ZumbiDanda
ZumbiDandara DandaraZumbi Lutar para garantir. Morrer sem entregar. A liberdade passa a existir, Quando você começa a buscar! Raull Santiago.
Today's Document
Cosimo Galluzzi
cherry valley forever
Alisa U Zemlji Chuda
YOU ARE THE REASON
tumblr dot com
Lint Roller? I Barely Know Her

izzy's playlists!
almost home
AnasAbdin
taylor price
No title available

ellievsbear
styofa doing anything
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

Product Placement
Mike Driver
Show & Tell

祝日 / Permanent Vacation

Discoholic 🪩
seen from Ukraine

seen from Türkiye

seen from Brazil

seen from United States

seen from Malaysia

seen from Brazil
seen from United States

seen from Brazil

seen from Uzbekistan

seen from United States

seen from Brazil
seen from United States

seen from Türkiye

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
@raullsantiago
ZumbiDanda
ZumbiDandara DandaraZumbi Lutar para garantir. Morrer sem entregar. A liberdade passa a existir, Quando você começa a buscar! Raull Santiago.
*A FAVELA É UMA ÁRVORE DA VIDA*
As favelas são como árvores,
Ou seriam as árvores que são como as favelas?
De suas raízes, as folhas e frutos,
Nossa história se espalhando e se conectando pelo tempo.
As raízes são a nossa força,
O fundamento de nossa base,
para resistirmos aos preconceitos e racismo destrutor.
Os galhos e frutos, são a nossa caminhada,
para mostrar nossa força e beleza em meio ao caos.
E os frutos, para garantir o futuro,
Semeando a continuidade geracional.
Dá água que evapora e volta para molhar o solo em forma de chuva,
Árvores se conectam com todos com os elementos e a história.
Somos árvores,
Aliais, somos uma floresta chamada FAVELA.
Que imersão melhor pode haver, Se não a de mergulhar no eu, acolhido/a em diferente abraços?
Tecer uma teia entre nós no agora, e reforça-la com a nossa ancestralidade.
Um cordão, um brinco, um pingente, um livro histórias, rodas de sinceridade... ou deitar no chão e tentar se conhecer de verdade.
O soar de um sino que como iguais, avisa-nos sobre a mudança. ou compartilhar quem sou eu refletido em grupo, Enquanto lá fora a chuva faz sua dança.
Avistar um pavão que vem dizer, vai irmã. vai irmão. Porque a flecha é certeira quando estamos firmes da decisão.
quanta emoção...
Pisar descalça na grama, Conversar, abraçar, fazer arte
ou até mesmo passar mais tempo na cama.
Pensar junto, fazer junto, andar junto, Em grupo ou mesmo quando sozinho, Por exercitar mais o eu, enquanto trilho o caminho.
Ser, eu, eu no nós, o nós no meu eu.
e Sentir, no perfume, no respirar, no mastigar; andando ou parado, de pé ou deitado Sozinho ou acompanhado.
e cuidar, do eu, do presente, da ancestralidade; do meu corpo, do entorno, do eu na sociedade.
Agir, isso já fazemos, muitas vezes e em nível máximo.
Mas agora com o Ser, Sentir e Cuidar Para nos seguir acompanhando...
VERBIANDO A VIDA!
Raull Santiago
Reflexão sobre Tecnologia e Direitos Humanos no Futuro:
Estava lendo umas matérias sobre tecnologia e vendo o tanto de coisas criadas de uns anos para cá, onde dentre as mais recentes apresentadas, uma moto que não tomba e estaciona sozinha, um celular que fica 42h carregados e que conversa com você através de inteligência artificial profunda e até cachorros robôs que não "sujam a casa e nem comem", salvo recarregar com energia elétrica... E dai para além. 1) É primordial que cada vez mais a gente pressione para que entre na grade dá educação de base, desde o início da vida escolar, o estudo de tecnologias, como iniciação em linguagem de algoritmos, programação. Diante desse "futuro" cada vez mais presente, não podemos permitir que aconteça o analfabetismo tecnológico e o crescimento da desigualdade no acesso à educação também nesse campo. 2) Cada vez mais os humanos serão substituídos por máquinas e diante disso podemos observar duas vertentes de caminhos: 2.1 - Acredito que haverão avanços em diferentes áreas, como a saúde, por exemplo, onde descobriremos curas para diferentes doenças cada vez mais rápido e também a identificação delas nas pessoas, diagnóstico em super velocidade, assim como avançaremos na construção de braços, pernas, olhos e formas de recuperar quase 100% alguma falha ou perda que tenhamos em nosso corpo... Porém... 2.2 - Aqui é o que me assusta... Mais máquinas, menos trabalho, menos renda para muitas pessoas. Por conta do avanço tecnológico, é possível que estejamos caminhando para um futuro que tenha também um altíssimo nível de desigualdade, tanto entre pessoas, como entre países, elevando ainda mais a forma como isso é hoje. Nós que atuamos no campo dos direitos humanos precisamos estar atentos à esses avanços e tentar ver um pouco a frente, enquanto pressionamos para que nossas crianças e jovens tenham acesso não apenas à utilizar o que é criado, mas também de entenderem o passo a passo dá criação, para criarem também. Num futuro de robôs, o que será das pessoas? Como será a distribuição de renda? Será que todos e todas terão acesso as tecnologias de saúde, por exemplo? Pois se poucas pessoas tiverem o conhecimento, o acesso pode se tornar caríssimo. Vale lembrar que já estão vendendo, por exemplo, passagens (bem caras, diga-se) para que algumas poucas pessoas façam uma viagem espacial... Não tô na empolgação de ir na lua, mas pensem, isso já está acontecendo AGORA. Precisamos garantir acesso a tecnologia de ponta para a base e ao mesmo tempo, acompanhar de perto o avanço tecnológico pelo mundo, tentando "ler" os resultados que isso possa trazer mais à frente, Afinal... Nem as postagens do Facebook alcançam a todos, se não forem patrocinadas... A bolha está aqui, mas também está no planeta inteiro. O futuro é tecnológico, o monitoramento, a educação, tudo! Então precisamos entender muito disso. E se tiver um tempinho, assistam o anime: UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, principalmente a história dá encarnação no mundo do futuro... É MUUUUUUITO interessante! É isso. #NósporNós #FavelaSempre #ColetivoPapoReto
Morreu #ZygmuntBauman, sociólogo, filósofo e escritor polonês. Em 2015, durante sua primeira visita ao Brasil fiz uma entrevista com ele, no Bar do David - Chapéu Mangueira, que foi veiculada no canal GloboNews, onde eu trabalhava na época. Também participaram dá matéria minha amiga Olivia Renault e Sandiego Fernandes e com o super apoio de nossas amigas da Zahar. Bauman é criador do conceito de modernidade líquida e considerado um dos principais intelectuais do século XX, morreu aos 91 anos. "De certa forma, na vida contemporânea somos todos desconhecidos. Somos desconhecidos em relação ao que está ao nosso redor, e também para nós mesmos. O que acontece na sociedade contemporânea é que estamos em movimento. Chamamos isso de 'tumbleweed society'." Bauman. #NósporNós #FavelaSempre #ColetivoPapoReto #GloboNews - #NuncaDesliga �� Essa é a matéria: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/v/sociologo-polones-zygmunt-bauman-discute-rumos-da-educacao-na-modernidade/4463824/
Defender Direitos Humanos não é ser ou encobertar quem comete crimes.
