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@pr-jinha
no one: mj: *steals the show*
Who Wants Some Pizza?
pr-kyung:
08Dezembro18 — Inicio de noite ; Jinha’s House
O sorriso em seu rosto se abriu no momento em que viu o mais novo. O cumprimentou e assim que entrou, não conseguiu impedir seu olhar de percorrer a casa, ou a surpresa pela forma como está organizada. Admitia para si mesmo que esperava um lugar mais bagunçado, era assim que imaginava a maioria das casas de jovens que moravam sozinhos. Ou talvez era só a sua mesma. Desde que tinha chegado a Seul, organização havia deixado de ser seu forte, um hábito que havia levado para Hannabyul.
Apesar de ser claramente menor que sua casa, o lugar era aconchegante. Talvez fosse exatamente esse o motivo. De qualquer forma seguiu o rapaz até a área da cozinha, uma careta se formando em suas feições com a primeira opção. — No, no, no. Alho com calabresa não é pizza, é quase uma aberração da natureza, como… como…Não sei, pizza com a abacaxi. — Apesar do tom sério, o sorriso de lado deixava claro que era apenas uma brincadeira. E já que o rapaz havia dito que poderia se sentir a vontade, assim o fez. Se aproximou, encostando na pia, poderia até se oferecer para ajudar, mas tinha a leve impressão que acabaria atrapalhando mais do que qualquer outra coisa. Não tinha nem uma habilidade. — Mas sabe irei te perdoar, porque um, você pediu frango com catupiry, dois, eu não consigo ficar brava com você. Isso é quase injusto.
Não foi capaz de conter o riso pela reação da mais velha com as opções de sabores, ainda mais por saber que teria exatamente a mesma se alguém lhe oferecesse tal sabor há algumas semanas atrás. - Com abacaxi já é exagero, vai! É um ultraje que a minha alhobresa seja comparada a isso. Formou um biquinho nos lábios, forçando uma cara de tristeza como se estivesse magoado com o comentário que foi feito, mas tudo não passava de uma encenação. Seu olhar desviou das louças para se posicionar sobre a jovem com um sorrisinho nos lábios, já estava quase terminando o serviço ali, então em instantes poderiam comer tranquilamente e sem bagunça pelo local. - Imaginei que não fosse querer arriscar sabores, então optei por algo que todo mundo gosta. Até hoje conheci poucas pessoas que não apreciam um frango com catupiri. Em poucos instantes as louça era finalizada e os utensílios deixados para secar, e para finalizar apenas retirou a água acumulada sobre a pia, murmurando um “pronto” para si mesmo antes de dar um passo para longe do móvel. - Vamos esperar na sala! – Comentou ele, caminhando até os sofás próximos dali com a amiga.
Billy:
Aleluia?
{ flashback 06/12 }
Não era muito comum para Haebi conhecer pessoalmente amigos virtuais, mas sabia muito bem que eles podiam ser totalmente diferentes fora da tela do computador ou celular até porque ele próprio era. Muito mais extrovertido e divertido online do que na vida real. Então não sabia se fazer perguntas pessoais seria considerado intrusivo uma vez que a sensação era quase a de conhecer uma nova pessoa; ouvir que estava tudo bem pelo próprio Jinha o aliviou por não pisar num lugar perigoso. Um sorriso iluminou a face masculina antes colocar as mãos dentro dos bolsos do casaco e pensar no que perguntar. — Eu posso começar… hm… — disse pensativo, observando o seus pés caminhando por um breve segundo. — Você trabalha ou estuda alguma coisa?
- Trabalho como DJ na Lights Night. – Encolheu as mãos dentro dos bolsos por um instante na tentativa de aquecê-las mais um pouco. – Eu queria estudar música, mas acabou se tornando um plano que fui empurrando com a barriga. Então é, não estudo não. Sorriu de lado, pensando por alguns segundos no que havia acabado de dizer. Estaria mentindo se dissesse que sua vida estava da forma que planejou quando saiu da casa dos pais, e certamente não sabia dizer em que ponto acabou perdendo o rumo desta. Sacudiu a cabeça por um segundo, não era hora de avaliar sua vida no momento, no máximo conversaria a respeito dela como qualquer pessoa normal. - E quanto a você? – Moveu sua atenção ao mais alto, aguardando por uma resposta.
Jongin:
Havia algo em Jinha que gritava por proteção, e talvez fosse só a personalidade naturalmente maternal que Jongin nutria: não importava por quem, Jongin via-se quase na obrigação de oferecer amor e carinho. Riu com a pergunta feita por ele, apertando-o mais uma vez em seus braços, com a cautela para não assustá-lo (afinal, sabia como Jinha sentia-se sobre contato físico em excesso, e não queria acabar tornando aquilo desconfortável para ele). — Ah, você é! Poderia até apertar suas bochechas, mas não cheguei nesse ponto de ‘tia chata’. Ainda.— brincou, até mesmo piscando para ele. Optou por bagunçar seus cabelos, precisando ficar na ponta dos pés para fazê-lo. Afastou-se um pouco, optando por deixá-lo com seu espaço pessoal intacto. — O feitiço voltou-se contra o feiticeiro.— dramatizou, ao perceber o tom manhoso que ele se utilizava. Conhecia bem aquele charme, afinal, era culpado por utilizá-lo com frequência. Encostou-se nos armários da boate, mão sobre o peito e a cabeça tombada para trás, encarando-o como se pedisse uma trégua.— Eu sei que sim.— voltou ao normal, respondendo-lhe com uma pequena risada.— Só te perdoo porque você é adorável.— brincou, logo se animando pela resposta que havia obtido.— Yay! Prometo que vou cuidar bem de você.— prometeu, abraçando-o rapidamente mais uma vez.
