Corpo frágil, os demônios passeiam calmamente sob minha pele,
eu sou um erro incalculável de desastres emocionais.
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@poesia-fragil
Corpo frágil, os demônios passeiam calmamente sob minha pele,
eu sou um erro incalculável de desastres emocionais.
Frustração e um extremo cansaço que eu sinto arde na pele,
é tudo vazio demais,
e ao mesmo tempo me afogo em um turbilhão emocional,
eu não sei lidar com o que sinto,
e talvez eu nunca saiba de fato sentir algo além de dor, maria.
O tempo passa e as coisas vão sempre piorando,
tudo em mim está sempre preste a morrer,
as vezes maria, eu sinto que vou ser triste pra sempre.
Viver era tarefa difícil,
tudo doía e dilacerava a alma,
nem existir direito dentro do meu próprio corpo era possível, helena.
As coisas escapam tão facilmente,
mais uma vez maria,
o amor foi uma brisa leve que me devastou.
Você dizia que eu vivia muito no meu microcosmo,
era só medo te machucar na tempestade corrosiva que eu sou,
meus sentimentos me devastam,
não consigo explicar,
viver em mim machuca,
na minha cabeça o melhor é sempre se afastar.
Algumas dores permanecem,
eu vivo me convencendo que tudo bem se perde,
mas sinto no peito helena,
a dor e a falta constante de mim.
Olha maria, viver sempre foi coisa que não coube no peito,
sempre transborda, vira caos...
Solidão é tudo que eu tenho,
quando não tenho nem a mim mesma.
Sobre ficar,
apesar dos pesares eu sempre fico maria,
na luta constante contra mim, eu sempre perco,
porém sempre permaneço.
Ando sem saber o que fazer,
sem saber o que sentir helena,
tá tudo confuso, me sinto estática,
me sindo exposta e vulnerável demais as dores da vida.
Viver era tarefa difícil,
tudo doía e dilacerava a alma,
nem existir direito dentro do meu próprio corpo era possível, helena.
E em mim um cansaço mútuo entre meu corpo e alma,
existir se tornou obscuro, um
vazio indefinível!!
#Nota
é tão cruel a forma como tudo vem desmoronando dentro de mim,
eu queria poder rasgar a minha pele e sair desse corpo inútil,
só pra me livrar dessa sensação de estar em queda constante de um abismo.
Amélie sabia que eram tempos sombrios,
visitar a si mesma,
era como ir ao inferno e não saber voltar,
na ausência das palavras brincava com o silêncio,
mas tudo no seu corpo queria gritar.
O problema helena, é que eu sou um turbilhão de sentimentos em desordem,
nada aqui reflete o que é bom,
eu não queria ter que permanecer em mim.
Eu sei que errei ana,
Por vezes eu só queria adormecer meus medos na sua pele.