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- Emeraude Toubia
WITH LOVE // 1.02 "New Year's Eve"
For every 😡 I receive, my muse will reveal a time they were angry.
[Flashback]
Também era difícil lembrar que a primeira pessoa que foi perdidamente apaixonada e seu melhor amigo tinha simplesmente desaparecido do mapa sem qualquer explicação. Era o destino tão cruel assim ou estava Brenna a pagar por qualquer que fosse o pecado que havia cometido?! E tinha Robin. Sempre tiveram a melhor das relações até Sebastian desaparecer. Nos primeiros anos, Brenna se pôs a caçá-lo por todos os lugares possíveis e imaginários ao lado da amiga, em busca de seu irmão perdido, acontece que, uma hora ou outra, teriam de aceitar a perda.
Ninguém sabia se Bash tinha sido capturado, morto, se ainda permanecia vivo em qualquer lugar… faziam 6 anos desde que ele tinha ido a uma missão sem volta para casa, deixando a filha de Ares com um jantar à luz de velas intacto esperando por eles que, se tivesse aguardado até hoje, estaria apodrecido. Não era culpa de ninguém, na verdade, e o que mais irritava Brenna era exatamente o fato de não poder culpar a ninguém.
Muito embora tivesse resistido aos conselhos de seu pai mortal, teve um em específico lhe fisgou o coração, fazendo-a se virar abruptamente entre os calcanhares para fitar Robin. Suas próprias bochechas estavam vermelhas pela raiva crescente que lhe subia a cabeça, as mãos fechando-se em punhos. “Você não acha que eu sofri também durante esses últimos anos? Eu, assim como você, não perdi as esperanças. Eu, assim como você, procurei Sebastian aonde estava ao meu alcance.” Disse entredentes tentando não se exaltar. “Acontece, Robin, que eu não tenho mais forças para aguentar, eu não tenho mais como sustentar essa esperança que só nos mata mais a cada dia.” Confessou antes de puxar uma das adagas do cinto é finca-la na mesa atrás de si. “Eu não suporto mais sonhar com ele voltando, cruzando a entrada deste acampamento, sorrindo como o delinquente que eu amava.”
Brenna se aproximou de Robin, se mantendo próximo apenas para que se fitassem de perto mas ainda mantendo uma distância mínima para não caírem aos tapas. Ela conhecia Robin muito bem, sabia de seu temperamento também um tanto explosivo. “Eu quero me deixe em paz para seguir a minha vida, eu não escolhi isso, mas foi assim. Eu sugiro que faça o mesmo, Bash não vai voltar, e se voltar, não será mais a mesma coisa.” Disse duramente antes de virar-se para pegar suas coisas. Não era assim que se sentia de verdade, mas sabia que deveria deixar o pensamento do ex-namorado e amigo ir embora.
Robin também devia o fazê-lo, pela sua própria saúde mental. Brenna não sabia, no entanto, como era ter um irmão de sangue. Não sabia como era aquele sentimento e a esperança que a amiga não deixava de mão, era verdade, nunca tinha passado por aquilo antes. Talvez fosse ingenuidade sua ou não, mas de uma coisa tinha certeza, queria começar a viver em paz consigo mesma e com seus pensamentos, e estava disposta a abrir mão daquele amor e esperança se fosse preciso.
❝ i tried to stay out of it but…you don’t understand what it’s like to have the ability to make things different. it’s impossible to sit back and do nothing. ❞
[Flashfoward]
Era mesmo difícil admitir que aquelas palavras de sua meia irmã lhe eram, definitivamente, muito comoventes. No fundo, Brenna não odiava Yuliana, apenas nutria uma rivalidade que, bem, de certa forma podia até ter começado a passar dos limites. A filha de Ares cruzou os braços, evitando o olhar de Yuli sobre si. Agora, estava em uma posição igual à que ela mencionava, quase que contra a parede, após descobrir que sua mãe estivera viva esse tempo todo e que era, na verdade, uma deusa. Mas ainda tinha muitos ressentimentos com os quais lidar, principalmente com seu pai.
