Permite a mim o teu colo. Cede a mim teu corpo. Dá pra mim o teu amor, tua alegria. Me doa você.
Abraão Moura. (via ruptil)
art blog(derogatory)
noise dept.
The Stonewall Inn
I'd rather be in outer space 🛸
Lint Roller? I Barely Know Her
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

ellievsbear
No title available
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Today's Document
Fai_Ryy
🩵 avery cochrane 🩵
The Bright Sessions

tannertan36
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Color Me Curious
Cosmic Funnies

bliss lane

Discoholic 🪩

Jimmy Eat World

seen from Vietnam
seen from India

seen from United Kingdom
seen from Switzerland
seen from United Kingdom

seen from South Korea

seen from Bangladesh

seen from Singapore
seen from United States

seen from Malaysia

seen from United States
seen from Australia
seen from Vietnam
seen from Malaysia
seen from United Kingdom

seen from China
seen from Switzerland

seen from Philippines
seen from Netherlands

seen from United Kingdom
@pequenice
Permite a mim o teu colo. Cede a mim teu corpo. Dá pra mim o teu amor, tua alegria. Me doa você.
Abraão Moura. (via ruptil)
a música parou, mas eu não acabei;
eu canto em silêncio pra não acordar a tristeza.
Meus pulmões inflam porque precisam, não porque amam o oxigênio. Meu coração pulsa porque é preciso, não porque gostam de bombear sangue para as minhas veias. Meu cérebro pensa porque tem que pensar, é uma necessidade automática. E eu estou aqui porque tenho que estar, não porque quero estar.
Igor Hastings. (via queixumes)
Sou refém do medo. Eu temo não as ruas sórdidas, mas seus segredos mais ignóbeis. Não os constantes olhares asquerosos, mas seus porquês. Não se engane ao crer que, ao fim, acabarei por temer a vida. Pois é justamente o contrário: receio a banalização da morte. Não é a vulgaridade ou estranheza que me tencionam a atravessar a rua. Não é dieta milagrosa, loucura ou síndrome do pânico. É a consolidação de contrastes que torna a todos nós, sob algum ponto de vista, humanamente inferiores. Quando, ao fim, o desejo universal é ter a voz proclamada mesmo quando debaixo da terra.
Ofrasteira (via ofrasteira)
eu traço em retrato e poema o espaço inexato do sistema.
O grito estático da liberdade comprova que não há liberdade alguma.
orbita meus (des)propósitos ensina-me teus filósofos e deixa que a saudade faz seu curso em ondas e marés por teus olhos tão profundos hoje chaminés
O navio há de partir. Circundar a maré da saudade. Buscar entre redemoinhos aquela tal liberdade.
Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo esse arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter a esperança de mais nada.
A Menina Que Roubava Livros (via ruptil)
Tudo o que era mau atraía-me: gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil.
Charles Bukowski. (via perfazia)
Desculpe por mais essa, mas eu preciso desse drama, porque a minha vida está pior que uma novela mexicana. Ainda ontem eu me segurei nas mãos de quem me fazia bem, mas eu soltei e caí de cara no chão. E isso está doendo desde então. Minha mãe me pergunta se eu estou bem e eu digo que sim, afinal quem é que diz a verdade quando se trata da sua situação emocional? Acho que ninguém, ou quase ninguém. Eu precisava de alguém para me segurar em pé de novo, aquele mesmo alguém que me soltou ontem, mas é complicado, porque a vida de vez em quando gosta de dar esses socos no estômago da gente. Enquanto tudo não está nos conformes, eu fico aqui deitado na minha cama de espinhos, esperando que percebam que estou me machucando, me levantem de novo, sangrando desse jeito mesmo, porque tudo se cicatriza um dia, por mais que demore. Mas não importa, eu finjo que estou feliz para não me perguntarem qual o meu problema, leio um livro constantemente para que minha cabeça fuja para um mundo utópico e me faça esquecer a minha agonia. Eu durmo com essa sensação de que o dia não foi bom, mas com a alegria de saber que eu tentei alguma coisa. Mas isso tudo não me impede de chorar no chuveiro, no quarto ou mesmo na rua. Eu choro e ninguém percebe a minha dor porque eu tento esconder de todas as maneiras. Mas isso não importa agora, porque eu mesmo não sei se isso é loucura demais, só sei que o “estar bem” é muitas vezes algo que deve-se discutir.
Filipe Ramalheiro, Anarquismos. (via anarquismos)
