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[Ah, sim. Também no me gusta. E espero que ele faça coisas desse tipo mesmo, isso se ele souber. Mas é bom que saiba, para guiá-la para o caminho do papai do céu]
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[Ele só quer o melhor pra ela]
@Sudd
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Magi | Original | sutalight .
Nalu deu mais uma risada ao ouvir o que o azulado lhe pedira. — Desculpa, desculpa, prometo não fazer mais isso! — falou, enquanto bagunçava os próprios cabelos encharcados - e ahh, como daria trabalho para secá-los depois... -, e continuava a travessia, juntamente do menino, em silêncio, olhando para o turbante que, agora, estava nas mãos dele, com as orbes douradas brilhando - puxa, ele também tinha um estilo arábico interessante!
Quando ambos chegaram à outra margem, a loirinha levantou-se - exibindo o corpo de uns 1.45 centímetros totalmente molhada -, apenas para começar a se chacoalhar, igual à um pequeno cachorrinho. Maluca, ela? Imagine. Depois disso, tirou as sapatilhas, para que a água dentro deles saísse, e que ficasse mais simples a caminhada.
Nem tinha notado que o menino não havia respondido a sua pergunta anterior - talvez apenas pelo fato de já estar satisfeita em encontrar alguém tão baixinho quanto ela, por mais que fosse uma criança, ou talvez porque considerava o menino uma pessoa bacana e se sentia à vontade perto dele, ou talvez apenas pelo fato de que ela doidinha -, então nem ficou brava ou irritada de ele ter respondido depois.
Esticou o braço em direção à ele, abrindo um sorriso largo, o qual exibia duas pequenas presas que tinha no lugar de caninos - nada muito preocupante ou anormal, ainda se comparado às antigas, de sua outra aparência, a qual nem gostava de lembrar. — Ah, que é isso! O prazer é todo meu! — disse, esperando que o menino a cumprimentasse.
Ficou mais aliviado ao saber que não levaria outro susto por causa de Nalu. Ficou observando suas vestes encharcadas e retirou a sua espécie camisa, ficando apenas com as bandagens que envolviam seu tórax. Não teria se molhado tanto assim se não fosse pelo susto. Não teria se debatido ao ponto de matar alguém afogado, mas tudo bem.
— Vamos ser amigos daqui em diante, Nalu! — disse apertando a mão da loirinha animadamente com as suas duas mãozinhas. Não importa o quanto ele conhecia uma pessoa, tampouco se havia acabado de conhecer. Se fosse uma pessoa legal com ele, já era motivo para que o azulado considerasse um amigo.
Viu aquelas presas e seus olhos brilharam. Não por ser algo que ele gostasse, mas simplesmente nunca tinha visto alguma pessoa com presas. De imediato, pulou na direção de Nalu, fazendo com que os dois caíssem no chão. Deu um jeito de enfiar o dedo na boca de Nalu e ficasse tocando a ponta dos caninos da loirinha, com um ar de curiosidade.
— Mas o que é isso? Por acaso você não é humana? Ou isso é do seu poder?
[Fico pensando o que o Tseng faria se soubesse que Mel andou fumando. Boa coisa não seria]
❀ | The Slums.
— WAAAAH! — Sim, a loira se assustou com o grito repentino do rapaz, fazendo com que ela desse um salto e apontasse a frigideira em direção a ele, isso estava se tornando automático, mas aquela frigideira era realmente útil, embora não parecesse. Soltou um suspiro de alívio ao ver que era apenas um menino.
Deu uma pequena risada meio sem graça enquanto coçava a nuca, estava completamente sem jeito depois daquela reação exagerada que a mesma tivera. — Bem, eu me assustei um pouco. — Comentou, ainda sem jeito, claro.
Não lembrava de ter visto aquele menino por ali, na verdade, Coraline não conhecia quase ninguém de Fantasia, então isso fazia bastante sentido. — Eu sou Coraline, e o senhor? — Soltou um leve sorriso, procurava parecer educada.
Ele riu junto dela, afinal, ele adorava causar esse tipo de reação nas pessoas. Não passava de um menininho de dez anos de idade. Adorava brincar e pregar peças, até mesmo assustar. Embora não tivesse sido a intenção dele, estava contente pelo o que tinha acontecido. O menor estendeu a mão, com o intuito de cumprimentar Coraline. Como sempre, um largo sorriso tomava conta do rosto do menor.
— Eu sou Kareef! Kareef Mash’al! É um prazer te conhecer, senhorita Coraline! — disse animadamente. Essa era uma das virtudes de Kareef; ele estava sempre sorrindo, não importando qual seja a ocasião. Sorriso é a melhor arma para afastar os males, por isso ele era dessa maneira. Começou a andar ao redor de Coraline, examinando os longos fios de cabelo dela. Parecia ser uma pessoa legal, que não lhe ofereceria perigo.
