Jon kent & Jay Nakamura
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Jon kent & Jay Nakamura
Thor
Smallville
Parte 1 - Nascimento
Lembranças*
Durante as tardes quentes daquele verão ficava sentada na varanda observando a luz do sol tomando conta das planícies. Além do horizonte via os raios de luz tomando conta do espaço ao redor, era reconfortante ver aquela cena todas as tarde. A vida era boa, vivia com meu marido Jonathan no paraíso.
Estávamos casados a mais de oito anos, tudo isso em grande harmonia trabalhando muito na fazenda. Porém depois de alguns anos a vida começou ficar sem sentindo, algo faltava em meu coração. Passava noites acordada caminhando pela casa, fazia chás para acalmar a angústia. Jonathan ficava aflito, ele sabia o que estava faltando.
Tive sorte em casar com aquele homem, começamos a namorar no colégio de Smallville muitos anos atrás, eu não tinha nada de especial, era uma garota magra, tímida, não popular. Ele o jogador principal do time, carismático, o sorriso lindo dele iluminava qualquer escuridão. Tive sorte porque além de tudo, Jonathan era um bom homem, ele tinha caráter.
Durante um tempo comecei a parar de pensar como seria minha vida com um filho. Fui em muitos médicos, e todos eles diziam o mesmo. Em almoços de família, jantares de Natal, nunca pude compartilhar aquilo que era o meu sonho, um filho. Todos os dias olhava para as estrelas e suplicava ao Senhor por instruções, eu queria um filho.
As coisas em Smallville sempre eram calmas. É difícil compartilhar uma sensação, era como o verão. As vezes sentia que o tempo não passava na cidade, o antigo começou a se misturar com o novo, as estações passavam de vagar e tudo seguia um ritmo lento. Meu marido eu trabalhamos duro na fazenda com outros funcionários, era nossa pacata vida.
Foi em um final de tarde, não me lembro a hora exata, foi um dia difícil de trabalho pesado na fazenda. Mesmo assim tínhamos que ir ao mercado no centro da cidade. Engraçado, foi o dia que mudou minha vida para sempre e mesmo assim não lembro a maldita hora que tudo aconteceu. Jonathan havia esvaziado a caminhonete, ele fechou a caçamba e me chamou.
Peguei a bolsa e entrei no carro, estava bem quente, vestia um vestido leve. A caminho aquele vento gostoso molhava meu rosto em alívio, estávamos com o rádio ligado, porém em dois minutos tudo mudou, foi mágico e inevitável. As estrelas começaram a cair sobre Smallville. Estrelas rosadas caindo cintilantes
Jonathan parou o carro no meio da estrada saímos bobos observando o show de luzes que ameaçavam a cidade, parecia fogos. Ouvíamos gritos por todo o canto, não sabíamos o que fazer. Acho que nunca tive tanto medo assim. Era o final do anos noventa, era o final dos tempos.
Uma estrela de tamanho questionável planou pegando fogo sobre nossas cabeças espalhando sujeira por toda plantação de milho. Era tão grande e brilhava como os meus sonhos. Jonathan correu entre o milharal para tentar ver o então objeto estranho, corri atrás assustada deixando minha bolsa cair no chão, me sujando de lama.
Era como se fosse um cilindro de cor indiferente, quando chegamos mais perto vimos que estava aberto e lá dentro estava um bebê, seus olhos eram azuis como o céu de Smallville durante aqueles dias quentes. Era um menino, ficamos trinta minutos esperando respostas no campo.
Com o bebê no colo observamos o céu em chamas, a cidade se perdia com tanta catástrofe, porem ouve um ressarcimento. Jonathan levantou o pobre bebê sobre o céu em chamas para verificar se ele estava bem e saudável. Ele era perfeito.
Aquele dia foi muito conturbado, eu fiquei com o pequeno em casa, a primeira coisa que fiz foi dar um banho morno no bebê e cobrir ele com uma manta vermelha confortável. Jonathan foi até a cidade comprar coisas para o bebê, em meio ao caos ele estava procurando fraldas e pomada para assadura.
Presente*
Foi em uma tarde quente de verão que ele voltou para os meus braços, tão jovem, meu filho. Ele caminhando carregando sua bolsa, gritando mãe. Larguei tudo e fui de encontro pulsando de alegria abraçar meu bebê. Estava barbado e mal cuidado. Ele repetia com felicidade.
- Mãe, eu sei quem eu sou agora.
Mesmo desconfortável, estava orgulhosa e sei que Jonathan também estaria. Meu mundo, nosso mundo, meu filho que veio lá do céu entre as estrelas, meu herói.
Meu Anti-herói
Parte 2 - Seu abraço forte e uma arma?
Era duas horas da manhã e meus olhinhos estavam abertos e vermelhos encarando o teto do meu quarto. Ouvindo bem alto What's Up? 4 non blondes. Não tinha motivos para estar acordado, talvez q ansiedade estivesse chegado. Minha mãe estava dormindo, o gato estava dormindo. Acho que toda vizinhança estava no décimo sono, menos uma pessoa.
Quando a música parou de tocar, aquele período de um segundo passou entre uma música e outra, ouvi algo estranho na casa ao lado. Tirei meus fones correndo, desci do beliche. De cuequinha fui até a janela, terminei de abrir e coloquei a cabeça para fora. E vi luzes no quarto do Renan, o que será que ele está aprontando? Perguntas, respostas, droga! Preciso saber.
Fui até o corredor, observei e dei uma respirada, estava tudo quieto. Então sorrateiramente andei até a sacada dos fundos, abrir a porta de madeira sem fazer nenhum barulho. Estava segurando meu celular iluminando todo o trajeto. O barulho estava mais intenso, ouvi algo caindo no chão, a curiosidade só aumentava, será que Renan havia levado alguém pata cada? Nossa isso é muito errado, eu não deveria estar fazendo isso. Cara passei pelo telhado como um gato vira-lata.
Cheguei até a casa dele, olhando entre os vidros vi algo estranho, Renan era para estar dormindo. Ele normalmente voltava do curso por volta de onze horas, as vezes ele saia cedo e jantava aqui em casa. Escutava o barulho da moto dele toda noite. Observei atentamente pela janela. Renan estava muito machucado, vestindo estranhamente. Uma calça cargo preta bem pesada, umas luvas na mão, sem camisa. Ele deveria estar tirando as roupas.
Ele estava roxo e sangrando, seu rosto estava escorrendo sangue. Fiquei com muitas dúvidas. Foi quando me escorreguei, ligando novamente sem querer a lanterna do celular, obviamente ela iluminou dentro do quarto, e eu quase cai do telhado, eu respirei muito fundo, estava suando. Olhei para a tela do meu celular e desliguei a lanterna. O que ouve a seguir, foi simplesmente insano e absurdamente doloroso. Renan em um movimento excepcionalmente rápido quebrou a janela, segurou fortemente em minha camisa e me puxou para dentro, quebrando ainda mais os vidros. Fui diretamente para o chão em uma manobra ninja.
