Domingo vi seu carro.
Eu estava bem. Ou pelo menos achava que estava.
A caminho do Ibira com a minha mãe, estava cantando uma música, até que estava feliz. Me senti bem.
Até você aparecer.
Na verdade, até o amarelinho aparecer.
Era o nosso carro, se lembra? Provavelmente não.
Olhei para o lado direito e PAA, na minha cara.
Parei de cantar na hora, apesar de tentar disfarçar para minha mãe, ficou óbvio que me afetou.
O carro é inconfundível.
Um Punto esporte, na cor amarela, mas não um amarelo comum. Um amarelo mostarda, que a dona anterior mandou pintar. Detalhes pretos nas laterais.
Era você, certeza!
Pensei: minha mãe vai seguir e logo ele some.
Mas de repente você já estava à nossa esquerda, ultrapassando pela outra pista.
Ficou um tempo à nossa frente.
E nessa hora confirmei, era tua placa.
Eu não sabia de cor, já tinha esquecido.
Até ver…
E então fiquei pensando, se estava sozinho, se estava com ela, se finalmente está bem, se é feliz, e em uma das últimas mensagens que trocamos.
Eu perguntei: você vai casar com ela?
E você respondeu: não sei.
(Antes dizia que não, que só teria se casado se fosse comigo)