Uma risada gostosa escapou de forma totalmente espontânea com a comparação feita pelo rapaz, seria engraçado ver ele como uma tia que fica apertando as bochechas de seu sobrinho, só a imagem dele dessa forma – completamente exagerada – era bastante cômica. Não se importou nem em ajeitar os cabelos quando estes foram desalinhados, simplesmente fez uma careta quando tentou ver a situação, o que não era muito possível sem ter um espelho diante de si. A reação adorável do amigo com a sua atitude exageradamente fofa fez com que Jinha sacudisse a cabeça como quem pensasse o quão bobo ele estava sendo, mas não era de um jeito negativo, muito pelo contrário. - Eu sou uma graça, sei usar bem o meu charme ao meu favor. – Deu uma piscadinha. Deixou uma risada lhe escapar pela reação animada de Jongin ao ter aceitado a oferta dele, retribuindo ao novo abraço que foi mais rápido dessa vez, tanto que mal teve tempo de fazê-lo – geralmente demorava alguns segundos para tomar a coragem de retribuir qualquer contato. - Acho que preciso pegar minhas coisas, então. Assim não acabo atrasando demais. Sorriu, dando duas batidinhas de leve nos cabelos do rapaz como forma de demonstrar carinho antes de seguir até onde havia deixado a mochila com os pertences, geralmente levando seus medicamentos, aparelhagens e roupas que usaria no dia. Precisava ter certeza de que não estava deixando nada para trás, especialmente os comprimidos.
i’m coming to your rescue~
Jason: || ₂₉🇩🇪🇨₁₈
Estava preocupado, não podia negar aquilo. Assim que o mais novo abriu espaço para que pudesse entrar, seguiu-o até a cozinha. O estado de Jinha o preocupava de verdade, mas Jason não podia demonstrar aquilo para o garoto. Apesar de ser muito sociável e muito animado sempre, estava um pouco tenso. Não sabia ao certo o que havia acontecido com o mais novo mas o que sabia era que havia sido algo complexo, algo que seria necessário tomar bastante cuidado, principalmente quando ele não se lembrava de toda a situação.
“Não se preocupe, eu não tinha como não vir. Você precisa se alimentar, bebê.”, os olhos curiosos fitavam tudo que havia na casa dele, analisando ao fundo. E, realmente, o fato da casa estar muito arrumada, muito limpa fora algo que o assustara de início. Como que algo daquele porte acontecia e não tinha nenhuma sujeira? Nada? Era no mínimo estranho. Mas Jason não era policial, não estava ali para investigar nada, só estava ali literalmente para ajudar o rapaz. Com um sorriso no rosto, logo murmurou.
“Eu não sabia o que você ia querer, então trouxe isso. Nós podemos comer e ver alguma série, algum filme… Ou sei lá, você que sabe disso.”
Mesmo que a bondade do companheiro lhe agradasse aos montes certamente sentia-se como um fardo vez ou outra, sempre causando confusão e deixando as pessoas preocupadas, só desejava que isso parasse de uma vez por todas. Sorriu de forma discreta para o mais velho, resolvendo virar de costas para mexer nos balcões onde poderia pegar pratos, já que não era acostumado a comer lanches nas próprias caixinhas onde estes eram embalados. Colocou as louças sobre o balcão quando se virou, mas por algum motivo desviou o olhar na direção da porta que levava até a varanda. Todo aquele cômodo era uma espécie de conceito aberto, a cozinha em um canto mais afastado como se o local fosse no formato da letra “L”, e dali podia ter acesso à sala normalmente. Todavia o que lhe chamou a atenção foi que o tapete que havia naquela região parecia desarrumado, notando inclusive umas marcas vermelhas nele, fazendo com que se perguntasse novamente o que havia acontecido naquela noite. Não se prolongou por muito tempo nestes devaneios, uma vez que a voz do rapaz lhe puxou de volta para a realidade. - O cheiro é bom, faz tempo que não como algo assim, então estou animado. Tem alguma sugestão do que podemos ver? – Respondeu com um sorriso, tratando de colocar a refeição no prato para poder comer, mesmo que provavelmente fossem fazer isso na sala ao invés de sentados na ilha da cozinha.
pr-yongguk:
Mudar o nome do cãozinho geralmente trazia a confusão que viu na perguntas do rapaz que parecia mais novo. “Sim, é Galinha!” respondeu com o seu entusiasmo, afinal, adorava os nomes do seu cachorro. “Não consigo escolher um só nome e todos são legais, então escolhi uma letra e falo tudo que me vem na cabeça com ela.” deu sinal para que o cãozinho subisse em sua perna, ficando somente em duas patas. “Você pode dar um para ele também, se quiser mas precisa ser com a mesma letra de início.”
