pelos deuses! aquela ali passeando na praia é [HIPOLITA]? ah, não, é só [CHARLOTTE BOUCHARD], uma [ECONOMISTA/DIRETORA DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA] nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os [VINTE E SEIS] anos nesse novo corpo, segue tão [CORAJOSA] e [INFLEXÍVEL] quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito [DEVA CASSEL]? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como [HOSPEDE] do nosso hotel!
“All her fuckin' lives Flashed before her eyes It feels like the time She fell through the ice Then came out alive”
BÁSICO
Nome completo: Charlotte Bouchard
Aniversário/Idade: 28/03 / 26 anos
Gênero/Sexualidade: Mulher CIS / Heterossexual
Apelidos: Charlie / Char / Lottie
Altura/Peso: 1, 78m, 58 kg;
Tipo de personalidade: ESFJ
LINKS UTEIS
Tag dump
Once upon a time, there was a broken kindom - Family Template
A have a story to tell you - povs/flashbacks
Just somebody that I used to know - NPCs
I’m just human, after all - char development
This hotel is crazy - Tasks
Yeah, I know them - Connectios explanation
BACKGROUND
Charlotte nasceu em uma familia onde tradição e poder se entrelaçavam como fios de ouro em uma tapeçaria antiga. Costumes de um passado antigo o qual poderia se orgulhar em reafirmas mas, que tornaram-se sua ruína. Como primeiro filho homem, Edgar Bouchard herdou o negocio de seu pai e, descendente indireto de Napoleão, como orgulhava-se em dizer, o expandiu para um império. Seguindo direcionamento, ao se aposentar, a presidência passou a Victor, seu primeiro filho homem, que com confiança e disciplina comandava a Bouchard Security, pronto para um dia passar o mesmo cargo para seu filho. O destino, no entanto, talvez tivesse outros planos.
Por seis meses inteiros, Charlotte era a primogênita e herdeira legitima. No entanto, o nascimento de Louis, o bastardo que Victor fez questão de assumir foi incontestavelmente mais celebrado. Sendo obrigada a se ressentir em silêncio, como fazem a maioria das mulheres de homens poderosos, Marie simplesmente acatou a provocação aceitando a proximidade da concubina e do então herdeiro de seu esposo. Quando muito jovem, Charlie ainda não tinha o direcionamento do que aquilo significava, o que sabia era que Louis era seu irmão e ela o amava, iam a escola juntos, brincavam juntos, passavam as ferias juntos, independente do que digam as más línguas.
O verão de seus seis anos havia começado como todos os outros na propriedade da família no Lago Geneva. Ela e Louis haviam passado a manhã brincando nas margens geladas, apesar da chuva iminente, construindo castelos de pedra e perseguindo libélulas entre os juncos. Louis, aos cinco, já demonstrava a inquietude que os garotos daquela idade costumam ter, sempre procurando a proxima aventura, sempre testando limites. Foi ele quem sugeriu a travessia até a pequena ilha no centro do lago. Charlotte hesitou, porque a água estava mais fria que o normal naquele ano, e a ilha parecia mais distante do que nas memórias douradas dos adultos. Mas, Louis já estava entrando na água, tornando inevitável que ela o seguisse como sempre fazia, como sempre faria. Foi no meio do caminho que tudo mudou, o trovão anunciou o inicio de uma chuva de verão atípica e, em concordância, como as coisas do destino parecem feitas, uma câimbra súbita atacou a perna esquerda de Louis, fazendo-o afundar como uma pedra nas águas escuras. Ali, Charlotte conheceu o pânico pela primeira vez, ela o viu vivo nos olhos do irmão antes dele desaparecer na superfície. Ela, sem hesitar, mergulhou atrás dele.
O que aconteceu nas profundezas geladas do lago nunca foi completamente esclarecido. Charlotte conseguiu alcançar o irmão, ela o puxou para a superfície, lutando contra suas próprias limitações e o peso do corpo semiconsciente. Mas a distância até a margem era cruel, e o frio entorpecia seus músculos pequenos. Foi quando Charlotte tomou a decisão que a assombraria pelo resto da vida: ela tentou arrastar Louis até a ilha mais próxima em vez de voltar para onde haviam partido. A corrente ao redor da ilha era mais forte do que ela podia imaginar. Ela própria quase se afogou - aqueles momentos aterrorizantes submergidos que Victor sempre mencionaria mais tarde como uma lição sobre vigilância. Quando os pescadores locais finalmente os encontraram, ela havia conseguido empurrar o menino para águas mais rasas perto da ilha, onde ele podia se apoiar nas pedras. Ela quase morreu com o esforço. Mas, Louis bateu a cabeça nas rochas durante o resgate, e as sequelas, foram talvez piores que a morte.
