É que, talvez, eu te queira aqui.
A preencher o silêncio com teu riso frouxo...
Meu coração frio com teu corpo quente...
E esse teu papo furado que nada diz.
Talvez.
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@opioplutonico
É que, talvez, eu te queira aqui.
A preencher o silêncio com teu riso frouxo...
Meu coração frio com teu corpo quente...
E esse teu papo furado que nada diz.
Talvez.
Onda nervosa.
Nós, universo. ✨
É que eu já não sei mais escrever sem ser sobre você.
As palavras só sabem me guiar ao teu encontro.
Tudo tem teu eu escancarado nas entrelinhas.
E eu já não sei mais ser poeta sem recitar teu nome.
Tudo acaba sendo você mesmo que nem seja sobre você.
As letras expressam o quanto só sei transbordar teu nome.
E infelizmente, meu eu poeta não mente.
É nos versos que te trago para perto.
É nas vírgulas que te faço eterno.
Mesmo que você já nem exista mais aqui.
E a distância seja pautada pela presença ofuscada.
Te gostar se tornou silencioso.
E esse nosso silêncio anda gritando cada vez mais alto aqui dentro.
Mas não posso gritar.
Então, te escrevo.
Como se no oculto a gente pudesse conversar.
Só que na poesia o grito é mudo,
E o eco é sempre lancinante.
(Ópio Plutônico)
Na poesia o grito é mudo. Mas o eco é lancinante.
(Ópio Plutônico)
"De um jeito ou outro minha poesia é consequência do nosso nós."
(Ópio Plutônico)
Tudo é passagem. Somos passageiros... Quem déra estívessemos no mesmo vagão... No mesmo trilho. Na mesma direção.
(Ópio Plutônico)
É tudo tão quieto aqui sem a tua risada pra ressoar meu tímpano.
(Ópio Plutônico)
Também gosto muito dos seus escritos! Obrigado por compartilhar sua perspectiva poética com a gente 😊
O sentimento é recíproco demais! Seus escritos vem sendo um dos meus prazeres diários favoritos! ❤️
Seus textos são perfeitos ❤️
Não sabe como me fez bem ler isso ❤️
Sinto que estou sempre te perdendo entre os dedos, como quem tenta segurar a água do mar na palma das mãos e não consegue. Te sinto deslizar pra longe, escorregar entre quaisquer resquícios de fuga que encontra pelo caminho, na busca incessante de voltar ao seu imenso oceano particular.
Te sinto ir, querendo voltar.
Como se no balanço das ondas, ao mesmo tempo, que me joga para longe, volta para me buscar.
E nessa dança instável das tuas idas e vindas me vejo refém da maciez da areia e de joelhos fracos que se travam na busca de encontrar algum ponto de equilíbrio para não desabar.
E eu só posso confiar em mim nessa imensidão de você. Em mim e em um joelho travado que parece querer quebrar a cada golpe certeiro teu.
Tu me desequilibra, mas eu não me afasto.
Porque a verdade é que não quero estar na beira lutando contra a tua maré, se pudesse mergulhar em ti, já estaria em alto mar faz tempo.
Se meus joelhos deixassem, não tentaria só te agarrar com a ponta dos dedos na tentativa fútil de manter um pouco do teu eu entre as minhas mãos.
Se meus joelhos deixassem até barco de papel resistiria a tempestades para que eu pudesse navegar em você.
Se meus joelhos deixassem, se renderiam ao menor golpe teu e confiaram no meu próprio corpo que sabe perfeitamente como nadar nas tuas intensidades caóticas sem se afogar.
Se meus joelhos deixassem não temeriam a frieza do tempo, porque no fundo do oceano a densidade torna a água amena. Porque mesmo que o sol não alcance a superfície e a aqueça, sempre tem uma corrente de calor no fundo que te acalenta e conforta.
O problema nunca é mergulhar em dias frios, o problema é sempre o vento lá fora quando a gente sai da água. Mas quando se trata de mergulhar em ti, quero imergir sem precisar ter que voltar pra terra.
(Ópio Plutônico)
Quem seria você se suas atitudes fossem ditadas pelo abraço do anonimato?
(Ópio Plutônico)
Tem vezes que eu me pego sentindo tua falta muito mais do que deveria.
(Ópio Plutônico)
Fechei os olhos e reconstruí teu eu feito pedaços.
Ali, bem diante das minhas pálpebras fechadas te relembrei inteiro.
Tu se fez presença em mim, no meu mundo paralelo de fantasias contraditórias.
Nesse inventário imaginado que por falta de coragem não materializo no mundo real, onde suprimo todas as milhões de expectativas que construo e desfaço para poder fazer morada num mundo irreal que me acalenta e conforta.
Tu me é distância e presença ao mesmo tempo.
Eu te imagino e recrio em vozes poéticas como se por consequência de um grito emudecido pudesse te fazer estar comigo em qualquer noite de insônia.
Eu te transformo em poesia para não precisar expor que talvez eu te queira aqui para compartilhar bobagens que são perda de tempo dentro de uma rotina um tanto frenética demais, enquanto tu me acaricia o cabelo e eu descanso no teu peito sem pressa pra partir.
Talvez eu te queira aqui para ouvir tua voz sem estrutura bem próxima ao meu ouvido, tua risada gostosa a ocupar os ecos do cômodo, tuas mãos a deslizarem lentas pelas minhas costas, teu eu descompassado em compasso com o meu.
Talvez eu te queira aqui apenas tempo o suficiente para poder traçar tuas entrelinhas enquanto tu me conta uma bobagem aleatória que só faz sentido na tua cabeça e eu sorrio fingindo entender, mas me mantenho hipnotizada nas tuas linhas de expressão fazendo questão de gravar na memória cada detalhe para não ter chances de esquecer.