Brenna se virou para encará-la, os cílios piscando para afastar as lágrimas que beiravam cair. “Se você tivesse que fazer uma escolha, uma tão grande como o escolher entre o bem e o mal, uma escolha que... afetaria a todos ao seu redor, principalmente a você mesma, o que faria?” Aquela pergunta era certamente muito vaga, mas nem mesmo sabia como explicar como tudo aconteceu. Era irônico perceber que estivesse a fazendo exatamente para Yuliana.
“ was someone with you?”
“Não, Sam!” Sussurrou enquanto percorria os corredores silenciosos da Casa Grande, puxando Asami com uma das mãos enquanto segurava uma lanterna na outra. Sabia que Quíron estava fora e precisava urgentemente daquele mapa que ele escondia bem escondido na terceira gaveta do móvel na sala de escritório. “E não me pergunte como eu sei onde ele está, vamos logo com isso antes que o cavalo volte e nos dê a detenção de limpar os estábulos, já cansei de ter o belíssimo odor francês de merda de pégaso nas mãos.”
[ SIX ] for receiver to witness sender get hurt which sends them into a violent rage. (taskin)
Desde que começara a frequentar o Complexo, presenciara diversos tipos de rituais entre os semideuses persas mas, embora gostasse de uma boa e sangrenta luta, o que testemunhara deixou a filha de Ares aterrorizada. Estavam na parte mais interior do Complexo, um ringue desértico onde aconteciam as lutas. Os guerreiros normalmente utilizavam lenços para cobrir o rosto de inalar a poeira levantada pelo chão de terra, cintos de armamentos e poucas vestimentas. Pareciam se preparar para lutar em qualquer tipo de circunstância e em qualquer tipo de clima, sustentando a postura até mesmo no sol escaldante daquela tarde.
Os olhos negros vagavam de um lado para o outro observando enquanto Taskin e o seu adversário trocavam golpes de espadas. Aquela escolha? bem, pelo o que Brenna entendeu era praticamente jogos vorazes, os semideuses eram sorteados e tinham de guerrear até que estivessem a beira da morte. Não pôde evitar as arfadas e o suor nas mãos enquanto observava atentamente a luta travada à frente, quando um suspiro surpreso ecoou da aglomeração ao ver o diretor se transformar em um leão gigante. Muito embora aquela fosse uma faceta quase inacreditável de Taskin, seu oponente utilizou da distração do pulo do animal para cravar uma das suas espadas em seu dorso, o grito agudo de fúria ressoando no ar.
...
Antes que pudesse sequer pensar no que estava fazendo, seus passos a guiaram para fora da arena onde a uma multidão feminina se elevava para ver Taskin sendo transportado na maca para a enfermaria mais próxima. Brenna podia vê-lo mantendo a compostura até em um momento como aquele e isso a tirou do sério. Ela empurrou, pisou em pés alheios e afastou quem aparecesse na sua frente até que estivesse ao lado dele, verificando o quão grave eram os ferimentos.
Entretida, quase não ouviu quando uma voz grave pediu que se afastasse, perguntando quem ela era para ultrapassar os protocolos daquele jeito. Brenna se virou comumente irritada para fitar o estranho, as palavras saindo tão rapidamente impensadas. “Eu sou namorada dele!” Esbravejou enquanto seguia pelos corredores ao lado da maca e dos curandeiros, os passos ecoando pelo ladrilho colorido. “Mas não se preocupe, não me importo com a importunação que o senhor criou. Creio que quando ele acordar você pode lidar diretamente com ele.” Abriu um risinho convencido e entrou na sala da enfermaria.
...
“No me mires así, con esa sonrisita, Taskin.” Proferiu as palavras em tom ameaçador enquanto trocava as bandagens do torso cuidadosamente. Brenna ergueu o olhar para encará-lo, os olhos semicerrados. “Não se acostume, namorar comigo é um privilégio, isso foi apenas uma medida drástica de sobrevivência.” Apontou na direção dele com uma risada abafada antes de voltar aos cuidados. Não era lá uma das melhores curandeiras, mas desde que tinha mergulhado naquele maldito riacho desenvolvera habilidades das quais não comentara com ninguém.
