My name is Kara Zor-El, the Last Daughter of Krypton. My parents sent me to Earth to save my life. But as Supergirl, I choose to do more than survive. I choose to have hope.
ORIGENS
É necessário estabelecer a princípio que, Kara Zor-El não é nada humana. A mesma é originária de um planeta em outra galáxia, denominado Krypton, ao qual foi destruído há muitos anos. A garota, nascida na cidade de Argo, nesse planeta, é filha de Zor-El e Alura, um artista e uma cientista, sendo assim, uma membra da família mais nobre de todo o planeta. Particularmente, Kara não possuía nada de especial ou diferente de qualquer menina de sua idade em seu planeta. Importava-se com sua família, com seu futuro, carreira e amigos. Possuía romances, dramas adolescentes e vivia da forma mais mundana até que todo o desastre de Krypton foi escrito. Cientistas kryptonianos souberam de antemão da tragédia que assolaria todo o planeta, os El fizeram parte das tentativas falhas de prevenir a queda e destruição do planeta, mas ao ver a inevitabilidade do fim, optaram por medidas mais definitivas para preservar seus filhos. Kal-El, ainda bebe, foi colocado em uma cápsula de criogenia para ser mandado para o planeta mais próximo, a terra. Kara Zor-El, com apenas dezesseis anos também foi colocada em cápsula similar a de seu primo e seus pais, bem como seus tios, lhe incumbiram a missão de cuidar de Kal-El e criá-lo nesse novo mundo, até que encontrassem uma forma de estabelecer todos os kryptonianos em outro planeta. Foi o que lhes disseram, é claro. Que todos ficariam em suspensão até conseguirem um futuro melhor, mas mentiram para Kara, obviamente, pois os únicos salvos da destruição foram ela e seu primo.
A nave de Kal pousou na terra após ter sido lançada, entretanto, a de Kara colidiu com meteoros no caminho e o corpo da jovem ficou vagando na zona fantasma, próximo ao sol amarelo por muitos anos, antes de finalmente voltar ao seu eixo e trajeto. Kal-El já era adulto, quando a nave de Kara pouso na terra, Superman já era uma figura conhecida e importante para os terráqueos. Kara estava perdida, quando saiu da criogenia, com medo, cercada de militares que apontavam armas e miravam em sua cabeça, com o dedo no gatilho para atirarem a qualquer momento. Sua chegada foi catastrófica, Kara no ápice de seus poderes se descontrolou, machucou inúmeros terráqueos e fugiu, sendo encontrada por Kal-El que foi o único capaz de acalmar a alma perdida da jovem. Entretanto, apesar da empatia e conexão com o primo, Kara não sentia que seu lugar era na terra, a sensação de raiva por todos que perdeu era uma semente que apenas crescia e não conseguia ter a mesma simpatia por humanos que Kal-El, pois sentia-se sempre como uma intrusa entre eles e os humanos, por sua vez, nunca lhes deram razões para sentir-se bem vinda: era vista como uma alienígena, uma ameaça em potencial.
Kal-El, nomeado Clark Kent para viver entre os humanos não tinha tempo para cuidar de uma adolescente com dificuldade em controlar seus impulsos, poderes e emoções. Além de superman, era repórter e parte da Liga da Justiça e precisava que alguém ficasse de olho em Kara para que ela não causasse problemas irreversíveis em nível galático. Por sua vez, Clark contatou o D.E.O para auxiliar Kara em sua jornada e esses a realocaram para viver com um casal de cientistas, a família dos Danvers, em National City. A loira adotou o sobrenome para viver entre os humanos e a tática de Clark para manter sua identidade secreta: os óculos. Kara foi contra sua vontade, uma vez que Kal era sua única conexão com sua vida em Krypton, a última conexão que tinha de sua família. Demorou para se adaptar, mas com o auxílio do D.E.O, ela aprendeu a controlar seus poderes e a confiar nos Danvers. Infelizmente, no entanto, Kara jamais conseguiu vê-los como família e esse vazio é um buraco que a corrói até hoje.
Sua personalidade impulsiva e que claramente não aceitava bem ordens, começou a incendiar a raiva que existe no interior da kryptoniana e o sentimento de não-pertencimento à terra que a mesma sempre teve e que com o tempo foi suprimido. Felizmente, ou infelizmente, Kara não é o tipo de heroína que aceita ordens às cegas e sempre questiona autoridades, caso não permitam que a mesma tome suas próprias decisões.
Ainda, como Kara Danvers, é estagiária em uma revista voltada ao público feminino, que envolve temas como empoderamento feminino, moda, fofocas, entre outros. A mesma é estagiária da editora-chefe da revista, Cat Grant. Kara Danvers cursa bacharelado em jornalismo, indo pela vertente da moda e design, justamente para sair da sombra de seu primo e considerando que possui um grande apreço pela estética e moda. Para ela, o estágio é ideal para o posto de jornalista que almeja na revista CatCo, que envolve crônicas sobre mulheres poderosas, roupas bonitas e glamour, algumas coisas das quais era apaixonada em Krypton, mas que jamais pode explorar antes de pousar na terra.
Seu outro trabalho é atuar como Supergirl. Muitas vezes, prefere agir como Supergirl do que como Kara Danvers, pois é usando o símbolo da família no peito de seu uniforme que se sente mais como ela mesma, sem precisar fingir ser algo que não é para ser aceita em uma sociedade de humanos que temem tudo aquilo que é diferente deles. No fundo, Kara ainda deseja poder encontrar alguma forma de restaurar Krypton de qualquer forma, pois a terra não lhe faz sentir-se em casa, muito menos de pertencer a uma família e sente que jamais será aceita, coisas que almeja e teme nunca encontrar. Por fim, Kara também não gosta de ter que fingir ser quem não é e não sente que Kara Danvers é sua verdadeira personalidade, dividir-se em Supergirl e Kara Danvers é algo que a faz sentir-se extremamente desconfortável e se houvesse possibilidade, preferiria viver como uma pessoa só: Kara Zor-El.
A queda da Liga da Justiça e a morte de Clark mexeu profundamente com a kryptoniana, já que ele era a única família e a última porção de Krypton que lhe restava. Sem Clark para segurar seu temperamento, Kara está presa em um vórtex de tristeza e o pior que poderia acontecer a um super: a morte da esperança. A luz que brilhava em Kara Zor-El está a apenas um fio de ser extinta, levando-a a questionar seu próprio papel no planeta e sua atuação como super-heroína.