Hoje a polícia amanheceu na frente de uma das casas de familiares que durmo pela favela, era bem cedo, logo no inicio do dia. Assim que alguns desses familiares viram a PM, me acordaram e me informaram da presença deles, bem baixinho e com medo. Eu também fiquei apreensivo e me mantive em silêncio, monitorando a permanência deles no beco e na porta da casa em que eu estava, até eles saírem.
É difícil essa situação de ter que estar "me escondendo" ou monitorando PMs, não a partir do trabalho de denunciar os abusos, nesse caso, mas por conta de me proteger e não expor as pessoas da casa em que eu estava, pois com certeza essa ficaria marcada e seria alvo de revistas em todas as operações, esculachos e talvez ate algo mais grave.
Poderiam forjar o lugar dizendo que ali haviam drogas e armas, por exemplo.
Como muitas pessoas sabem, faço parte de um coletivo de comunicação independente chamado COLETIVO PAPO RETO, que dentre as diversas atividades que desenvolvemos, denunciar arbitrariedades policiais na favela é uma vertente conhecida desse trabalho, que usamos como forma de destacar os policiais problemáticos, acreditando que quando aquele ou aquela que deveria proteger e servir são os primeiros a cometerem as violações, isso alimenta toda uma situação caótica.
Por conta disso, tentar garantir direitos e discutir uma segurança pública que não seja de violações e extermínio do nosso por, em nome da lei, muitas vezes somos perseguidos por policiais criminosos.
Pois bem... Falar de DIREITOS HUMANOS é muito urgente diante da realidade atual, onde de diferentes formas se tenta criminalizar seu significado e quem atua tentando garantir justamente eles, os direitos básicos de TODOS e TODAS, seres humanos.
Defensores e defensoras de Direitos Humanos não são bandidos, bandidas, ou protetores de quem faz coisa errada. E vale relembrar que DIREITOS HUMANOS não sou eu, Raull Santiago...
“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”
Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
Tá certo que as palavras são bonitas e que a prática ainda é muito distante dessa utopia de valorização total do ser humano, mas é importante ter essa proposta de nível mundial que busque essas garantias, com a qual, dentre algumas outras, podemos usar como base na luta desses direitos.
Lógico que atuo nesse campo focando na realidade extrema e problemática que vivemos nas favelas. Realidade que vivo aqui no Complexo do Alemão; Locais onde direitos básicos não são garantidos e há muitas violações, na maioria das vezes cometida e alimentada pelo próprio estado partidário.
É comum pessoas quem não vivem nossas dificuldades, que as vezes nunca vieram em uma favela, nunca ficaram sem um teto, sem alimento, tiveram a casa invadida e destruída por agentes do estado ou seu corpo agredido, dizer que Direitos Humanos é Direito "Dos Manos", tentando criminalizar quem usa essa garantia para expor esses abusos, principalmente se o defensor ou defensora de DH for da favela, da periferia.
Isso se dá porque na favela nós usamos muito o significado dessas duas palavras, Direitos Humanos, nos agarramos ao seu significado. É porque aqui o bagulho é doido todo dia, por isso usamos tanto e vocês nos veem falando, buscando garantias o tempo todo.
A realidade da favela para dentro, onde as câmeras da mídia não entram e os políticos passam rapidamente apertando mãos na época das eleições, é que os criminosos são em grande proporção agentes do estado, que usam farda para cometer crimes diversos, arbitrariedades intermináveis e execuções sumárias de pessoas na favela.
E bandido maior é o estado que além de não garantir acesso aos direitos básicos, só observa a favela pela mira do fuzil de um policial, mandando pobre para matar pobre, sem discutir desigualdade social, direitos, política de participação coletiva, planejamento conjunto de intervenções de melhoria estrutural e de qualidade de vida, a partir de algumas ações de políticas públicas que nunca vieram.
Na realidade da favela, o estado não garante direitos básicos, como moradia, por exemplo. Mas nos faz gastar o que não temos com caixão e enterros.
Enfim...
Eu acredito no que estou fazendo, acredito no que aprendo com meus amigos e amigas, acredito que precisamos mudar a realidade da nossa favela, da nossa juventude e o futuro de nossas crianças.
Muitas vezes nossos pais tiveram medo de que acontece-se alguma coisa por estarmos no lugar errado e na hora errada... Só que na nossa realidade de sobrevivência, para a polícia, para o estado, toda hora e em qualquer lugar nós estamos errados.
Precisamos cuidar uns dos outros, principalmente nós jovens que estamos sendo eliminados de forma tão brutal. Precisamos multiplicar pelos becos, pelos corredores da nossa favela o cuidado de uns com os outros, de termos uns aos outros como irmãos e cuidar para que esse sentimento se multiplique e seja valorizado por cada favelado e favelada.
Tento e acredito que devemos desconstruir o caos em que somos colocados diante da não garantia de direitos. Para isso não devemos julgar nossos irmãos e irmãs da favela, mas perceber o porque as coisas são dessa forma, porque estão em certos caminhos e tentar transformar para o menos pior possível, preservando a vida, liberdade, os direitos e a garantia da geração futura da nossa gente. A nossa luta em união fará acontecer.
É isso que me guia, é isso que me representa os Direitos Humanos, ainda mais quando não temos a garantia de nada. Direitos Humanos tem sido a melhor utopia para me apegar, enquanto tento criar formas de um dia nosso povo não precisar experimentar esse mundo de forma tão dolorosa.
Não é a totalidade, eu sei. E aqui temos amplamente sorrisos, amor, coletividade e união. Mas existem muitos e muitas que ainda não tem mais de duas refeições por dia, que não tem acesso a nada e que ainda são esculachados por isso, então não podemos nos acomodar.
Sobrevivo no inferno, que também é meu paraíso de esperança. E assim, sigo semeando flores.
Rebele-se!
A natureza da vida te ensinou a rastejar antes de andar para que você perceba que as mudanças na sua vida acontecem unicamente com o seu próprio esforço, te fez inicialmente depender de pessoas para que ao crescer leve contigo o entendimento de solidariedade, respeito pela dificuldade do outro e humildade. Quando nascemos vivemos a dependência, quando crescemos, aprendemos a cuidar de nós mesmo! Não aceite que aqueles que deveriam ser representantes do querer popular te façam rastejar e depender, e sim, rastejamos e dependemos! No mínimo 8h de trabalho para termos acesso básico aos nossos direitos garantidos constitucionalmente, como moradia e alimentação, mais que isso, as vezes nem para estes dá, 2h ou 3h esmagados em ônibus lotados para chegar ao local do trabalho, não do emprego. Educação ruim, saúde ruim, segurança ruim, etc. Neste momento, SIM, nós RASTEJAMOS após termos crescidos! A Constituição Federal diante do capital selvagem é apenas um livro de utopias, uma ficção científica! Fora com tudo isso, LEVANTE-SE, não aceite RASTEJAR! Viva a insurreição! Viva o caos! REBELE-SE!
