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Alisa U Zemlji Chuda

❣ Chile in a Photography ❣
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we're not kids anymore.
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Keni
Sweet Seals For You, Always
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if i look back, i am lost
Show & Tell
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@pluga-pulga
num desses momentos,
a objecto de beleza
sob o aspecto de uma abertura larga,
terá medo que o amor a desfeie e lhe roube o brilho que a envolve.
Nesse momento, serei naturalmente implacável,
por ora, a única abertura visível é a porta da minha casa, ladeada por duas lanternas.
Dentro, e ao lado das nossas casas, estão várias casas,
abrigo que nos permitimos atingir quando sentimos fadiga.
Fadiga muito doce por não se querer sentir a fadiga cruel que
todo o vento brando, àquela hora, espalha pela clareira,
todos somos, de facto, incompletos a certas horas do dia, e
mostrei-lhe a Casa.
Maria Gabriela Ilansol
onde vais drama-poesia?
segredava-te, do tempo o vão aspecto; existias de noite como a letra de todo o movimento, e das estrelas o céu pintado ao fundo; e distraído, às vezes, confessava amar a tua pele como quem quer dizer-te: não morras nunca mais.
António Franco Alexandre quatro caprichos
Chegas tarde ao teu tempo. palavras duras
que escuto agora como uma derrota.
Mas já não sei de nenhum combate,
nem que tempo era o meu. É uma pena
não se ser ninguém, ter errado
o comboio, perdido as malas,
adormecido no banco, passar ao largo,
e achar-se agora sem roupa limpa,
cansado, num hotel reles de uma só
e má estrela, que deve ser a minha.
Prescindirei de tudo menos do poeta
que fica do desastre. Fingirei ver
que no fim de contas errei o século:
isto será Paris e eu Verlaine.
Joan Margarit
misteriosamente feliz
Algures alguém viaja furiosamente ao teu encontro,
A uma velocidade incrível, viajando dia e noite
Por entre nevões e calores do deserto, transpondo torrentes, atravessando desfila-
[deiros.
Mas saberá ele onde te encontrar?
Reconhecer-te-á quando te vir?
Dir-te-á a coisa que tem para ti?
Aqui quase nada cresce,
E contudo os celeiros estão a abarrotar,
As sacas de grão empilhadas até às traves do tecto.
Os ribeiros correm docemente, engordando o peixe;
Pássaros escurecem o céu. Será que basta
Deixar a malga do leite lá fora à noite,
Pensar nele às vezes,
Às vezes e sempre, com sentimentos confusos?
John Ashbery
uma onda e outros poemas
Talvez não saiba esperar.
Talvez impacientemente
eu force as horas e os dias,
as horas e os leves anos
para um mar de lentidão.
Talvez na certa intenção
de os afogar de repente
e ficar livre boiando,
talvez ainda esperando
o que não saiba esperar.
Maria Alberta Menéres
água-memória (1960)
É verão e o branco de Lisboa não se cansa da brancura, o céu de um azul pálido e constante, na sombra da esplanada os pedreiros falam alto, num português bruto, os estrangeiros, que nunca leram Cesário, louvam o encanto da lota, as raparigas passam, melhores que qualquer cidade, enquanto o vento tempera o calor.
Lembrando que existe um rio. Mas a sombra é um parêntesis, a brancura um parêntesis, o próprio vento e as raparigas uma suspensão do quotidiano que teima em desintegrar-se, em resistir à superfície da escrita. Nesta cidade que tranquilamente se deixa ficar nas colinas, quem sabe se à espera, quem pode saber
Pedro Mexia, Lisboa, cerca Moura, 2016
Brent Cotton Before the Thunder Speaks, 2026 Oil on canvas, 91 x 121cm
Leonora Carrington The Giantess (The Guardian of the Egg) 1947
'Full Moon'. Kazuyuki Sutoh.
Krzysztof Gil (Romani-Polish, 1987) - Hydra (2024)
Krzysztof Gil (Polish, 1987), Hydra, 2024. Oil on canvas, 180 x 140 cm.
The moonlight ain’t so great, Ivan Marchuk
growth (nature) by kevin mcnamee-tweed, 2023, glazed ceramic, 8.9 × 10.8 centimeters
Kevin McNamee-Tweed (American, 1984)
Michelle Paterok (Canadian, 1994), Transformer, 2025. Oil on linen on board, 14 × 11 in.
Roman altar dedicated to Egyptian gods. On the front, a female figure in an Egyptian dress, holding an offering table. On the left side, the bull-god Apis, on the right, the god Horus, and two hippopotami. On the back side is a personification of Summer.
ca. 200 CE
British Museum 1805,0703.212