âPorque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, nĂŁo do tamanho que as pessoas me enxergam.â
Carlos Drummond de Andrade.
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âPorque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, nĂŁo do tamanho que as pessoas me enxergam.â
Carlos Drummond de Andrade.
os erros as escolhas os julgamentos as atitudes que vocĂȘ aceitou nada disso define quem vocĂȘ Ă©, hoje.Â
as explosĂ”es, os arranhĂ”es, os recomeços.Â
vivemos perdoando pessoas, aceitando os erros alheios, mas quando vamos aprender a nos perdoar? inteiramente nos ceder o perdĂŁo.Â
nĂŁo abrace discursos prontos, nĂŁo abrace as opiniĂ”es alheias. atĂ© quando os outros vĂŁo definir o que vocĂȘ deve sentir, quem vocĂȘ deve amar, o que vocĂȘ deve ser?Â
espero que um dia eu consiga me perdoar, espero que um dia eu consiga inteiramente me amar, espero que um dia meus olhos nĂŁo vejam sĂł por fora, espero que um dia eu consiga ver minha alma e nĂŁo sĂł um corpo, e nĂŁo sĂł escolhas, e nĂŁo sĂł momentos.Â
o amor é cura, o amor é recomeço. e eu sei que um dia flores de perdão e amor próprio vão florescer em mim.
cr.
eu sabia que me apaixonar por vocĂȘ seria inevitĂĄvel, foi como quando ouvi minha mĂșsica preferida pela primeira vez, eu jĂĄ sabia.Â
akapoeta.
âOtĂĄrio Ă© quem deixa de ser feliz, com medo do que os outros vĂŁo pensarâ
â Sandro Alex. Â
Meu amor Ă© rosa seca em livro mofado; Tem sua beleza singular, mas Ă© coisa triste. Que se admira com uma lĂĄgrima no rosto.
eu tentei te deletar
primeiro apagando suas fotos
depois o seu nĂșmero de telefone
junto com todas as conversas
bobas, romĂąnticas, despretensiosas
desesperadas
que um dia tivemos.
troquei os caminhos
desviei dos lugares onde um dia nossas almas se uniram
e sentiram uma felicidade que a gente experimentava pela primeira vez.
esqueci de muitos dos amigos
que sĂł conseguiam perguntar sobre vocĂȘ
e, com o desespero por detalhes e explicaçÔes
me faziam sofrer mais.
fiz de tudo pra nĂŁo lembrar do gosto da sua boca
do macio dos seus olhos
do conforto do seu toque
gentil e paciente
mas sempre quente.
criei novos hĂĄbitos, me desfiz de memĂłrias que me destruĂam
e criei outras.
eu quis fugir de vocĂȘ pra me achar em mim
mas, depois de muito tempo, entendi
que nĂŁo possui construir um futuro
renegando o que fomos
muito menos o que sou
desde que vocĂȘ deixou suas marcas por aqui.
eu aceito e agradeço pela sua presença
e confesso que, de alguma forma, vocĂȘ Ă© parte de mim
e vocĂȘ me iluminou como se mil estrelas dançassem pelo meu estĂŽmago
e ainda sinto toda essa luz.
mas agora, me dĂȘ licença
Ă© sozinha que preciso aprender a brilhar
agora e sempre.
admiro vocĂȘ porque vocĂȘ Ă© o tipo de pessoa que abre os braços e quando vĂȘ jĂĄ estĂĄ se entregando de novo e de novo pra alguĂ©mÂ
porque vocĂȘ sabe que talvez vai se machucar, mas mesmo assim coloca o coração na frente de qualquer armadura e deixa que ele leve as pancadas, se elas vierem
admiro vocĂȘ porque vocĂȘ ainda insiste em ser bom pras pessoas, ainda que outras jĂĄ tenham pisado em vocĂȘÂ
e porque vocĂȘ transformou sua dor e sua mĂĄgoa em motivos de ser ainda melhor pros outros: sua lĂłgica Ă© sobre tentar ser a melhor versĂŁo de si mesma a qualquer um
entrega Ă© seu segundo nome
eu admiro vocĂȘ que transformou suas feridas em casas pra que aprendizados pudessem dormir e descansar
eu admiro vocĂȘ porque vocĂȘ transformou sua raiva e sua tristeza de ter sido passada para trĂĄs em maneiras de olhar para si mesma com mais carinho, mais calma, mais afeto e mais atenção
porque vocĂȘ notou em si mesma novos caminhos e novas formas de seguir tentando qualquer coisa, ainda que esta coisa seja a felicidade e vocĂȘ tenha medo de dizer
eu admiro vocĂȘ que enfrentou o desafio de se sentir sempre descartada para estar aqui, se declarando para aquele que pode nĂŁo ser o amor da sua vida, mas Ă© uma parte considerĂĄvel do teu sorriso pela manhĂŁ
admiro sua coragem em tentar com ele ainda que saiba que amanhã pode acabar admiro sua força em lançar mão de todas as suas decepçÔes em nome dessa adrenalina que tem feito do seu coração um mar calmo, sem onda
admiro sua força em lançar mão de todos os pensamentos negativos que tantas vezes te forçaram a ficar no mesmo caminho, sozinha, com medo do novo
porque eu sei que vocĂȘ ainda tem medo de tudo que possa te trazer novos ares e novos dias e mesmo assim vocĂȘ abraça a ideia de poder sentir o frio na barriga
o corpo quentinho com a chegada do amor
a coragem colocando vocĂȘ na camada mais linda e densa da vida: quando vocĂȘ ama tanto a pessoa que se tornou, que qualquer um que chegue pra vocĂȘ, serĂĄ amado instantĂąnea e imediatamente
Ă© vocĂȘ entendeu mesmo que nada Ă© maior e melhor que o amor qualquer que seja ele.
