( EVAN MOCK ) pelos portões do acampamento MEIO SANGUE podemos ver entrar uma nova esperança. ISAAC MEDINA, filho de POSEIDON e legado de NIKÉ, com seus VINTE E CINCO (SESSENTA E TRÊS) anos, será a nova luz ao nosso lado.
an abyss that laughs at creation ( + ) a circus complete with all fools ; heart&soul.
past. uma profecia ditou a vida inteira de medina, que, ainda no ventre de sua mãe, mal sabia que nunca conseguiria lutar contra seu destino. em reação a isso, kailani nunca o contou. como uma semideusa, filha da vitória alada, ela nunca escondeu de isaac seu legado e seu sangue. era filho do rei dos mares. aquele que aos irmãos jurou não ter mais filhos, porém desconfiado e repleto de manipulações de hera, se convenceu que seu filho seria o herói que a grande profecia desaguava sobre. incerto, mas possível. convicta do treinamento que seu filho levaria, a própria mãe ditou ainda quando pequeno. ela conseguia o proteger dos monstros até certa idade, mas como prole de um dos grandes, uma hora seria uma missão árdua. em meio as águas cristalinas de honolulu, um contexto havaiano pós guerra, isaac demonstrava seu legado da vitória e sua afinidade oceânica quando se tornou um exímio surfista na ilha, mesmo uma criança, um pré-adolescente, coisa que seria mais difícil de fazer quando veio ao meio-sangue. aqui, trocou a prancha pelo skate, para não ficar enferrujado, seu treinamento prévio na infância demonstrando que ele não era forte porque era filho de poseidon. ele era filho de poseidon porque era forte. no acampamento, ele aprenderia mais cedo ou mais tarde que todos os seus erros valiam como mil de uma criança comum. que ele não podia sair da linha, senão era o fim do mundo para todos. cansado da pressão e dos holofotes desnecessários, isaac saiu ao mundo pouco depois de se tornar adulto. retomando sua posição como surfista, atendendo a chamado divinos, mas, principalmente, estreitando sua afinidade com o mundo humano. eram os anos oitenta, todo mundo tinha uma banda de garagem, quem era bacana sintonizava para escutar bauhaus, joy divison, os sex pistols se tornaram um marco em luto, a rainha virava símbolo de opressão e ele cava vez mais esquecia do seu sangue para se jogar ao mundo humano. mas os deuses sempre tinham uma forma de lembrá-lo, mesmo que ele tivesse um ideia melhor ainda para contornar por cima. era forte o suficiente para isso, mas garoto demais pra separar as coisas. meados da década, ele se via em um protesto. o que quer que sua galera tinha o convencido, talvez fosse contra teste químicos em animais ou as garotas do punk levavam pra frente alguma onda do feminismo. ele não consegue se lembrar, tem muito tempo. mas se lembra do completo ódio que sentiu com o homem que palestrava a frente da multidão, desprezando tudo que acreditavam, atacando moralmente pessoas que ele escolhia à dedo. lembra de alguém sussurrar que aquele homem tinha cinco denúncias de assédio e uma de perseguição contra a ex-namorada, outra pessoa na esquerda cochichando que ele aceitava propina pra atacar protesto. e se lembra de ser o primeiro que ateou fogo nele. claro, isaac ainda era humano, ele ainda tinha esse lado. ele ainda se compadecia por aquele mundo. mas ele nunca deveria ter se desviado, diziam os deuses com seu caso em mãos, em seu jurídico divino. o problema é que ele não se arrependia. era insolente e não se importava se encontrava em pecado ou não. "pessoas ruins são ruins independente de sua natureza. humanos, semideuses, monstros, qualquer um pode ser ruim. e qualquer um deveria ser punido por isso.", ele responde enquanto olha para o próprio pai. não sabia se era decepção, por conta de uma profecia que veio antes dele e não se cumpriria ali, ou orgulho por uma força que transcendia o divino. ele teve tempo para pensar, quando foi aprisionado em magma quente no centro da terra, onde seus poderes de nada serviam e sua proteção era o suficiente para mantê-lo vivo pela eternidade escaldante. e pensou muito. odiou muito. até ser trazido de volta. afinal, um semideus condenado ainda é um soldado útil, principalmente um filho dos três.