eu nunca planejei um texto que fosse na minha vida inteira. apenas os ruins: esses foram planejados. catástrofes anunciadas. e não sei bem o que dizer sobre este aqui que começa a se formar mas eu já sei que ele será um texto metido por já ter começado com metalinguagens floridas e manobrinhas maneiras de espelho. não direi se ele foi planejado ou não. (faz parte do mistério manter o mistério) isso eu deixarei pra vocês adivinharem. e eu até já dei uma dica pois disse que o poema planejado é aquele que ruim fica. (espaço reservado para dizer que pintou uma vontade freudiana em rimar o óbvio com o óbvio e dizer “pica”) eu perco a amizade mas digo: pica. está na cara que este poema não foi planejado: então ele será dos bons (apesar das picas). mas isso apenas se eu não acabar com tudo agora mesmo antes que este texto metidinho tenha tempo para se revelar um bom poema não planejado. e eu acho que ele vai acabar mesmo então não vai dar, desculpaê não deu pra ser um bom poema não planejado por pura impaciência do poeta: vocês podem dizer isso por aí. deixemos assim: potencialmente bom. pois minha qualidade é virtual. minhas virtudes existem mais ou menos. é óbvio que este poema não foi planejado. e já era pra ele ter acabado mas a letra está tão boa que eu prefiro continuar continuando. sou uma metralhadora de inutilidades confesso e até queria ser um poeta mínimo o tipo de poeta que fala muito com pouco mas eu gosto de embalar nas palavras mesmo que elas não queiram dizer nada (eu acho que poesia é isso aí: uma obrigação de repetir o inútil). poesia de vento. poesia não planejada é assim mesmo. uma hora o poeta começa a falar sobre ele. eis a minha especialidade: eu mesmo. eu fui o terror das escolas a decepção das professoras a úlcera dos chefes a incompreensão das namoradas eu fui o melhor em ser nada e tudo porque eu gasto muito tempo especializando-me em ser eu mesmo. numa louca egotrip de ontologias radicais. vejam isso: eu sou o maior especialista do universo em mim mesmo. analisando por este lado até que não parece tão ruim. pelo menos eu manjo de alguma coisa. um poema que não se planeja sempre acaba em suposições melindrosas sobre o “mim mesmo”. ou sobre a sorte. eu tenho muita sorte. pois já era para eu ter morrido em pelo menos uma meia dúzia de situações extremamente ridículas e constrangedoras. e estou aqui. fazendo poesia não planejada. mas as coisas poderiam ser piores, afinal. eu poderia estar fazendo a da planejada.
Vaner Micalopulos (via 1milhogrande)
A menina de coxas desproporcionais
e espinhas recém-curadas não sabe, mas está sendo observada. Seus olhos presos ao chão, procurando sabe-se lá o quê? Os cabelos deliciosamente desgrenhados, ela nem imagina, nem quer saber, que está sendo observada, porque se acha feia demais pra que isso...
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é…
Fernando Pessoa (via volatum)
Eu não gosto de chorar. Outro dia reparei que não tenho chorado mais. Arrasto meus dramas por minha correntes invisíveis. Na velha caixa de lembranças sufoquei a saudade. Tranquei e coloquei a chave no ponto mais alto sobre a cortinas vermelhas do meu quarto. Agora só me falta esquecer.
Elisa Bartlett (via perfazia)
Quando o repórter perguntou como Fauja Singh conseguia correr uma maratona aos 101 anos de idade, ele respondeu “É simples. É só dar um passo atrás do outro”. Um passo atrás do outro. Já pensou onde você pode chegar dando um passo atrás do outro? Fauja Singh conseguiu ser o homem mais velho a completar uma maratona dando um passo atrás do outro. Martin Luther King conseguiu juntar os brancos e os negros para um mundo melhor, e para se ajudarem. Mahatma Gandhi conseguiu a independência da Índia dando um passo atrás do outro. Paralíticos do mundo inteiro conseguem espaço na sociedade e no esporte dando um passo atrás do outro. E dando um passo atrás do outro você pode chegar a qualquer lugar. Basta ser constante, persistente, e contínuo. Não ligue se te disserem que não pode, ou que você não é capaz, ou que você é inútil. Para Fauja Singh era tecnicamente impossível. Ele começou a correr aos 86 anos para fugir da depressão pós-morte do filho. Existe uma mariposa da Ásia que ela não pode voar. Mas voa. As asas são desproporcionais ao corpo robusto que ela tem. Mas ninguém disse que para ela que não dava para ela voar porque as asas são pequenas demais para suportar o peso dela. Mas ela voa. Na se sinta incapaz. Não se sinta menor. Seja um Fauja Singh, vença apesar das circunstâncias. Acredite, apesar das circunstâncias. Lute, apesar das circunstâncias. E não baixe a cabeça, caso você tenha acreditado, lutado, e não vencido.
Fauja Singh, um passo atrás do outro - D C Monroe (via o-jornalista)