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@privatehope
Me encontre por aí, ou melhor, me encontrei bem aqui.
Confesso que de tanto pensar em salvar os outros acabei ficando por aí entre um devaneio e outro.
Olhe bem pra mim, será que alguém consegue ver se realmente ainda estou aqui?
Meus pulmões inflam enquanto meus olhos congelam qualquer expressão de dor ou afeto, por fora eu sou puro concreto. Como será que me mantenho assim?
Respirando sinto o gosto amargo das lágrimas que insistem em ficar presas em mim se misturando com todos os sentimentos que insisto em reprimir para que nem eu mesma possa me encontrar em mim. Pra que diabos eu insisto em ficar assim?
Oi, cê tá olhando bem pra mim?
Sozinha, respirando, tentando entender por onde foi que deixei tantos pedaços de mim, me pergunto se ainda há alguém no mundo que possa me reconhecer assim ou será que eu simplesmente deixei de existir no momento em que esqueci como é amar a mim?
Perguntas, perguntas e mais perguntas de uma mulher que se perdeu de si e se descobriu menina em busca de qualquer coisa que possa apropriar pra si. Perguntas de uma mulher que se quer, mas não sabe mais como permitir sem se ferir. Perguntas de um alguém que sempre se sentiu só sem nunca realmente estar, alguém que agora enfim despiu tudo de si e não sabe mais como se encontrar.
Será que o problema é decidir impor qual o lugar que me sinto a vontade em ocupar ou seria simplesmente o fato de uma mulher que se descobriu menina existir?
Angustiada, sigo refletindo em busca de que alguém possa me reencontrar e me apontar pra mim.
Querido, eu te odeio.
Te odeio em detalhes e sinto que deveria te contar.
Eu odeio como seus lábios faíscam ao se conectarem com os meus, mesmo após tanto tempo.
Odeio como seu sorriso espreme seus olhos e faz com que, o que deveria ser uma maçã se forme.
Odeio como seus olhos parecem se iluminar ao encontrar os meus - parecem porque pode ser que essa parte eu esteja a inventar.
Odeio como nossos corpos se conectam como um quebra cabeça milenar que parece que foi ensaiado para sempre se encaixar.
Odeio como e o quanto suas palavras mexem comigo sem saber ao certo até que ponto posso confiar nelas.
Odeio cada gesto de gentileza que me amarra mais a você como um nó sem hora para se desfazer.
Querido, existe tanto que eu odeio em você. As vezes eu queria poder te dizer: a verdade é que preciso me esforçar para não gostar de você.
Dos seus olhos, do seu sorriso, da sua fala mansa, da calmaria, da eletricidade que me percorre - ainda que de uma maneira mais natural quando estou ao seu lado. . .
Eu te odeio porque é difícil não me entregar a você, por isso insisto em dizer: por favor, diga que só quer me comer.
Se eu pudesse voltar no tempo,
eu te diria para nunca deixar de acreditar no amor. Ele realmente existe, você só... Teve medo de aceitá-lo?
Não sei responder, mas posso te dizer que você foi afortunada na roleta russa do amor. Você foi selecionada duas vezes - até onde foi informada. Mas muita calma, eu já chego lá.
Essa vida tem muitos caminhos e muitas alternativas para se viver e aprender; gostaria de dizer que você viveu todas as possibilidades em uma infinita intensidade. Aliás, todas não, mas aquelas cujo julgou seguro se arriscar - spoiler: você não se sente digna de ser amada, mas isso nem no auge dos meus 27 anos e bacharelada em psicologia eu consigo te explicar com exatidão o porquê (traumas, traumas e mais traumas, enfim).
Pelo caminho houveram serenatas, poemas publicados em livros, músicas escritas te tendo como inspiração, desenhos e muito Do It Yourself - além de muitas, muitas, muitas declarações. Pelo caminho houveram muitas falhas e muitos encontros, em alguns o choque foi tão grande que a intensidade do amor te fez recuar, em todas elas na verdade (e quando não era você quem recuava, era a pessoa na qual você sentia que seria possível um amor real fomentar. Não era pra ser, né?).
Você vai fugir de relacionamentos a sua vida inteira ou eles fugirão de você (mesmo estando morando com alguém), mas sempre haverão pessoas interessadas em trilhar uma vida de partilha ao teu lado, sempre.