present. quando voltou, cerca de dois dias depois de terem as memórias varridas, a primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre a vivienne westwood. eles chegaram a se enrolar muito depois dos sex pistols terem acabado, o medina é um pouco apaixonado na velha ainda. ele chegou a pegar a era dos computadores comerciais, nas bibliotecas, mas ele ainda acha que é impssível aquele trambolho que ele conhecia caber dentro de um celular. mas aceitou de boa quando falaram que ele podia ouvir música à vontade nele, mas se recusa a pagar spotify premium, ele está roubando a conta de alguém. é uma pessoa disciplinada quanto ao treinamento, mas ainda está se adaptando nessa volta. ainda sente calor mais do que qualquer pessoa e por isso está sempre de regata. quando não está no meio d'água meditando ou treinando sua força física, ele com certeza pode ser encontrado andando de skate pelo acampamento, mas é raro. sempre cata alguém pra perguntar uma coisa nova ou sobre algum ícone da época dele, ainda solta um "caramba o billy idol ainda 'tá vivo? inteiro?". ele não conseguiu falar com o pai desde que voltou, então por isso nos primeiros dias ele passou muito tempo perto d'água esperando uma mensagem de volta, hoje ele passa menos, mas ainda diariamente aparece lá com esperança de algum sinal. ele se adapta bem com a modernidade, fala de um jeito estranho ainda, porque mesmo vindo direto de '85, ainda viveu a cena moderna de seu tempo. toda hora levanta uma ideia de protesto diferente, mas nunca leva pra frente, gosta de reclamar. ele é o maior fã da pirataria (e ele gosta de piratas também, alerta de obsessão, ele gosta muito mesmo), então quando falaram que com um computador ele conseguia qualquer filme de graça, ele se adiantou pra aprender e hoje consegue piratear melhor que qualquer jovem nos dias atuais. é fã de jogos também, especialmente da nintendo que é a única que ele lembra da sua época. os gráficos estão bons mesmos, esse mario é do caralho!
personality. sua personalidade é um tanto difícil. por mais que seja uma pessoa desenrolada, ele não fala muito na maior parte das vezes. tem um tranco um pouco agressivo, fica na defensiva muitas vezes e é alguém completamente inconveniente quando não gosta da pessoa. gosta de irritar, de encher o saco, mas isso em seus momentos mais leves. ( AVISO DE CONTÉUDO SENSÍVEL AQUI ) o medina tem transtorno bipolar, então nos momentos de mania ele é essa pessoa irritante e ativa, que gosta de perguntar, mas ele transita para raiva que é quando ele se torna quase impossível de conversar, prepotente e irritadiço, na defensiva sempre e perto de estourar. por mais que ele não faça por mal, por enquanto ainda está um pouco confuso quanto a tudo, tentando se achar de novo, porque mal ou bem as coisas mudaram e ele é um fraco de novo, não tem a força que ele saía no mundo se gabando de ter, ninguém mais lembra dele como atleta. mas back in the old days ele mantinha uma personalidade bem confiante, mas ainda o mesmo medina que gosta de irritar as pessoas de forma leve quando são amigos e tirar quem ele não gosta do sério absoluto. ele é muito de aparências também, se ele não gosta na hora, ele pisa o pé e não gosta mesmo. é cabeça dura, demora pra mudar de ideia e sempre vai argumentar seu ponto, mesmo que com as poucas palavras dele. é uma pessoa muito expressiva, então dá pra saber o que ele está pensando na mesma hora por conta de seu rosto.













