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A garota entra calmamente no quarto e repara de primeira o cheiro agradável do lugar. O cheiro que era, na verdade, do garoto. O quarto não era o dele, mas o tempo que Fisher passou ali já fora o suficiente para seu cheiro grudar no local. Ela respira profundamente, tentando sentir ao máximo daquele perfume, mas não tanto a ponto do garoto perceber. Provavelmente ficaria se drogando com aquele perfume a noite inteira, se pudesse.
Ela se senta com calma na cama e assente com a cabeça, deixando as muletas perto do móvel. Observa o garoto fazer seus preparativos para dormir, e então recolhe suas pernas e deixa-as estendidas na cama, enquanto deita calmamente no travesseiro e se ajeita na cama.
Esperava dormir logo e poder acordar no outro dia com seus poderes psíquicos melhores, para conseguirem conversar.
Fisher se deitou na cama sem travesseiro, fazendo tipo um ninho com o cobertor onde só a sua cabeça ficava de fora. Respirou fundo e depois se deitou de verdade, virado de costas para a namorada. Ou ex, não tinha muita certeza.
Implorava mentalmente para que alguma coisa acontecesse de noite e ela o chamasse, porque aquilo estava o matando. Ia ter um torcicolo e uma hérnia, no mínimo. Fingindo dormir, pois sabia que não ia conseguir, o garoto tentava respirar de um jeito pesado, como se estivesse com o nariz entupido, para poder disfarçar os batimentos do coração altos o bastante para qualquer um ouvir.
A garota caminhava lentamente enquanto era acompanhada pelo garoto. Suas bochechas permaneciam rosadas o tempo inteiro e ela ainda tentava evitar contato visual com ele. Se oferecer para dormirem juntos talvez tenha sido uma má ideia, pois sabia que havia algo errado entre eles. Estavam afastados, mas Psyhea não queria dormir sozinha. Sabia que não iria conseguir dormir sozinha, após tanto tempo abandonada. Esperava que Fisher soubesse disso, ao invés de pensar que ela era alguma pervertida ou louca.
Ao ouvir aquela pergunta, Psyhea para de andar e seu rosto se cora completamente. Ela balança a cabeça de leve negativamente com um rosto um tanto assustado, tentando fazê-lo entender.
Se dormissem separados, seria estranho.
Mas se dormissem juntos, seria mais estranho ainda.
Aquela era provavelmente uma das mais difíceis escolhas a se tomar. Ela respirou fundo, se acalmou e voltou a fitá-lo, fazendo uma expressão com sua face que tinha como significado “por mim tanto faz”.
Fisher suspirou, ao receber a resposta por aquela pergunta. Preferiu dormir na cama de baixo, e caso algum problema ocorresse, Psyhea poderia o chamar.
Chegaram no quarto, e ele abriu a porta para que ela passasse. Estavam no hotel em que Fisher estava hospedado, numa cama de casal enorme e confortável. O semi-ruivo puxou um colchão que havia embaixo e pegou um cobertor no armário.
"Dorme na cama de cima, e se você precisar de alguma coisa me chama, pode ser?"
Ele sabia que a garota não ia conseguir dormir sozinha, ou pelo menos presumia. Ficar tanto tempo no escuro, e sendo Psyhea, o quase ruivo sabia que iria haver algum problema, mas achou melhor não comentar.
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Ou Fisher não entendera, ou então ele estava evitando a garota.
De todo modo, Psyhea balançou a cabeça negativamente, achando um pouco de graça da situação. Não gostaria de passar a noite sozinha, e apesar do que havia acontecido, Fisher também era seu amigo. Talvez seu amigo mais próximo, desde que Zero se fora.
A garota aponta para si mesma com seu dedo indicador, depois aponta para Fisher. Isso a faz ficar um pouco corada e a desviar seu olhar para o chão. Depois, junta suas duas mãos e leva-as perto de sua bochecha, deitando-se nelas, parecido com o gesto que as criancinhas fazem ao expressarem sono ou dormir. Queria fazê-lo entender que Psyhea gostaria que ambos dormissem juntos, no sentido de dormir no mesmo quarto. Mas era uma péssima mímica e sabia disso.
