sunranghe
talvez, se fosse um pouco mais jovem, kwangsun teria criado caso com a fala de paxon, mas - mesmo que não fosse tão mais velho assim -, sempre foi maduro o suficiente em seus relacionamentos para procurar entender os motivos da outra pessoa. quando paxon conheceu seus pais, eles ainda não namoravam, e mesmo que estivessem juntos agora, sun mesmo ainda não havia contado as boas novas para a família, preferindo fazê-lo quando estivesse em casa. entendia quão grande aquele passo poderia ser e não queria que se apressassem, mas depois de construir tanta expectativa ao redor da ideia de conhecer os sogros, não conseguiu não ficar um pouco desapontado ( embora tenha conseguido esconder ). “não se preocupe com isso, paxon, sério, vamos fazer as coisas no tempo certo,” tentou tranquilizá-lo, mas mal havia acabado de falar e já estava sendo arrastado em direção à família mars. ele tenta o seu melhor para cumprimentar os outros, ser simpático, sorridente e educado, assim como sua mãe havia ensinado para ele e para os irmãos, mas o fato de paxon parecer tão desconfortável e também nunca soltar sua mão o deixa atônito. se ele soubesse que pedir para conhecer os pais dele seria tão problemático, teria preferido apenas continuar com ele afastado dos demais, mas já que estava ali, teria que aguentar. “olá, é um prazer conhecer vocês,” ele diz aos sogros, curvando a cabeça levemente, o sotaque coreano mostrando-se. é constrangedor ficar parado ali, com todos aqueles olhares e a tensão crescente, mas ele fica bem paradinho ao lado de paxon, apenas esperando o que deveria fazer em seguida.
paxon respira fundo pela milésima vez, enchendo os pulmões de ar para substituir a ansiedade. o sotaque adorável de sun o faz sorrir e se dar conta de que essa apresentação precisa ser adiada. ele ri um pouco e passa o braço por volta da cintura do namorado, procurando por segurança ao dizer: "essa foi uma péssima ideia", ele segue rindo e olha para os pais mais tranquilo agora. essa noite está perfeita para muitas coisas, porém, apresentar seu namorado aos pais não é uma delas. "fodam-se esses chatos." "ok, tenham uma boa noite! darei notícias em breve... eu acho." paxon dá de ombros de maneira engraçada e puxa sun para longe dali, para onde um aglomerado de pessoas dança com copos de champanhe na mão, ou melhor, um pouco afastado desse grupo - um cantinho só para os dois. "hum. desculpe por isso, vamos esquecer que aconteceu." ele se aproxima de sun e beija sua bochecha. logo bebe mais um pouco, mas não perde a conta dos copos. "que doideira o que meus tios fizeram com esse lugar. estava tudo abandonado e agora tudo é dourado e brilha pra cacete", ele força os olhos ao encarar os lustres no centro do salão, e quando volta a olhar para sun, se apaixona mais uma vez. paxon percebe a música que está tocando, e seu estado se altera com ela: get you. ele adora essa música; arregala os olhos com um sorriso e se vira devagar de costas para sun, rebolando contra o corpo dele sutilmente. “every time i look into your eyes, i see it. you’re all i need, every time i get a bit inside, i feel it.” ele se move ao ritmo da música, cuja batida é sensual e o agrada mais que nunca poder dançá-la com a bunda roçando contra o outro. tudo, exceto kwangsun, perde a importância nesse momento. e a sensação é deliciosa. "dança comigo."
