- Renan, Sou eu!
Gritei apavoradamente.
Ele aparentemente não gostou muito de me ver ali, seu sangue escorria sobre minha roupa, ele estava sem fôlego, bufando, aparentemente cansado. Ele me largou e foi para outra direção do quarto. Pegou uma garrafa de alguma bebida que estava ali, ele deu duas goladas secas. Eu ainda não estava entendendo o que estava acontecendo.
Ele estava chorando, em silêncio. Acho que naquele momento eu tinha descoberto um segredo. Poxa eu estava de cueca na frente de um homem sangrando e chorando. Tentei não ficar desesperado, tentei ser o mais maduro possível naquela situação, sem piadas, sem conversa, apenas ação. Levantei rapidamente deixando meu celular no chão, fui até o banheiro do primeiro andar, peguei uma toalha. Molhei ela depor completo. Voltei correndo para o quarto e comecei a limpar o Renan.
- Fica quietinho, deixa eu limpar esses machucados.
Cara o coitado estava muito machucado, a maioria era hematomas. Ajudei ele a tirar o tênis e a calça. Ele ficou apenas de cueca preta em cima da cama, deitado com muita dor. Eu tive que deixá-lo. Falei agoniado.
- Renan, preciso ir lá em casa pegar a maleta da minha mãe. Já volto.
Ele estava com dor, não disse absolutamente nada. Então corri de volta para casa pelo telhado. Desci correndo as escadas, ainda bem que minha mãe tinha sono pesado. Ela quando não estava de plantão ficava vendo grey's anatomy até dormi. Fui até o armário da cozinha peguei a maldita caixa de primeiros socorros e voltei para casa do Renan pelo telhado.
Encontrei tramol na caixa e mediquei sem dó. Ele era pesado e estava deitado como uma pedra. Subi na cama, voltei a limpar os ferimentos com água e comecei a passar os medicamentos. Ele tinha uma ferida no rosto e uma no abdômen. Não era nenhum enfermeiro, não tinha ideia se iria precisar de ponto. Fiquei cansado depois disso tudo, dormimos.
Fui acordado mais ou menos a quatro e quarenta da manhã. Renan veio correndo no quarto gritando e derrubando tudo no caminho.
- Acorda Gabriel, vem!
Quando levantei tinha um homem de terno atrás do Renan, em um golpe meia-lua ele desviou com facilidade. Deu um soco tão forte que doeu em mim, dois chutes fortes de cortesia na cabeça. Renan pegou minha mão apertou bem forte e me puxou. Descemos as escadas correndo. Estava tudo escuro e revirado, um outro homem pegou apareceu e quebrou um jarro na cabaça do Renan, ele prontamente me jogou no chão e ficou lutando com o outro cara. O homem era gordinho, porém muito evocado. Todos eles estavam bem vestidos.
Renan enforcou o gordinho até ele desmaiar, puta merda! Saímos correndo em direção ao pátio da frente, corremos igual loucos. Renan subiu em sua moto, dei um pulo e agarrei em sua cintura. Ele deu duas aceleradas e saiu muito rápido de sua casa. Sim estávamos de cueca, pelo menos eu ainda estava com uma regatinha com duas listras, vermelha e azul.
Renan estava indo muito rápido, eu estava com tanto medo, aquilo era intenso demais. Eu estava com a cabeça encostada em suas costas, de olhos fechados apenas me arrependendo de tudo aquilo. Renan era calmo, e ficava a maior parte do tempo em silêncio, caramba como eu odiava isso tudo. Estava amanhecendo e fomos parar em uma oficina. Descemos da moto e entramos. Ali que Renan trabalhava. Por algum motivo ele achou que seria um bom esconderijo provisório.
Dentro do ligar estávamos procurando roupas para vestir, eu comecei a falar e falar. Perguntei diversas vezes.
- O que está acontecendo Renan?
Ele já estava furioso e começou a falar grosseiramente.
- Gabriel, não era para você está aqui! O que você foi fazer lá em casa?
Não estava conseguindo acreditar, como ele foi ingrato, respirei fundo mais soltei algumas frases de efeito.
- Cara, era para você estar morto! Eu fui até sua casa porque ouvir barulhos, fiquei preocupado.
Renan me deu um macacão de mecânico para vestir e respondeu.
- Gabriel você não pode fazer isso, eu sei que as vezes você fica me espionando. Cara não sou gay okay? Nada vai rolar, então por favor para de ficar me seguindo.
Meus olhos encheram de lagrima, fiquei com tanta raiva. Como ele sabia daquilo tudo, eu era tão óbvio assim? Fiquei extremamente desconcertado. Encarei os olhos do Renan, aqueles mantidos olhos claros e serrilhados. Ele estava duro, sem sentir nenhuma emoção.
- Você é um grosso Renan.
Ele vestiu uma regata branca apertada, lavou o rosto e pegou uma mochila preta no armário. Era quase seis horas da manhã, saímos da oficina sorrateiramente. E não tínhamos lugar para ir, eu disse para ele na estrada que estava com fome, sei que ele também estava porque sua barriga estava roncando. Cara estávamos acabados, decidimos parar para comer e foi o que fizemos.
Paramos em uma lanchonete qualquer e sentamos a mesa. Meu Deus eu estava horrivelmente acabado, vestindo um macacão enorme. Fiquei pensando, preocupado com minha mãe. Bem ... acredito que ela ainda iria acordar, por volta de 06:10. Tomar um banho, se arrumar para ir o plantão. Acredito que ela nem iria lembrar de mim.
O restaurante estava vazio, tinha apenas um caminhoneiro no balcão, e duas moças no fundo comendo. Uma garçonete com o rosto esquisito foi até nossa mesa, ela perguntou o que queríamos. Sem pensar muito pedi um pedaço de bolo de chocolate e uma xícara de café, Renan por outro lado pediu o café da manhã completo que incluía muita coisa. Ovos, torradas e bastante gordura.
Quando os pedidos chegaram Renan resolveu falar. Acho que não tinha mais escapatória, e eu não era qualquer pessoa. Ele se abriu o revelou um segredo.
- Sabe Gabriel, ando pelas ruas durante a noite.
Ai meus Deus! Pensei muito alto e gritei.
- Você é um garoto de programa!
Ele ficou sem graça e meio que cuspiu a comida.
- NÃO! NÃO, olha não foi isso que eu quis dizer.
Complementei.
- Está tudo bem Renan, não tem que ter vergonha, só espero que esteja se cuidando.
Ele bateu a mão na mesa e me olhou fixamente.
- Olha, não foi isso que eu quis dizer. Eu saio de noite para tentar fuder com alguns caras maus.
Peguei meu celular para chegar as horas e uma notificação do Twitter.
