Colmar in Alsace, France (via vsco.co)
official daine visual archive
No title available

Kiana Khansmith
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
EXPECTATIONS
Doug Jones

izzy's playlists!

if i look back, i am lost
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

bliss lane
Keni

Love Begins
cherry valley forever

ellievsbear
Interview Vampire Daily
𓃗

Origami Around
NASA
Monterey Bay Aquarium
Lint Roller? I Barely Know Her

seen from United States

seen from United States

seen from Türkiye

seen from Israel

seen from Malaysia
seen from Türkiye

seen from Bangladesh
seen from Morocco
seen from Jamaica
seen from Australia
seen from United Kingdom
seen from Singapore
seen from United States
seen from Türkiye
seen from South Africa

seen from United States
seen from Uzbekistan
seen from Australia
seen from United States

seen from Saudi Arabia
@passionate-iris
Colmar in Alsace, France (via vsco.co)
Keith (2008)
Milk and honey.
via weheartit
“E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.”
— Caio Fernando Abreu.
The Edge of Love (2008)
no offense to 2020 but what the fuck