Nos anos que se seguiram, Charlotte se tornou uma criança impossível de categorizar, um enigma perturbador. Pesadelos constantes sobre água, mas insistia em aulas de natação. Demonstrava uma maturidade assustadora para resolver problemas, e fincava com unhas e dentes para que tudo saísse de maneira competente. Mas, a decepção constante nos olhos do pai, a seguia. Ele perdido o herdeiro que veio para ser, em algum momento precisou desligar os aparelhos que o mantinham vivo, aquilo ela não conseguiria resolver, mesmo com a dedicação colocada. Cada simples atividade, fossem as aulas de equitação, de etiqueta, de línguas; cada simples tarefa realizada com afinco mas, com arrogância, falavam de uma mente obstinada mas, afogada em um trauma antigo. Desacreditada constantemente, vivendo como se nada fosse bom o suficiente, foi seu avô materno, Henri Dubois, quem se tornou seu refúgio. Piloto na juventude, ele havia viajado o mundo antes de se estabelecer nos negócios dos Bouchard. Via em Charlotte um espírito que os outros não conseguiam reconhecer. Ele a mimava com histórias de aventuras, mapas antigos, e a promessa constante de que o mundo era grande demais para se contentar com uma vida pequena. “Ma petite aventurière,” ele costumava chamá-la. Quando Henri morreu no décimo segundo aniversário de Charlotte, ela perdeu não apenas um avô, mas seu único verdadeiro aliado. Na noite do funeral, Charlotte entendeu algo fundamental sobre si mesma: o ato de salvação sempre custava algo precioso. Louis estava vivo por causa dela, mas limitado para sempre. Henri havia sido sua salvação emocional, mas sua partida a deixara ainda mais sozinha. O amor, ela aprendeu cedo demais, sempre vinha com o preço da perda. E talvez por isso ela nunca mais tentou salvar ninguém exceto a si mesma.
Os esforços dos anos sequentes se fundamentavam em ter a competência ideal para assumir o cargo que um dia, tinha a certeza de ser seu. Competências uteis, sorrisos forçados, havia aprendido a língua secreta dos homens poderosos. Mas, não importava o quão alto seu nome soasse, o quão sagaz fosse, quantos resultados tivessem, Charlotte eram apenas sempre superiormente bonita e bem educada e “daria uma boa esposa”. Era sob essa premissa que Victor a enxergava. Uma dia, sua filha teria um bom casamento, com um homem capaz de gerir sua empresa e no futuro, passa-la para um herdeiro legitimo, um verdadeiro Bouchard. O pensamento inadequado sempre havia enfurecido Charlie, que discussões a parte, acreditava na mudança de pensamento do homem, especialmente enquanto crescia dentro da empresa e passava a se cercar de elogios de algumas figuras importantes, muitas delas femininas, inclusive. Doce engano, a descoberta do câncer intestinal de Victor acelerou os planos familiares de sucessão, a doenca foi descoberta já avançada, agressiva. Seu testamento antecipado foi lido as pressas, em uma reunião com portas trancadas, ele estabeleceu uma condição que queimou na alma de Charlotte: ela só herdaria completamente a Bouchard Security após encontrar um marido “adequado” que pudesse “ajudá-la” a administrar a fortuna. E por adequado, seguia-se uma lista extensa e detalhada pelo crivo masculino.
A cláusula machista não era apenas um insulto, era uma negação completa de tudo que ela havia construído. Duas graduações, anos de experiência e um histórico impecável de liderança, Charlotte se viu reduzida a uma peça em um tabuleiro controlado por outros. Especialmente quando seu histórico de relacionamentos era absurdamente conturbado, já que ela havia desenvolvido apego evitativo.
Indignada mas, convicta, Charlie a principio até tentou seguir o roteiro inicial. Hans parecia ser a solução perfeita no papel. Era rico, bem-educado, com as conexões certas. O noivado de fachada durou apenas um mês, tempo suficiente para ele descobrir suas traições e ela perceber que ele estava tão obstinado em subir nos degraus da hierarquia financeira que aceitaria se casar com ela mesmo assim. A indignação cresceu, estava sendo oferecida como carne a um bando de lobos. Revoltada, há menos de uma semana de seu casamento Charlotte tomou a imprudente decisão de simplesmente embarcar para a Grécia com um grupo de amigos, apagou o numero de Hans e decidiu que suas ferias não teriam data para acabar.
ATUALMENTE
Ao contrário de suas irmãs amazonas da antiguidade, que lutavam através da guerra e da força física, Charlotte desenvolveu uma forma mais moderna e complexa de resistência: a fuga estratégica. Cada fuga ao idealizado por seu pai é um ato de autonomia, cada partida uma declaração de que ela não pode ser possuída, controlada ou prevista. Segue tendo seus gastos cobertos apesar da chantagem emocional que tenta ignorar se manter. Até gostaria de estar mais próxima ao pai nesse momento de descoberta mas, o orgulho ferido pela indignação das condições dele tornaram a convivência impossível para ela.