- Não sei se entendi bem? Tipo um justiceiro? Um vingador?
- Olha, começou já tem um tempo. Você sabe como o bairro é. Os traficantes, os milicianos. Eu estava com ódio depois que minha avó morreu. Eu tive que fazer algo.
Renan estava convencido que era um justiceiro da noite, ele não se declarou herói. Até porque ele não era. Acho que ele tinha caráter, esse era o super poder dele. Ficamos boa parte da manhã naquele restaurante, comemos muito e o anti-herói estava contando suas histórias contra o sistema.
Pude entender a invasão da madrugada. Ele horas antes estava na casa de um dos feches da milícia, Eduardo Casagrande. Filho de um político influente. Ele contou que estava lá para matar o feche da milícia, porém deu tudo errado. Foi uma armadilha. A milícia já estava atrás dele a bastante tempo, essas mortes de policiais e pessoas ligada ao crime organizado era de responsabilidade do Renan.
Eu fiquei impressionado com tudo o que ele estava falando, Renan era meu vizinho gostoso. Não imaginei que ele era uma assassino sanguinário. Qual o motivo disso tudo? Talvez ele nem seguia aquela rotina de homem trabalhador. Eu estava branco de medo, meu olhos estavam vidrados. Terminando o café da manhã tomamos coragem de voltar para a casa. Não tínhamos lugar para ir.
Então voltamos para os dois sobrados, Renan não quis aparecer lá em casa, então me deixou na porta e depois entrou de moto para a casa dele. Meu Deus, a casa dele estava uma bagunça, e o interessante era. Os corpos sumiram. Bem, foi muita emoção para uma madrugada só, minha mãe estava trabalhando. Aproveitei todo o silêncio e fui tomar um banho quente e relaxar fazendo minha skincare. Vesti uma roupinha leve, tranquei toda a casa e fui dormir. Minha mãe só chegaria por volta de seis, sete horas. Estava tudo bem. O sono veio de forma covarde e me desmaiou até uma certa hora.
Acordei horas depois com um barulho na minha janela, ainda atordoado olhei em volta e vi Renan na minha janela. Perguntei de forma seca.
- O que você quer?
Renan estava de cueca e sem camisa preta, ele estava com seu cartão pesado. Aparentemente ele também tentou dormir. Ele disse.
- Deixa eu entrar, preciso falar com você.
Levantei então e abri a janela, ele entrou pulando em minha frente. Seu maldito cheiro, era tão gostoso. Era óbvio que sentia atração por ele, até o maldito cheiro dele aguçava meus sentidos. Ele olhou fixamente para mim segurando meus dói braços e pediu desculpas.
- Olha "maninho" foi mal.
Fiquei incomodado, estava chateado. Ignorei a existência dele e voltei para a cama. Olhei para o meu celular e havia quase cinquenta mensagens perdidas, não fiz questão de olhar. Ele ficou parado do lado da janela me olhando, quase chorando.
Renan fez algo inesperado, ele se sentou na minha cama, e logo em seguida se deitou me abraçando. Senti quase cem quilos em cima de mim, me abraçando forte. Na hora fechei meus olhos e comecei a imaginar um mundo diferente.
- Renan, por que você está fazendo isso comigo?
Ele se aproximou ainda mais, colocou seu grande braço sobre o meu pescoço e chegou mais perto, no meu ouvido ele disse.
- Está tudo muito confuso, eu não estou conseguindo controlar meus sentimentos. Eu só sei que preciso ficar perto de você Gabriel.
Renan era um cara muito legal, ele parecia um hetero chato, mais na realidade ele era um homem de mente aberta e bondoso. Porém por todo o respeito que tinha, nunca imaginei que algo entre nós poderia rolar. Sempre imaginei coisas, observava seus Paços dentro de casa, até mesmo uma cueca dele já cheguei a cheirar. Porém eu estava criando esse universo de ilusão.
Renan estava perto demais, me abriguei sobre seus músculos, sua respiração forte, o movimento do peito largo encostando no meu corpo, seu grande volume se esfregando sobre minha perna. Era uma tenção, ele estava com dúvidas. Mesmo se fosse possível não daria certo. Virei e olhei fixamente para ele. Peguei uma de suas mãos e tomei coragem.
Aproximei meu rosto e encostei meus lábios nos lábios dele. Sua boca era grande e macia, seus lábios eram suculentos. Nós beijamos. Foi um beijo tão inocente, cheio de calor. Porém foi só isso. Me aconcheguei de volta em seus braços e dormimos como anjos por mais algumas horas.
Era uma sonho ter aquele maldito homem do meu lado, eu queria tanto que ele fosse meu.
Parecia um pesadelo, ouvi uma gritaria na porta de casa, levantamos e fomos ver o que estava acontecendo. Minha mãe voltando do trabalho foi sequestrada, simplesmente um carro parou em frente de casa e raptou ela enquanto abria o portão. Fiquei desesperado na hora, Renan chegou por trás e logo colocou sua mãe em minha boca, fez um sinal para ficar em silêncio.
Fiquei desesperado, não sabia o que fazer.
- Renan, precisamos chamar a polícia!
Ele estava com muito ódio, seus músculos todos estavam contraídos, ele olhou para mim e disse.
- Gabriel, eles são a polícia.
MEU ANTI-HERÓI
PARTE 1 OS DOIS SOBRADOS
Aos treze anos meus pais se divorciaram, na época eu não sabia todas as consequências, sempre vi meus pais brigando, não sabia que ele iria embora daquele jeito. Bem nos primeiros meses ele ainda vinha me visitar, andávamos de carro pelo bairro, ele fazia algumas piadas machistas e me levava para tomar um sorvete. Eu tinha um pai, alguém que estava li comigo. Alguém para me proteger do mundo.
Minha alegria era quando meu pai me buscava na escola, me sentia feliz, amado. Bem foi momentos bons que tive com ele. As coisas foram mudando, minha mãe trabalhava começou a trabalhar demais. Ela tinha dois empregos para manter a casa, de manhã ela trabalhava como enfermeira em um hospital e durante alguns dias da semana ela fazia um bico de garçonete no Real café e bolos.
Foi um período difícil, a vida naquela época mudou drasticamente, na escola comecei a me isolar ainda mais. Foi um período difícil, n conseguia lidar com todos os problemas. Nossas vidas mudaram quando conhecemos o Renan, lembro vagamente daquele dia. Ele era bem mais velho, provavelmente tinha uns dezessete ou dezoito anos, era alto, magro, porém com o corpo forte, branco e possuía até tatuagens. Pensei que era um marginal, o bairro estava cheio deles.
Em uma noite minha mãe o recebeu ele na porta, tinha umas pessoas e até um policial. Ele tinha uma mochila com poucas coisas. Sua expressão era de solidão e raiva, ele não falava nada. Só fui entender o que havia acontecido na manhã seguinte, minha mãe apenas o levou para o meu quarto onde ela arrumou a beliche de baixo para ele. Aquela noite foi esquisita pois sentia que o menino estava chorando. Fiquei quieto com vergonha na cama.