Os dedos tocaram a ferida gentilmente antes de fechá-la completamente, observando o tecido de granulação avermelhado. Uma ideia surgindo à mente. Se esticando na maca, pegou um copo de água que tinham trazido para Taskin beber e despejou um pouco em cima da bandagem antes de deslizar os dedos por cima. Observou, enquanto a água se movia sinuosamente até os limites do ferimento, começando o processo de cicatrização. Brenna engoliu em seco, os olhos tomando a tonalidade prateada que sempre acontecia quando estava utilizando aqueles poderes por ela desconhecidos.
Ela se virou para Taskin, certa de que ele estava distraído o suficiente para não notar, e fechou a bandagem por completo.
ju: “ perhaps i don’t say it enough, but… i’d like you to know that i’m always here, if you ever wanted to talk. ”
Fazia um tempo considerável desde que Brenna e Julian tinham conversado de verdade. Com tanta coisa acontecendo, estavam mais distantes do que o normal e ela sentia a falta do primo. Um sorriso se alargou em seus lábios ao ouvir as palavras dele, levantando-se da cama para abraçá-lo na soleira da porta do chalé. Aquela tinha sido uma visita inusitada. “Você sabe que é recíproco, cariño.” Tomou o rosto de Julian com as mãos, olhando-o nos olhos, e percebendo mais uma vez o quão maior ele era se comparassem os dois. Houve uma época em que se igualavam na parede das alturas na casa da titia yYeeun. “Eu sinto sua falta, Ju, de como as coisas eram antes de tudo.. isso.” Falou enquanto gesticulava no ar. Sabia que ninguém era culpado além de Psique, mas Brenna odiava pagar o pato, principalmente se as pessoas que amava estivessem envolvidas. “Só me diga se estiver precisando de alguma coisa.”
❝ you’re not the only one here with power. it doesn’t always have to be you. ❞
“Eu me pergunto como não reparei antes...” Brenna virou-se para a meia irmã, soltando um riso nasalado, quase incrédulo. Ela bateu com uma das mãos na testa levemente, como se tivesse esquecido de uma coisa importante. “Seu problema, Yuliana, é que tem inveja!” Soltou sem pensar, virando-se para a loira. “Você tem inveja porque, de alguma forma, eu fui escolhida como preferida e você ficou escanteada com os traumas.” Deu alguns passos em direção a ela, um sorriso debochado nos lábios. “Não me importo com seus traumas de garotinha mimada, me dê um pouco de paz saindo da minha frente!”
there was always violence. i didn’t cause it. i found it there. /nat
De certa forma, a loira tinha razão, mas Brenna não conseguia evitar a raiva crescente em seu peito ao vê-la tão confortável ao lado de uma pessoa que ela costumava conhecer tanto. Não sabia mais o que sentir, se sentia ciúmes, raiva, inveja… talvez um pouco de cada coisa.
“Não me importo se você causou ou encontrou, se fosse descente o suficiente teria tentado ajudar, não agradecer pela morte e levá-lo consigo como se fosse um recruta.” Soltou as palavras sem nem pensar nas consequências, ignorando o fato de poder estar, de certa forma, ofendendo diversas minorias. “Saia da minha frente você e seus ideais e trabalho estúpidos, não me importo com quem você é la no seu hotel 5 estrelas, aqui é igual a mim e eu ouvi dizer que pode morrer se estiver fora dele.”
“I won’t judge you.”
“Sim, você julgaria.” Comentou enquanto arrumava as próprias gavetas no chalé de Ares. As vezes, quando os irmãos estavam fora do chalé e este continha um pouco de paz, Brenna chamava Liza e Asami para fofocarem um pouco e se distraírem juntas. “É sério, Liza. Você julgaria muito se eu te contasse que… bem, talvez, apenas talvez eu entenda seu interesse por palestrinhas.” Confessou e se arrependeu no mesmo momento, acenando com a mão erguida enquanto uma careta desenhava seu rosto. “Não diga nada! ¡Te lo prohíbo!”
