Dancing in the deepest oceans.
Com o passar do tempo e isso incluí desde a minha infância, aprendi a reprimir minhas emoções e mascará-las com um ar de superioridade e deboche para que todos acreditassem que nada poderia me abalar facilmente, eu estava acima disso. Meu pai havia me moldado para que eu fosse uma verdadeira Frost, que consistia em ser: inabalável, intocável, forte, poderosa e respeitada pelo medo. Graças a ele acabei aprendi, mesmo que tenha sido da pior forma, que as pessoas são cruéis. Passei a infância nas melhores escolas de Boston, porém, quanto mais me esforçava para ser a melhor da classe, mais eu era odiada pelos meus colegas de turma. Perdi as contas de quantas vezes tive que sair do vestiário feminino enrolada na minha toalha porque as meninas escondiam as minhas roupas, na sala os meninos faziam questão de ressaltar para quem quisesse ouvir o quanto a nerd tinha dentes horríveis, espinhas no rosto e um nariz torto apesar da bunda está com tudo em cima. Os comentários eram feitos na minha frente e era como se eu nem tivesse ali, fosse invisível e ainda assim, eu tentava me manter firme, a aluna exemplar e se alguém precisasse da minha ajuda, eu a daria com todo o prazer de ser útil, até que um dos piores dias da minha vida chegou (olha que eu tenho alguns deles na minha coleção). Não gosto de lembrar desse dia, faço a minha mente ignorar mesmo tendo como consequência uma enxaqueca que me acompanhava por semanas, mas não me importava com ela desde que aquelas lembranças se mantivessem afastadas.
Como eu cheguei aqui? Esses pensamentos vinham quando eu me sentia sob pressão e tinha a sensação que minhas fraquezas iriam ser expostas para alguém, por isso tratei de me lembrar o motivo de estar indo para esse lugar, buscar o auto controle, aprender tudo o que eu poderia fazer com os meus poderes e me tornar ainda mais poderosa do que já sabia que era, além de tentar fugir do meu pai indo para um Instituto onde todos os alunos possuíam poderes especiais o suficiente para partí-lo ao meio se fosse preciso, algo que por mais que se passasse pela minha cabeça e eu tivesse poder para isso, eu sabia que não iria conseguir fazê-lo.
Naquele fim de tarde fazia frio em New York e sem pudor algum, algo que nunca soube o que era para ser sincera, eu entrava na mente de quem passava pelo meu caminho, me certificando que de não havia perigo por perto até chegar na frente da… Mansão? O lugar era imenso, o que fez um sorriso satisfeito se abrir no meu rosto, parecia seguro e extremamente protegido. Estava vestindo uma calça de couro preta, lingerie branca por baixo da mesma cor do meu scarpin e do sobretudo que cobria meu corpo, espantando o frio para bem longe. Os fios loiros dos meus cabelos cobriam parte do meu rosto, tentava não chamar atenção e mesmo que fosse quase noite, um óculos aviador prateado também cobria meus olhos. Com cuidado me aproximava da porta de entrada, procurei por campanhias, algum botão, algo eletrônico, oras, cadê a tecnologia dessa casa? Lanças preparadas para furar quem girasse a maçaneta? Bufei, soltando um suspiro pesado entre meus lábios e segurei na argola pendurada na porta pricipal, batendo três vezes na porta e torcendo para que fosse ouvida depressa.
O primeiro filho do Major Christopher Summers e Katherine Summers, que vieram a falecer em uma acidente de avião há quase 11 anos atrás em um passeio que fazíamos em família junto com o meu irmão querido e mais novo, Alexander Summers. Matt – como sou chamado pela maioria – sou o primeiro aluno do Instituto Xavier e também um dos motivos que inspirou Charles Xavier a acolher o máximo de mutantes possíveis para ajuda-los a abraçar, conhecer e controlar esses dons que surgiram há séculos mas só agora vem se manifestando de uma forma surpreendente.