Na manhã seguinte, ao levantar notei que o menino não estava mais na cama, minha mãe estava pronta e arrumada me esperando para me levar para a escola. No caminho ela me contou que Renan havia perdido a avozinha que o criou dês de pequeno, ele não tinha com quem ficar então minha mãe Marta se ofereceu para acolher ele aquela noite.
Só voltei a ver o Renan novamente depois de um longo tempo. Não sei exatamente o que aconteceu com ele, porém o rapaz havia sumido. Minha mãe conhecia sua avó e creio que ela ficou comovida com a situação do rapaz. Logo depois ele começou a frequentar nossa casa cada vez mais, as vezes, ele comia, dormia e ajudava a minha mãe em algumas tarefas de casa, como consertar a pia do banheiro, limpar o quintal dos fundos. Tinha vergonha de conversar com ele, eu sim era bobo demais. Ele as vezes tentava se aproximar de mim, me oferendo até sorvete, mas eu logo corria para longe com vergonha. Apenas cresci observando aquele garoto do rosto sério.
Os anos se passaram e agora e com meus dezessete anos. A última vez que vi meu pai foi a dois anos, bêbado em uma rua não muito longe daqui, foi constrangedor. As coisas aqui em casa também não estão muito bem. Estamos passando por uma fase difícil financeiramente e minha mãe meio que está com depressão.
As vezes tenho que ligar para o serviço dela inventando mil desculpas pois ela não tinha forças para sair da cama. Como cresci sozinho e com uma mãe trabalhando em dois empregos, meio que fazia tudo dentro de casa e eu não me importava. Tentava deixar as coisas mais arrumadas possível para ser uma coisa a menos para minha mãe se preocupar. As coisas não eram perfeitas, nunca foram mais eu era otimista e me sentia seguro sabendo que ela estava bem em casa.
Renan ainda vinha comer aqui em casa, ele morava sozinho na casa ao lado e não tinha tempo para cozinhar ou arrumar suas coisas. Ele meio que virou um amigo da família. Sempre fui muito tímido, quando via Renan ou qualquer outra visita em casa corria para o meu quarto. As vezes naquela época eu era forçado a socializar, porém sempre ficava desconfortável.
Renan já era um amigo, querido da família. Tínhamos uma intimidade e mesmo sendo diferente para os dois, havia um respeito recíproco. Como ele trabalhava até tarde e depois ainda estudava para o concurso da polícia, ele me dava uma grana toda semana para fazer algumas compras para ele.
As vezes depois da escola passava no mercado mercadinho do bairro, a lista dele era simples. Sabão em pó, amaciante de roupas, sabonetes e cerveja. Tinha dias que voltando do mercado encontrava Renan em casa, as vezes ele estava no banho se arrumando para ir ao curso. Foi esse dia que comecei a sentir algo.
As coisas não estavam boas na escola, era meu último ano e fazia um tempo que vinha lutando contra os idiotas do ensino médio. As vezes chegava na escola atrasado para não ter que encontrar com aqueles caras, saia correndo no final para não dá de cara com ninguém. Bem queria muito poder ser confiante e mandar aquela gente se ferrar, mas sei lá... tenho meus medos e meus demônios. Não sou um exemplo de força, sou baixinho e magrelo de ruim. Tenho a visão imperfeita e a pele mais sensível que seda. Eu definitivamente não servia para muita coisa.
Eu tinha chave da casa do Renan, naquele dia entrei normalmente pela frente. Deixei minhas sacolas na sala e fui guardar as coisas dele na cozinha, a casa normalmente estava limpa. Renan deu um grito do banheiro ao lado da cozinha, ele gritou.
- Gabriel, é você?
Eu me aproximei e gritei de volta com um tom desorganizado.
- Sim senhor!
Ainda complementei.
- Você está indo para o curso?
Ele respondeu.
- Sim, estou atrasado. Vem aqui, trouxe os sabonetes e meu creme?
Peguei os objetos na cozinha, deixei meu celular na mesa e fui em direção ao banheiro, a porta estava fechada. Sem fazer muito alarme, abrir a porta de vagar, o ambiente estava cheio de vapor. Renan estava dentro do Box, cheguei em silêncio. Vi ele nu pela primeira vez, seu corpo era muito atraente, fiquei sem graça. Suas tatuagens davam personalidade ao pobre rapaz. Quase não tinha pelos, acho que raspava. Seu corpo estava forte o suficiente para ser comparado a um atleta. Reparei em seus falo balançando entre as pernas. Bem ele ficou sem jeito de me ver, acredito que era para eu deixar as coisas sei lá, em cima da pia e vazar.
Ficamos fitando um ao outro por alguns segundos e ele voltou a tomar seu banho normalmente. Fiquei tão desnorteado que corri para minha casa, chegando fui direto para o banheiro e reparei que havia ejaculado na cueca, comecei a chorar me achando o maior idiota do mundo, fui tão trouxa, o que eu estava pensando? Ir entrando no banheiro assim.
Era óbvio que as cosias não eram mais as mesmas. Já fazia um tempo que Renan não saia dos meus pensamentos. Era uma paixão tão boba, ele não saia da minha cabeça, seu sorriso, seu cabelo raspado, seus olhos claros e serrilhados. Fiquei tão envergonhado que não sai mais do quarto, já era tarde e mesmo minha mãe me chamando para ajudar a preparar o jantar, não quis descer. Foi quando que ouvi o portão da frente se abrindo, ele estava meio velho e fazia um barulhão, corri até a escada e vi que Renan estava chegando, ele estava com a mochilona dele preta, provavelmente estava chegando do curso. Corri para o banheiro e me aprontei o mais rápido possível.
Chegando na cozinha Renan e minha mãe já estavam arrumando seus devidos pratos, cumprimentei a todos e me sentei em silêncio ao lado do Renan, foi quando ele perguntou.
- Você está bem Gabriel?
Gaguejei ao responder.
- Sim? Por quê?
Ele deu aquele maldito sorrido com aquela expressão, aquela maldita expressão de levantar uma das sobrancelhas. Ele respondeu quase rindo.
- Você saiu lá de casa correndo, esqueceu seu celular na cozinha.
Ele tirou o aparelho do bolso e me devolveu, foi muito constrangedor. Estava tão focado em uma situação que acabei esquecendo do meu próprio celular. Minha mãe logicamente não perdeu a oportunidade de me mandar um sermão sobre responsabilidades. Acho muita hipocrisia da parte dele pois ela vive perdendo o óculos por aí e ninguém fala nada.
Depois do jantar, minha mãe havia subido para o quarto, eu então levei Renan até o portão. Chegando lá fiz uma pergunta boba para ele, porém tinha que repetir aquela situação.