Neste momento eu me encontro susspirando, se fosse um vídeo você poderia ver. A vida é muito doida e nós seguimos tendo as pessoas como aeroportos e não como um lugar seguro, continuamos acreditando que as pessoas foram feitas para chegarem e partirem - não sei dizer se esta tudo bem com isso, mas te asseguro que continuamos crendo nisso.
Lendo e relendo o que escrevo para mim mesma me perdi em devaneios de onde gostaria de chegar, só... Não esquece que o amor existe, tá? Todas as escolhas te levaram a um caminho - não que ele seja o caminho de paz e conforto que você nunca sonhou (e, ironicamente, almeja tanto na vida adulta), mas te trouxeram ao amor mais puro que pode existir: o amor de mãe.
Hoje você tem um filho, lindo, de verdade, ele é incrível mesmo e te salva nos piores dias só por existir. O amor pode ser confuso e não faz com que as pessoas fiquem juntas "para todo o sempre", mas nos marca de uma maneira inexplicável. Sobre as duas vezes em que você encontrará o amor: nenhuma delas terá um final feliz como casal para vocês, mas a vida de vocês ficará entrelaçada até o fim de alguma maneira.
Hoje uma garotinha de um ano, ou seria dois?, recebeu seu nome. Em homenagem ao amor que alguém sentiu por ti, ao que você representou para ele, ao que ensinaram um para o outro e para lembrá-lo, sempre, sobre a forma mais genuína de se amar alguém. Vocês se reencontrarão virtualmente após muitos anos e você ficará surpresa com a notícia, embora também fique feliz. Você sempre disse que ele foi o amor da sua vida - e passou a desacreditar no amor quando vocês terminaram. Pouco tempo depois você conheceu outra pessoa, na realidade você já o conhecia enquanto namorava o anterior, mas... Como as coisas acontecerão, você descobrirá. Acontece que hoje, mais de dez anos depois, ela se mantém a disposição para te acolher e te amparar, nunca te virou as costas e sempre te faz lembrar como as coisas são mais fluídas quando alguém realmente quer estar contigo independente de todas as divergências. Essa é uma história engraçada e triste, hoje, se ele não fosse ela, vocês poderiam ter construído a família de vocês. Mas as coisas são como tem de ser. Os outros quase amores, você não se esqueceu, mas eles não te amaram, você os amou sozinha e mal sabe explicar o porquê embora pense neles com carinho, sempre.
Dizem que quem vive de passado é museu e eu ouso dizer que nós nos tornaremos um museu de amores que poderiam ter acontecido, mas nunca aconteceram.
Eu ainda quero conhecer o amor que dá certo, que constrói, reconstrói, batalha, luta, conhece cada pedaço e ainda assim fica. O amor que zela, cuida, propõe afeto e te deseja com todas as oscilações dos dias. Eu ainda sou uma sonhadora mesmo que mentindo todos os dias que não acredito mais no amor.
Você verá, você também jamais deixará de acreditar. Por mais que doa.
eu só queria gritar e tirar todo esse sentimento de dentro de mim.
PERMANENTE, adjetivo de dois gêneros
1. que permanece no tempo; duradouro, estável.
2. constante, frequente, continuado.
Sua memória permanece viva em mim, mesmo sem intenção ou percepção, te revivo por aí. Nós fomos infinitos enquanto estávamos ali, mas acontece que mesmo depois, você permaneceu em mim.
Com o tempo afastei você do meu consciente embora você se fizesse sempre presente ali, te guardei em uma caixinha porque nós não devíamos mais prosseguir.
O tempo passou, tanta coisa paralela nos aconteceu e olha só, você continua aqui.
Jurei ter esquecido seu cheiro, seu toque, a energia que me percorre quando seus olhos encontravam os meus ou até mesmo a sensação gostosa que sintia ao ouvir você falar nesse tom de voz que só você tem. Jurei. Bloqueei na minha memória o quanto nos encaixávamos, o quanto um simples e íntimo beijo se tornava poderoso se vindo dos seus lábios. Acreditei ter te deixado no passado onde jurei que seria o seu lugar.
Eu falhei.
