Está chovendo lá fora agora, mas parece que a tempestade acontece aqui dentro, o espelho está mostrando algo nebuloso, nada está claro o suficiente para se sentir estável sobe esse teto, debaixo dessa lua. Eu tenho me visto desse jeito a vários mergulhos... o estranho é que me vejo em futuros diferentes para cada presente vivido, mas também ainda me vejo assim. Parado vendo a chuva. Serena, fria, imprevisível, a única certeza é que ela acaba, e com ela mais dias de sol, esse sol quase sempre insuportável. Os dias assim conseguem com facilidade representar quem eu sou. A dicotomia entre esses estados está presente em como eu levo minha vida, porém, sempre no mesmo rumo, pois aqui sempre estou.