- Você quer que eu vá ao mercado para você amanhã?
Ele sorriu, e respondeu me olhando.
- Amanhã passa lá em casa e pega a lista e o dinheiro na pia da cozinha. Boa noite Gabriel.
Era quase dez horas, todos estavam se preparando para dormir, menos eu. Tinha uma mania feia. Como morávamos em um sobrado dava para ver a casa do Renan, eu ia até a sacada de trás e ficava espionando-o. Não conseguia ver muita coisa apenas ele trocando de roupa, e indo dormir. Mesmo assim já era o suficiente para imaginar coisas.
Na manhã seguinte antes de ir para a escola fiz o que ele pediu. Fui até a cozinha dele e peguei o papel e o dinheiro. Bem fiquei horrorizado com o que estava escrito. Literalmente era um pedaço de papel escrito. "Lista de compras do Gabriel" um pacote de camisinha extra grande. Era só isso ... e uma nota de vinte. Obviamente não fui ao mercado comprar isso, não entendi a brincadeira. Fiquei extremamente chateado com o Renan.
Por causa dele cheguei na escola mais cedo, porque não passei no mercado antes. Pois bem, Juan, Felipe e Bruno estavam no portão da escola me esperando. Eles já haviam me ameaçado, estava dando sorte. Eu mal havia chegado e Felipe me empurrou, Bruno gritava comigo me chamava de todos os nomes possíveis.
Essa é uma parte de mim que pedia socorro, nesse momento sentia medo, raiva e dor. Eu tinha medo, e o pior disso tudo era o trauma de permanecer calado em um estado de transe, era inevitável. Fui correndo pata o banheiro ... não assisti as primeiras aulas.
Eles gritavam
- É UM "VIADINHO" MESMO!
Na hora do intervalo recebi uma mensagem no celular, era Juan. Hoje você não escapa de mim, escrito assim. Pensei em mandar imagens mensagem pedindo socorro para a minha mãe, seria muita vergonha. Aguentei até o horário da saída, naquele dia fui ao banheiro umas cinco vezes. Na última vez que fui ao banheiro decidir encarar Juan, não poderia ser tão ruim assim.
O sinal havia tocado, apressei meus passos até a saída. Perto da porta avistei o trio "topzera" não tinha como não sair, fiquei escondido por uns quinze minutos, e eles não saiam da frente da escola. Eu não podia ficar ali esperando tanto tempo, caramba já até havia perdido o ônibus.
Quando coloquei meu pé para fora do portão fui empurrado novamente.
- Cuidado seu viado!
Exclamou Bruno.
Okay, minhas coisas caíram no chão, sujei minha jaqueta azul favorita. Cansei e na hora explodir.
- Vai se ferrar cara!
Juan fez um gesto com a mão colocando os dois capangas pata trás e riu, ele disse com um tom irônico.
- Vai me encarar mesmo?
Foi quando Renan apareceu chutando Juan contra a parede, um chute forte, dois socos no rosto. Juan no chão, dois chutes na barriga. Renan se abaixou, pegou sua mão direita sangrando e puxou o cabelo do garoto envergonhado. E disse em um tom muito sério e assustador.
- Se você voltar q mexer com o Gabriel, eu vou voltar, e vou te achar.
Renan o largou como lixo no chão. Ele se levantou olhou para os lados, os outros dois covardes havia fugido. Ele riu e olhou para mim. Disse rindo.
- Sobe na moto garoto.
Era uma Honda Xre 300 toda preta, fazia bem o estilo dele. Ele me deu o capacete, subimos na moto e ele deu aquela acelerada. Saímos o mais rápido daquele lugar antes de tumultuar pessoas. Eu me senti incrível pra um caralho. Fui salvo.
Compramos uma coca para o almoço, e dois sorvetes gostosos. Renan me levou para a ponte da saída da cidade, ficamos sentados lá conversando enquanto os carros passavam atrás.
- Por que você deixa esses caras tratarem você assim?
Renan estava de camiseta preta colada em seus músculos, o sorvete estava derretendo e caindo sobre o tecido, ele estava me fazendo uma pergunta e eu só conseguia prestar atenção na cena do sorvete derretendo e caindo na camiseta e ele passando os dedos para limpar e chupando novamente.
- Eu não consigo brigar e ser como você. As vezes queria ser bom em algo e me sentir seguro, porém nada disso funciona para mim.
Justifiquei com Renan, e complementei com aquela situação de hoje mais cedo.
- Se não fosse por você hoje, estaria quebrado e me sentindo mais humilhado, porém ainda estou triste. Estou desapontado com você, me senti mal com a história da camisinha.
Renan se levantou, e fez uma expressão um pouco compreendida. Ele sentiu na moto e ligou o motor.
- Eu estava brincando com você Gabriel, desculpa acho que você não entendeu.
Não sei se essa resposta foi satisfatória, não sabia o que iria significar. Ele complementou.
- Vamos embora, hoje irei almoçar com você e sua mãe.
Não me importei de encostar a cabeça em suas costas e abraçar aquele abdômen duro. Mesmo ele andando rápido demais para o meu gosto, sentia que estava seguro. Meu Deus eu clamo, que não seja uma ilusão. Isso dói demais.
Fim
A PLANTAÇÃO
Eu, Carlos Eduardo me formei em engenharia agrônoma em uma cidadezinha próximo ao Rio de janeiro. Vivi na cidade grande durante toda a vida, basicamente. Depois que terminei meus seus estudos parti em direção para uma pequena cidade no interior de Goiás. Eu sei, é estranho um rapaz tão esperto se interessar por agronomia, meus famílias não me incentivaram. Meu pai é um advogado e minha mãe uma professora.
Eu sempre gostei dos aspectos da terra e assuntos relacionados, namorava uma linda moça que estudava odontologia, porém em busca de novos desafios no interior, separamos. Foi difícil no início. Mas ambos sabíamos que era melhor. Estávamos juntos por conta dos status sociais.
Eu vivia no Rio de Janeiro em um condomínio fechado, levando uma vida super confortável, ninguém realmente não entendia porque eu queria fugir daquilo tudo para ser um engenheiro agrônomo. Mas estava tudo certo. Arrumei minhas coisas em sua Land Rover e partiu estrada a fora em direção ao Mato Grosso.
Eu tinha conseguido um emprego em uma espécie de cooperativa com alguns agricultores e fazendeiros locais. Sim, sou um jovem e recém formado, não tenho muita experiência. Mas tenho um objetivo, levar a sustentabilidade para o meio rural. A cidade era muito pequena, havia uma igreja matriz no centro, e ao redor poucos comércios.
Dia 1.
Eu estava disposto a levar toda uma nova forma de produzir e plantar, o problema que as famílias que vivem aqui são muito antiquadas, talvez elas não se adaptem as novas formas e as novas tecnologias de produção. Mas irei me esforçar para mudar o pensamento dessa gente.
