gente leon chegou, com ele toda uma brisa de romance resplandece no horizonte. e olha que oportuno, não? vamo falar de relacionamento rapidinho. vcs são lokos pra que eu fale de não mono, então bora.das coisa que aprendi com esses 7, quase 8 anos de relações abertas:
1 - ninguém vai te completar, não tem tampa da panela, não tem metade da laranja. nem parte de quebra-cabeça. eu sou um ser inteiro e repleto de complexidade que é intangível. as pessoas com quem me relacionei durante toda minha vida, sejam bons ou ruins os decorres, nunca conseguiram me completar. das relações mais longas e mais bonitas que tenho até hoje são com certeza parte de quem sou, mas de uma maneira que viram pra complementar, trocar, na reciprocidade.
2 - eu não vou salvar ninguém, ninguém vai me salvar. eu não vu cuidar de nunguém e ninguém vai cuidar de mim. mesmo que queiramos essas dinâmicas relacionais elas não se sustentam por muito tempo. é um esforço extra tentar cuidar de outra pessoa, nós temos que nos cuidar antes de querer partilhar coisas. nós somos responsáveis apenas por NOSSOS sentimentos e, como no primeiro item, eles são intangíveis.
3 - as decepções e frustrações vão rolar. a comunicação é o meio pelo qual nos guiamos para resolver esses conflitos, mesmo assim ela nos trai. vai precisar tempo, meditação, terapia, mais comunicação, desenho, arte, dança, tristeza, felicidade, choro, altos e baixos e tinta... sempre com a atenção voltada para si procurando ter suas necessidades atendidas. você não pode responsabilizar outras pessoas por suas necessidades não atendidas. quer dizer, poder você pode, você pode o que bem entender. mas na minha experiência isso não é algo que se sustente. também na minha experiência eu reparo ao máximo se quem eu estou me relacionando tem a abertura para tentar compreender as minhas necessidades e abertura para expor as necessidades delu. caso isso não esteja acontecendo, eu não bato em ferro frio, nem dou murro em ponta de faca.
eu saio do barco. mais vale um barco espaçoso e com todas as tauba no lugar do que um barco com furos e remendos ineficazes.
4 - buscar se relacionar de forma autônoma é bastante diferente de se sentir abandonado. em muitos momentos desses quase 8 anos eu necessitei de um colo, bem como essas pessoas também. dar esse apoio não é obrigatoriamente que vai rolar a dependência emocional. dar afeto, amar com profundidade e com superficialidade, com delicadeza e atendendo a necessidade de todas as pessoas envolvidas não significa que você esteja criando essas dinâmicas de dependência, com o tempo a gente fica mais afiado pra reparar quando que pode tá rolando uma coisa ou outra. o equilíbrio entre a dependência e o abandono vai ser alcançado dentro de cada relação, com cada pessoa. importante lembrar que todas as relações são paralelas. a gente tem que ir testando.
5 - compreender que relações são feitas principalmente com nossas formas mais legítimas de ser nas relações e na vida particular. amor não sustenta relação alguma. o que sustenta o amor é a forma de se relacionar. se uma relação me desgasta mais do que me faz sentir bem o amor acaba. amor romântico, amor de família, amor de amigue, amor de qualquer coisa. acaba.
6 - liberdade de fato faz parte da relação. e não é só a liberdade de relacionar-se com mais de uma pessoa. a liberdade de poder falar o que precisa e o que quer, a liberdade de ter seu hábitos, suas opiniões, seus projetos solo, su amigues, seu role.
e saber que quem vc está tendo uma relação fique feliz e orgulhose disso.
7 - ciúme é uma parada muito normal. feliz e infelizmente. feliz porque somos pessoas de carne e ossos. e infeliz porque a sociedade construiu esse surto coletivo. bem. ciúme é antes de mais nada uma parada muito complexa que está muito ligada com nossas inseguranças, medos e traumas. nesses casos é importantíssimo buscar apoio psicológico e informações sobre saúde mental, aliás é sempre importante. daí o que a gente faz com o ciúme então? a gente tenta se comunicar, a gente tenta ser o mais sincere possível. a gente tenta fazer tangível nosso sentimento. e também abre os ouvidos para escutar as vulnerabilidades do outro.
se não rolar comunicação, acolhimento com esses sentimentos e uma tentativa de resolução talvez o barco esteja sendo remendado de uma forma não tão funcional. mas, novamente, nós somos responsáveis pelos nossos sentimentos. saber a raiz dele e saber os limites dos seus desconfortos faça bem.
8 -