Acredita-se que atualmente cerca de 80% da população possui o Gene-X e 40% se manifestam depois dos 18 anos, os outros 30% ainda é incerto, alguns se manifestam em seus primeiros anos de vida e os 10% sequer sabem da existência de seus dons ou maldição, dependendo do ponto de vista de cada um. Por muito tempo encarei meus poderes como uma maldição, não podia ao menos abrir os olhos que destruía tudo ao meu redor mas graças ao Hank, hoje em dia depois de muitas tentativas falhas eu consigo abrir os olhos com tranquilidade desde que ao estar em contato com a luz solar, preciso protege-los com um óculos de quartzo-rubi, único capaz de conter os raios ópticos.
Durante a minha estadia no Instituto, Charles foi indicado por alguns amigos de que era a solução perfeita para alguns jovens que estavam passando por um processo não muito comum no qual psicólogos ordinários não poderiam resolver, com isso, ele conseguiu convencer algumas famílias que seus filhos precisavam de um acompanhamento especial para que pudessem entender suas diferenças, foi quando a segunda aluna foi apresentada para nós, Jean Grey, que se tornou uma grande amiga e namorada. Meses depois vários outros alunos passaram a se inscrever para fazer parte da nossa ‘’família’’, dentre eles o Kurt, Anna Marie – mais conhecida como Vampira – e Kitty, meus melhores amigos.
Por ser o aluno mais antigo e também por possuir habilidades de liderança, ser um bom estrategista, centrado e racional, Charles me nomeou líder de sua equipe. Fora minhas outras habilidades físicas em combate desarmado, sendo faixa preta em Judô, Caratê e Aikido. Minha tarefa se resume em manter os alunos focados e motivados em seus treinos para uma boa execução e também na escola, então basicamente sou o irmão mais velho chato que pega no pé de todos embora a diferença entre minha idade e de alguns alunos, seja mínima.
Desde quando o Professor anunciou a chegada de uma nova aluna, os veteranos ficaram ansiosos, era sempre interesse quando um mutante novo aparecia, gostávamos de conhecer novos poderes, ouvir novas histórias e fazer novas amizades. Tratei de reuni-los na sala principal para que todos pudessem conhece-la. Olhei algumas vezes para meu relógio de pulso, indicando que estava na hora da sua chegada, felizmente não demorou nada para que um carro estacionasse em frente a porta principal. – Professor, pode deixar que irei recebe-la. – Falei interrompendo Charles que direcionava sua cadeira até a porta, tomando a frente para que pudesse abri-la, dando de cara com a mais nova aluna – Ok, não imaginava que ela seria tão gata.. – pensei. Precisei tomar o fôlego para que as palavras saíssem da minha boca – Bem vinda…? – ‘’Sophie’’, Charles finalmente disse o seu nome, concluindo com uma frase que me deixou completamente sem graça, especialmente pelo meu pensamento anterior. ‘’É nossa mais nova telepata.’’ Por Deus, espero que ela não tenha lido minha mente.
Finalmente pude ouvir um coletivo de passos se aproximarem do cômodo atrás da porta em que eu estava, revirei os olhos, tudo que eu menos precisava naquele momento era de um comitê de boas vindas. Um banho de espuma, lençol de seda e travesseiro com penas de ganso já estava de bom tamanho para que eu me sentisse bem vinda e acolhida, esperava que o professor buscasse na minha mente essa informação tão valiosa.