A cidade era quase fantasma, não havia nenhum movimento no centro. Infelizmente cheguei em minha Land Rover branca chamando atenção dos nativos nas portas dos bares. Desci e perguntei para uma Gentil senhora onde eu poderia ficar hospedado. Naquela lugar só havia um hotel, era bem pequeno. Segui as instruções e fui me hospedar naquele lugar nada agradável.
Alguns dias se passaram, e eu já estava habituado ao trabalho, auxiliando os moradores locais, algumas pessoas até tratavam bem, convidavam para almoçar e viviam me oferecendo hospedagem. Mas sempre recusava. Foi em uma sexta-feira que tudo ia mudar. Pois eu iria visitar uma fazenda muito famosa na região.
Então bem cedo levantei, me aprontei, entrei em minha Land Rover e segui o caminho de pedras até a fazenda da família Dutra. O senhor Dutra tinha três filhos, o mais velho ajudava na fazenda, sua filha do meio estava fora estudando e o mais novo com os parentes na cidade grande. Era de impressionar o empenho e o cuidado daquele lugar.
A fazenda era linda, simples porém bem arrumada, o casarão central tinha apenas um andar, porém era grande com janelas azuis. Eu então parei o carro em frente o casarão, na varanda havia um homem alto, ele vestia umas roupas muito justas e indecentes. Uma camisa branca aperta, ele estava com um chapéu de palha e mascando alguns tipo de, sei lá. Tabaco?
Eu desci do carro peguei minhas coisas, quando eu me aproximei ouvi o caipira dizer.
- Óia só quem chegou.
O senhor Dutra abriu a porta e logo foi me cumprimentar. Ele tem um aperto de mão forte, me abraçou e começou a conversar comigo. Logo fui descobrir que aquele caipira peludo era seu filho mais velho. O que ajudava com a fazenda. Eu fiquei impressionado com a simplicidade. Eles me convidaram para entrar.
Beto, como se chamava o filho dele, é muito bobão, toda hora colocava a mão em meus ombros e fazia piadas nada engraçadas. Ele fedia suor com tabaco, ele realmente estava me incomodando. Mesmo assim fui educado e aceitei o café, conversamos e combinamos que amanhã depois do almoço eu iria começar meus estudos no local.
O lugar é muito quente, eu estava deitado na cama pensando em algumas coisas, não conseguia dormir. Eu sempre fui diferente mas tinha medo de me expressar para minha família. Acho que eu não sentia atração por minha ex namorada. Eu sempre tomava remédios para ficar excitado. Esses pensamentos me perseguem dês da época da escola. E hoje quando eu vi o Beto, as coisas mudaram.
Eu estava com muita tesão, mas não iria me masturbar com esses pensamentos errados, vamos ver o que vai acontecer. No dia seguinte segui minha agenda e visitei outras duas fazendas até antes da hora do almoço. Infelizmente me atrasei e quando cheguei na fazenda da família Dutra eu não encontrei ninguém.
Mas lá no meio da plantação eu vi uma caminhonete parada e imaginei que teria alguém lá. Então fui em direção a plantação, desliguei o carro, deixei minhas coisas no banco de trás e sai. Estava muito quente. Tão quente que minha única vontade naquele momento era de tirar toda a roupa e pular em uma piscina. Uma brisa leve levava as folhas da bananeira de um lado para o outro, foi quando eu ouvi um barulho no meio da plantação.
Logo eu imaginei que fosse um animal. Mas quando eu me aproximei de vagar, eu vi que o animal tinha quase um metro e noventa, era todo peludo e tinha uma grande tromba. Era o Beto, todo nu se masturbando no meio da plantação. Eu fiquei deslumbrado vendo aquela cena, o homem era um verdadeiro homem viril. O sol quente batendo naquele corpo suando exalando aquele cheiro azedo dos pêlos para o ambiente.
Era quase como um homem das cavernas. Ele estava tão concentrado deslizando sua mão em seu grande membro que nem reparou que eu estava ali, eu não sei o que aconteceu. Eu comecei a ficar muito excitado com aquela cena. Ele estava fazendo caretas, mordendo o lábio da boca, sua roupa estava no chão e ele estava apenas com aquele chapéu de palha ridículo.
Ele tem muitos pentelhos, tanto pelo que eu nem conseguia imaginar como aquilo cabia dentro de uma cueca normal, seus músculos estava rígidos brilhando com o suor em contraste com o sol. Eu não aguentei ver aquela cena e acabei gozando de modo involuntário na cueca foi quando eu fiz um barulho. E ele me viu. Eu saí correndo, mas deu tempo de ver ele pegando suas roupas do chão.
Aparentemente ele não ficou tão surpreso assim. Eu entrei dentro do carro e voltei o mais rápido possível para o meu hotel. Eu passei a noite toda em claro, pensando naquele homem. Estava sim assutado porque aquilo nunca havia acontecido comigo. Como assim.
Era um desejo forte. Meu pau estava pulsando dentro da minha cueca. Era de manhã e eu precisava voltar para o meu trabalho. Eu deveria voltar para a fazenda. Mas antes eu deveria passar na plantação e conferir se ele estaria lá. E assim foi feito. Eu nem perdi meu tempo tomando café.
Eu fui em direção a plantação, parei a Evoque na estrada deserta e comecei a procurar ele. Avistei aquele grande homem trabalhando embaixo do sol ardente do verão. Meu Deus, me perdoe. Cheguei perto dele correndo. Tirei minhas roupas e pulei para cima dele, beijando. O desejo foi multou, ele tem uma boba grande e carnuda, suculenta. nosso beijo foi molhado e intenso.
Ele estava todo suado, mesmo assim ele me abraçava forte, me passando aquele cheiro de homem trabalhador. Por algum motivo aquilo me deixava doido de tesão. Foi arriscado, mas chupei rapidamente aquele pau grosso e pesado. fizemos tudo muito rápido, nosso medo era que alguém chegasse.
Foi quando ele me comeu, eu nunca na vida senti aquilo. Doeu muito, muito mesmo, eu chorei. Mas ele não parou de meter em mim. Estava muito gostoso. Eu estava deslizando em um órgão de um deus. Como era grande e grosso, nem sabia que aquilo era possível. Não me contive e comecei a gemer alto demais. Isso fez com que aquele homem gozasse dentro de mim.
Uma porra grossa e cheia de nutrientes. Eu mal conseguia mexer minhas pernas. Nunca senti tanto prazer na vida. E tudo isso aconteceu naquela plantação. Era quase hora do almoço. entramos juntos no carro e fomos em silencio até p casarão.
Chegando lá eu passei mal, tomei um banho. Beto me levou uma toalha e depois do almoço não me contive e dormir no quarto dele.
- Filho, o que ouve com o engenheiro agrônomo, ele está bem?
