaula. Depositou-lhe um beijo estalado na bochecha, mas não largou o pescoço do homem, como se o conhecesse há décadas.
"Eu gostei de você. Além disso, aceito sua proposta. Não é todo dia que alguém reúne um exército pra me tirar da prisão. Qual é o próximo passo, cavaleiro? Mutilação total dos caras do bem?”
Se há algo do que M A G N E TO não necessita para conseguir o que deseja é bajulação. O que E L E fala representa exatamente aquilo que está em seus pensamentos. Seja bom ou ruim. Se E L E diz que aprecia o que Harley faz, então esta é a verdade, nada menos que isso. Está no Torah, um dos dez Mandamentos de Deus:
‘NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO’
Muito embora, um pouco acima, o mesmo Deus tivesse dito NÃO MATARÁS. Mas felizmente a Lei está sempre sujeita a interpretações... E deixe estar que o Mutante classe Ômega deixou de crer num Céu ou num Inferno há muitos, muitos, muitos anos atrás.
O homem de elmo e mão estendida sabe quem ela é, (Harleen Quinzel) sabe exatamente de onde vem e os motivos que a levaram a uma das prisões mais bem guardadas do Planeta. Seu histórico de roubos, demolições e assassinatos era longo e variado, mas deve-se destacar uma mal sucedida parceria com um certo maníaco cujo nome aqui não interessa citar. EL E a chama de brilhante porque ela é brilhante. Ela é o elemento de destruição que falta neste grupo Mutante para que nada mais possa conte-lo.
Você se diverte, Louco Querubim de cabelos coloridos, enquanto traz o Mundo aos pés do Soberano Magnético.
“Interessante colocação. Mas nós precisamos primeiro sair daqui, senhorita Quinn.” E ela veio e agarrou-o pelo pescoço, Magnus deu um leve solavanco para trás e piscou quase como se desentendido ao mesmo tempo em que uma granada explodia no fim do corredor. Groxo gritou pelo Chefe, dizendo que o número de guardas aumentava e Mística enviou um alerta de que caminhões do Exército estavam a caminho. Magneto não saiu do lugar, nunca se opôs à aproximação de uma mulher bonita. Recebeu o beijo por cima do metal do elmo e estranhou, mas antes de responder, ergueu uma mão e uma escopeta automática que estava presa ao cadáver de um policial veio voando até sua mão. Granadas vinham no ar, voando até os dois.
“Divirta-se um pouco, os garotos a aguardam para se juntar à festa.” Disse, oferecendo a arma a ela. E as granadas. “Mate e destrua tudo que desejar,
nós sairemos daqui pela porta da frente.”
What was that? I should kill everyone and escape?
@badass4rmy
Ao ouvir o velho parar de gritar, Pietro começou a voltar ao normal e passando a mão no rosto e sacudindo várias vezes a cabeça pra ver se não estava no domínio de Thanos. Olhou novamente pro pai, que dessa vez estava se aproximando dele mas não deixou com que o tocasse, nunca permitiu que alguém o tocasse tirando sua irmã e as garotas com quem ele mesmo saia.
— Eu… Eu estou bem, só esse velho que tem o pior grito de tortura do mundo, só isso. — respondeu, olhando pra baixo aos poucos e se levantando querendo sair o mais rápido possível daquele lugar. Sabia muito bem que as torturas iriam continuar ainda mais até com que o pai tivesse pistas de encontrar outros nazistas que atormentaram a vida do pai quando era apenas uma criança.
Caminhou em direção a saída mas parou até ouvir o pai falar que só não matou o velho por causa dele, mas mesmo assim não era motivo de se orgulhar. — Ficarei esperando lá fora, qualquer coisa eu estarei no bar aqui do lado e… Você vai saber me encontrar. E fique tranquilo, deixei os X-Men fora do seu alcance quando te encontrei pra não te atrapalhar o tempo todo.
Pietro não permitiu que o pai o tocasse. O que era triste, mas não inesperado. Então Magnus se afastou, dando as costas para o LIXO HUMANO ali atrás que ainda gemia de dor. Estava velho demais para lutar, e certamente não era estúpido para enfrentar dois mutantes daquele calibre sozinho. Então encolheu-se num canto e aguardou o destino.
“Tem certeza de que vai ficar bem?” Muita preocupação para um Mutante que não pensa nem meia vez antes de arrancar a vida de dezenas, centenas de homo sapiens. A preocupação de Erik com seu filho é genuína, e ele fica de certa forma chocado -e aliviado- por saber que o rapaz não irá deixa-lo. Mesmo não ficando ali, Pietro estará por perto... E isso é para Erik profundamente reconfortante.
“Eu irei até você. Os garotos de Charles não podem se envolver nisso.” Acompanhou o rapaz até a porta, mas antes de fecha-la ainda observou-o pela porta. Pietro precisava de ajuda. Precisava de Xavier, talvez essa fosse a única maneira de...
Não. Pietro precisava dele. DELE. ERIK. SEU PAI. E de ninguém mais.