Levei a minha mão até a cintura esperando quem quer que fosse me receber e não me esforcei para sorrir educadamente, na verdade aquele sorriso estava mais para um ‘ei, eu quero entrar, vamos logo com isso?’ e assim arqueei minhas sobrancelhas quando a porta se abriu, pude ver melhor quem estava por trás da porta e não me contive em invadir a sua mente para buscar por mais daquele homem impenetrável. Como sempre era pra mim: automático. Não costumo perder a fala com frequência, não sei ao menos dizer se já perdi a falar algum dia na minha vida, mas naquele instante perdi e fiquei mais interessada em saber… ‘tão gata’. Um sorriso debochado surgiu no canto dos meus lábios enquanto eu subia meu olhar do peitoral até o olhar do… Hmmmm… — Obrigada, Matt. É um prazer. — Fiz questão de deixá-lo ciente de que eu estava por dentro dos seus verdadeiros pensamentos que iam além de uma boa educação e índole. Passei pelo seu corpo alto e pelo que percebi, um tanto musculoso, com o meu sorriso debochado estampado no rosto e esbarrei propositalmente nos seus braços até me direcionar a frente do professor Charles Xavier. — Estou aqui, finalmente. Sei que eu poderia ter aceitado seu convite há alguns anos, mas eu não estava pronta naquele momento, hoje posso afirmar que estou. — Mantive meu olhar fixo ao dele, transmitindo toda a minha segurança no que estava sentindo e dizendo, era sincera a minha decisão de estar no Instituto para aprender, mas o futuro é algo incerto e por ele não posso falar, Charles sabia disso e por isso consentiu com um aceno de cabeça concordando com as minhas palavras.
A deduzir pelo olhar dele sobre mim e Matt, notei que Charles não fazia ideia dos pensamentos perigosos do que parecia ser seu pupilo e estava nitidamente preocupado de deixar uma arma perigosa andando por aí ao lado dele, oras, eu tenho certeza que esse grandalhão sabe se cuidar. Dei de ombros para a nuvem que se formou sob nossas cabeças e me virei novamente para Matt, abrindo um sorriso dessa vez mais simpático do que antes. — Parece que você é um dos responsáveis por aqui… Pode me mostrar mais do lugar? — Acenei discretamente para as outras pessoas que me encaravam, umas tímidas, outras curiosas e mais outras poucas com certo medo de serem lidas, o que me fez dar um breve sorriso carregado de maldade na direção delas. Não dava para controlar quem eu era, nem estando aqui nesse convento.
Dei as costas para o professor e fui até ao lado de Matt, então me afastando do desejo de entrar nos seus pensamentos mais uma vez, deixei que o improvável ocorresse, decidi conhecê-lo pelo que ele iria me mostrar e não pelo que eu estava tentada a descobrir, seria fácil demais, esse jogo é para dois. — Há quanto tempo você vive aqui, Matt? Me parece que você é o primogênito. — Desviei meu olhar para observar melhor os arredores da mansão, tirando fotografias mentais de cada quadro, porta e frestas que passavam por nós durante o caminho, enquanto me preocupava com isso, também aproveitava para admirar mais o homem que caminhava ao meu lado, eu sabia que por educação ele não se recusaria a me acompanhar e para ser honesta, eu não estava intencionada a atacar, pelo contrário, ele me instigou a querer mais, saber mais e ignorar os poderes que eu tinha para conseguir informações. Respirei fundo, buscando o auto controle e afastando as fraquezas que ameaçavam se expor.
Me repreendi mentalmente por não ter buscado informações sobre a nova aluna antes de me apresentar embora não foi bem isso que aconteceu, não cheguei nem a falar meu nome e ela fez questão de mostrar que havia invadido minha privacidade. Aquilo me irritou profundamente. Respirei fundo uma vez, fechando a porta assim que a novata passou por ela. Nesse momento pude olhar para os veteranos, alguns ficaram bastante desconfiados com a novidade de que teríamos mais um telepata entre nós, lembro que no começo foi um processo bastante difícil para aceitarem a Jean, principalmente com alguns episódios que acontecem enquanto ela dorme. Não são todos que se sentem confortável na presença de alguém que possa ler seus pensamentos, então o Professor Xavier tratou de criar um código de ética onde todo e qualquer telepata do Instituto deverá seguir.
