“Sim, é para isso que irmãs servem. Sabe, podemos falsificar um teste de DNA para te tirar o sobrenome Osborn, o que acha?” Tentou brincar, porém sua voz saiu um tanto engasgada como se fosse um choro baixo. Malina engoliu a seco ao ver a irmã começar a chorar, não pensou duas vezes em se aproximar passando os dedos delicadamente embaixo dos olhos da irmã tentando afastar as próprias lágrimas enquanto balançava a cabeça como se negasse tudo que ela dizia. Era loucura pensar naquilo, Malina nunca cogitaria a ideia de abandonar Amanita, ainda mais sabendo o histórico de ódio entre Harry e ela, não, ela nunca deixaria a irmã e se os Parker’s achassem isso uma traição eles que fossem para o inferno. Malina era leal a sua família, a sua verdadeira família, e ela não era constituída como as outras famílias. A de Malina era Amanita, Ethan, Harry e Alissa. Ela sempre colocaria-os em primeiro lugar. Amanita sempre seria sua prioridade. “Não seja boba, Amanita! Eu nunca vou te deixar, entendeu? Eu nunca vou deixar de estar aqui. Que se dane o que eles acham, o que eles são. Você é minha irmã e eu vou estar aqui até o fim. Nos dias bons e nos ruins, com sua personalidade boa e com a má, eu vou estar aqui quer você esteja sorrindo ou chorando. Eu te fiz uma promessa quando te vi pela primeira vez e eu vou cumprir ela. Você me ouviu? Eu não quero ser normal. Eu quero ser louca como você, quero ser louca como papai. Eu quero…EU quero nossos natais cheios de discussão, nossas ações de graça cheias de indiretas e quero nossas noites de filme aonde nós três podemos ficar em silêncio, mas juntos. Eu não quero ser uma Parker se isso significar perder você.” Malina se aproximou mais puxando a irmã para um abraço enquanto lhe beijava o topo da cabeça. “Não chore, ok? Não, não, não chore.” Se afastou segurando a irmã pelos ombros. “Hey, engole esse choro, vamos esquecer isso. Que tal fazermos algo juntas?”
❝Falsificar um DNA para me tirar da família Osborn? E para qual família eu iria? Deus me livre ter que viver com os Parkers! Sem ofensas mas eles são como os Wesley e eu gosto de espaço pessoal, você sabe disto.❞ A voz da loira não sou divertida como esperava e sim chorosa. Mesmo com a irmã perto e secando algumas de sua lágrimas, negando tudo que ela dizia, ainda havia uma grande possibilidade daquilo mudar. O tempo passa, pessoa mudam e quem poderá dizer se Amanita um dia não vai ser sufocada por sua magia e perder total controle? Talvez até matar alguém. Duvida que a irmã ainda iria amar ela caso estivesse completamente louca, sem que a medicina ou a magia pudessem fazer algo por ela. Sabia que a mais velha não iria desistir fácil dela, mas se um dia precisasse, se um dia sentisse que estava perdendo o pouco controle que que tinha, sabia que não teria chances de pensar duas vezes antes de afastar a outra dela. Só que aquele momento não era agora, ainda não, e se Malina queria estar por perto, não seria ela quem iria impedir. Um meio sorriso apareceu nos lábios da mais nova que estava um pouco sem graça com as palavras da irmã. ❝Acho que a louca aqui é você...❞ A Osborn falou em uma tentativa de piadinha que, muito provavelmente, não havia sido nada engraçada. ❝Se você quiser, pode ter os dois. Se quiser ir, não vou lhe impedir, assim como se quiser ficar. Nunca ireia deixar de te chamar de irmã ou de te tratar como uma, mesmo que se você se torne uma Parker oficial e passe os feriados com eles. Claro que não vai ser a mesma coisa, os natais vão acabar em tapas, as ações de graça com cada Osborn trancado em seu quarto e as noites do filme serão extintas. Só que eu não vou te julgar... nunca! Sentirei saudades de te ter perto, mas vou entender mesmo se quiser fazer parte da família Parker.❞ Nenhuma pio foi soltou pela bruxa quando a irmã puxou ela para um abraço, pelo contrário, Amanita aceitou aquilo com prazer e virou um pouco a cabeça para dar um beijo na bochecha de sua irmã, além de se esforçar parar parar de chorar. ❝Eu já parei! Eu não estou mais chorando, é só meu sistema expelindo água neste momento. Fazer algo? Tipo...?❞