"Ah-ah, claro." O garoto entendeu a mensagem, abrindo a porta para que ela passasse. Depois que Psyhea saiu de seu quarto, ele esperou que a garota o seguisse para ir andando até seu quarto, no ritmo lento dela.
Dormirem juntos? ...Sem comentários. Não sabia se devia deitar na mesma cama que ela ou se deveria pegar um colchão, não tinha certeza. Provavelmente, iria perguntá-la mais tarde.
...
...
"Você v-vai querer dormir comigo ou quer que eu durma em outro colchão?"
A garota entra no seu quarto calmamente, sorrindo de leve para o garoto ao abrir a porta para ela.
O quarto estava revirado e empoeirado. As malas ainda estavam ali, mas sem serem desfeitas. Tinha um cheiro de mofo e guardado, que a fez espirrar - sem nenhum som - no mesmo segundo que entrara no quarto. Não parecia com seu quarto que anteriormente tinha muitas cores e energia. Ela com certeza não conseguiria passar a noite ali, muito menos arrumá-lo no momento.
Psyhea volta seus olhos para a porta, pouco antes do garoto fechá-la. Ela segura a porta com uma das mãos, usando a outra para se apoiar na muleta respectiva. A garota olha para o quarto e mexe a cabeça negativamente, fazendo em seguida um rosto de nojo ou algo parecido. Ela olha para o chão, envergonhada, prevendo que teria que passar a noite no quarto.. dele.
Depois de interpretar o sinal dela, Fisher viu que era realmente verdade. Estava tudo sujo, não daria para ela ficar ali. Respirou fundo, pensando em um jeito rápido para mudar aquilo.
"Você pode ficar no meu quarto. E-eu passo a noite aqui, então. Amanhã eu deixo tudo arrumado pra você..." O garoto sugeriu, com a nuca em carne viva de tanto se sentir queimada pela vergonha.
Percebia a culpa estampada na face do garoto e por isso tentou evitar manter contato com os olhos dele. Continuou caminhando, meio que olhando para o chão, em silêncio.
Pela primeira vez em muito tempo, se sentia como Red. Sabe, exatamente como Red. Primeiro, estava muda. Segundo, se sentia traída, assim como Red sentiu-se ao voltar para a escola. Parece que tudo havia voltado para ela e que ela havia s transformado num novo Red.
Gostaria de poder falar algo para quebrar o gelo, mas não podia. Simplesmente, não podia. Continuou a andar calmamente em um ritmo lento, observando a escola até onde sua visão alcançava. Ah, como sentira falta do lugar.. Não podia esperar para rever seus amigos.
Ele abriu a porta, para que Psyhea entrasse no quarto dela. Quando a garota entrou, ele ficou no vão entre a porta e o batente, com uma mão na maçaneta para fechar o móvel e ir para seu próprio quarto.
"Se você precisar de alguma coisa..." Sussurrou, olhando pro chão. "Vem falar comigo, tá?" Era mais uma súplica do que qualquer coisa. O coração castigava o peito, obrigando as lágrimas a saírem. Mas o garoto respirou fundo, se acalmando. Não iria chorar ali.
A garota sai pela porta do hospital um pouco vacilante, não se acostumando muito com as muletas. Conferiu para ver se o garoto estava vindo logo atrás dela e sorriu ao confirmar isso. Os dois estavam tão perto depois de tanto tempo, mas a distância entre os dois era óbvia. Haviam acontecido muitas coisas desde que ela se fora, coisas o bastante para os deixarem separados daquele jeito.
Ela assente com a cabeça, confirmando que ainda sabia do local. Como poderia se esquecer? Era seu cantinho da paz, aonde os dois passaram muito tempo juntos.