Não mais de vinte minutos se passaram antes dele sair dali e ir atrás do filho. Nem uma minima gota de sangue sujava suas roupas.
— E me trazer a vida não foi uma das melhores coisas também… — sussurrou, sabia muito bem que Thanos havia o colocado de volta ao mundo por simples razões, apenas para vingança contra todos os heróis e mutantes da Terra, mas agora estava bem, mas mesmo assim tinha pesadelos de sua morte, algo que não conversava com ninguém, principalmente com Xavier.
— Você quer matá-lo tanto assim ? Então que seja longe de mim também Magneto. — parou de chamá-lo de pai naquele momento. Não queria estar contra o pai em deter os nazistas, mas ainda os atos que o outro fazia o deixavam com um grande nó na garganta a ponto de querer fazer algo.
Continuou deitado no sofá olhando pro teto até ouvir o pai falar em alemão e ouvir os gritos do velho, o que fez a atenção de Pietro ir para os dois. Ah sim, mais uma das torturar que seu pai faia, mas sabia o que estava prestes a acontecer se ele não fizesse aquilo. Cada grito do velho fazia a respiração de Pietro acelerar e se lembrar dos gritos que ouvia em sua cabeça quando ia contra os comandos de Thanos. O mutante estava suando cada vez mais se lembrando de cada tortura que passava, até olhar novamente pro Pai. — FAÇA ESSE VELHO CALAR A BOCA, RÁPIDO.
O dente pingava vermelho na mão de Erik, e quando percebeu que seu filho não viria pega-lo simplesmente enfiou num bolso qualquer da calça. Aquilo poderia ser útil em algum momento. Mas mais do que isso, a reação de Pietro aos débeis gritos em alemão daquele velho desgraçado fizeram um gelo subir pela espinha do pai. Ele sabe o que é reviver um trauma do passado, e conhece mais do que ninguém os horrores dos pesadelos envolvendo memorias reais.
“Pietro-- Você está bem?”
Largou o velho de lado, o qual imediatamente levou as mãos à boca e começou a gemer baixinho. Antes de retornar ao interrogatório Erik se levantou e foi na direção do outro, uma mão apoiando no joelho do rapaz.
“Acalme-se. Ele já parou de gritar, está tudo bem.” A atenção totalmente voltada para o filho. Neste momento pensava consigo que a melhor decisão que poderia ter tomado era levar os dois para junto da Irmandade, e não naquela armadilha em que se meteram. Intrusos poderiam aparecer a qualquer momento. Não era seguro ali. “Escute, eu preciso saber onde estão os outros iguais a ele. E não vou conseguir a informação sem faze-lo gritar. Se quiser sair e esperar lá fora eu vou entender. Mas saiba que só não matei esse desgraçado ainda por sua causa, Pietro, então se quiser salvar a vida dele é melhor ficar exatamente onde está. Entendeu?”
Ao subir em um dos discos de metais, Pietro observou o pai de canto. Parecia que não iria desistir de forma alguma daquele velho nazista, poderia até mesmo deixá-lo na mão do pai, mas não queria que alguém a ponto de cruzar a ponte da morte durante alguns anos fosse assassinado por alguém. — Vamos discutir sobre isso depois. — olhou novamente pro caminho onde iriam ficar.
Não demorou muito pra que chegassem e ainda mais vendo algumas pessoas darem espaço pra eles, Pietro sabia quem eram mas não gostava daquele tipo de coisa e muito menos quando sussurravam em ser filho de Magneto, ainda mais agora que o mesmo estava na presença dele. Abriu a porta de uma certa casa que só tinha um colchão e dois sofás com um pequeno fogão ao lado e jogou o velho no colchão sem se importar direito com ele.
— Então, qual é o seu plano pai ? — se jogou no sofá e logo pondo os pés em cima do braço do sofá e o olhando seriamente. — Porque tirar os dentes que sobram na boca dele não vai ser legal até esperar ele contar alguma coisa.
Discutir? Discutir sobre o que? Aquele homem no ombro de seu filho era um maldito genocida, um igual a tantos outros que fizeram o povo de Erik -e de Pietro- passar pelos males mais horrendos da história da humanidade. E Mercúrio ainda pedia para deixa-lo viver?
“Deixar esse homem viver é um insulto. Vamos tirar toda informação que pudermos, depois eu acabarei com ele.”
Mas logo em seguida aquela palavra dita pelo filho chamou sua atenção. DENTE. “Dente-- Oh não!” O velhinho se contorcia no colchão, tentando morder a cápsula de veneno que vinha escondida em uma falsa obturação. Magneto avançou sobre ele e estendeu a mão, o senhor começou a berrar cada vez mais alto enquanto Lerhnsherr o encarava diretamente, falando em alemão:
“Você não vai morrer agora, maldito! Eu não darei a você o luxo de morrer assim!” O velhinho gritava, e de repente um dente saiu voando de sua boca numa pequena explosão de sangue. Magneto se virou para o filho, segurando o dente ensanguentado. “Aqui. Jogue isso fora. Deixe que eu lido com ele, meu filho... Obrigado.”