— “E ele atende por todos os nomes?” Perguntou curioso enquanto observava o cãozinho, sorrindo com os olhos no momento em que este ficava somente em duas patas. Era realmente um animal adorável e certamente era uma ótima companhia também, ver cenas assim deixavam o coreano com vontade de adotar um bichinho também. — “Só consigo pensar em Gatorade.” — Respondeu, sorrindo discreto.
pr-yongguk:
O cachorro poderia lhe trazer muitos problemas quando queria e daquela vez ele não deu folga. “Animado? Ele às vezes parece o furacão que levou a casa da Dorothy.” apesar do nervosismo presente em seu rosto, tentando fazer com que seu cachorro saísse de cima do rapaz e ficasse quieto ao seu lado enquanto checava se havia feito algum estrago, Yongguk ainda mantinha um sorriso no rosto. “Galinha não sabe seus limites. Perdoa, de verdade.”
Realmente havia achado adorável a reação do bichinho, por mais que o dono certamente não estivesse concordando tanto. Talvez por ver o animal “atacar” um completo desconhecido? Qualquer pessoa normal se incomodaria com aquela situação, mas Jinha adorava bichinhos – e também podia admitir que não era lá muito normal. — “Tá tudo bem, sério...” Se ajeitou, passando as mãos pelas roupas para tirar a sujeira que não era muita, até que de repente voltou o olhar para o rapaz. — “Do que você chamou ele? Galinha?” Estava sorrindo sem se dar conta, pois achou aquilo um tanto cômico.
Por mais que fosse amigável, o cachorro de Yongguk adora a liberdade que seu dono lhe dava. Nunca foi de ficar em coleiras e isso parecia bom, até tê-lo em cima da outra pessoa em busca de brincadeiras e carinho. “Socorro! Me perdoe pelo Gastão! Ele te sujou?”
— “Ei amigão, calma aí!” Deixou um riso escapar enquanto tentava acalmar o animal que nem mesmo conseguiu ver de onde surgiu, até que ouviu uma voz próxima se dirigindo a ele, provavelmente o dono daquele que descobriu se chamar Gastão. — “Imagina, tá tranquilo. Ele é sempre animado assim?”
i’m coming to your rescue~
29 de dezembro, 14:30. Ao ouvir toda a história perigosa que @pr-jinha havia lhe contado, Jason não pôde deixar de se preocupar. E exatamente por isso que saiu de sua casa para ir até a dele, no endereço que havia recebido. E já que ainda não havia recuperado o carro da festa do dia anterior, acabou por ir de moto mesmo. Levou em torno de vinte minutos, já que ainda parou para comprar algo para almoçarem e, na dúvida do que Jinha gostava, acabou por levar hambúrguer e fritas para ele e uma salada para si, já que estava tentando virar vegetariano. Quando finalmente chegou no local indicado pelo mais novo, parou a moto na calçada mesmo, tirando o telefone do bolso e mandando uma mensagem para ele, pouco antes de subir já que sua estadia havia sido previamente autorizada. “Ei, eu cheguei, tô subindo. Hang on…”
A verdade era que Jinha se lembrava de muito pouco do que aconteceu na noite passada depois que chegou em casa, as únicas partes claras em sua cabeça foi quando vomitou antes de praticamente cair na cama, depois disso... Era tudo uma confusão, com a conclusão de que só dava trabalho para quem estava ao seu redor, e dessa vez não seria diferente. Enquanto estava grato pela presença do mais velho que se ofereceu para visitá-lo, não conseguia fazer com que aquela sensação em seu peito sumisse, sentia-se um fardo. Tinha medo que tudo isso piorasse, que as alucinações voltassem não só em sonho, que começasse a perambular pelo apartamento como um louco – mas já o fizera, na noite passada inclusive. Quando recebeu a mensagem Jinha já tratou de levantar do sofá para procurar as chaves da porta, logo sua companhia chegava e não queria ser um incomodo a mais por fazê-lo esperar. No processo acabou cruzando o olhar na direção do relógio, murmurando um xingamento para si mesmo antes de passar a procurar algo pela sala. Onde tinha enfiado o bendito do frasco? Foi então que ouviu as batidas na porta e decidiu se dirigir até ela, cumprimentando o mais velho com um sorriso nos lábios. - Pode entrar, hyung. – Deu passagem para ele, fechando a porta depois que havia passado. – Desculpe por te fazer vir pra cá... Coçou a nuca por um instante, sentindo-se um tanto sem graça, era uma reação costumeira do loiro. Sua atenção então se desviou para o que o rapaz trazia consigo, conseguiu sentir o cheiro e só disso seu estômago já parecia querer dar cambalhotas. Realmente precisava tomar mais cuidado com a alimentação, se não fosse pela visita certamente deixaria seu organismo começar a praticar autocanibalismo. - Já estou ficando azul de fome. – Comentou entre risos, guiando o convidado até a cozinha que felizmente não estava uma zona. Só estranhou não ter nenhuma gota de sangue pelo caminho.
H̷̡̛̻͓̖͆̍̈́͆͌̎͒͑É̵̖̦͙̎́̈́̑̽̇̒ ̴̨̙́̅͊ ̶̹̟̾I̴͈̬̹̫̣̘͉̿̿́̓̏̃͗͝S̸͈̠͔̦͎̜͗̐͐͑̃̏͝ ̵̡͚͓̩͈̺͖̽̌͋̔̅̕ ̷̡̢̼͙̩̻͔͕̹̓̋̔̆͊͆͑̅͠Ĥ̵̡̪͍̹͕̈́̈́͘E̶͎̦̖͉̤̳͋͛͆͛̈̀̒̑̂R̸̨͔̋͌̀̄͝E̷̢͚̻̜̪͖͇̫̟͑̿
TW: Ataque de pânico ; Menção (não explícita) de abuso.
