Disciplina: Projetos De Aprendizagem (48-49) Docente: Lezilda Maria Teixeira Acadêmicos: Andressa De Jesus, Angélica Lemos, Eliza Pereira, Mateus Maciel, Nicole Salvador e Rocheli Pretto MEMORIAL
Na aula ocorrida no dia 12/06, a turma foi dividida, no encontro anterior, em diversos grupos para que fosse apresentado, em forma de seminário, a questão que entrelaça projetos com a educação, abordada sob diferentes esferas.
O primeiro grupo a apresentar, sob o título: “Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações”, abriu a discussão elencando pontos muito pertinentes ao contexto educacional vivido no país hoje. Uma “necessidade” de reconstruir, através de projetos, a forma de ensinar, isto é, utilizar-se de tecnologias numa perspectiva de aprendizagem que seja construcionista.
Essa pedagogia de projetos abordada pelo primeiro grupo, faz com que no próprio processo de aprender, os estudantes levantem dúvidas, criem relações que necessitem de novas buscas, novas pesquisas. As descobertas geram compreensões e reconstruções de conhecimento. E nesse contexto, o docente nada mais é que um mediador. Não há mais aqui a necessidade e, em alguns casos, a prepotência do professor como detentor do saber. O foco das aulas, não importando mais a didática utilizada, passa do professor ao aluno, ou, mais especificamente, às situações de aprendizagem criadas pelo mediador afim de que os alunos consigam estabelecer relações daquilo que está sendo trabalhado.
Portanto, fica muito claro aqui que, o papel que cabe ao docente, é que seus próprios projetos viabilizem a criação dos projetos de seus estudantes.
Na sequência, o segundo grupo, “Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras, as idéias”, aponta para uma nova didática para as salas de aula. Instigados pela célebre frase do grande cineasta baiano, Glauber Rocha: “"O cinema é uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”; o grupo ingressa nessa questão da tecnologia. Mais especificamente nesse desafio que é ensinar nos dias atuais num contexto repleto de mídias. Se pudéssemos construir uma questão sobre essa temática, ela seria mais ou menos assim: “Há espaço para a educação na sociedade telemidiática?” Porque este é o desafio, porque perante as formas de tecnologia muitas vezes impostas à sociedade, todos são iguais: meros telespectadores. E esse apelo da mídia, é o que dificulta, em certos casos, o processo da educação, pois as mídias se valem de uma linguagem que a educação não pode se valer. Algo coloquial demais, quase alegórico. Isso faz, muitas vezes, que as pessoas acessem o mundo das mídias, muito antes do mundo oferecido pela educação, porque é mais fácil deste modo.
Para a execução de projetos, o grupo apresentou a possibilidade de filmes, curtas e longas metragens. Pelo fato de ser possível se valer de tecnologias em prol da educação. Todavia, é crucial ter um certo cuidado para se utilizá-la de maneira benéfica.
Em relação ao terceiro grupo, que abordou o tópico “Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador. O Papel do computador no processo de ensino-aprendizagem”, trouxe que constantemente as tecnologias estão se inovando. Porém, a classe docente não às acompanha tão fidedignamente, assim ficando obsoleta em questão de inovação. Ressaltam que a educação e o meio tecnológico devem estar intrínsecos, pois ambos se complementam. E para que tal fusão ocorra, é necessário que os docentes estejam aptos para buscar e ter acesso às informações para que, a partir disso, estejam prontos para intervir no processo de aprendizagens de seus alunos, para que esteja preparado para transformar as informações em conhecimento a partir de uma grande gama de possibilidades, como atividades reflexivas, situações-problemas, etc.
