bxddgirl:
“Eu não to te pintando como um monstro, to pintando como um babaca, que é o que você é.” Devolveu quase de imediato, coisa que fazia especialmente quando estava nervosa. Toda o clima havia virado completamente, e ela não sabia mais identificar o que estava sentindo. Com exceção da sua família, aquela era a discussão mais pessoal que ela já havia tido na vida, e era com um garoto que ela não sabia muitas coisas realmente pessoais sobre. Ele dizia que queria que ela se sentisse forte, que se importava, e ela só conseguia ouvir uma vozinha dentro de si repetindo uma vez atrás da outra o quanto aquilo tudo era besteira. Não sabia mais identificar se sua consciência ou auto sabotagem, mas estava funcionando, afinal ele conseguiu se aproximar sem que Roselyn o impedisse.
Falar de sua mãe a fez ter vontade de chorar, e os olhos verdes brilhando deixavam aquilo explícito. Uma parte de si sabia que não era certo, mas a outra entendia que era um dos únicos meios de sobrevivência que a família tinha. Nem todos tinham a sorte de nascerem privilegiados o suficiente para julgarem o ganha pão alheio, mas não havia como negar que era sim extremamente errado e nojento. “What do you know about surviving?” Devolveu, com a voz levemente embargada, mas não choraria na frente dele. Fitou a mão de Rasmus por alguns segundos antes de voltar a olhar nos olhos acizentados do corvino, irritada por ele perguntá-la de novo algo que ela já havia respondido, mesmo que pela metade. “Why me?” Não fazia sentido, não para ela. “Eu não tenho nada pra te oferecer, Rasmus. Eu não tenho mais dinheiro do que você, minha família não é mais influente e com certeza você não tá atrás de sexo, já que isso foi uma das primeiras coisas que eu ofereci, praticamente. So why me? Você não ganha absolutamente nada fingindo se preocupar comigo. You can stop with the saviour bullshit, because you’re not better than me to save me.”
ele revirou os olhos, suspirando. estava a um passo de levantar e sair dali, desistindo de roselyn. ele não gostava de ser contrariado, principalmente quando para si, estava fazendo uma favor a ela. apesar disso, a pergunta dela o fez fitá-la de novo, interessado. seus sentimentos e e expressões voláteis mudando. “why me?” ecoou em seus ouvidos, e ele riu baixo, fitando o espaço vazio ao seu lado, como se houvesse alguém do seu lado. bem, em sua mente, havia, sua consciencia.
❝ porque acha que eu estou fingindo? você mesma disse que não tem nada para me dar em troca. eu faço isso porque eu quero, e porque me importo. e essa é a única resposta certa que posso te dar, roselyn ❞ respondeu, se afastando dela e dando a volta na mesa, onde ele originalmente estava, mas não se sentou. ❝ se quiser que eu vá embora, eu vou. mas eu não quero te salvar. eu só quero me aproximar. porque ao mesmo tempo que se abre comigo, eu me abro com você. e eu preciso disso também ❞