Estava começando. Essa era a única coisa que podia afirmar com toda a certeza do mundo, estava começando e não havia nada que pudesse fazer para impedir.
O rapaz estava encolhido sobre a própria cama, abraçando os joelhos com força e encarando um ponto fixo do quarto. Estava sozinho, não havia ninguém aqui, mas algo dentro de si insistia que havia e não poderia escapar de lá nem que tentasse.
Seu coração começava a acelerar e o ar no cômodo dava a impressão de ser algo pesado, como se tentasse respirar concreto puro ao invés de oxigênio, mas seus pulmões rejeitavam-no por completo. Não demorou até se encontrar de boca aberta na tentativa desesperada de encontrar mais ar, seus sentidos já confusos conforme uma espécie de fumaça invisível começava a se aproximar e sufocá-lo lentamente.
Estava tão escuro e frio, o que só piorava em muito a dor que sentia, como se agulhas estivessem sendo enfiadas uma a uma por debaixo de sua pele e não pudesse fazer nada para tirá-las dali. Não tinha o poder para fazer aquilo parar.
Não sabia para onde olhar ou ir, observava tudo ao seu redor como de qualquer canto o perigo pudesse surgir. Esse perigo não possuía nome, mas era algo real e que lhe atormentava de tempos em tempos, apenas esperando nos cantos mais obscuros de sua cabeça para dar o golpe final e acabar com tudo. Era seu fim.
As mãos se agarraram aos cabelos loiros puxando os fios com tamanha força que se tentasse um pouco mais certamente arrancaria alguns dos fios, o rosto se escondeu entre os joelhos, o que se iniciou como um soluço terminou em forma de um choro nada discreto e perigoso. Estava o atraindo com seu choro, a sua posição era declarada e já conseguia sentir a forma como a respiração dele se aproximava, o som dos passos na madeira rangendo.
A batida forte na direção da janela chamou sua atenção, as cortinas voavam conforme o vento naquela noite ficava mais forte e frio, o que era incomum. Jurava que deixou tudo trancafiado, mas tinha medo demais para fazer isso agora, se chegasse perto demais da passagem certamente seria empurrado dali e encontraria seu fim trágico na calçada.
Já conseguia imaginar o sangue escuro manchando a neve na calçada de vermelho...
Grunhiu alto ao sair da cama aos tropeços, indo parar no chão quando algo se prendeu em seu calcanhar, o toque que inicialmente dava a sensação de tecido se transformando a sensação de mãos humanas tentando arrastá-lo de novo para a cama.
- ME LARGUE! PORRA, ME LARGUE, SEU... FILHO DA...
Voltou a sacudir as pernas da forma mais intensa que podia com as lágrimas enchendo seus olhos e o riso de quem o assistia sofrer ecoando em sua cabeça. Quase conseguia ouvir a voz dizendo com aquele mesmo tom de sempre que não tinha que ter medo, que seria tudo como naquela vez na praia.
Óbvio que isso só aumentava o pânico do rapaz.
Por algum milagre conseguiu ver-se livre e correu na direção da saída, notando que seus dedos já estavam formigando quando não conseguia se recordar da sensação de agarrar a maçaneta com a sua mão. A porta fechou atrás de si em uma pancada, a escuridão ainda bloqueava seus olhos banhados pelas lágrimas salgadas, as mesmas que agora escorriam pelo rosto apavorado e desenhavam caminhos até seu queixo e mandíbula.
Ele estava se aproximando, conseguia ouvir os passos logo atrás de si, aquela mesma voz adulta. Era a mesma maldita voz de anos atrás, não havia mudado nada, continuava sendo o mesmo bastardo infeliz de sempre.
Suas pernas estavam começando a fraquejar mais uma vez de tanto que tremia, e a cabeça também não aparentava querer dar-lhe trégua, a dor começava a se tornar mais intensa a cada passo que dava. Talvez fosse um castigo por querer fugir, quanto mais se distanciava pior tudo se tornava. Mesmo com frio o coreano tinha o desejo de rasgar todas as roupas até chegar ao próprio peito e estraçalhar toda a área para que mais ar pudesse chegar aos seus pulmões. Não conseguia respirar.
Correu em direção à pequena ilha que havia na cozinha, suas mãos tateavam a área cegamente até que sentiu o cabo de madeira em suas mãos e o agarrou com todas as forças que tinha. Suas costas agora estavam contra o granito e a parte afiada apontava na direção de seu inimigo, mas não era nem um pouco intimidador. Pelo contrário, o homem riu. Ele riu por ver Jinha naquela situação patética da qual não poderia escapar. Seu corpo esquentava como nunca e já não conseguia gritar por socorro, sua garganta estava se fechando, levando com ela a potência de suas cordas vocais. Estava perdido.
A figura bem diante de seus olhos não era clara, jamais fora, não passava de um vulto em meio à escuridão que se transformava em dois, depois três... As tonturas pioravam, e não podia fazer nada quanto a isso. Se render, talvez, mas essa ainda não era uma opção.