PAINEL DAS BASES - APROFUNDANDO.
Nos meses passados, por vários dias postei em tempo real(redes sociais, principalmente #INSTAGRAM) uma vivência da qual participei de grande importância para o país, o #PaineldasBasesBR. O Painel das Bases brasileito foi um encontro que de imediato nem eu mesmo havia entendido sua potência e importância, mas, que no decorrer do mesmo, além de entender o que significava aquele momento, pude crescer como militante, mais que isso, como ser humano. O tempo em que estive em vivência profunda com cada resistência de base que estava participando deste marco, me marcaram e influenciaram de forma profunda.
Nesta imersão, o objetivo primordial foi costruir uma mensagem sobre a vida que queremos para nós e para o planeta, a partir de nossas vivências e entendimentos acumulados em nossa militância. Como admirador do Anarquismo, me coloquei no encontro como um ser humano que busca o respeito a liberdade, com ênfase na não representação, onde cada um tem o direito de escolher aquilo que é bom para si próprio e assim formar redes, coletivos de vivência e avanço. "Anarquistas concordam que o homem possui, por natureza, todos os atributos necessários para viver em liberdade e concórdia social. Não acreditam que todo homem seja bom por natureza, mas estão convencidos de que o seja por natureza social." Concordo e acredito nesse pensamento, durante o encontro expus o que entendo como caminhos para um mundo melhor e fiz propostas baseadas no que acredito, apesar de saber que dentro da nossa realidade, poucos são aqueles que se vêem e entendem como cidadão pleno de direito e liberdade, estes oprimidos por governos corruptos escravos de um sistema falido. No meio disso tudo, para os que de alguma forma conseguem ter voz, poucos ou nenhum querem os ouvir, nos ouvir. Observando essas surrealidades ou pior, REALIDADES, pela qual passa a vida humana, a mensagem coletiva criada pelos participantes do #PaineldasBasesBR para o mundo mostrou com muita intensidade que não aceitamos mais estes PLANOS DE MORTE para a nação brasileira, para o planeta e apontamos caminhos simples, porém importantes para que possamos inverter o quadro e caminharmos de fato para um verdadeiro PLANO DE VIDA GLOBAL.
Para que todos possam participar e opinar sobre este encontro, segue abaixo a #MensagemCriada e outras iformações, fotos e vídeos do encontro. Apropriem-se, opinem, isto é importante para todos nós!
▪▪▪ No mês de julho de 2013, pessoas de diversas partes do país que têm em comum histórias de exclusão e resistência, se reuniram na Floresta da Tijuca - Rio de Janeiro para analisar as políticas e programas desenvolvidos a partir dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as propostas do Painel de Alto Nível para a definição da Agenda de Desenvolvimento pós-2015, com objetivo de construir uma mensagem sobre a vida que queremos para nós e para o planeta. A mensagem criada no painel brasileiro recebeu o nome de Awêre para Kisile. Nela, fica clara a diversidade do grupo. Awêre é uma palavra Tupinambá e Kisile tem origem na África. Juntas, elas significam: “Que dê tudo certo para os que ainda não têm nome”.
Esta iniciativa, chamada Painel das Bases, aconteceu em 4 países: Brasil, Egito, Índia e Uganda.
(Segue a mensagem Brasileira)
Awêre para Kisile
“Que tudo dê certo para os que ainda não têm nome.”
A Roda
A vida roda, o mundo roda,
tudo eu tenho, tudo tu tens na Gaia.
Mas, nada chega como direito?!
Parecendo favor?!
Até você?! Parceiro, amigo, companheiro.
Que na arte de inverter o olhar;
sinto cheiro do povo no ar;
luta diária da alegria e dor;
sabor da vida, trabalho e amor;
resiliência no frio e no calor;
na fé do credo, meu senhor, minha senhora!
Levo agora mais bagagem.
Conhecimento e fortalecimento
Governanças dos direitos de viver,
das bases ao poder.
Maria Antonieta Guido da Silva
Nós caboclos, ribeirinhos, negros, jovens, favelados, índios, homens e mulheres, seres humanos, reunidos na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, no mês de julho de 2013, enviamos nossa mensagem para o Planeta buscando tocar principalmente àqueles que tem o poder de decisão sobre as políticas que irão afetar nossas vidas e a nossa Mãe Terra a partir de 2015.
Analisando as políticas e programas desenvolvidos a partir dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as propostas do Painel de Alto Nível para a definição da agenda de desenvolvimento pós-2015, não identificamos aí nossa visão de mundo e nem os anseios dos nossos irmãos e irmãs. Reconhecemos, no entanto, alguns indicativos com os quais concordamos, mas que na prática não produzem o efeito almejado.
Sentimos que nesse rumo, continuamos desenvolvendo um plano de morte para o planeta e para todos os seus habitantes. Mas não estamos parados, desde nossos Territórios diversos lutamos pela VIDA e apresentamos aqui alguns elementos que consideramos necessários para um PLANO DE VIDA GLOBAL.
No plano de vida global, tudo esta interligado. Um depende do outro, a pessoa humana, a natureza, os organismos governamentais, todos são parte de um todo.
Para se efetivar o plano de vida global é necessário que cada povo possa construir seus próprios planos de vida locais.
É necessário respeitar e garantir a interação desses planos de vida com os planos de vida da Mãe Terra, possibilitando condições de vida digna e integrada à natureza e a sua preservação. Entendemos como dignidade a plena realização dos direitos humanos e as seguranças básicas em termos de moradia, garantia à terra, saúde, alimentação, educação, transporte e lazer.
As formas de governo e organização devem refletir realmente as vontades e aspirações do povo, reconhecendo nele os diferentes papéis na sociedade, potencializando as diversas formas de saberes, sempre respeitando e garantindo as diversidades e mobilização comunitária, e as formas justas, igualitárias e sustentáveis de produção e circulação econômica, em todos os segmentos desde as frentes de trabalho à produção artística local na perspectiva de promoção da vida e o acesso livre e consciente à informação, garantindo em especial a interação social às pessoas que vivem isoladas.
Entendemos que a família precisa ser fortalecida como espaço primordial de formação integral da criança, para a construção de uma sociedade cidadã onde todos possam viver seus planos de vida dignamente.
Obstáculos e bloqueios - Planos de morte
Para que o PLANO DE VIDA GLOBAL possa acontecer de fato precisamos tirar de cena o modelo atual que mais parece pertencer aos tempos arcaicos, onde a publicidade impera e as ações entram apenas no campo das utopias, onde deixamos de viver e passamos a sobreviver fazendo assim a humanidade caminhar para um PLANO DE MORTE.
Entendemos como PLANO DE MORTE este interesse inverso às demandas da sociedade, impulsionado por interesses POLÍTICOS e ECONÔMICOS que se reproduz e se fortalece através das amarras desse sistema que não permitem vislumbrar alternativas.
A dependência política e econômica do sistema gera a exploração do trabalho, fazendo com que baixos salários e enorme carga horária não deixam espaço para investimento pessoal, apoio familiar, lazer, entre outras.