dessa vez nĂŁo vou te mandar mensagem perguntando por que vocĂȘ parou de falar comigo do nada muito menos vou gritar de dor ou chorar amanhĂŁ pelo resto do dia ao contrĂĄrio, vou preparar o melhor almoço que minha boca poderia conhecer e lavar a louça pacientemente, pra me lembrar do porquĂȘ de eu ainda estar vivo vou comer a manteiga que compramos no mercado domingo e vou ouvir todas as mĂșsicas que dançam no meu sangue nada pra vocĂȘ nada pra vocĂȘ nĂŁo vou implorar nada a vocĂȘ como quem, ressentido, precisa de um Ășltimo fio de humilhação nada de te perguntar quando virou desinteresse e qual momento que vocĂȘ me confundiu com outros caras, outros que vocĂȘ veste de sonho e depois vai embora nĂŁo vou questionar qual momento vocĂȘ percebeu que eu era demais e vocĂȘ nĂŁo queria nada assim em qual parte do caminho vocĂȘ achou prudente me deixar, com todos os toques que criou na minha pele todas as falas que cravou meu coração e me atravessou feito um trem amanhĂŁ vou seguir meu dia como se vocĂȘ nĂŁo tivesse sido a melhor coisa da minha semana passada Ă© isso, Ă© isso. vou fingir que nĂŁo existiu um raio repartindo meu peito em dois. que existiu um mar me enchendo de paz apĂłs um dia fracassado. que nĂŁo existiu uma fĂ© no amor depois de muito tempo de seca e infelicidade. nĂŁo vou te questionar nada nĂŁo vou tensionar nada profundo, nĂŁo direi nada que possa quebrar o silĂȘncio Ă© pelo silĂȘncio e por amor ao meu orgulho que dessa vez saio ferido calado
calado, como precisa ser.
serĂĄ que foi alguma coisa que eu falei? ou algo que fiz que te roubou de mim
âte amar me ensina a ser sĂł.â
â (via opoucoquesinto)
A primeira imagem que vem Ă minha cabeça quando penso em amor prĂłprio Ă© da Aibileen, em HistĂłrias cruzadas, dizendo para as filhas de seus patrĂ”es: vocĂȘ Ă© gentil, vocĂȘ Ă© esperta, vocĂȘ Ă© importante. Comecei a pensar com afinco que esse tipo de impulso para a construção de um possĂvel amor prĂłprio, autoestima e âŠ
Olhar para si mesmo e encontrar tantos medos, frustraçÔes e traumas; e pior, nĂŁo saber lidar com eles, Ă© o que nos traz aqui. Ă o que fica na garganta depois que a gente se olha no espelho e nĂŁo gosta do que vĂȘ. Ă o que vai ficando no meio do caminho, porque raras sĂŁo as vezes que encontramos alguĂ©m pra acender uma luz em nĂłs, pra nos lembrar de que somos bons. Porque Ă s vezes somos nĂłs que precisamos nos ater a esta memĂłria.
Nossa falta de entendimento sobre o amor nos faz afogar em amores rasos demais, tudo Ă© intenso, incerto. NĂłs somos jovens e vivemos demais por aquilo que juramos a eternidade, mas Ă© apenas passageiro, uma pequena fagulha de amor forte que nos marcarĂĄ eternamente.
â Anna Paula Varella.