Num último esforço o jovem partiu para cima da figura e tentou lhe acertar com a faca, um grito menos potente fazendo vez na hora da adrenalina e seu peito quase enlouquecendo. Já não sentia a faca em sua mão, não sentia nada além de medo, e estava mais uma vez no chão. Ele escapou de seu golpe, como já era de se esperar.
“Sua persistência ainda me encanta, pequeno.”
Merda, merda, MERDA! Como ele conseguiu escapar? Não foi capaz de fazer nem sequer um arranhão nele? Bem, não tinha certeza, uma vez que quando tentou recuperar a faca acabou agarrando a parte da lâmina por engano, sentindo nesta algum tipo de líquido. Sangue. Ao menos não perderia essa sem deixar marcas.
Já não conseguia se colocar em pé, limitando-se a engatinhar na direção da sacada por ser o único lugar onde poderia ir. Seu corpo ficou encontrado contra a porta de vidro e por ela podia enxergar o homem a se aproximar lentamente, quase como se estivesse o provocando, resultando num garoto em prantos abraçado a uma faca sangrenta.
Aquele era seu fim, os sons ao seu redor eram confusos e altos demais para diferenciar o que era real do que não era, mas tinha certeza de uma coisa: alguém chamava seu nome, e talvez a única forma de escapar fosse pulando da sacada.
- Deus... – Encostou a testa contra o vidro, mais lágrimas caindo sobre o colo antes que fechasse os olhos pelo o que parecia a última vez. – Me ajude...
pr-billy:
Aleluia?
{ flashback 06/12 }
Uma risada lhe escapou com a energia do mais velho diante do assunto tão simples. — Ah, sim, sim… você está certo. — balançou a cabeça positivamente. — Mas como normalmente sou mais alto que muita gente, eu acabo imaginando a altura dos outros em referência a diferença de altura comigo: considero uma pessoa alta se a nossa diferença é pequena e baixa se a diferença pe grande. Pensei que nossa diferença fosse ser maior. — tentou explicar com um riso divertido nos lábios. Era engraçado as impressões que são possíveis de tirar apenas vendo fotografias ou rápidos vídeos, melhor ainda quando nada disso corresponde à realidade. Billy nem sequer se preocupava com fome, mas foi só tocar no assunto que seu estômago já começou a se queixar; depois da pergunta sobre o que poderiam comer, o moreno fez o mesmo que seu hyung e olhou ao redor em busca de alguma ideia. — Tteokbokki? — seus olhos brilharam, pois adorava aquele lanche. — Agora serei obrigado a comer isso, porque meu corpo ficou sedento. Vamos, acho que tem alguma barraca aqui por perto que venda! — disse indicando para que Jinha o seguisse, passando a caminhar ao lado do amigo. — Agora que estou te vendo pessoalmente, percebi que não conheço muito sobre sua vida pessoal e nem você a minha. Seria muito esquisito perguntar sobre isso? — riu baixo.
- Entendo, e até que essa explicação faz sentido, porque eu não sou baixo! Respondeu antes de dar uma breve risadinha, todo aquele assunto de altura era um tanto peculiar, mais pelo fato de como chegou a ser um tópico do que por outra razão. Ficou bastante animado quando notou que o companheiro concordou com a sua sugestão, especialmente por estar com vontade de comer aquele lanche em específico há algumas horas, mas controlou a vontade justamente para fazer isso na companhia do amigo se a oportunidade surgisse – e felizmente ela o fez, para a alegria do coreano! Começaram então a caminhar lado a lado rumo ao destino onde poderiam finalmente saciar a fome que sentiam, suas mãos escondidas nos bolsos do casaco onde poderiam ficar bem aquecidas e os olhos atentos no caminho, mas que logo se voltaram na direção de Billy quando este tornou a se pronunciar. Jinha sorriu levemente por um instante, voltando a encarar o caminho em seguida. - Na verdade não seria nada estranho. Acho que é porque já sinto como se te conhecesse, de certa forma, então saber mais seria simplesmente natural. Respondeu de forma simples, as suas mãos se encolhendo dentro dos bolsos na tentativa de afastar o frio que ainda insistia em fazer vez. - Tem algo em específico que queira perguntar? Ou prefere que eu comece? Voltou o olhar para o mais alto, aguardando pela sua resposta.
Need Some Help...?
“ohh, você é dj aqui? deve ser por isso que achei que te conhecia de algum lugar… acabou que conhecia daqui mesmo. deve ser meio cansativo trabalhar com isso.” falou enquanto olhava na direção para a qual jinha apontava, e a verdade era que não fazia a mínima ideia de como é que se mexia naquele monte de aparelho ali. na cabeça de noah, pelo menos, parecia meio complicado. um suspiro baixinho escapou de sua boca porque, bem, imaginou que em breve teria que ficar sozinho de novo, já que o garoto estava apenas no meio do seu intervalo – mas, aparentemente, ele ficou um tanto quanto preocupado com a situação do australiano, que balançou a cabeça enquanto um pequeno sorriso surgia em seu rosto. “tudo bem, tudo bem… sem mais bebidas por hoje.” enfatizou bem aquela última palavra porque, convenhamos, era difícil para noah ficar longe do álcool… mais do que gostava de admitir. “eu fico onde você achar melhor, mas… não sei se sobrevivo lá na pista não. é mais fácil eu cair.” confessou, dando uma fraca risada. “tem problema se eu ficar nos bastidores?”