Entre as diversas estratégias desse plano de morte, estão os atravessadores econômicos, políticos e sociais que impedem ou dificultam as relações diretas, tanto na formulação e implementação de políticas públicas, como na garantia dos direitos humanos e nos ciclos produtivos voltados para a satisfação de necessidades básicas.
As instituições e esferas que deveriam ser uma prioridade e zelar pelos direitos básicos se tornam ineficazes devido às condições sempre muito precárias, faltando investimento e atenção justamente nos espaços legalmente constituídos para a defesa dos direitos fundamentais.
O sistema administrativo e burocrático dos Estados está montado para favorecer os interesses de uma pequena parcela da população, criando dificuldades e impedimentos para a grande maioria.
O não cumprimento da constituição e muitas de suas leis, junto com a falta de informação da população causa o descrédito, sendo que muitas vezes estas leis são aplicadas de forma diferenciada conforme o poder econômico, grau de instrução, local de moradia, entre outras, prejudicando a construção de uma vida digna.
Muitas vezes as políticas e programas voltados para combater os males sociais acabam gerando maiores problemas por estarem completamente descoladas da realidade de quem enfrenta estes problemas.
A realidade mostra ainda que pessoas e grupos engajados em lutas sociais muitas vezes acreditam que a única possibilidade de desenvolvimento, ou mesmo sobrevivência, é fazer parte do sistema, se corrompendo e deixando de lado suas ideologias e convicções, enfraquecendo seus verdadeiros objetivos de luta.
Todo esse plano de morte está permeado de múltiplas formas de violência (física, psicológica, institucional, social, ambiental), violando integralmente os Direitos Humanos e aprisionando a população ao medo e aos preconceitos por achar que a solução para a violência se resolve com mais violência.
Os Planos de Morte têm gerado um alto grau de desumanização, matando o amor entre as pessoas, fazendo com que o “ter” seja mais importante que o “ser”.
Caminhos para VIDA
Devido a tantos bloqueios e obstáculos para se construir um Plano de Vida global que acolha as mais diferentes formas de vida, aqueles que acreditam no ser humano e na natureza, não se calam e realizam ações concretas para enfrentar o plano de morte desse sistema político e econômico que beneficiam poucos e excluem muitos.
Partindo dessa realidade, trazemos algumas propostas:
A Educação Popular traz como objetivo incluir, capacitar e conscientizar homens e mulheres dentro de suas diversidades culturais, tratando assim o diferente de forma diferente, que possa de forma holística aprender e ensinar de acordo com sua realidade local. Principalmente utilizando a cultura artística em suas mais derivadas formas como um processo transformador social, econômico, político, educativo e espiritual. Trabalhando dessa forma a educação popular torna-se a base essencial para um verdadeiro processo de transformação.
As formas justas, igualitárias e sustentáveis de produção, geração de trabalho e distribuição de renda devem servir como modelo para um novo sistema econômico. As iniciativas de cunho sócioambiental, baseadas na cooperação e na solidariedade, devem receber todo o incentivo em termos de recursos, técnicas e meios necessários para o seu desenvolvimento, visando a revitalização, manutenção e preservação do ambiente em que se vive.
Construção de novas alianças entre pessoas, grupos, associações, cooperativas, movimentos, órgãos de governo, agências internacionais, empresas e universidades, que tenham realmente o compromisso com o estabelecimento de um PLANO DE VIDA GLOBAL integrado.
Articulação entre diferentes lutas e bandeiras viabilizando a interação entre diferentes categorias e localidades identificando caminhos de resistência na luta por direitos.
As formas de governo e organização devem ser constituídas a partir dos processos e necessidades reais da população, democratizando o acesso à informação e conhecimento dos direitos básicos. Estas formas devem se basear nas experiências de auto-gestão dos diferentes territórios, respeitando as diversidades regionais, sociais e culturais dos povos.
A construção de alternativas coletivas nos territórios, frente à inoperância do sistema, deve ser tomada como ponto de partida fundamental para a implementação de políticas públicas estruturantes que atendam realmente os interesses da população considerando e respeitando sua diversidade. Exemplos fortes são a auto-demarcação de terras indígenas e quilombolas e os movimentos urbanos de luta por moradia.
A realização dessas propostas que compõem o PLANO DE VIDA GLOBAL deve caminhar com a valorização da solidariedade nas relações humanas, superando a desumanização produzida pelo sistema consumista e revigorando o amor no coração de cada ser humano. A união e interação harmônica na diversidade são base para o bem-comum.
Sabemos que não se esgotam aqui as iniciativas necessárias para que possamos reverter esse caminho de morte e entrar num verdadeiro PLANO DE VIDA GLOBAL.
Por último, gostaríamos de dizer que o monitoramento autônomo, por parte das bases, de políticas e ações de governo, em especial daquelas que venham a ser incluídas na Agenda de Desenvolvimento pós-2015, é essencial e deve ser facilitado, estimulado e apoiado em todos os níveis. .
Com esse propósito decidimos que esse Painel das Bases, de ALTÍSSIMO nível, não irá se dissolver, mas ao contrário, se fortalecer para continuar contribuindo com o nosso olhar.
[1] Awêre: Palavra Tupinambá que significa “Que dê tudo certo”
Kisile: palavra em Banto que significa: Aqueles que ainda não têm nome.
Vídeos do PAINEL DAS BASES BR: http://vimeo.com/69740747 http://vimeo.com/74432147
Fotos do PAINEL DAS BASES BR: https://www.facebook.com/raullsantiago/media_set?set=a.536080473106874.1073741831.100001147783074&type=3
OS PAINELISTAS DAS BASES:
Ben Hur - Morador de PELÓTAS-RS. Fundador e Presidente da ONG Anjos e Querubins, que existe há 10 anos. Tem seu campo de atuação na arte, educação e cidadania. Através de sua militância, tem como objetivo mostrar aos jovens que eles são a transformação que eles querem ser. Raquel Monteiro Florentino, Petrópolis-RJ - componente do grupo Raio de Luz e integrante da ONG Brasil pela Dignidade. Envolvida com as ONGs citadas a partir de uma entrevista, acabou se identificando com o trabalho das muitas mulheres da instituição que unidas na luta desenvolvem belíssimos trabalhos com crianças, jovens e mulheres. Rafael Nascimento Miranda - FEIJÃO, Vitória-ES. É componente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos desde que nasceu, o que o motivou a fundar o Grupo de Cultura Afro KISILE. Através da militância tem como objetivo a busca da vida digna para todos os seres humanos e a quebra dos preconceitos colocados pelo sistema. Potyra Tê Tupinambá, Ilhéus-BA. Vinda da Aldeia Itapoã, terra indígena Tupinambá – Organização Thydêwá. Ciber -ativista,etino