Talvez eu te queira aqui pra te descobrir entre erros e acertos, em pequenos defeitos que te tornam ainda mais atraente e surpreendem qualquer uma das minhas expectativas.
Talvez eu te queira aqui, mas tenha medo de me apaixonar e viva nessa inconstância de ir e vir sem pertencer.
Talvez, por sorte, em uma dessas idas e vindas, a gente, por fim, permaneça.
Perdão é que não sei dizer algo sem ser clichê, sem parecer ultrapassada, nessas frases desconexas e confusas que retratam um anseio que se cala por não saber falar, nem o que falar.
A verdade é que eu te queria aqui, mas as palavras fogem ao tentar te dizer, enquanto insisto em viver num mundo inventado porque nele acredito que tenho controle daquilo que crio e recrio.
Nele é mais fácil lidar com o desconhecido sem parecer estranha, nele eu te invento e te elimino dos meus pensamentos quando bem quero sem precisar descongelar um coração receoso.
Sem precisar me envolver e te envolver nessa minha mente caótica, numa vida turbulenta tão sem sal e expor minhas milhões de imperfeições ou te deixar perceber que simplismente, talvez, eu não valha a pena, afinal.
É mal de escritor... algo como ossos do ofício, eu acho. Essa coisa de inventar mundos onde o coração possa habitar sem medo.
Essa coisa de viver uma vida dupla entre a realidade e a ficção para não precisar ter que lidar com o redemoinho de fios elétricos entrando em curto numa mente conturbada que prefere arriscar amar só no papel.
... queria conseguir te dizer o que passa de verdade, sem toda essa enrolação.
Logo eu, que sei tão bem como brincar com as palavras não consigo expressar em frase nenhuma que não é sobre o teu sorriso que me faz sorrir sem perceber que hoje eu te escrevo.
Nem sobre esse teu jeito bonito de arrumar o cabelo que me tira de órbita ou a forma como tu me parece ser transparente demais na minha presença.
Não é sobre tua mão na minha ou teu perfume barato, nem sobre teu beijo rápido que minha boca tem saudade. Não é sobre essa paixão bobinha, quase adolescente, que surgiu sem pretensão e virou poesia.
Não, não é!
É sobre achar um jeito de te dizer em entrelinhas bagunçadas, disfarçadas de poema, que o que eu realmente quero é te ter sem precisar, em devaneios, ter que te inventar.
(Ópio Plutônico)
É bonito meu contorno na tua retina e como tua pupila se torna um pequeno espelho particular que me leva para dentro de ti, tal qual um portal para outra dimensão.
É engraçado como ainda sinto a tua mistura em mim, teu olhar travesso me envolvendo inteira, a sensação do teu toque a dissipar na minha pele, o teu perfume fixando no meu corpo aos poucos.
Consigo enxergar nitidamente o jeito que tu disfarça quando tento te decifrar com aquele riso torto jogado de lado que, tu bem sabe, me tira o chão por segundos tão lentos.
Mas, eu não gosto da sensação de estar nas nuvens sem saber ao certo quando e onde pousar. Não gosto dessa guerra civil que se trava entre a razão e emoção porque nunca sei bem como proceder.
Porque nunca sei bem como controlar esse turbilhão de coisas que acontecem aqui dentro. Não gosto, mas gosto.
Talvez eu só disfarce bem quando se trata das coisas do coração, ou seja apenas uma grande mentirosa que acredita nas próprias ilusões.
Eu sei, pode parecer irônico o que vou dizer, mas não sou boa com palavras, não quando tenho que dar a elas alguma voz.
É por isso que na maior parte das vezes, eu me calo.
Talvez porque não queira expor minhas vulnerabilidades e ache correto enterrar em poemas um eu embriagado de sentimento que se manisfesta vez ou outra aqui dentro.
Um eu que não sei lidar sem intensidade.
Talvez seja só nas entrelinhas desses textos tão sem sal onde consiga te manter inato, te guardar aquecido apenas na memória para poder te recordar, vez ou outra, sem receios.
Mas, talvez eu tenha gostado da sensação de te gostar e esteja me autosabotando, afinal.
Ou talvez eu só esteja de passagem e queira ser intensidade mesmo assim.
Talvez eu esteja aqui para te gostar em silêncio e escrever clichês sobre o teu sorriso que só servirão pra lembrar teu nome quando revisitar cada verso que fiz pra ti.
Talvez tu me seja uma dádiva poética e nada mais que isso.
Ou talvez algum dia te conte como teu toque me borbulha por dentro, como teu beijo se encaixa com o meu sem esforço nenhum e que eu meio que amo tudo o que somos juntos.
Talvez eu esteja gostando mais do que devo da tua presença e sentindo demais por você sem nem perceber. Ou talvez eu só não queira admitir.
Talvez eu só não saiba como abandonar esse receio idiota em me entregar e viva dando desculpas para esse nosso nós não existir, neglicenciando o quanto te quero.
Talvez isso tudo seja apenas um devaneio indevido disfarçado de licença poética que não deveria ter buscado refúgio em poemas sem voz.
Talvez hoje seja a falta do teu beijo que me cause essa insônia criativa, eu não sei.
Talvez seja apenas essa idiota sensação nostálgica do teu abraço que me envolve inteira e do teu cheiro no meu travesseiro que me fazem sentir tua falta.
Talvez tudo isso pela manhã seja diferente...
Com sorte talvez você suma de vez e eu finalmente te esqueça.
Ou deixe de ser apenas um rascunho de poesia.
(Ópio Plutônico)
"Engraçado que quando te beijo é como se eu pudesse esquecer um pouco do caos do mundo e me perder num universo de fantasia que acaba quando nossa respiração se acalma."
(Ópio Plutônico)
Quem você deixou de ser pelo caminho?