Psyhea para de andar por alguns segundos, esperando o garoto chegar próximo a ela. Quando este se aproxima, a menina faz algum esforço com os pés e apróxima seus lábios da.. bochecha dele. Psyhea dá-lhe um beijinho carinhoso, tentando agradecê-lo de alguma forma. Ela sorri, mas o sorriso não era lá tão feliz assim. Provavelmente ele saberia que a garota já sabe do que acontecera entre ele e Haruko.
Ela volta a andar e faz um sinal com a cabeça, dizendo-o para o garoto voltar a acompanhá-la.
Fisher começou a andar ao lado de Psyhea, no ritmo lento que a garota andava devido ao osso quebrado, e ao sentir aquele beijo macio ao qual sempre esteve acostumado, todos os tons de vermelho conhecidos pelo homem aparecem em seu rosto, seguidos de uma expressão surpresa e um brilho temporário nos olhos.
Virou-se para Psyhea, e ao ver a garota sorrindo, ele tentou controlar a vergonha. Molhou os lábios para beijá-la na testa, pensando se ela ia aceitar o--
Não.
Não conseguia nem olhar nos olhos dela, quanto mais beijá-la. Sorriu olhando pro chão, em resposta ao beijo, e continuou andando. Do lado dela, mas ao mesmo instante, a quilômetros de distância.
Seguindo o conselho do garoto, Psyhea tenta se comunicar com ele mentalmente. Mas a garota estava fraca psicologicamente também, complementando a fraqueza física. Ela faz uma face dolosa, se sentindo pressionada por ter que se esforçar tanto.
Avistou um papel e uma caneta em uma mesinha perto de alguns medicamentos na enfermaria. Se dirigiu até o lugar calmamente, cuidando para não cair. Ela escreve algumas palavras, o suficiente para o garoto entender.
"Poderes fracos", mostrando-o a fraqueza de suas ligações. E "Quarto", significando que gostaria de ser levada ao seu quarto para descansar. Mas não sabia se conseguiria sozinha. Gostaria de descansar até o outro dia, para pelo menos tentar conversar com ele mentalmente. Conversar sobre tudo, sobre eles.
Fisher suspirou mais uma vez, e quando viu as palavras que ela escreveu, assentiu com a cabeça, mostrando que entendeu. Abriu a porta para que ela saísse do local, com um sorriso no rosto e olhando para baixo.
"Ainda se lembra do caminho?" Ele perguntou, com as bochechas corando. Deixou que ela passasse e fechou a porta da enfermaria atrás dela, começando a andar em direção ao lugar onde dormiram juntos pela primeira vez.
((Oi. ovo))
((Não esse turno, Nathbaka KKKKK
vai entrar na Kamemo (eu nunca gravo o primeiro nome dela) hoje não? D: ))
takabaka replied to your post: ooc.
E ae, Nath? :D
Oi, Luquinhas ^^
Nem te conto…Criei mais uma conta pro qvrp -v-
Mandei lá a inscrição
Não precisa me contar, eu vi. KKKK
Ahbdkkajbfkasdjfhbd PARA DE ESCOLHER GAROTA GATA VEI QUE DROGA
KKKKKKKKKKKKK
EU IA ESCOLHER A YUNO, MAIS O JADEN ME FALOU DA PETUNIA SAKSHAKSJKAGSHJAKGSJKGASHL
JKDHSBFKJSADHBFAKSJDHB EU NÃO TO TE REPREENDENDO NÃO ISSO É ÓTIMO QQQ
DLJBFAKFBASJDHFBASJFHBASDKJFBAKFJHADSBFKJASHBFKJASDH O TURNO D
takabaka replied to your post: ooc.
E ae, Nath? :D
Oi, Luquinhas ^^
Nem te conto…Criei mais uma conta pro qvrp -v-
Mandei lá a inscrição
Não precisa me contar, eu vi. KKKK
Ahbdkkajbfkasdjfhbd PARA DE ESCOLHER GAROTA GATA VEI QUE DROGA
((Bom dia! o/))