- Mãe ele se cansou no campo, me ajudou com as ferramentas. Acho que tomou muito sol.
Continua.
O garoto da touca vermelha
Vovó morava longe da cidade, ela dizia que amava viver perto da floresta, pois ela se sentia mais jovem. E eu morava na cidade com minha família. Minha mãe sempre mandava voltar pelo caminho da floresta para poder passar na casa da vovó e ver como ela estava.
- Isso tudo se resolveria com uma ligação, mas ela se recusava a ter um celular.
A cidade em que vivemos, campos, nada mais é do que um berço industrial. No lado afastados temos uma vasta floresta. Então todos os dias eu saia da escola e corria para o meio da mata para visitar a vovó.
Tinha dias q eu levava dentro da mochila coisas que mamãe mandava para ela, muitas vezes era a vovó que me dava bolos e biscoitos para levar para casa. A floresta é um lugar lindo e misterioso, às vezes no verão eu passava algumas horas com meus amigos brincando no rio afastado.
Em um dia chuvoso de outono eu fazia o mesmo caminho de sempre, sai da escola com meus amigos, e fui em direção à floresta. Eu não tinha medo daquele lugar, porém naquele dia as coisas estavam mais sombrias que o normal. Eu coloquei as mãos no bolso e seguir meu caminho em passos largos. Foi quando eu vi um homem perto de uma clareira, um homem estranho. Ele era alto e aparentava ter uns 30 anos, ele estava acabado. Tinha um corpo magro, porém definido com músculos não muito extravagantes.
Nitidamente ele estava sob efeito de alguma droga, seus olhos estavam vermelhos. Eu me encolhi e caminhei mais rápido ainda, ele começou a me seguir. Disse ele.
- Volta aqui garotinho, me ajude.
Eu fiquei com tanto medo, fiquei paralisado. Respondi gaguejando
- o que você quer?
Ele disse em um tom sério, não parecia está mentindo.
- Eu estou ferido e preciso de um telefone, eu me perdi na floresta. Você conhece alguém que mora aqui por perto.
Eu ingênuo respondi.
- minha avó mora logo aqui perto.
- Então eu vou com você!
Respondeu o homem.
Ele pôs a sua mão em meu ombro e apertou. Eu fiquei incomodado. E seguir o caminho com esse lobo mistério. Chegando à casa da vovó tive a surpresa de encontrar ela no Jardim, ela viu o homem estranho e logo ficou preocupada.
Ela disse.
- Quem é esse Jr?
Eu não soube o que dizer. Apenas soltei.
- Ele está ferido vovó, ele veio aqui atrás de ajuda. Desconfiada a vovó entrou em casa procurando um kit de primeiros socorros. Enquanto isso, sentei no sofá.
Bem, ele realmente estava ferido e perdido, mas mesmo assim ele tentou nos roubar naquele momento, ele disse.
- Agora você vai me mostrar onde está o dinheiro. Eu preciso sair daqui.
Eu fiquei vermelho e nervoso, eu era literalmente um vulcão de ansiedade.
Minha avó que não é boba gritou.
- Você não vai levar nada, eu vou chamar a polícia!
Irritado o homem começou a gritar também, ele começou a revirar a casa atrás de alguma coisa de valor. Eu e vovó ficamos desesperadas.
Eu tenho 17 anos, magro e fraco. Nunca que iria conseguir derrubar um homem sozinho. Então apelei por jogar coisas nele, até que ele me deu um soco e me derrubou. Eu fiquei no chão assustado o vendo quebrar a casa, ameaçando eu e a vovó. Foi quando na porta da frente entrou o Kleber!
Um cara que tinha terminando a escola há dois anos, ele andava com os jogadores da escola, e na época sempre arrumava confusões pela cidade. Bem Kleber vivia com seu pai perto da floresta e ambos caçavam por esporte e faziam outras atividades.
Kleber é um monstro! Isso é inegável. Ele entrou chutando a porta e já foi pra cima do bandido batendo e dando muito soco. Eu me levantei e fui abraçar minha avó. A cena foi incrível demais! Kleber destruiu o cara. Sua mão estava cheia de sangue. Se não fosse ele, provavelmente estaríamos mortos.
Com toda briga acontecendo na sala, deu tempo de chamar a polícia! O homem foi levado para a delegacia com os polícias. Bem, ficamos naquele dia até tarde na casa da vovó. Kleber ficou com os punhos machucados!
Então cuidamos dele e agradecemos. Minha avó ficou tão agradecida por Kleber ter entrado na hora certa que encheu o rapaz de comida, tanta comida que tive que ajudar ele a carregar aquelas coisas para a casa dele.
Já era quase de noite quando cheguei a casa dele, ele morava em uma casa simples também. Mas era um cara muito trabalhador. Ele e seu pai tinham uma oficina na cidade, ambos eram amigos e a placa da oficina na beira da estrada.
Eu disse meio envergonhado.
- Obrigado Kleber, você salvou o dia.
Kleber também ficou sem graça e respondeu.
- Foi nada não, eu ouvir os gritos vindos de lá. E sabia que naquela casa vivia uma senhora, achei que ela precisava de ajuda.
Eu realmente fiquei agradecido. E terminei dizendo.
- Bem, eu vou nessa! Espero que possamos ser amigos Kleber.
- Espere um pouco! Garotinho da touca vermelha! Quer entrar um pouco?
Eu dei um sorriso e ele segurou uma de minhas mãos, seria um inicio de uma amizade. Do caçador que me salvou do lobo mau.
Continua ?
SEGURANÇA
Full Story - Conto Completo https://leitelover.blogspot.com/2019/02/seguranca.html
Foi um dia difícil, ainda bem que já estou em casa e posso aproveitar e descansar nessas férias obrigatórias, aqui no meu retiro privado na praia.
Quando me tornei sócio majoritário da Star Technology pude adquirir bens, isso não parece na de mais porém eu tenho 20 anos. Jovem, poderoso e envolvido em escândalos, esse sou eu.
Normalmente gosto de ficar sozinho porém tive que trazer meu segurança pessoal, Caio. Fui apresentado ao Caio na Star, depois dos vazamentos de dados a empresa meio que tentou me proteger e conseguir voltar a andar na rua com meu amigo marinheiro de 2 metros, tudo isso por conta de Hackers que querem o meu fim
Caio é bem duro e não amigável. Ele tem 25 anos e possui uma grande experiência na inteligência além de ser um ótimo fuzileiro. Eu me sentia seguro perto dele, mas não conversava. Era estranho ter alguém na minha casa 24 h por dia e n trocar nenhum bom dia.