- Admito que às vezes é um pouco, mas não desgosto daqui. O coreano respondeu com um sorriso nos lábios, endireitando a postura por um instante. Notou como o outro suspirou, se questionando sobre o que estaria passando em sua cabeça naquele momento. Talvez ele simplesmente não quisesse passar a noite com um desconhecido? O que Jinha conseguia compreender, se fosse para ser sincero. Não era todo mundo que curtia uma coisa dessas. A forma como a palavra “hoje” foi frisada fez com que cerrasse os olhos, quase como um adulto que tentava olhar feio para uma criança como forma de dar uma bronca silenciosa, por mais que a diferença de idade entre eles dificilmente fosse grande. Sua cabeça se moveu negativamente bem devagar, completando o gesto com palavras já que talvez este não fosse percebido facilmente pelo colega, especialmente nas condições em que ele se encontrava. - Não, acho que não seria problema. Qualquer coisa eu digo que você está comigo. – Pôs-se em pé, o olhar ainda concentrado em Noah. – Consegue levantar?
Who Wants Some Pizza?
pr-kyung:
pr-jinha:
08Dezembro18 — Inicio de noite ; Jinha’s House
Kyungsoon estava sentada no chão, brincando com seus cachorros, quando o telefone vibrou. Não ficou surpresa com o nome na notificação, havia implicado com o rapaz e imaginou que era apenas mais uma resposta. Sua expressão ficou confusa ao perceber que estava enganada. E riu ao se dar conta que aquilo provavelmente era graças a conversa sobre comida mais cedo, provavelmente uma tentativa em agrada-lá após todo o seu drama.
Por um instante pensou em recusar o convite. Por mais que estivesse no apelidará de “férias indeterminadas” , ainda assim, mantinha uma dieta rigorosa, afinal, quando voltasse ao trabalho algumas coisas não poderiam ter mudado. Mas logo o pensamento foi jogado de lado, uma pizza só não a mataria e além do que, não seria ruim ter companhia.
“ Eu nunca recuso ofertas para comer. Pode mandar.”
Assim que mandou a mensagem, a morena largou o celular e se dirigiu ao banheiro para começar a se arrumar. E assim que ficou pronta e o rapaz enviou sua localização, partiu em direção ao mesmo. Não demorou a chegar, preferindo avisar por mensagem que já estava na porta.
Com a resposta positiva por parte da garota seu endereço foi enviado em instantes, agora restava apenas aguardar até que a mais velha chegasse. Claro, isso e também dar uma ajeitada em sua casa antes de receber visitar, arrumar as almofadas na sala e lavar a louça acumulada não lhe traria muitos danos, por mais que odiasse fazer tais tarefas no frio. A pizza foi pedida antes que começasse a arrumar o local, o apartamento estava longe de ser grande, mas também não poderia ser definido como pequeno, se limitava a três cômodos e uma varanda onde podia ter a visão da rua ali fora. A sala de estar era uma espécie de conceito aberto que dividia o espaço com a cozinha e a área para refeições, restando apenas o banheiro e seu quarto como as duas outras áreas na residência. Era aconchegante, não negaria que dificilmente abandonaria seu lar caso lhe fosse dada a opção. No momento em que recebeu a mensagem informando a chegada de sua companhia o loiro estava com as mãos em luvas de borracha ensopadas em água e sabão, largando-as sobre a pia sem sequer responder, a notificação já foi o suficiente para que seguisse até a porta. Antes de abrir espiou pelo olho mágico para ter certeza que era a mais velha ali, destrancando e dando passagem para que ela entrasse em seguida. - Oi, noona. Entre, pode ficar a vontade. Esperou que Kyungsoon passasse para a porta ser fechada mais uma vez, a acompanhando pelo pequeno espaço que mal podia ser classificado como um corredor e dando na sala de estar barra jantar barra cozinha. - Pode ficar a vontade, a pizza vai chegar logo. Gosta de alho e calabresa ou prefere frango com catupiri? Sorriu na direção da garota antes de voltar até a área da cozinha, assim que terminasse de ajeitar as louças poderia ficar a vontade. Podia ser teimoso para começar, mas uma vez que iniciava as tarefas fazia questão de chegar até o fim com maestria até nas mais simples delas.
pr-jongin:
jinha·.
Jongin ainda sentia-se deveras enérgico: sempre fora uma bolinha hiperativa, mas trabalhar na boate definitivamente havia o tornado um pouco pior. Suas dificuldades para cair no sono apenas cresceram após aceitar o emprego na Lights Night e, apesar das olheiras insistentes, o garoto não se incomodava (ao menos, não muito — após alguns dias sem pregar o olho por mais de meia hora, estava fadado a ficar deveras mau humorado). Naquela madrugada, porém, Jongin era todo sorrisos, especialmente por tratar-se de Jinha. Não havia como falar torto com aquele pequeno anjo e, apenas ao perceber que ele retribuía ao abraço (algo até raro de conseguir dele), seu sorriso apenas cresceu.— Você é tão confortável.— suspirou, quase dramático, acomodando-se contra o peitoral do maior, apreciando o perfume adocicado de outrem. Talvez estivesse um pouquinho mais cansado do que imaginava, seus joelhos fraquejando minimamente após alguns minutos daquele abraço gostoso até demais. Não só isso, mas a presença de Jinha era o suficiente para aquecê-lo, o que apenas tornava tal proximidade ainda mais agradável.— Sabe que não precisa me chamar de hyung.— apontou, em um tom quase de brincadeira, um riso soprado lhe escapando ao perceber que o mais novo estava gostando tanto daquele abraço quanto o próprio Jongin.— Você não estaria atrapalhando… Não gosto de ver ninguém voltando sozinho, ainda mais tão tarde.— apesar de seu tom dócil, era possível notar o quanto Jongin resistia à ideia. Não incomodava-se quando ele mesmo era quem voltava sozinho, mas, tratando-se de seus amigos, não conseguia evitar a preocupação que o consumia.