jornalista, advogada e militante pelos direitos territoriais e humanos dos povos indígenas. Jamapoty Tupinambá, Ilhéus-BA. Vinda da Aldeia Taba Taboa, terra indígena Tupinambá de Olivença. É Cacique do povo Tupinambá de Olivença, em sua liderança luta pelos direitos dos povos indígenas. Maria Arlete Maciel Furtado, Floresta Nacional do Purus – AM. Trabalha em um projeto chamado Jardim da Natureza que atua com artesanato e tem como objetivo maior a conscientização ecológica. Atua com crianças, jovens e senhoras. Está na militância pelo querer de resgatar e manter a cultura local. Maria Antonieta Guida da Silva, Belém-PA. É componente da ONG Associação Comunitária do Bairro do Guamá. Sua mãe foi fundadora da associação mencionada e hoje Antonieta é a atual coordenadora. Milita com projetos e programas sociais educacionais, culturais esportivos e de inclusão digital, com crianças, jovens, adultos e idosos. Entrou na militância pela busca dos direitos ao desenvolvimento humano. Claudia Barroso da Silva, Petrópolis-RJ. É componente do grupo Raio de Luz e integrante da ONG Brasil pela Dignidade. Desde a fundação das instituições acima e sentir afinidade com o trabalho, componente da instituição. Robson Borges, Rio de Janeiro-RJ. Fundador e Coordenador da Cooperativa Eu Quero Liberdade, que tem como objetivo a geração de trabalho e renda através da coleta seletiva, transformação e comercialização de recicláveis. Cooperativa de Reciclagem Eu Quero Liberdade. Entrou na militância pela libertação das categorias marginalizadas, tas como: Egressos do sistema penal,dependentes químicos e população em situação de rua. Pamela Souza, Rio de Janeiro-RJ. Coordenadora do projeto Art Complex, que tem como objetivo criar um meio de sustentabilidade alternativa através da confecção de recicláveis e é integrante do coletivo #ocup3aALEMÃO. Sua militância tem como foco a luta contra as desigualdades. Raull Santiago, Rio de Janeiro-RJ- Complexo do Alemão. Formado pelo que aprendo nas práticas da realidade, é através de minhas vivências que escrevo minhas teorias - Raull Santiago. Ativista social dos direitos humanos, educação, democratização da informação e cultura livre. Articulador e mobilizador social. Midialivrista e Rapper. Escritor, talves. Parte integrante do coletivo #ocupaALEMÃO. Como militante da juventude, busco formar uma rede horizontalizada de avanço coletivo, através da troca de vivências, conhecimentos e entendimentos das realidades. Ativismo, redes, coletividade.Ativismo, redes, coletividade.
Sobre #PACIFICAÇÃO
Não me respeitas como cidadão pleno de direitos, não respeito suas iniciativas e leis das quais não participei da criação. As favelas são a maior prova de que podemos caminhar sem #aquilo que hoje se tornou “alguém”, o organismo imenso e todo poderoso, síntese da centralização, da autoridade, dominador do poder político, econômico e social: o Estado. Este que através de leis dais quais não participamos da criação, sequer formos consultados em sua criação e nem incentivados a conhece-las, somos domados dentro do discurso alucinógeno de que estão nos representando e pensando no bem social. O estado nunca se fez presente de forma efetiva positiva nas favelas, nunca teve interesse na evolução das mesmas. Esgoto a céu aberto, falta de moradia, dificuldades em geral somado a uma educação deveras péssima, sempre foram garantia de voto. Nesta dita democracia, o que se propaganda como “ a arma do povo”, o voto, este quando não violado, é dado “de bom grado” mediante o “sanar” de alguma demanda aparentemente pontual(Compra de votos). Democracia esta onde votar é uma obrigação. Guiados unicamente pelo capitalismo, este que brilhantemente Karl Marx interpretou, os políticos partidários, usam o dinheiro público como se fosse propriedade do estado, esquecendo propositalmente que estado não é alguém para ter alguma posse e sim, divisões administrativas do que é de todos. A partir do entendimento irreal de estado como sendo um alguém, criam “políticas públicas” vindas de cima para baixo, sem ligações profundas com a realidade, por exemplo, das favelas, onde no planejamento das ações propostas, não há participação popular no pré-desenvolvimento daquilo que irá impactar diretamente o seu dia a dia, como por exemplo as políticas de segurança: UPPs. Como é comum quando se fala contra a UPP, nos questionam como defensores de traficante e dai para pior… A questão real é bem simples: Como as armas e drogas chegam as favelas? Tem muita gente engravatada ganhando com isso! Usando a favela como cobaia para mascarar o verdadeiro esquema. NAS FAVELAS, a parte mais pobre do lucro, estão quem é executado ou encarcerado como cobaia da máquina. Avanços reais só aconteceriam se trabalhar nas bases, melhorando a educação, fazendo-se valerem as “leis” dos direitos humanos, cuidando de nossas crianças, discutir uma política de drogas que não seja pautada pela guerra. Porém, ser representado por estado, na “democracia” que vivemos, é exatamente fortalecer o ciclo da dependência e sobrevivência que levam nossos jovens para o caminho muitas vezes sem volta da vida do crime. UPP é nada! Não é essa política marketeira de “Pacificação” que irá selar os diversos caminhos que levam um jovem sonhador a entrar nessa arriscada vida. Ninguém sonha em ser traficante! Nenhuma mãe quer enterrar o filho! Não dá mais para aceitar discursos vazios que circundam a superficialidade. Temos cadeias que fomentam a animalidade, a desumanidade, o não-sentimento. Locais que no discurso governantes dizem ser de recuperação, mas que em suma fazem o oposto. Temos uma sociedade que usa a palavra miscigenação somente por acha-lá interessante, pois, o preconceito e racismo é forte e presente, em toda parte. Principalmente com os egressos. UPP não passa de política partidária de reeleição, criada sem nenhum interesse no bem estar da população moradora de favelas. É apenas o braço do estado que tem a função de Manter a Ordem, o que é bem diferente do discurso de “trazer a paz”. Paz sem voz não é paz, é MEDO. UPP é como George Orwell - 1984, com o “grande irmão” cercando por todos os lados. Policiais são defensores do “estado como alguém”, cumprem ordens para defende-lo mesmo quando este viola totalmente os direitos do cidadão. Não só nas favelas, como também nos protestos. Historicamente assim! A UPP quando chega as favelas se torna referência, o exemplo de MONOPÓLIO, atropelo e real intenção de qual intervenção propõe o “estado como alguém” no local: o controle autoritário geral do território. Exemplo disso, é uma instituição de segurança passar a ser o principal canal de mediação entre estado e demandas da favela, mais que isso, incumbida de tomar decisões sobre arte, cultura. Isso é a verdadeira surrealidade! Derrubar resolução 013 “de boca” é fácil. Pacificar em comercial, mais ainda. Difícil e fazer esquecer o que está tatuado na retina: O ódio exercido por policiais para com as populações faveladas através de abusos, arbitrariedades, desrespeito, violações, agressões e assassinatos. Pacificação de UPP e só, é contenção da camada pobre, autoritarismo armado! Política Inaceitável. . Interessante mesmo é a interpretação de #Proudhon: Governo do homem pelo homem é servidão. - É ser guardado as vistas, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude(…). Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, rotulado, admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido a contribuição, utilizado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, a primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, acossado, maltratado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!“ Pela desmilitarização da PM. Estado que mata, nunca mais!