— Vamos brincar, Cora!
❀ | The Slums.
Aquele lugar era mesmo agradável e um dos mais bonitos de toda Fantasia também. Shining Forest e The Slums eram sim os lugares que mais agradavam a loirinha, além de serem os mais quietos, como Coraline não sabia muito bem como interagir com as pessoas, apesar de querer, lugares quietos tornavam-se favoráveis para ela.
Usava um vestido em tons de roxo, rosa e branco, estava descalça, havia se acostumado a andar assim, viveu muito tempo presa em uma torre, seus cabelos, extremamente longos, encontravam-se soltos, mas bem penteados, arrumar aquele cabelo não era mais tão trabalhoso depois de tanto tempo. Em uma de suas mãos, Coraline carregava sua frigideira que depois de alguns minutos emitiu certo brilho.
Kareef estava em mais uma das suas explorações com o intuito de conhecer todo o perímetro de Fantasia. Não era uma tarefa fácil, tampouco segura. Sabia que poderia encontrar qualquer tipo de criatura por aí, porém ele não se amedrontava. Nem mesmo o fato de não ter descoberto seu poder o impedia de andar por aí, em busca de aventuras. Ao caminhar pelas terras de Fantasia, encontrou uma cidade que o deixou boquiaberto. The Slums de fato era uma cidade muito bonita ao ver do pequeno azulado e, ele logo foi correndo em direção a aquela cidade.
Kareef usava roupas bastante largas; turbante e andava descalço. Bem à moda árabe mesmo, assim como ele havia acostumado a andar no palácio em que ele cresceu. Acabou avistando uma moça com um longo cabelo — começou a se perguntar como ela não tropeçava naqueles fios e caía —, carregando uma frigideira. Estranho, nunca viu ninguém andando com frigideiras por aí.
— Olá, moça! — gritou para chamar a atenção da loira.
Na outra beira do lago, uma loirinha estava olhando atentamente para as águas calmas que molhavam seus pequenos pés. Os olhos estavam um tanto vermelhos, por causa das lágrimas que caíram deles à agora pouco, por conta de ter visto... Bem, de ter visto a morte da sua dona. Por que ela havia se matado? Isso era horrível demais para a pequena cabeça loira da italiana ali.
Então, o som da voz de alguém alertou-a. Levantou rapidamente a cabeça, avistando, no meio do lago, um menino de cabelos azuis, andando para a beira onde a ela estava sentada. Vish, vish, alguém não poderia notar que ela estava chorando - iria ficar preocupada com ela, iria perguntar o que aconteceu, e ela iria chorar de novo, blá blá blá, sem drama, vai.
Por isso, a pequena dragoniana se jogou na água. Motivo? Nenhum. Talvez por conta da sua grande imbecilidade, ou talvez porque, daquela maneira, os olhos vermelhos poderiam ser disfarçados pelo fato de que, ao nadar, Nalu deixasse os olhos abertos. E talvez fosse bom conversar com novas pessoas - isso poderia afastar as horríveis cenas de pouco tempo atrás.
Debaixo da água mesmo, nadou até o garotinho, emergindo bem ao lado dele, com uma curta risada. — pa, tem eu. — cenou, fechando ambos os olhos e tombando a cabeça levemente para o lado enquanto o fazia. — Além do mais, meu nome é Nalu. — ela disse, voltando à abrir as orbes douradas. — E o seu?
Kareef havia dado continuidade na sua travessia, até que então, uma figura saiu da água sem mais nem menos. Não se faz isso com uma criança, não mesmo. O azulado gritou e deu um pulo por conta do susto, jogando água para todos os lados. Sim, ele é desesperado ou até mesmo, exagerado. Demorou um pouco até perceber que se tratava de um humano. Ele arqueou a sobrancelha, pois não entendia o que a havia levado a fazer isso.
— Não me dê mais sustos iguais a esses, moça. — pediu enquanto retirava seu turbante. Já estava todo encharcado, assim como ele. Não poderia ficar usando aquela peça completamente molhada. Também não queria continuar naquele rio e, logo terminou a travessia. Já em terra firme, sua respiração arfava e ele, estava jogado de qualquer maneira na terra, tentando recuperar o fôlego. Pegou sua flauta e a assoprou, com o intuito de retirar qualquer resto de água que estivesse ali.
Ajeitou-se em uma pedra e ali se apoio, ignorando por ora a pergunta da baixinha. Ela parecia ser uma criança igual a ele. Kareef tinha apenas 1,30; ela não parecia ser muito mais alta do que ele. E ainda tinha o fato de que ela não parecia ser das mais confiáveis, mas não que Kareef tenha notado isso. Apenas abriu um largo sorriso para ela, um sorriso que esvaía inocência.
— Meu nome é Kareef! É um prazer te conhecer, Nalu!
マギらくがき詰め①