“Whenever you get stressed, you do this thing with your hands. What is it?” /grace
“Isso?” Perguntou indicando os dedos indicadores entrelaçados um no outro enquanto a unha do polegar raspava a pele de um dos dedos. Brenna deu de ombros, certa de que era uma mania de criança. “Não lembro quando começou, só sei que é uma forma de levar a ansiedade da mente para outro canto. A sensação me distraí do que estou pensando”
ㅤㅤ ── ❛𝒕𝒂𝒔𝒌𝒊𝒏 𝒔𝒂𝒚𝒔:
ㅤㅤA forma que a filha de Ares falou já era conhecida por ele e, talvez, fosse verdade em algum ponto. Afinal de contas, se ele escolhia focar muito mais em cuidar dos demais semideuses, do museu e pegar várias aulas no instituto significava que ele estava escolhendo focar muito mais na sua carreira do que na sua vida sentimental, porém não era apenas isso e ele também sabia. Ele apenas não conseguia se relacionar com as pessoas tão facilmente, se lembrava apenas de uma única vez que havia se apaixonado e, infelizmente, como semideus estava acostumado a perder pessoas quando começava a se apegar a elas.
ㅤㅤ Mas ele não falaria isso para ela. Suas orelhas queimavam de vergonha e agradeceu aos deuses por usar seu turbante naquele dia. ── Eu apenas tenho muito pouco tempo livre para ir em encontros ou sustentar um relacionamento. Acredito que muitos semideuses precisam da minha ajuda quando chegam aqui então acabo me doando pais para isso. ── Disse tentando recobrar o controle sobre si mesmo embora a timidez em falar daquelas coisas ainda estivesse sobre ele.
ㅤㅤDeu um sorriso quando o assunto tomou outro rumo e ele pode se controlar, sorrindo com o que ela falava. Realmente aquele complexo podia ser muito grande e complicado para alguém que acabava de chegar por ali. ── Eu entendo. Demorei alguns bons anos para decorar todos os lugares que existem aqui e, sinceramente, quando estou com dor de cabeça ainda me perco. Mas, me diga, o que achou da nossa sala de portais? ── Acabou precisando questionar afinal de contas era um dos lugares mais lindos que ele já tinha ido.
ㅤㅤAcabou colocando a mão no queixo ponderando sobre a parte do arsenal. Não porque achava estranho uma vez que estava de frente com uma filha da guerra, porém por um detalhe mais bobo e que, ainda assim, o deixou confuso. ── Certo, mas você prefere começar com o arsenal que temos no museu com alguma peças de importância ou com o arsenal do instituto? Ambos são ótimos… ── Disse, deixando a escolha nas mãos dela. Esperava pessoalmente que ela escolhesse o museu, por outro lado.
ㅤㅤFranziu o cenho de maneira confusa com a forma que ela havia dito, sem saber se ela estava sendo passiva-agressiva, sarcástica ou flertando com ele. A última opção ele preferiu nem pensar a fundo. ── Ao menos podemos aprender com as nossas diferenças, não é? Talvez faríamos uma boa dupla em um campo de batalha. ── Resolveu manter a sua posição de sempre, sabendo que poderia aprender muito com a maneira grega e latina da moça que estava ali e sequer quiser pensar sobre o que realmente poderia significar o que ela disse.
ㅤㅤTaskin assentiu com a cabeça com aquele dizer porque concordava completamente. ── Você está totalmente certa e se o acampamento grego for assim como o nosso imagino que sejam todos como uma grande família. ── No caso dos persas, era ainda mais profundo uma vez que a cultura dos semideuses que vinham do Irã, Turquia e da região tinham uma conexão muito forte com a família. Ele riu com os dizeres dela sobre o ritual de iniciação dos gregos, acreditando em suas palavras ainda mais por ter estudado um pouco sobre espartanos. ── Bom, de qualquer jeito eu posso me infiltrar com um leão para não precisar lutar. Na verdade, aqui no complexo também temos alguns rituais, porém para visitantes de outras culturas abrimos a exceção. ── Dizia, aproveitando para fazer alguns introduções de como as coisas aconteciam ali.