Sobre Capitalismo
É triste o rumo para o qual caminhamos acreditando estar avançando. O capitalismo é a arma mais poderosa de todos os tempos, pois nossa dependência é a sua força. Dentro deste terrível sistema não queremos o seu fim, pelo contrário, da forma mais covarde possível de alienação, o marketing criado pelos oligopólios, somos escravizados e passamos a legitimar o caos. Os que tem pouco ou quase nada se tornam escravos dos que tem muito, na ilusão de que poderão acumular bastante para um dia talvez chegarem ao outro lado, os menos entusiasmados esperam ter apenas um tanto a mais para realizar o sonho da casa própria, numa democracia onde moradia é um direito constitucional. Os que tem muito, querem mais com medo de um dia faltar aquilo que os domina e comanda suas vidas. Com esse pensamento, deixamos de viver e chegamos ao maior estado de irracionalidade que poderíamos alcançar. Passamos todos a exercer o não-sentimento, o não-respeito, o não-amor, minando a coletividade. Valorizamos e consideramos o algo ao invés de um alguém. Neste sistema capitalista, os detentores do capital estrategicamente, visando o acúmulo compulsivo do que tomaram como de essencial importância, vão dando “valor financeiro” à tudo e todos, até para aquilo que a terra dá de graça. Com isso passam a cobrar pelo acesso, fazendo assim o que não detém capital ter que trabalhar para acumular e poder comprar aquilo que em suma ele mesmo produziu. Dentro deste ciclo, seus acúmulos são mínimos, o que o torna escravo do capital para sua sobrevivência. Com o crescimento populacional e a falta de trabalho para todos, o que poderia causar verdadeiras revoltas, oligopólios e governantes criam formas de fomentar a inferioridade e desanimo, através de uma educação ruim e políticas públicas falidas propositalmente. A cada dia que vou a favelas pacificadas, me entristeço ao ver histórias de resistência coletiva e crescimento conjunto se perderem com a chegada “salvadora” do estado. A #remoçãobranca acontece a passos largos, principalmente nas favelas que ficam próximas ao centro. Com a espada de Dâmocles, ou melhor, o fuzil da polícia, “pendida” sobre a cabeça de cada habitante da localidade, conquistam o terreno com o discurso de trazer o avanço, enquanto isso, o marketing noticia que a CLASSE C, de CONSUMO cresce… Dialogando com as bases, percebemos que os desde sempre habitantes das favelas começam a sair das mesmas com a chegada desta política de segurança inglória, por conta da “valorização” que o local passa a ter. As favelas antes apontadas como perigosas se tornam cenário e referência de turismo excêntrico, agora todos sobem o morro, saem dos apartamentos luxuosos em frente a praia para festas carérrimas nas lajes da favela, sobem os milionários e os gringos também. A pista sobe com sua grana. No morro, os poucos que tem comércio ainda conseguem se manter, já os que apenas moram sentem no bolso o que é essa tal de “valorização”, o encarecimento exorbitante. Por falta de capital para sanarem suas necessidades básicas, eles deixam seus territórios para locais mais afastados, onde tenham condições de viver(comprar). Vitória da coisa! Mais uma vez no ciclo vicioso da escravidão e dependência do capitalismo, vemos que neste sistema importa-se apenas o quanto se tem, que o algo vale mais do que alguém e que alguém só é reconhecido como cidadão pleno de direitos quando tem o capital em acúmulo. Viva o caos da sociedade de merda! \o/ Só na destruição encontraremos novamente a humanidade e o respeito pelo ser humano!
Sobre #MIDIALIVRISMO
Artigo que escrevi para o site do Raízes em Movimento, sobre o que entendo por #MIDIALIVRISMO.
Todos nós somos multimídia, somos capazes de construir informações e compartilhar conhecimentos.
A mídia independente surge como forma alternativa de pessoas e coletivos exporem ideias sobre realidades de diferentes lugares, cumprindo um papel que a mídia tradicional normalmente não cumpre. Uma das ferramentas de base é a “internet”, que tem aparato de fácil acesso e que em áreas urbanas tem grande penetração.
Normalmente as mídias tradicionais (àquelas hegemônicas) vivem da superficialidade, afirmam constantemente questões irreais, descaracterizam as construções coletivas e a vida e a experiência popular, principalmente das camadas pobres. Essas mídias noticiam o que é de interesse de governos/governantes, determinados grupos políticos e conglomerados econômicos. Além disso, deixam de exercer o papel democrático e de participação popular, mesmo atuando a partir de concessões públicas.
No meio desta questão surge o MIDIALIVRISMO, um trabalho sério que discute e influencia diretamente nas políticas públicas a partir do contato P2P, discutindo questões de interesse coletivo e tornado visível situações graves e propositalmente ignoradas pelas mídias convencionais.
Em nosso país muitos ativistas, principalmente os jovens, têm se apropriado das mídias alternativas como forma de ampliação das vozes, por encontrarem no midialivrismo uma forma de colocar seu ponto de vista popular/pessoal ou coletivo sobre ações que os envolvem na maioria das vezes, como: discutir sobre políticas públicas – UPP e PAC.
É importante ressaltar que os midialivristas não atuam somente na internet, usam-se as redes como meio para compartilhar o que está acontecendo e para startar, mobilizar para o que ainda vai acontecer. Exemplos recentes são as manifestações que tem acontecido em diversos estados do Brasil, iniciadas por alguns coletivos na internet. Tem muita gente fazendo a diferença a partir dos 140 caracteres do Twitter, das facilidades Facebook, textos em blogs e outras redes. O alternativo não é apenas poder comunicar, gerar informações, compartilhar e protestar, mas também, ter acesso e fazer transformações de fato.
A cada dia o midialivrismo vem ganhando mais força, dimensões de interferência e mobilizações. Sua presença é de grande importância no cenário atual do país, estado, cidades, todos os espaços. O midialivrista, que normalmente está no exato local onde a situação que ele divulga acontece, acaba por levantar uma discussão muito importante que é a de questionar a forma com que as camadas populares são tratadas diante das intervenções do poder público e da imprensa tradicional. Faz repensar essa mídia convencional que aliena, expõe e banaliza a violência e exploração que as camadas populares sempre foram acometidas.
