EXPECTATIONS

if i look back, i am lost
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shark vs the universe

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🩵 avery cochrane 🩵
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
we're not kids anymore.
noise dept.
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
occasionally subtle
🪼
will byers stan first human second

Andulka

#extradirty
𓃗

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macklin celebrini has autism
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@rabiscosdeumeuperdido
Os figos e a árvore das escolhas
É angustiante viver em um mundo repleto de possibilidades e não poder experienciar todas elas. Por que não se pode ter e ser tudo o que se deseja? Por que algumas escolhas que farei precisarão, automaticamente, anular todo um universo de outras opções? Me dói saber que não posso ser nem fazer tudo. Uma escolha anula automaticamente outra; quando um caminho se abre, imediatamente outro se fecha. Existem escolhas que são reversíveis, como trocar de roupa quando se está prestes a sair (por não ter gostado da que escolheu), optar por pedir demissão de um emprego onde tinha decidido ficar, ou pintar o cabelo de outra cor porque a anterior não combinava mais com o seu estilo. Essas coisas triviais dão para mudar. Apesar de gerarem consequências, elas são reversíveis; dá para escolher outra coisa a qualquer momento. O que me preocupa mesmo são as escolhas irreversíveis, como ser mãe. E se, em um determinado momento da vida, eu decidir que quero ser mãe e, no meio do processo, me arrepender e não quiser mais? O que farei? Não vou conseguir viver com esse sofrimento e arrependimento. (In)felizmente, apenas eu posso escolher o que quero, mas, às vezes, gostaria que alguém me tratasse como uma criança, tirasse minha autonomia e decidisse tudo por mim — assim, eu me isentaria do peso e da responsabilidade de escolher. Eu sei que a grande maioria das escolhas pode ser desfeita e que muitas delas não precisam ser (nem são) definitivas. Afinal, não somos seres estáticos, tampouco a vida é; estamos em constante mudança. No entanto, me preocupa muito não saber quais decisões tomar, quais escolhas fazer e de quais consequências estou disposta a sustentar. O que mais me angustia é fazer escolhas erradas. Queria que todas elas fossem assertivas, mas isso é impossível. Na vida, temos decisões boas e ruins, não tem como prever o que vai dar certo ou não. A gente escolhe na crença do que é melhor. É por isso que é tão importante saber quem se é, ter um senso de si e uma identidade bem fundamentada, pois, assim, as chances de escolher algo de que vá se arrepender futuramente são bem menores.
Carta aberta ao desespero
Para onde dirijo minha profunda indignação nesse sistema cruel que só finge enxergar o pobre, atendendo-o superficialmente e o forçando a sobreviver com migalhas e a rastejar pelos dias em agonia?
Quem pode me ouvir de verdade?
Qual ministério governamental irá olhar para minha dor e enxergar milhões através de mim?
Tenho mesmo uma voz na posição esquecida que ocupo dentro desse sistema desumano?
Grito ao vento?
Choro e ouço gargalhadas vindo do alto, tenho certeza de que se não fosse a cortina tênue da lei, já teríamos sido exterminados como uma praga qualquer, esmagados como baratas, pois assim somos vistos por olhos cegos: insetos contaminando um mundo que não nos pertence.
Quando a verdadeira praga humana são parasitas em forma de gente ocupando os cargos mais altos, dividindo e corroendo a humanidade, com as bocas cheias às custas de vidas pobres.
Carniçais.
Porque ainda choro?
Esses abutres não sabem ouvir.