‘’Matt, precisa que eu te salve?’’ A voz da Jean tomou a minha mente, o que fez com que me atenção desviasse para ela, acabei sorrindo com isso. Antes que eu pudesse responde-la, Sophie, novamente tomou a atenção para si. Agora que eu estava ciente de que ela poderia ler mentes, precisava ter bastante cuidado com isso e seguir tudo que aprendi nos meus treinamentos, foi um grande vacilo meu o que aconteceu mais cedo. Até mesmo a Jean poderia ter lido minha mente naquela momento e ter percebido meus pensamentos para com a novata. – Claro, é só me seguir. – Respondi educadamente, mesmo que eu não quisesse - mas eu quero -, ser líder também é fazer com que todos se sintam à vontade naquele lugar, não pegaria bem recusando um pedido simples logo de primeira e sendo um mal educado.
Optei por mostra-la os cômodos ‘básicos’ da mansão que ficavam no primeiro andar da mesma, incluindo a cozinha, biblioteca, sala de jogos, até mesmo a garagem. Enquanto isso, passávamos pelo corredor que nos levariam à cozinha que era enorme, mas não tão grande quanto a sala de jantar que era logo depois. Desviei meu olhar brevemente para encará-la ao ouvir sua pergunta, não diferente das outras pessoas, eu tinha que inclinar o rosto para baixo por ser muito alto, o que me deu uma boa visão do seu decote por baixo daquele sobretudo, felizmente ou infelizmente havia uma brecha nele. Balancei a cabeça afastando os pensamentos, ou estaria mais ferrado ainda com aquela garota. – Achei que já tivesse lido essa informação em minha mente, Sophie. – Meu tom de voz soou rude, fazendo questão de demonstrar o quanto fiquei incomodado com sua invasão em minha mente. – Mas aproveitando que você não leu isso ainda, eu tinha 8 anos quando cheguei aqui, fui de fato o primeiro aluno. E você, o que te trouxe aqui? – Dei uma olhada ao redor da cozinha, já imaginando que você faria o mesmo, não precisava ser óbvio e dizer o que aquele cômodo era. Continuei seguindo pelo corredor passando pela sala de jantar, até a sala de jogos. – Fique à vontade aqui, sinta-se em casa mas não tão em casa porque o Professor não permite que fiquemos vagando durante a madrugada, não me pergunte o porquê. Bom, eu vou te levar até o seu quarto agora. – Parei em sua frente assim que terminamos a ‘’pequena tour’’ pelo andar de baixo, preferi não mostrar a parte do novo projeto do Professor, logo mais ela terá oportunidade de conhecer.
Apesar da maturidade que me foi imposta desde muito cedo, eu ainda era uma adolescente e culpava os hormônios pelas minhas atitudes impulsivas, mesmo que internamente eu soubesse que amava ter o poder de ir além da casca, porém não precisava ser uma telepata para perceber que Matt havia ficado chateado com a invasão de privacidade. Confesso que se fosse qualquer outra pessoa, eu não teria sentido um pingo de remorso ou compaixão por ter invadido sua mente, só que eu não sei explicar como me sentia naquele momento, era como se eu soubesse que não deveria, não com ele. 'Eu sinto muito'. Simplesmente escapou, meus lábios não se moveram para que a frase fosse dita e foi como percebi que me comuniquei em silêncio, dentro da caixa, uma caixa de texto reservada para nós dois que se iniciou com uma fraqueza minha. Droga! Revirei os olhos, balançando a cabeça e jogando a câmera mental no chão espatifando-a em mil pedaços.
