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@omundomagicodeledesma
Nada se ausenta de palavras não ditas.
Vez ou outra, pega as palavras
que não proferia e corria.
Como fez
Sou feito de tentativas que ninguém viu.
Sabe o que lhe falta?
Postura. Está sempre em postura de ataque. Sempre em postura bamba. Como quem não anda, mas zanza. Sou chegado em verdades e meias. Entendo-as. Mas não me venha com essa falta de postura. Que mente, zoa e zua. De pessoa imatura. Que sabe ferir. E sabe amar. E sabe amar e ferir. O meu amor se foi, há muito tempo, de você partir, antes de você pensar em partir...
Por isso te peço, postura de me ver na rua e fingir que nunca fui su
Meditei demais até hablei. — Retiro o que eu disse. FODA-SE! Todo papel que lhe dou. Você lê na minha língua. Tenho escrito demais, palavras, molhadas.
e não me fale comigo com esses olhos esbugalhados
olhos que eu podia ler tão claramente, olhos de fome, olhos que já sofreram demais e que não pode viver essa tal alegria, essa tal fantasia que é viver. Meu amor, eu já te entendo por isso, eu também quero morrer porque viver já dói demais. A cada, a cada, você sabe e por eu saber que meu amor passou pelos abusos que eu passei, que te danificou e que hoje é impossível que aconteçamos, é cruel demais. Escrevo de m´nhalma viver em seu peito, seu carinho, nosso carinho, nosso maior dom, será a lembrançca do meu final romântico.
E quem estará apto a ouvir histórias de amor mal contadas?
Victoria bambaleou pra fora de casa, pulou o muro caindo compressa no chão. Fadigou-se a encher-se de ar e correu. Não sabe-se para onde. Não sabe-se o porquê. Victoria nunca dizia o que queria. E isso a imputecia. Vez ou outras tinhas ataques poéticos e dizia tudo d'uma vez. Em outras, pegava as palavras que não proferia e corria como fez.
Mensagem apagada às 3h da manhã aquelas que a boca fala, mas não percebe a insignificante de quem à destina:
Só queria ser livre pra te amar Mas são tantas muralhas que eu não consigo escalar Tenho medo da queda, já quebrei meu coração em tantas dessas Não sei. Não sei porque o amor prega-me sempre essa peça
Talvez, mais uma vez, eu não mereça.
Não.
Dessa vez não.
Eduardo exalto-se pela última vez com Victória, puxará o maço comprado com uns cobres baratos que para ele pareciam peças maciças de ouro. Vitória que não mentia em olhares o marcou-o de morte. Não dessas mortes banais que se vêem em jornais matinais enquanto se toma café comendo pão de sal com margarina. Mas morte em vida. Ele morreria para ela. Lentamente sem perceber. Sufocado ao não sentir mais o aroma da incandescente, vangloriosa ternura que Victoria trazia em sua caminhada. De todos, ele tivera a sorte de ser observado pela deusa que era ela. Mas quem porta o dom de ter visto a morte tantas vezes aparecer em sua frente, enxerga de longe quem ela está visando.