Qualquer um de nós pode ser multimídia. E a potência de um simples aparelho com acesso a internet é grandiosa diante de atos de terrorismos midiáticos convencionais que antes eram comuns e que hoje são: filmados, fotografados, tuítados, postados, compartilhados, curtidos, discutidos de diferentes formas, com diferentes visões, por diferentes pessoas e coletivos.
- See more at: http://www.raizesemmovimento.org.br/opiniao-sobre-midialivrismo/#sthash.soCMZumq.lE1ynTJS.dpuf
Movimento Poesia das Bases Letra: @RaullSantiago
Papo de responsa eu falo de realidade.
Cria da favela tem que ter atividade.
Pois tudo que acontece, dizem que somos errados.
É que lá na pista não gostam do favelado.
Dizem que a favela é o foco do problema.
Mas, geral tá ligado que o errado é o sistema.
Respeito o trabalhador. Tenha mais humildade.
Guarde sua arrogância, abuso de autoridade.
Sou cria da favela, sou muleque guerreiro.
De família sofrida, do povo brasileiro.
Todos nós somos iguais,
ninguém é mais que ninguém,
se quer o meu respeito,
passe a respeitar também.
REFRÃO
sou cria da favela e sei que você não gosta.
Explora da pobreza mas não abre uma porta.
Seu preconceituoso eu não gosto de falsidade.
Porque aqui na favela o papo é reto e de verdade.
O papo é reto e de verdade. Eu sou cria da Favela.
Somos sobreviventes destes becos e vielas.
Muita história eu ouvi, muitas outras eu vi.
E a maior parte delas saiba que eu também vivi.
Vi homem fardado com sangue nos olhos esculachar.
Vi mano crescido comigo, se revoltar!
Tiro trocado, corpos furados, sangue no chão.
É só o pobre morrendo, CHEGA DESSA SITUAÇÃO.
REFRÃO
sou cria da favela e sei que você não gosta.
Explora da pobreza mas não abre uma porta.
Seu preconceituoso eu não gosto de falsidade.
Porque aqui na favela o papo é reto e de verdade.
Ouço fogos de longe, tiroteio começando.
E como cão e gato mais um dia o pobre se matando.
Enquanto os criminosos,que usam terno e gravata,
estão bebendo espumante brindando a nossa alma.
Filhos da puta! Raça do mal!
Nesse seu discurso fake não cabe a VIDA REAL.
Movimento Poesia das Bases Letra: @RaullSantiago
No meio da floresta da Tijuca com Amazonas Indígenas de Ilhéus, percussionista do Sul. Com a batida do Espírito Santo vou a Belém do Pará, Minas Gerais, Petrópolis, Vamos conectar! Olha do alto e imagina a cena Governos tremem, sabem que vem problema Problema para eles, pois pra nós é solução Porque a base é forte e trás transformação.
REFRÃO Se liga ê presta atenção, eu sei que fácil não está, mas quando é de coração, é impossível de parar. A utopia aconteceu, dentro de nós concretizou e para isso melhorar, nós que multiplicar.
Força e fé Awerê para KISILE. Que muitos possam ver, que muitos possam sonhar, Acreditar, participar, multiplicar e crescer Sonhar para viver e não viver sonhando. Acreditar e caminhar pela mudança todo dia Por nossa Amazônia, pelas terras indígenas. Favelas, palafitas , perifas do Brasil e mundo. Por todo mundo, vem todo mundo. Horizontal e coletivo democratizando Não apenas falando, transformando de fato. A poesia evolutiva que te trás esperança Sorriso de criança, pelo futuro dela. Pelo planeta terra que estamos matando, Pois sem nosso planeta, estamos nos exterminando.
REFRÃO Se liga ê, presta atenção, Eu sei que fácil não está, Mas quando é de coração, É impossível de parar. A utopia aconteceu, dentro de nós concretizou e para isso melhorar, Nós temos que multiplicar.
Multiplicar é isso aí que temos que fazer! Tirar a venda dos olhos que não nos deixam ver. A crueldade na cidade, favela, periferia, violações nas florestas e nas terras indígenas. 27 estrelas, bandeira do Brasil. Pra cada uma estrela Problemas mais de mil. Mas os Kisiles estão tentando e o que eu posso dizer. Paz e Fé Força e Amor. Aí Awêre!!
Muitas vezes subindo as escadarias, becos e vielas da minha favela, eu me perguntava o porque dessa merda toda e qual o meu papel nessa vida. Foi então que descobri que sou um pequeno vírus que segue abalando o sistema da correnteza que guia a humanidade para à alienação. Eu sou a esquizofrenia dos que se consideram normais. Eu sou a minha própria doença!
Raull Santiago.
PAINEL DAS BASES -BR, recomendações brasileiras.
No mês de julho de 2013, pessoas de diversas partes do país que têm em comum histórias de exclusão e resistência, se reuniram na Floresta da Tijuca - Rio de Janeiro para analisar as políticas e programas desenvolvidos a partir dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as propostas do Painel de Alto Nível para a definição da Agenda de Desenvolvimento pós-2015, com objetivo de construir uma mensagem sobre a vida que queremos para nós e para o planeta. A mensagem criada no painel brasileiro recebeu o nome de Awêre para Kisile. Nela, fica clara a diversidade do grupo. Awêre é uma palavra Tupinambá e Kisile tem origem na África. Juntas, elas significam: "Que dê tudo certo para os que ainda não têm nome".
Esta iniciativa, chamada Painel das Bases, aconteceu em 4 países: Brasil, Egito, Índia e Uganda.
(Segue a mensagem Brasileira)
Awêre para Kisile
“Que tudo dê certo para os que ainda não têm nome.”
A Roda
A vida roda, o mundo roda,
tudo eu tenho, tudo tu tens na Gaia.
Mas, nada chega como direito?!
Parecendo favor?!
Até você?! Parceiro, amigo, companheiro.
Que na arte de inverter o olhar;
sinto cheiro do povo no ar;
luta diária da alegria e dor;
sabor da vida, trabalho e amor;
resiliência no frio e no calor;
na fé do credo, meu senhor, minha senhora!
Levo agora mais bagagem.
Conhecimento e fortalecimento
Governanças dos direitos de viver,
das bases ao poder.
Maria Antonieta Guido da Silva
Nós caboclos, ribeirinhos, negros, jovens, favelados, índios, homens e mulheres, seres humanos, reunidos na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, no mês de julho de 2013, enviamos nossa mensagem para o Planeta buscando tocar principalmente àqueles que tem o poder de decisão sobre as políticas que irão afetar nossas vidas e a nossa Mãe Terra a partir de 2015.
Analisando as políticas e programas desenvolvidos a partir dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e as propostas do Painel de Alto Nível para a definição da agenda de desenvolvimento pós-2015, não identificamos aí nossa visão de mundo e nem os anseios dos nossos irmãos e irmãs. Reconhecemos, no entanto, alguns indicativos com os quais concordamos, mas que na prática não produzem o efeito almejado.
Sentimos que nesse rumo, continuamos desenvolvendo um plano de morte para o planeta e para todos os seus habitantes. Mas não estamos parados, desde nossos Territórios diversos lutamos pela VIDA e apresentamos aqui alguns elementos que consideramos necessários para um PLANO DE VIDA GLOBAL.
No plano de vida global, tudo esta interligado. Um depende do outro, a pessoa humana, a natureza, os organismos governamentais, todos são parte de um todo.
Para se efetivar o plano de vida global é necessário que cada povo possa construir seus próprios planos de vida locais.