Um sorriso sem graça se mostrou nos lábios do loiro com o comentário sobre ser confortável, era o tipo de coisa que não se ouvia com frequência, em parte por não dar oportunidade para tal. Era até um tanto conflitante ter uma personalidade tão receptiva sendo bloqueada por receios do passado, mas o que poderia fazer, certo?
- Isso quer dizer que sou macio? — Respondeu em um tom de brincadeira, pressionando o mais velho contra seu corpo por alguns segundos e até fechando os olhos no processo.
Não sabia se o coração perdendo o compasso era por estar feliz ou se era algum resquício de crise no peito, mas preferiu acreditar na primeira opção.
Riu baixinho por um instante, mal se dava conta quando chamava o mais velho de "hyung", normalmente era algo que escapava por acidente, um mero costume de tempos passados. Já não se encontravam mais em fase de formalidades.
- Desculpe, Nini. Sabe que escapa sem querer!
A resposta veio até num tom meio manhoso, típico do loiro quando queria amolecer alguém, fora um costume que adquiriu desde pequeno para evitar broncas. Chegou até a fazer um biquinho!
E quanto a ir embora acompanhado... Oras, quem estava enganando? Sabia que Jongin não daria o braço a torcer, então não adiantaria em nada ficar negando e negando. Preferiu evitar a fadiga.
- Certo, então vamos juntos. Vai ser bom ter alguém de confiança por perto.
Sorriu ao fim, afastando-se apenas o suficiente para olhar o companheiro nos olhos e sorrir.
Need Some Help...?
“poxa vida, mas que pena. eu não me importaria se você estivesse tentando me embebedar mais um pouco, de verdade. vai ver hoje não é meu dia de sorte.” o negócio era que noah era muito cara de pau quando bebia e, bom, nesses momentos ele saía cantando todo cara que achasse bonito e lhe desse corda pra falar mesmo que fosse algo bobo. uma risada baixinha escapou da sua boca, e aí deixou o copo sobre o balcão. ainda com o rosto apoiado em uma das mãos, resolveu falar alguma coisa que realmente prestasse – principalmente agora que sabia como o outro garoto se chamava. “anyways, obrigado pela água, jinha. acho que se não fosse por você eu estaria por um fio de cair dessa cadeira. na real que ainda tô, eu acho…” respondeu meio pensativo, como se não estivesse óbvio de que, sim, podia cair de cara no chão a qualquer hora. “eu até podia olhar a hora no meu celular, mas é mais fácil que eu deixe ele cair no chão do que conseguir ler qualquer coisa, sinceramente.” voltou a olhar pra cima, debatendo mentalmente sobre qual deveria ser a resposta pra aquela pergunta. “hmm… não sei. depende.” o barulho na boate continuava consideravelmente alto, mas mesmo assim o australiano não falava muito alto, então esperava que jinha entendesse o que tava dizendo. “você vai ficar me fazendo companhia? se sim, eu paro de beber por hoje. o que me diz?” terminou a frase da mesma forma que o outro, rindo baixo por conta disso.
O coreano teve um pouco de dificuldade para entender por que precisaria embebedar mais o outro, até porque ele parecia estar fazendo um ótimo trabalho por conta própria. Em que planeta beber até cair era sinônimo de sorte? Bem, talvez fosse de onde Noah tivesse vindo, mas Jinha custou a entender este tipo de posicionamento. Um novo sorriso tomou conta de seus lábios enquanto ouvia as palavras do rapaz, surgindo de forma tímida pelo canto dos lábios ao passo em que as sobrancelhas se arqueavam levemente. Ele parecia alguém interessante, se questionava o quanto daquela personalidade restava ao se encontrar sóbrio – dizem que o alter ego é apenas a personalidade usual de forma mais amplificada. Seu olhar se tornou curioso de repente, seguido pela surpresa com a sugestão que veio em seguida. Não imaginava que fosse acabar a noite assim, servindo de babá para alguém aleatório no bar... E estava trabalhando, acima de tudo. Seria um tanto imprudente concordar com aquilo. Por outro lado, também seria imprudente deixar alguém naquelas condições sozinho... - Eu trabalho como DJ aqui, estou fazendo um intervalo. – Gesticulou na direção de onde veio anteriormente, onde ficava a mesa com as aparelhagens e passava a maior parte da noite. Pausou por um instante antes de dizer o que havia pensado se questionando se Noah estaria de acordo com a sugestão. Duvidava, mas não custaria nada tentar, não é mesmo? – Posso ficar de olho em você se ficar por perto, ou simplesmente te deixar nos bastidores até que eu termine pra descansar... Mas chega de bebidas por hoje. Tudo bem?