Vez ou outra algo que prefiro dizer ser desejo me percorre, mas eu sei que isso não é sobre desejo. Nós fomos intensos, infinitos e inteiros no momento das nossas trocas. Você sempre tão reservado não me permitiu adentrar seu mundo, eu... Sempre tão cautelosa, não te permiti conhecer os meus monstros. Hoje me pergunto se íamos querer um ao outro caso nos conhecessemos no íntimo na mesma proporção em que me pergunto: por que não estamos juntos? Eu realmente quis escrever a minha história com você.
O toque da sua pele eletriza minha alma, o cheiro que só você tem entorpece minhas narinas e me traz uma sensação de êxtase e paz - não, você nunca soube ou saberá disso. Não é a toa que quando tudo tá colapsando eu penso repetidas vezes em te encontrar só pra poder voltar pro lugar de paz que conheci ao te cheirar... Nossos lábios conversam sem conversar, dançam em um ritmo tão próprio que não há tempo de pensar, apenas sentir e me deixar levar. Seus lábios me dominam, o melhor beijo que experimentei na minha vida. Que química maluca.
É engraçado, homens respeitadores sempre perderam muitas oportunidades comigo, mas quando você é respeitoso comigo... Isso me acende ainda mais.
Os seus olhos continuam os mesmos, seu cheiro, seu toque... Você permaneceu em mim de um jeito diferente do qual eu gostaria, mas independente você fez um bom trabalho. Uma palavrinha tão besta dita em meio a uma conversa alheia, marcante ao ponte de te definir pra mim. Provavelmente eu nunca te esqueça assim como você nunca saía da minha cabeça e no fundo eu gosto que as coisas sejam assim.
Eu sei, você também se lembra
houve uma época em que nós realmente éramos felizes um com o outro,
ao menos, era assim que nos sentíamos...
Uma época em que você sorria ao me ver,
uma época em que nossos lábios se encontravam sem muito sacríficio,
uma época em que o sexo não era somente orgânico, era algo a mais... Algo que realmente parecia amor.
Houveram dias intermináveis de conexão, humores que se desencontravam e esse desencontro se tornava motivo de piada. Tesões que se esbarravam e se tornavam uma explosão.
Eu sei, você lembra também.
Nós éramos muito mais, nós éramos quase heróis.
Você me salvava todos os dias sem perceber e quando eu menos esperava, lá estava eu, erguendo a mão para você. Éramos um time quase inseparável, mas ainda assim separáveis.
Você tinha o seu mundo e eu tinha o meu, embora vivêssemos juntos nada se tornou realmente nosso, exceto o desencontro.
Os dias e as noites eram incríveis quando você me via ali, quando me permitia te observar também.
Tantas são as lembranças do seu olhar sob a luz rosada do abajur de unicórnio, do seu olhar cansado me admirando enquanto eu também te admirava.
Era gostoso demais, sabia? Aquela época pouco antes de tudo se perder, pouco antes de morarmos juntos. A época em que você despretenciosamente me contemplava via SMS ou via whatsapp, a época em que eu era alguém admirável para e por você. A época que nos precedeu antes de morarmos juntos.
Você lembra, eu sei.
Lembra tão bem que também percebe que algo se perdeu naquele exato momento em que decidimos partilhar o mesmo teto. A partir dali tudo foi gradualmente definhando...
23:O2, tô respirando, com choro contido e tesão. Olhando as redes sociais e respirando tentando conter meus pensamentos. É difícil, mas eu juro que só queria voltar no tempo, aproveitar um pouco mais enquanto podíamos e dar o basta onde nós dois percebemos que não tinha mais para onde ir.
Nós éramos bons, mas não somos mais assim.
Hoje toda essa história realmente dói em mim. Também dói em você, mas você insiste em seguir. Eu já não sei mais para onde ir, você vive insistindo em algo cujo estancou pela raíz, não existe mais amor. Nem aí, nem aqui. Não existe mais nada, além do que não se pode fugir.
Nós seguimos os dias como tantos outros casais por ai, emburrando o óbvio com o comodismo - nem mais com a barriga é - é só o comodismo de que não improta o quanto eu te diga que nãoq uero mais, você insiste em não aceitar o fim e eu insisto em acreditar que nós ainda podemos, quem sabe um dia, nos resgatar. Mesmo sabendo que nada vai mudar, estamos tentanto por tempo demais e tudo só segue o mesmo rumo: definhar.