ㅤㅤVer a animação dela o deixava ainda mais feliz porque gostava de apresentar as coisas para pessoas como Brenna, que realmente se envolviam. ── Não prometo banda de rock, porém temos nossas salas de música no instituto e alguns instrumentos antigos no museu. Posso ver se alguns alunos podem tocar alguma coisa pra você, eles adoram se exibir. ── Brincou mesmo que fosse verdade. Para eles, qualquer motivo era motivo para festa. Acabou pegando um panfleto do museu e entregou para ela com um sorriso, talvez aquilo pudesse ajudar um pouco.
ㅤㅤ Quando o assunto voltou para a tecnologia ele ficou um pouco pensativo, sem saber exatamente o que ele poderia dizer. Ninguém tinha falado em algo daquele tipo para ele. ── Eu realmente não saberia te dizer. Eu pensaria que seria Atena a cuidar disso, não? Talvez Aúra Masda ou Anaíta poderiam cuidar disso como deuses da sabedoria. ── Ele realmente estava confuso porque não pensava nas formas que seus deuses tocavam no mundo mortal.
Era interessante ver aquele tipo de comportamento vindo de um homem nos tempos de hoje quando o que mais Brenna vinha sendo apresentada eram os tipos de que contavam quantas mulheres tinham dormido naquela noite. De certa forma, era algo ao qual se admirar, se Brenna não fosse Brenna e pensasse que aquilo deveria ser o mínimo. Focar em si mesmo, aprender coisas novas, cuidar de si e do seu bem-estar era algo que ela cresceu aprendendo a fazer, aquele tipo de coisa não era algo que genuinamente a surpreendia visto que seu pai mortal a havia criado de forma a não se perder de amores com algo diferente que na verdade era apenas o que deveria ser normal. Diante daquilo, ela apenas meneou a cabeça em concordância, pensando logo que, se as fofoqueiras de plantão tivessem ouvido seus dizeres, seria quase como uma grande frustração.
Carstairs ergueu o olhar para observar cada detalhe que sua visão pudesse captar do ambiente como uma criança vendo uma sala de brinquedos pela primeira vez na vida, sem saber exatamente no que focar. A pergunta de Taskin, no entanto, lhe trouxe de volta à fitá-lo com atenção, mas logo que sua distração foi dispersada ela abriu um largo sorriso empolgado. “Increíblel! Nunca vi nada igual, e olhe que essa vida de semideuses pode ser bem surpreendente.” Comentou lembrando-se da vez em que vira a fogueira do acampamento pela primeira vez. “Aqueles portais, aonde podem nos levar? Digo, eles são portais que funcionam apenas dentro do Instituto ou...?” Tornou a perguntar com um ar especulativo, lembrando-se da história do notável arquiteto e inventor, Dédalo, cuja usa obra mais famosa foi o Labirinto que, de acordo com as histórias, podiam levar para qualquer lugar do planeta.
Brenna ponderou por alguns segundos mas acabou por escolher o museu. Via armas todos os dias, mas armas que fossem artefatos históricos famosos não. “Eu acho que é melhor começarmos pelo museu, quero conhecer os métodos de combate de antigamente...” Comentou com uma certa seriedade, os dedos vagando pelo bracelete de prata em seu pulso lembrando-se que certa vez ela e a serpente conversaram sobre as próximas transformações que viriam a seguir após conhecerem as armas dos outros panteões.
A menção de Taskin ao leão aguçou a curiosidade de Brenna, seus braços cruzados balançando juntamente com o tronco quando ela se virou para encará-lo surpresa. “Então você pode virar um leão?!” Não era bem uma pergunta. Os olhos negros arregalaram-se minimamente, a curiosidade tomando conta de si. Não era novidade para si e para seu pai mortal quando fora diagnosticada com hiperatividade, e informações como aquela eram uma das coisas que a deixava ainda mais inquieta. Sua sede por conhecimento não tinha fim. “Será que pode dar um spoiler de alguns rituais? Como são feitos? O que são feitos...?” Segurou a língua por apenas alguns segundos antes de voltar a falar. “Lá no acampamento os símbolos de nossos parentes divinos aparecem como um espectro cintilante acima das nossas cabeças quando somos reclamados, aqui é algo parecido?”
