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@phxenixhyun
hidropoet:
‘Acho que no fundo ela sempre soube.’, assentiu, ‘Afinal, dizem que a mães sempre sabem de tudo, não é?’, riu baixinho, voltando a esconder o rosto. ‘Mas vai ser difícil contar pro papai…’, suspirou, coçando os olhos com ambos os punhos fechados. ‘Ele nunca foi muito fã de animais, e o Phoneix precisa de muita atenção e carinho e… bem, digamos que ele não é muito bom com essa parte.’, terminou a frase com a voz baixinha; não queria parecer um filho ingrato, mas as vezes ele só sentia falta da companhia do pai - que tinha se tornado cada vez menos presente de alguns anos pra cá.
Concordava com SangHyun. Com seu pai as coisas sempre se complicavam. A relação sua com o mais velho não era a das melhores, mesmo que resolvera deixar o rebelde para trás. Discutiam bastante quando se viam e aquilo era complicado. Seus pais faziam bem o policial bonzinho e o malvado. — Vai... — Suspirou e tornou a fazer carinho nos fios brevemente ressecados por conta da tintura. O mais novo estava falando a verdade, no fins das contas. — Mas estou confiante de que ele vai aceitar o Phoenix. É o jeito dele, sabe? Durão e insensível. Mas ele acaba cedendo. Você sabe disso. — Tentou animá-lo, tentou soar convencido do que dizia, mas não sabia se havia conseguido. — A mamãe está do nosso lado, também.
hidropoet:
Fez um pequeno som em concordância, como se encorajasse o mais velho a falar mais. O mais novo adorava a voz de KiHyun, as dado aos recentes acontecimentos, os irmãos tinham se afastado um pouco. SangHyun se sentia extremamente culpado por ter deixado seu irmão de lado. ‘Na verdade, a mamãe já me perguntou se eu tinha lebrado de dar comida para ‘o-cachorrinho-que-com-certeza-não-vive-aqui’, então…’, riu baixinho, levantando o rosto em direção ao maior.
Sua mãe era esperta, ele sabia. Conseguia pegar as coisas no ar e já até tinha perguntando sobre o estado de SangHyun. KiHyun nunca conseguia esconder as coisas dela, então não se surpreendera com o que o irmão havia lhe dito. — Agora que falou isso... Me lembro de ver a mamãe fazendo carinho nesse mesmo cachorrinho. — Riu porque era verdade e porque a sua tentativa de esconder o cachorrinho era ridícula. — Ottoke?
hidropoet:
Sorriu quando o irmão atendeu ao pedido - um tanto quanto caprichoso - dele. ‘Não posso prometer nada’, bocejou, cobrindo a boca com alguns dedos. Puxou o cobertor de forma que cobrisse os dois, e assim que o mais velho deitou-se, o menino de fios azulados aproveitou a oportunidade para esconder o rosto no peito do irmão. ‘Sobre o que você queria conversar, hyung?’, indagou, a voz abafada.
O sorriso fazia as coisas valerem a pena e Kihyun não sentiu-se mais sozinho. Sabia que podia contar com o outro e esperava que ele soubesse disso. — Sobre... Qualquer coisa. — Respondeu um pouco longe, acariciando os fios azuis. — Sobre... Temos que contar ao papai sobre Phoenix. Mas acho que eles já sabem, não é possível. — Riu fraco.
hidropoet:
‘Hyung…’, segurou a manga da blusa que o mais velho usava, os olhos ainda fechados. ‘Você pode ficar aqui comigo?’, um bico se formou em seus lábios enquanto abria um dos olhos preguiçosamente.
Era impossível para Kihyun não se contorcer com a fofura de Sanghyun que se assemelhava muito a uma criança, então exibiu um pequeno sorriso. Como negar quando precisava de companhia e a alheia era ótima? — Fico. Mas você tem que acordar, huh? — Deitou ao lado dele tomando cuidando para não se movimentar demais.
hidropoet:
‘Andwae…’, resmungou.
— Andwae? — Questionou incrédulo quando o deitou na cama. — Está com tanto sono assim Sangie? — Continuou no mesmo tom e tirou os fios do rosto. — Acorde, huh?
‘Hm…’
— Ele dormiu de novo...
— Ei, Sangie, vamos pra cama. Será que eu ainda te aguento no colo?
São só balas. E bem gostosas. Por favor, vai?
— Tudo bem. Se eu morrer, meu irmão mais novo vai sentir falta. — Uma sobrancelha arqueada e uma bala na boca, embora ainda estivesse desconfiado quanto ao conteúdo. Tudo pelo aegyo. — São realmente bem gostosas.
acrosstheuniversegirl:
Está falando sério? Eu quero!
— Sim. Ehhh. — Kihyun riu meio sem graça, abrindo a porta da clínica e dando passagem. Após ela entrar, fechou-a e seguiu para os fundos, onde os filhotes ficavam nas gaiolas. Haviam seis, um número bem menor comparado aos outros meses. Colocou todos no chão, soltos. — Nenhum está realmente doente, ou estão se recuperando de perda de peso ou perderam a mãe. Então eu os acolho aqui por um breve período.
acrosstheuniversegirl:
Tudo bem, pra ser sincera, não foi sua culpa. Estou muito sensível.
— Entendi. Me desculpe, mesmo assim. Ouvi dizer que... Animais podem curar feridas sentimentais. Tenho filhotes ali, quer vê-los?
xfreespiritedx:
Você deve estar tão distraído quanto eu, huh? Não foi nada. Todo mundo está ignorando ligações… E se a pessoa do outro lado estiver morrendo?
— Ah, eu estava. Ela vai morrer?
— Uhh, não é engraçado. Eu tenho certeza de que não é caso de morte. Tenho certeza até de que é bem fútil.
NAM KIHYUN » the phoenix
“do not a p o l o g i z e for who you ARE. your heart carries more ( s t a r s ) than the others could ever [ C O M P R E H E N D ].”
eviaulyanov:
Talvez esse pacote te leve a uma grande aventura e, se não quiser e acabar perdendo tudo isso, se arrependerá só porque não comeu uma dessas balas?
Meu nome é Evia, e agora você me conhece!
— Grande aventura? As balas são uma metáfora? Uma referência? Talvez como o guarda roupa? Ahhh, não, obrigado.
— O meu é Kihyun.
Esses doces são russos; não se preocupe, não tem nada de “russo” nele, é só bala de goma… Ou não, você só saberia depois de experimentar. Que tal?
— Ah, não, não. Não te conheço, nem a marca, o pacote estava aberto e eu só estou aqui por ele. Agradeço.
“Finalmente me mudei. Achei que levaria séculos. Espero que meus vizinhos me recebam bem.”
— Seja bem vindo. Hm, você vai deixar tudo assim mesmo?
Não tinha uma maneira mais sensível de falar a respeito disso?
— Me desculpe? Eu não sabia que a reação seria essa.
Não se preocupe, ele não é um robô assassino. Ele só é barulhento.
Tenho que dar um jeito nele, um segundo.
— É, ele é realmente bem barulhento.