Respirei fundo, inalando todo o ar que meus pulmões conseguiam inspirar e me recompus, apertando meus dedos nas minhas mãos fechadas em punhos até minhas unhas fincarem na minha pele clara, marcando-a imediatamente. — Estou aqui para aprender a controlar meus poderes, desde muito cedo eu lido com eles e ainda assim sinto que não estou chegando a lugar algum. Tenho certeza que em algum momento da sua vida você se sentiu um fracasso por possuir seus... Talentos... E acreditou nos humanos que nos intitulam como monstros. — Não era uma desculpa ou explicação para o que tinha feito quando coloquei os pés no Instituo, eu só queria demonstrar que estava tentando aprender e minha estadia ali era exatamente para isto. — Prometo tentar controlar meus impulsos mesmo se tivermos jogando Uno. — Forcei uma risada sarcástica e fui fechando meu sorriso aos poucos conforme ouvia mais sobre ele, me peguei imaginando uma criança chegando por aqui sendo o primeiro filho adotivo de Charles, com toda a benevolência e atenção do professor voltada para si. Não parecia tão ruim assim. — Então, herdeiro, como te disse, é complicado. Você deve saber melhor do que eu, não há outros telapatas aqui além do professor? — Desconversei indo até o assunto que queria chegar em algum momento. É claro que eu não sou uma amadora e antes de pisar aqui pesquisei a fundo sobre todos os alunos, instrutores e seus respectivos poderes, relações, eu não iria viver sob o mesmo teto de pessoas que não sabia a procedência, mas eram só informações, nomes, nenhum rosto até bater na porta. Além disso, eu tinha total consciência do uso abusivo da minha telepatia e as consequências por fazê-lo, por isso disfarcei gloriosamente quando descobri o nome do Matt, deixando que apenas ele ouvisse a minha chegada, com Charles fora disso. Regras... Eu sempre tive um problema com elas, não sei como segui-las, mas aqui isso parecia ter um nível alto de importância que eu deveria me enquadrar se quisesse ter sucesso na minha meta de vida.
Nós tínhamos seguido o corredor e Matt, cordialmente, me mostrava os cômodos, eram vários deles, algumas portas permaneciam fechadas e ele não pareceu interessado em me motrar o que tinha atrás delas, mesmo curiosa, me contive e não entrei mais nos seus arquivos mentais. Ali, parados na cozinha imensa com nossas perguntas curiosas sobre o outro, Matt me deu um alerta sobre vagar na madrugada e também onde ficaria meu quarto, dois avisos que se encaixavam bem na minha imaginação. Não sei o porquê também, Matt. Receosa de que o professor pudesse estar nos bisbilhotando, ou até mesmo outra pessoa, resolvi entrar no nosso chat reservado para um adendo. 'Você deveria saber que não se fala "não faça isso" para alguém como eu'. Entortei o nariz segurando o meu riso e passei por ele indo até a porta da cozinha. — Meu quarto fica no segundo andar? Eu realmente estou cansada, não tem alguém que possa nos teletransportar até lá? — É claro que tinha, mas eu não poderia perder uma piada para desconstrair e fingir que nada havia acontecido, nenhuma nota mental fora dada.
Subindo as escadas eu me lembrei de algo importante qual não havia questionado ainda. — Eu não sei como funciona o lance de visitas aqui, mas as minhas malas não vieram comigo, um amigo ficou de entregá-las mais tarde, tem algum problema com isso? Eu teria que marcar outro lugar para pegar? — Balancei a cabeça de um lado para o outro em duvida conforme falava, realmente não sabia ainda sobre esse tema e mesmo podendo descobrir em segundos, me mantive decidida sobre controlar os impulsos, ainda mais com Matt por perto de mim. Segui subindo os degraus mesmo estando a sua frente até o segundo andar e esperei que ele me acompanhasse até onde seria o meu quarto quando paramos no corredor, notei que ali era mais movimentado e vários jovens passeavam entre os cômodos, entrando e saindo, conversando em particular numa área com sofás no fim do corredor. As pessoas ali pareciam.... Felizes? Pisquei algumas vezes, como se aquela imagem fosse sumir a qualquer momento e peguei a minha câmera mental novinha em folha para capturar o que via.
















