Tem gente que chega e bagunça tudo, mas de um jeito bom. É uma bagunça arrumada, não incomoda. Foi assim que eu me senti com a chegada dela. Meu coração parecia uma festa de São João. Nos romances mais clichê a chegada de alguém que a gente ama muito é descrita como um dia ensolarado, e mesmo sendo noite, foi assim que eu senti. A primeiea vez que a vi eu chorei, de felicidade claro, mas também de dor, por me encontrar em um lugar que eu nunca imaginei, com o sentimento de que eu era totalmente inútil. Medo, saudade, uma vontade de abraçar aquela menina... a mais linda dali e ninguém pode dizer o contrário.
Me despedir dela foi como um grande apagão. Um dia cinza, feio. Sinto até hoje o peso dela nos meus braços. Lembro da boca, das mãos, do peito ainda quente. Um anjo. Assim como a sua chegada, a partida causou uma bagunça, despertando agora sentimentos que eu nunca pensei que pudesse ter. Nem quando era pequena eu me recordo de ter questionado tanto.
Jamais pensei que fosse capaz de sentir amor tão grande. Eu falei pra ela, no dia que me despedi, que eu a amava mais que tudo. E quando é amor, a gente sabe que tempo nenhum leva embora esse sentimento. Parece uma árvore, com a mais longa e firme raiz.
Pois bem, em mim mora um amor gigante. E todos os dias eu levanto pensando em ser alguém melhor. No futuro, quando a gente se reencontrar, vou contar tudo o que mudou e como a passagem dela pela minha vida foi necessária. Uma bagunça nunca foi tão bem vinda.
Não escrevo para que ela leia, pois sei que um dia eu vou ter a chance de dizer tudo pessoalmente. Mas enquanto esse dia não chega, a gente desabafa como pode.
Te vejo em breve, te amo pra sempre.