O meu corpo responde a você ainda que a distância, minhas células se eletrizam apenas imaginando um reencontro com as suas. Minha respiração se altera, meus pensamentos fogem ao controle, nós devemos ter sido meu melhor erro-acerto.
Em silêncio, meus dedos percorrem meu corpo, imaginando nós dois de novo.
Meu lábios expressam o desejo reprimido, minha pele arrepiada também. Os mamilos marcam a roupa como quem sinaliza o estado de alerta e desejo, você está em meus pensamentos.
Suas visitas me são recorrentes, meu corpo não te esquece.
Tento te evitar, mas você continua em cada fantasia, em cada arrepio. Ignoro meus dedos que me exploram na esperança de assim, também, te ignorar. Nada feito. O gozo não vem, mas você também não vai embora.
Confronto e desejo, louca - totalmente louca - por um beijo. Uma risada suave e um flerte que só poderia ter acontecido entre nós.
Meu corpo segue manifestando desejo.
Carta aberta àquele que se tornou permanente:
Você nem lembra mais, não é mesmo?
PERMANENTE.
Uma palavra dita em um encontro vão, sem a menor das pretensões.
PERMANENTE.
Uma palavra escrita em uma agenda usada, dada de presente, em sua última página.
PERMANENTE.
É o seu estado em minha mente.
É difícil explicar, querer entender ou decifrar.
É difícil (nos) imaginar, mas algo em mim insiste em idealizar.
Eu queria te dizer: desculpa, você insiste em me assombrar.
Há dias tranquilos em que eu nem me lembro de nós, na verdade, de você. Nunca houve um “nós” para que eu possa me lembrar. Mas houve muito você. Eu andava pela cidade e te via em cada canto, cada detalhe, cada letra cifrada em meus fones, cada poesia havistada por meus olhos no céu.
Havia muito de você em mim. Muito do que eu idealizei, muito do que eu desejei.
Nós, infelizmente, não existiu.
Nós fomos uma desventura passageira que permaneceu em mim, em minhas células, órgãos, memórias e sentidos. Uma desventura daquelas muito boas que vale a pena ser vivida.
Sim, eu sei, você jamais lidaria com o caos que habita em mim. Jamais.
Você não me tornaria sua primeira opção ou me trataria como eu sinto que mereço ser tratada... Mas ainda assim, meu corpo insiste em se recordar de você, da química que percorria meu corpo sempre que pensava em você.
Tive que te cortar “daqui”. Evitar te apreciar para que eu não fuja da moralidade que habita em mim. Encontrar você em devaneios já é embaraçoso demais. Nós nos encontramos em meus sonhos, sabia?
Não, você não sabe. Provavelmente se quer pensa em mim.
A vida caminhou de maneira a parecer que estamos seguindo felizes, mas ainda que estejamos seguindo... Eu ainda lembro, com frequencia, de você.
PERMANENTE, foi assim que uma vez você nos descreveu e ironicamente foi você quem permaneceu.
Racionalmente sei que “nós” jamais aconteceríamos ou seríamos, mas nos contos de fadas nos idealizado: como será que teríamos sido? Será que nos alinharíamos?
Bobagem. Eu sei. Mas eu imagino e ainda sobre imaginar fico alimentando minha imaginação sonhando com a probabilidade de ter permanecido em você - embora seja evidente que não. E tudo bem.
A vida aconteceu, mas por mais estranho que pareça, em mim você permaneceu.
Assinado, aquela que não deveria, mas ainda deseja você.
ninguém vai entender o que é, de fato, ter ansiedade. ninguém vai entender o que é sentir náuseas, taquicardia, falta de ar, cansaço extremo e ter que agir como se nada estivesse acontecendo. ninguém vai entender o que é precisar faltar um compromisso por causa da ansiedade e, depois, ter que inventar uma justificativa para a ausência porque sabe que, se falar que foi por causa da ansiedade, as pessoas não levarão a sério. ninguém vai entender a insegurança patológica de um ansioso. ninguém vai entender as noites insones, a aversão por mudanças, os choros contidos, o medo avassalador, os pensamentos catastróficos. ninguém, exceto aqueles que sofrem com a doença. a verdade é que, nessa vida, todos querem ser compreendidos, mas ninguém quer compreender o próximo. assim, o ansioso segue travando batalhas homéricas silenciosamente, dia após dia, porque sabe que, se externalizar suas dores, será taxado de fresco.
perguntei pro teu eu guardado em mim por onde tens andado por quais outros lugares tu tens deixado memórias por quais outros lugares tu tens te deixado e quais outros lugares tem a ti cantado a mesma canção saudosa.