O quarto grupo, “Revalorização do livro diante das novas mídias. Veículos e linguagens do mundo contemporâneo: a educação do leitor para as encruzilhadas da mídia”, traz a transformação que ocorreu na estrutura do aprender. Mesmo no passado, haviam algumas maneiras do conhecimento ser transmitido. Poderia ser através de pinturas clássicas, imagens populares, com a prática do ensino oral, etc. Porém, dentre todos os meios, o livro era o principal instrumento utilizado no âmbito escolar pela sistematicidade da comunicação científica e informações históricas contidas nele. Portanto, o livro nunca fora o único meio de transmitir o conhecimento. Mas até certo ponto da história, ele era o mais importante. Entretanto, houve um avanço tecnológico extremo no século XVIII, na Europa, que acabou sendo apenas um primeiro passo para um avanço gradual e desenfreado dos meios tecnológicos como um todo. Mais recentemente, nos séculos XX e XXI, com a difusão dos meios de comunicação de massa, isto é, do cinema à televisão, é impensável negar que nada mudou.
Nessa perspectiva, o grupo traz à reflexão um debate de sumo interesse cujo os alvos são as comunicações escrita e visual. Elencam que o problema/intenção dos professores não é jogar um meio de comunicação contra o outro, mas como melhorar os meios de comunicação - e os demais, passíveis de serem usados em sala de aula - em favor dos estudantes ao longo de seu processo formativo dentro de uma instituição de ensino.
O quinto grupo, “Prática e formação de professores na integração de mídias. Prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre projetos: articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias”, retorna um pouco mais no tempo e traz à mesa o que deveria ser a primeira questão da discussão: “O que vem a ser essa tal de tecnologia?” Pois na convivência simples de uma comunidade, no cotidiano vivenciado por alunos de uma periferia, qual será a tecnologia que os alcança? Certas pessoas mais simples se atentam a invasões de privacidade como exemplo de tecnologia. Algumas imaginam até algo referente a Matrix, filme revolucionário lançado no ano de 1999 sobre inteligência artificial. Certas pessoas pensam à tecnologia como se ela fosse alguma coisa imposta a nós, sem saberem ao certo que tecnologia vem de técnica. Ou seja, o próprio ser humano foi quem a inventou, primordialmente através da necessidade.
Dito isto, o grupo passa à questão educacional: a possibilidade de integração dessas tecnologias com projetos. E de fato, como já foi insinuado anteriormente, é possível. A utilização de tecnologias em sala de aula, se da maneira correta, é capaz até de impulsionar o estudante, de proporcionar certa abertura num contexto muitas vezes menos favorável. Tecnologias e conhecimento são passíveis de integrar-se e isso deve ser feito para, e principalmente, a transformação do cotidiano escolar e desenvolvimento do estudante como cidadão. Nesse ponto, o grupo afunila um pouco a discussão e aponta os porquês da mídia audiovisual fazer contribuições positivas à aprendizagem. Aqui é abordado que a televisão e o vídeo agem de maneira sensibilizadora sobre os alunos, mobilizando-os em torno da proposta da aula, da temática escolhida. Pois, como foi citado anteriormente, muitas pessoas adentram primeiro este mundo, o audiovisual, a televisão; para depois começarem a caminhar em direção a uma escola.
Em suma, podemos salientar, a partir de todas as apresentações vistas, que a educação e a tecnologia são “meios” que estão intimamente relacionados, um agindo juntamente ao outro e, principalmente no contexto escolar, em prol do outro.
A mediação/transmissão do conhecimento torna-se muito mais eficiente e dinâmica quando tais meios são trabalhados intrinsecamente. Todavia, é necessário que os docentes estejam preparados para introduzir e trabalhar com estes métodos tecnológicos no âmbito educacional, pois o professor que não ter competência o bastante para ingressar na escola usando as tecnologias ao seu favor, em favor da educação, do ensino, estará predestinado a ser um docente retrógrado. Por essa questão, é indispensável que a classe docente esteja sempre em constante aperfeiçoamento, sempre atualizada e preparada para ter domínio sobre os recursos tecnológicos e as demais temáticas que irá abordar. Também devemos levar em consideração outro fator bastante peculiar nos dias atuais, o fato de que a sociedade está cada vez mais relacionada de maneira inerente a estes meios da tecnologia.
Após analisarmos as apresentações feitas na aula e fazermos uma breve leitura do texto, concordamos que os viés tecnológicos devem sim andar lado a lado com a educação do país, quando possível, visto que esta é uma alternativa positiva para cada vez mais melhorar e qualificar o ensino nas escolas brasileiras.