“its not what i wanted”
não sei dizer como, nem quando isso começou, mas desde que me entendo por gente (pouco mais de 6 anos) me acostumei a não fazer apenas o que eu gosto. da escolha mais simples a algo mais sério, se eu me comprometi, eu vou fazer querendo ou não. se envolver minha palavra, minha lealdade, meu caráter e, principalmente, os sentimentos dos outros, eu vou fazer mesmo sem querer, mesmo sem gostar, mesmo ignorando os meus sentimentos, mesmo com o coração pedindo para seguir por escolhas possivelmente erradas ou certas (que eu nunca vou saber).
sinto tanto medo de seguir meu coração e me arrepender. acho que é mais confortável para mim me manter na posição de “não fiz porque quis, mas porque achava que era certo”. porque, se der errado, no fundo eu nem queria mesmo e se eu achava que era certo mas não era, ta tudo bem tbm porque as pessoas se enganam né? mas e se der errado algo que eu queria muito? não sei se suportaria a culpa de ter escolhido errado, o peso de não ter o que eu quero. por isso é muito mais fácil aceitar o que eu não quero e me acostumar com a ideia. eu sempre me acostumo…
ok, talvez 60% de mim se acostume. e os outros 40% são compostos de “e se?”. tem dias como hoje em que não consigo ignorar esses 40%. dias em que choro até dormir, pensando que só tenho uma vida e não sei se estou vivendo da melhor forma possível. e minha vida é boa, sinceramente me sinto ingrata só de cogitar reclamar. talvez por isso eu crie esses pequenos (grandes) desconfortos à toa.
o pior de tudo é que, em dias como hoje, a frustração é tanta que eu quero descontar em todo mundo e, principalmente, em mim.



