De noite quando eu ia para o quarto ele também me seguia e ficava no cômodo lado. Ele é bem atraente, não vou mentir, fiquei com tesão naquele homem. A casa é toda de vidro e quando eu acordava cedo de manhã eu saia na sacada para ver ele dormindo entre as janelas
Teve um dia que Caio não estava em casa ele havia voltado para a empresa, provavelmente receber ordens ou sei lá. Foi o primeiro dia em semanas q eu fiquei sozinho em casa. já estava louco preso. Porra como eu tava com tesão. Eu sempre fui bem safado estava doido para receber leite de um macho
Eu larguei o computador do escritório e fui até o quarto do Caio que fica ao lado do meu. Abrir a porta e ao entrar vi que o lugar estava todo arrumado, Caio aparentemente é organizado ... Eu fui em direção ao banheiro e vi algumas roupas sujas e suadas dentro do cesto, eu peguei e cheirei ela tão fundo
Meu pau já estava ficando duro com aquele cheiro de homem, eu peguei uma cueca usada dele e guardei no meu bolso, eu com certeza iria dormir sentindo aquele cheiro de pau. Na bancada da pia do banheiro tinha um estojo com produtos de higiene, eu abrir com cuidado e comecei a olhar as coisas dele, eu sei que isso é errado mas eu precisava.
Foi quando eu vi um pacote de camisinhas fechado na bolsa dele, a propósito a camisinha era Extra grande. Eu fiquei tentando imaginar o tamanho daquele pau. Meu cu não parava de piscar, eu tinha que bater uma punheta, foi quando eu olhei para a janela e percebi que ele havia voltado e estava caminhando perto da piscina
Eu segurei a cueca usada e corri para fora do quarto e voltei para o meu trabalho no escritório, mas eu estava com o pau duro e aquele cheiro forte não saia da minha cabeça. Caio tem um corpo forte e robusto bem típico dos militares. Eu estava louco mas estava com medo dele me bater, eu não sei se ele curte.
Como saber se ele gosta de outros caras, esse tipo de homem costuma ir fazer missões em lugares longes como eles se controlam ???? Mas eu fiz alguns testes durante a semana, como eu estava preso aqui comecei a tentar ficar mais próximo do Caio, de manhã enquanto ele estava no corredor sai do meu quarto sem cueca mostrando minha bundinha e passei por ele
Lógico que ele olhou e essa foi a intenção. Mais tarde depois de ficar no escritório fui até o meu quarto e deitei um pouco na cama. Já estava quase anoitecendo e o dia foi bem quente. A casa estava vazia e os corredores escuros, o clima era de solidão e fazia algum tempo que eu não via o Caio até eu ouvir um barulho na piscina, eu vi Caio nadando pelado, foi apenas um mergulho que ele deu, eu fiquei observando com atenção. Depois do mergulho ele segurou a escada e saiu da água e foi quando que eu vi aquele homem pelado com aquele tronco balançando entre as pernas.
Eu tirei a roupa e logo vesti um jockstrap e fui correndo em direção a piscina ! Chegando lá Caio já estava vestindo sua cueca eu vendo aquela cena disse
- você poderia ter ficado mais na piscina, eu também já ia entrar
Caio se recusou a falar comigo porém eu voltei a falar
- qualé Caio pode falar comigo, eu não sou o seu feche e não vou te demitir. Eu li sua fixa e fiquei impressionado com suas atribuições no exército e na inteligência.
- Eu me sinto seguro com você
Caio então começou a conversar, aparentemente ele não gostava muito de mim, talvez por eu ser gay e ele muito conservador mas a questão é que ficamos conversando na piscina e foi bem legal.
Eu estava apenas com minha jockstrap e sim estava com a bunda pra fora. Tudo isso porque queria ela preenchida com um pau grosso.
Eu não aguentava mais aquela tesão, a punheta não estava resolvendo então eu precisava daquele homem em cima de mim !
Caio n queria muita conversa então foi saindo e entrando em casa e foi quando eu EXPLODIR ! Eu grite
- caralho Caio ! Qual o seu problema estou sendo amigável com você, estou cansado de ficar aqui sozinho sem poder falar com você !
E foi quando eu escorreguei na beira da piscina e bati a cabeça na quina e fui pra dentro d'água ! Sim eu fiz isso na frente dele, só me lembro de ter sido carregado.
Quando eu acordei eu estava na minha cama, pelado mas coberto, eu olhei ao redor desorientado e vi ele na minha frente. Caio estava mexendo com alguns coativos.
Eu achei q essa situação iria nos aproximar mas ele ficou muito puto. Caio gritou forte umas coisas como e porque ele está aqui para me proteger, qual a missão dele e terminou dizendo que não gosta de "viadinho".
Era final de tarde quase anoitecendo e fiquei chorando na banheira olhando para o mar, eu realmente estava sozinho e não me sentia mais seguro, foi quando eu recebi uma ligação.
Era um dos sócios, meu grande amigo, ele me ligou dizendo que o hackers e dois outros governos estavam muito putos com as atitudes das atividades da Star Technology, ele disse que amanhã cedo eles me enviaram um helicóptero eu iria para outro lugar.
Eu não poderia estar mais chateado,ficar me escondendo, sozinho. O que eu fiz? Eu fui para o meu quarto dormir. Era apenas eu e o barulho do mar. Era tarde quando eu ouvir um barulho no corredor, passos firmes em direção a porta, com todo o problema de segurança eu achei que era uma invasão.
Era o segurança, eu levantei de vagar e olhei para ele, apenas de bermudinha preta marcando todo o corpo, a piroca estava toda marcada babando naquele tecido.
Caio chegou perto da cama, achei que ele iria se desculpar por ter sido tão grosso comigo mais não. Ele pegou minha mãos e me agarrou. Ele me beijava forte ! Eu me sentia como se alguém sugasse minha boca.
Caio realmente era forte ! Eu fiquei impressionado com aquele militar. Ele arrancou minha roupa e tirou sua bermuda. Ele me virou rápido e cuspiu na minha bunda, lambuzando todo meu cuzinho rosinha.
Ele meteu demais em cima da cama, eu já não estava aguentando. Eu só revirava os olhos, nem falar eu estava aguentando. O pau dele realmente era muito grosso, grosso igual a uma lata de RedBull.
Quando Caio gozou no meu cu, eu fiquei fazendo força para retirar o leitinho dele da minha bunda. Ele gozou demais, ele até parecia ser um super humano. Eu realmente nunca havia experimentado um homem como ele.
Quando o pau grosso do Caio ficou mole ele vestiu sua bermuda preta e deixou o quarto, sem nenhum outro contato físico. Eu com o cu gozado fui tomar um banho e iria voltar a dormir, pois infelizmente sairia da casa pela manhã.
Na cama eu ouvi uma correria pela casa e barulhos fortes de helicóptero. Eu levantei rápido e quando eu olhei Caio veio até o meu quarto e trancou a porta, ele estava com um uniforme de elite, eu fiquei muito preocupado.
Caio falou.
- começou a invasão.
Eu olhei para a janela.
FIM