PERSONALIDADE
+ Corajosa, determinada, engenhosa;
- Teimosa, inflamada, egocêntrica;
Charlotte carrega dentro de si três mulheres distintas, cada uma emergindo conforme a proximidade que você consegue alcançar. Na superfície, ela é impecável, com movimentos elegantes em uma precisão quase felina. Conforme você se aproxima, descobre que Charlotte é intensamente leal, mas sua lealdade tem prazo de validade implícito. Ela se entrega completamente aos relacionamentos, mas de uma forma que lembra o mar - profunda, poderosa, mas sempre em movimento. É generosa de maneiras práticas, o tipo de pessoa que resolve seus problemas com eficiência cirúrgica mas evita conversas sobre sentimentos. Quando você está em crise, ela aparece na sua porta às três da manhã com soluções concretas e abraços que cheiram a liberdade e perfume caro. Existe uma terceira Charlotte, aquela que apenas ela conhece completamente. Esta é a criança de seis anos que ainda luta para respirar, que transformou um trauma de afogamento em uma filosofia de vida. Ela vive com o terror constante de estar se afogando emocionalmente, e cada relacionamento que se aprofunda dispara os mesmos instintos de sobrevivência que a salvaram naquelas águas geladas do Lago Geneva.
Existe em uma solidão profunda que camufla com movimento constante. Ela se cerca de pessoas, países, experiências, mas no centro de tudo há um vazio que ela preenche com conquistas e fugas. É o tipo de solidão que vem não da ausência de conexões, mas da incapacidade de sustentá-las sem sentir que está se afogando. Prega independência mas se sente completamente sozinha, valoriza autossuficiência mas secretamente deseja ser salva também. É generosa com tudo exceto sua própria presença permanente, corajosa em todas as situações exceto quando se trata de vulnerabilidade emocional sustentada. No fundo, Charlotte é prova viva de que é possível ser simultaneamente a pessoa mais independente e a mais solitária na sala
ESTÉTICA
Aparência: Cabelo em tom castanho escuro, longo, sempre alinhado, usado em coques puxados, rabos de cavalo ou trancas . Textura cacheada, por[em, rotineiramente usado alisado/ecovado. Olhos pequenos, avelã, esverdeados que parecem diferentes a depender da iluminação. Longilíneo, corpo magro.
Postura/Maneirismos: A postura sempre elegante, mesmo nos momentos mais relaxados. Gesticulação facial e corporal em posição de comando, sem medo de tomar a frente das situações. Costuma mexer no cabelo quando incomodada com algo que não possa ser verbalizado. Tom de voz médio, de comando, e embora não seja rotineiro ouvi-la gritar, não foge de uma boa discussão.
Elementos: Um anel masculino herdado de seu avô, com um grande rubi. Uma mala de couro vintage Hermes. Um moleskin de couro preto. Espada de esgrima. Um colar com âmbar báltico. Canivete suíço Victorinox.
Estilo de vestir: Roupas alfaiatas com estrutura, bem cortadas, muitas vezes tendo uma silhueta mais masculina nada que não seja afeminado com um cinto ou outros acessórios em ouro, bronze ou outras pedras. Uma estrutura muito clássica quanto a polos e calças de equitação. Vestidos com cortes dramáticos em contraste a alguns mais fluidos, sem diversos detalhes, que apenas recaem com leveza ao corpo.
Cores predominantes: Azul oceânico profundo; verde amazonita; âmbar; dourado; prateado; bronze; vermelho cornalina; vermelho bordeaux; preto; cinza; marrons.
OBJETOS SIMBÓLICOS
Passaporte multicarimbado;
Braceletes de ouro;
Tiaras;
Uma caneta com detalhes em marmore;
Seu cavalo favorito Pegasus - Não objeto;
GATILHOS EMOCIONAIS
Relacionamentos estáveis;
Homens tentando conserta-lá/acalma-la;
Aniversário de obito;
Girls talking for girls;;
EXTRAS
Charlotte pratica equitação desde criança, inclusive já participou e venceu diversos campeonatos nacionais;
Cursou dois cursos simultaneamente na expectativa de provar seu merecimento em assumir os negócios da familia;
Tem uma coleção de tiaras, dos mais variados tecidos e das mais variadas pedras;
Além de equitação, pratica esgrima e fez durante anos aulas de natação;
Apesar das aulas de natação, evita mar ou grandes quantidades abertas de agua a todo custo, especialmente sozinha;
Ela intelectualiza emoções com a precisão de uma cirurgiã, transformando sentimentos em análises que pode controlar. Quando está magoada, não chora - ela faz listas mentais dos fatores que contribuíram para a situação;
Mais a caminho pois já foi um parto parir esta bio…