Need Some Help...?
“do que é que você tá falando, garoto? não tem ninguém fingindo aqui não. você sabe que um dia todo mundo morre, né? talvez não hoje, mas um dia. who knows. vai que eu tenho o azar de viver durante uns cem anos, velho, feio e cheio de rugas? deus me livre.” noah provavelmente não tava falando nada com nada – até porque ele mesmo nem prestava atenção no que saía da sua boca –, mas talvez isso seja o que você pode esperar de alguém bêbado e cansado. o outro rapaz sentou ao seu lado e, bom, continuava sem entender o que é que ele tava fazendo ali, muito menos quem ele era. podia jurar que o conhecia de algum lugar, talvez ali da boate mesmo, ou pode ser que tenham esbarrado na fila do mercado. o australiano riu da pergunta que lhe fora feita e aí balançou a cabeça enquanto olhava pro além, como se pensasse em uma resposta. até porque nem lembrava quanto que tinha bebido. “i dunno. eu cheguei aqui pouco tempo depois desse lugar abrir e me sentei. não costumo parar pra contar quantos copos coloco na minha boca. você tá tentando me embebedar mais ainda? porque eu juro, falta muito pouco pra eu acabar vomitando.” não sabia o que é que tinha naquele copo, mas pegou mesmo assim. não tinha cheiro de nada, pelo menos, daí quando tomou um pouquinho percebeu que era água, então não tinha problema beber tudo, né? foi meio estranho, porque era a primeira vez que tava bebendo algo naquela noite que não rasgasse sua garganta. “aliás… quem é você? sabe, eu acho que não te conheço, mas eu falo muito quando bebo. até com gente que não conheço, que é o que eu tô fazendo agora. mas tudo bem, geralmente fico aqui falando sozinho porque meus amigos nunca querem vir comigo pra cá. você não perguntou, mas meu nome é noah e eu nem sei que horas são agora.”
Ver o rapaz tagarelando daquela forma chegava a ser até um tanto cômico vendo por um lado, fazia com que o coreano se lembrasse de si mesmo, por mais que ficasse tagarela em outras situações – quando estava nervoso ou preocupado, por exemplo. E, considerando o estado em que o desconhecido estava, não estranharia se também começasse a tagarelar em breve. Não era saudável quando alguém chegava àquele ponto da embriaguez, então queria ajudar da melhor forma possível para ver aquela pessoa bem. Acabou rindo baixinho quando ele fez o comentário sobre vomitar, movendo a cabeça negativamente. Jamais seria idiota para tentar embebedar alguém por qualquer motivo que fosse, e não é como se aquela pessoa em específico precisasse de ajuda para ficar ainda mais afetado pelo álcool. - É água, isso ajuda a cortar o efeito do álcool. Então mais uma vez o garoto – que revelou se chamar Noah – voltou a tagarelar, fazendo com que o loiro sorrisse na direção dele. Será que realmente estava sendo útil? Bem, não tinha certeza... Só esperava que ele ficasse bem, e faria o possível para tal. - Me chamo Jinha, e admito que também não sei que horas são. Acho que é bom parar de beber por hoje, o que me diz?
pr-billy:
Aleluia?
{ flashback 06/12 }
Às vezes por seu enorme costumo de trocar abraços com os poucos amigos que tinha, esquecia que nem todos pareciam se sentir confortáveis com aquele ato por seus motivos pessoais e Jinha deveria ser um desses; Billy depois de ter seu abraço retribuído desajeitadamente com certo distanciamento, sentiu-se constrangido por ter o feito, mas, felizmente, nenhuma reação negativa foi avistada ao se afastar do amigo. — Depende do ponto de vista? — franziu o cenho divertidamente. — Assim, eu sou alto para caramba, como pode ver, mas imaginei que nossa diferença de idade fosse maior… sei lá. — tentou explicar, logo maneando a cabeça negativamente em resposta da preocupação dele. — Ah, cheguei faz uns quinze minutos, mas porque sai cedo mesmo. Nem se preocupe. — ofereceu um sorriso ao Jinha a fim de tranquilizá-lo, ainda era insano estar ao lado dele. Carne e osso. — Você está com fome?
Jinha acenou com a cabeça de forma um tanto enérgica, parecendo mais uma criança animada naquele instante. - Sim! Digo, se for pra uma pessoa que tem um e cinquenta de altura, eu vou ser bem alto, não? Sabia que estava falando bobeiras no momento, mesmo que não deixassem de ser verdade, e por isso riu de si mesmo. Fazia parte do seu jeitinho ser assim, meio bobo, gostava de fizer que era um de seus charmes. Retribuiu o sorriso que recebeu após a resposta, por mais que achasse que quinze minutos ainda fosse um tempo considerável, talvez devesse ter apressado o passo ao sair de casa. Normalmente conseguia ser bastante pontual, estava começando a achar que o pequeno atraso que teve nessa ocasião fazia parte do destino querendo atrasar os encontros entre os amigos mais uma vez. Todavia, levou a melhor dessa vez – toma essa, universo! - Estou! Parece que não como tem mil anos. O que quer comer? Respondeu animado, olhando ao redor como se buscasse alguma ideia nos arredores, voltando a atenção ao mais velho depois disso. - Tteokbokki talvez seja uma boa opção, hm...