Você é a ferida que insiste em não fechar, a pessoa na qual meus pensamentos não conseguem se despedir.
Nós nos despedimos, como deveria ser, mas algo em mim tende a recair sempre encontrando você.
O tempo passou e eu ainda penso no que poderíamos ser embora seja claro que jamais seríamos nada - mas nós éramos o suficiente quando estávamos juntos (pelo menos, pra mim) e isso (ainda) me basta.
Nos dias ruins você é a recaída que eu quero ter, o frio no estômago e o desejo que só você me fez viver.
Engraçado, eu não significo nada para você, mas você insiste em significar para mim como um fantasma que nunca deixará de existir.
Normalmente é fácil te ignorar, esquecer que você ainda está aqui, mas nos dias ruins... Ah, nos dias ruins... Fica difícil te ignorar tão presente em mim. A saudade nostálgica do desejo que só você me fez sentir, do tesão que arrepiava tudo em mim (embora nunca transbordasse). Algo em você era profundamente encantador e tentador para mim. Era não, ainda é.
Eu ainda admiro seus lábios, seus olhos, suas expressões. Nos dias ruins procuro por pequenas brechas e me controlo para não recair embora tudo o que meu corpo queira é encontrar um espaço para flertar, sem compromisso, com você, por aí. Nada demais, só pra alimentar essa faísca que ainda não morreu (e, talvez, sentir alívio ao saber que você também possa se sentir assim).
As vezes é difícil perceber que o tempo passou, mas você segue tão vivo em mim.
Um dia, você foi tudo o que eu se quer havia ousado em sonhar. Um dia, você foi muito mais. Você era incrível, sabia? Me nocauteava a cada sorriso, brincadeira boba ou dancinha desconexa. Me preenchia somente por estar aqui, você era, realmente, divino.
Por muito tempo foi você quem eliciou o que há muito havia adormecido em mim: o meu melhor. Mas como toda boa e irônica história de amor, você foi o responsável, também, por eliciar o meu pior. Agora estou aqui, perdida pelos dias e em mim, tropeçando em sorrisos amarelos e dias incontáveis.
É dolorido, mas essa parte, ninguém te conta. Nunca. Dói olhar pra mim e não me ver aqui, dói olhar pra você e te ver constantemente assim: tão distante de mim.
Quanto tempo faz desde que nos deliciamos em uma gargalhada espontânea e maravilhada? Desde que nos olhamos nos olhos e nos apreciamos como casal, nos encantamos? Quanto tempo faz que as coisas não andam iguais? Já nem sei mais.
Suspiro. Isso dói.
Dói na carne, no músculo, na alma. Machuca aquilo que não se vê e não se toca enquanto espero que possa ser restaurado. A respiração profunda penetra o buraco em meu peito e se encaminha, diretamente, a ferida aberta que insiste em não cicatrizar.
Trabalho de formiguinha, eles disseram, mas essas formigas parecem não querer trabalhar. Os dias passam, as falsas expectativas nos atingem e nada acontece. Somente o tempo que insiste em passar sem nada modificar. Você continua aqui, fingindo gostar de mim e eu continuo aqui tentando não gostar tanto assim de você.
Será que algum dia isso deixa de doer? Esconder meus sentimentos e emoções em um baú parece não resolver e, mais uma vez te pergunto: será que nós vamos sobreviver?
Eu nunca substitui ninguém, cada pessoa que fez parte da minha vida ocupou um espaço diferente no meu coração.
Eu quis sorrir e dizer que estava tudo bem, mas não estava.
Involuntus. (via quoteografa)
A gente se perde por dentro corpo pede descanso, a mente clama por desligamento. Não queremos mais ficar, nem estar no ambiente, em nós.. Desejamos tanto virar fumaça, evaporar tem dias que também não queremos ficar
Nanda Marques.