Raciocinou por alguns segundos tentando se lembrar, das aulas de história Persa que tinha comparecido, quem eram Aura Masda e Anaíta. Aura o deus que criou todas as coisas, por assim dizer, e Anaíta uma deusa da sabedoria e profundezas das águas. Alguém também tinha mencionado que ela era cultuada nas guerras, lembrou-se. “É, parece que vocês são bem seletivos e tem um jeitinho de não se misturar com os mortais.” Comentou com um ar ameno desprovido de agressividade, o rosto se moldando em uma careta engraçada. Seguiu os passos de Taskin pelos corredores do Instituto, o olhar vagando por cada detalhe que conseguia captar. Os amplos corredores com uma tapeçaria colorida e diferente de tudo o que tinha visto, a vidraria das janelas em cores vibrantes refletindo a luz do sol.
Brenna estava completamente hipnotizada pela beleza daquele lugar, mas não mais quando adentrou o Museu através de um dos muitos portais que dividiam os cômodos. Acompanhou Taskin ao atravessaram um portal sinuoso com tons de azul e verde, seu corpo sentindo um pequeno calafrio ao transpassar a parede transparente. Quase deixou o turco de lado ao caminhar pelo Museu que, àquela hora, estava quase vazio. Podia ouvir de longe o batuque característico de instrumentos que ela particularmente desconhecia, contudo, um som que ela jamais esquecia era o do Kamancheh.
Era como estar de volta no fundo do Riacho Zéfiro, as imagens do Irã se apresentando em sua mente como um flashback. Os olhos tomaram uma tonalidade prateada novamente, mas Brenna sequer notou, enquanto seus passos eram guiados inconscientemente para uma peça em particular do museu: uma espada de ouro estava muito bem exibida dentro de uma cúpula de vidro. Carstairs a encarou com curiosidade, observando a aura dourada que exalava da espada como fogo vivo. Ela se virou em busca de Taskin, como se voltasse à realidade naquele momento, o cenho franzido. “Que espada é essa?”
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onde: acampamento júpiter OU meio-sangue
quem: jo & [ ABERTO ]
Johanna detestava trabalhar. Roubar era algo mais parecido como um hobby, sentia prazer em fazê-lo, mas vender os itens depois não era nada agradável. Felizmente, o alcance de clientes havia se expandido desde a abertura dos portais no acampamento. “Isso não tenho a pronta entrega, vai ter que encomendar” respondeu, descontente. Queria o dinheiro logo para fazer compras em uma queima de estoque que logo acabaria, roubar em lojas cheias era muito mais complicado. “Mas tenho essa pochete de couro e esses headphones. Também tenho outras coisas guardadas no dormitório da II Coorte.”
Brenna tinha observado a pequena aglomeração que crescia ao redor de uma única pessoa por trás de uma das casinhas de madeira mais ao longe, próxima à arena, e tinha quase certeza de que se trava de vendas de ilegais -- aquele lugar parecia que tinha virado o point para o contrabando. Não tinha nada contra, no entanto, mas certamente não tinha intenção de comprar nada, tinha dinheiro suficiente para precisar se prestar ao papel de frequentar tais ambientes. Contudo, apesar disso, seus passos a levaram até lá sendo apenas chamada a atenção pelo casaco de pele de onça nada estiloso que a loira usava. A filha de Ares se aproximou assim que metade da multidão se dispersou, olhando-a de cima a baixo. “A pochete de couro é do mesmo da oncinha que você está vestindo?” Perguntou com um olhar atravessado. “Porque se sim, ninguém vai comprar. Além de estar fora de moda é super brega o conceito de couro de animais hoje em dia, ninguém te avisou?!”