Azar de quem não fez uma bela poesia no clarão das estrelas. Quem não chorou ouvindo um casal de idosos cantando uma canção de amor. Que não sentiu o gosto do beijo entre sorrisos na chuva. Que nunca alcançou o céu e sentiu o coração bombear do amor verdadeiro. Azar de quem largou sua borboleta pra ir atraz do amargo da vida. Quem machucou as flores. Que deu preferência ao mundo hipócrita que o aroma do jardim. Azar de quem não fez um poema com pátalas vermelhas na areia da praia. Azar de quem não abraçou o cantinho que transmite paz. Azar de quem teve tudo pra transbordar amor e preferiu dedicar espinhos.
O Romance de Dan. (via d-engoso)


