É necessário respeitar e garantir a interação desses planos de vida com os planos de vida da Mãe Terra, possibilitando condições de vida digna e integrada à natureza e a sua preservação. Entendemos como dignidade a plena realização dos direitos humanos e as seguranças básicas em termos de moradia, garantia à terra, saúde, alimentação, educação, transporte e lazer.
As formas de governo e organização devem refletir realmente as vontades e aspirações do povo, reconhecendo nele os diferentes papéis na sociedade, potencializando as diversas formas de saberes, sempre respeitando e garantindo as diversidades e mobilização comunitária, e as formas justas, igualitárias e sustentáveis de produção e circulação econômica, em todos os segmentos desde as frentes de trabalho à produção artística local na perspectiva de promoção da vida e o acesso livre e consciente à informação, garantindo em especial a interação social às pessoas que vivem isoladas.
Entendemos que a família precisa ser fortalecida como espaço primordial de formação integral da criança, para a construção de uma sociedade cidadã onde todos possam viver seus planos de vida dignamente.
Obstáculos e bloqueios - Planos de morte
Para que o PLANO DE VIDA GLOBAL possa acontecer de fato precisamos tirar de cena o modelo atual que mais parece pertencer aos tempos arcaicos, onde a publicidade impera e as ações entram apenas no campo das utopias, onde deixamos de viver e passamos a sobreviver fazendo assim a humanidade caminhar para um PLANO DE MORTE.
Entendemos como PLANO DE MORTE este interesse inverso às demandas da sociedade, impulsionado por interesses POLÍTICOS e ECONÔMICOS que se reproduz e se fortalece através das amarras desse sistema que não permitem vislumbrar alternativas.
A dependência política e econômica do sistema gera a exploração do trabalho, fazendo com que baixos salários e enorme carga horária não deixam espaço para investimento pessoal, apoio familiar, lazer, entre outras.
Entre as diversas estratégias desse plano de morte, estão os atravessadores econômicos, políticos e sociais que impedem ou dificultam as relações diretas, tanto na formulação e implementação de políticas públicas, como na garantia dos direitos humanos e nos ciclos produtivos voltados para a satisfação de necessidades básicas.
As instituições e esferas que deveriam ser uma prioridade e zelar pelos direitos básicos se tornam ineficazes devido às condições sempre muito precárias, faltando investimento e atenção justamente nos espaços legalmente constituídos para a defesa dos direitos fundamentais.
O sistema administrativo e burocrático dos Estados está montado para favorecer os interesses de uma pequena parcela da população, criando dificuldades e impedimentos para a grande maioria.
O não cumprimento da constituição e muitas de suas leis, junto com a falta de informação da população causa o descrédito, sendo que muitas vezes estas leis são aplicadas de forma diferenciada conforme o poder econômico, grau de instrução, local de moradia, entre outras, prejudicando a construção de uma vida digna.
Muitas vezes as políticas e programas voltados para combater os males sociais acabam gerando maiores problemas por estarem completamente descoladas da realidade de quem enfrenta estes problemas.
A realidade mostra ainda que pessoas e grupos engajados em lutas sociais muitas vezes acreditam que a única possibilidade de desenvolvimento, ou mesmo sobrevivência, é fazer parte do sistema, se corrompendo e deixando de lado suas ideologias e convicções, enfraquecendo seus verdadeiros objetivos de luta.
Todo esse plano de morte está permeado de múltiplas formas de violência (física, psicológica, institucional, social, ambiental), violando integralmente os Direitos Humanos e aprisionando a população ao medo e aos preconceitos por achar que a solução para a violência se resolve com mais violência.
Os Planos de Morte têm gerado um alto grau de desumanização, matando o amor entre as pessoas, fazendo com que o “ter” seja mais importante que o “ser”.
Caminhos para vida
Devido a tantos bloqueios e obstáculos para se construir um Plano de Vida global que acolha as mais diferentes formas de vida, aqueles que acreditam no ser humano e na natureza, não se calam e realizam ações concretas para enfrentar o plano de morte desse sistema político e econômico que beneficiam poucos e excluem muitos.
Partindo dessa realidade, trazemos algumas propostas:
A Educação Popular traz como objetivo incluir, capacitar e conscientizar homens e mulheres dentro de suas diversidades culturais, tratando assim o diferente de forma diferente, que possa de forma holística aprender e ensinar de acordo com sua realidade local. Principalmente utilizando a cultura artística em suas mais derivadas formas como um processo transformador social, econômico, político, educativo e espiritual. Trabalhando dessa forma a educação popular torna-se a base essencial para um verdadeiro processo de transformação.
As formas justas, igualitárias e sustentáveis de produção, geração de trabalho e distribuição de renda devem servir como modelo para um novo sistema econômico. As iniciativas de cunho sócioambiental, baseadas na cooperação e na solidariedade, devem receber todo o incentivo em termos de recursos, técnicas e meios necessários para o seu desenvolvimento, visando a revitalização, manutenção e preservação do ambiente em que se vive.
Construção de novas alianças entre pessoas, grupos, associações, cooperativas, movimentos, órgãos de governo, agências internacionais, empresas e universidades, que tenham realmente o compromisso com o estabelecimento de um PLANO DE VIDA GLOBAL integrado.
Articulação entre diferentes lutas e bandeiras viabilizando a interação entre diferentes categorias e localidades identificando caminhos de resistência na luta por direitos.
As formas de governo e organização devem ser constituídas a partir dos processos e necessidades reais da população, democratizando o acesso à informação e conhecimento dos direitos básicos. Estas formas devem se basear nas experiências de auto-gestão dos diferentes territórios, respeitando as diversidades regionais, sociais e culturais dos povos.
A construção de alternativas coletivas nos territórios, frente à inoperância do sistema, deve ser tomada como ponto de partida fundamental para a implementação de políticas públicas estruturantes que atendam realmente os interesses da população considerando e respeitando sua diversidade. Exemplos fortes são a auto-demarcação de terras indígenas e quilombolas e os movimentos urbanos de luta por moradia.
A realização dessas propostas que compõem o PLANO DE VIDA GLOBAL deve caminhar com a valorização da solidariedade nas relações humanas, superando a desumanização produzida pelo sistema consumista e revigorando o amor no coração de cada ser humano. A união e interação harmônica na diversidade são base para o bem-comum.
Sabemos que não se esgotam aqui as iniciativas necessárias para que possamos reverter esse caminho de morte e entrar num verdadeiro PLANO DE VIDA GLOBAL.
Por último, gostaríamos de dizer que o monitoramento autônomo, por parte das bases, de políticas e ações de governo, em especial daquelas que venham a ser incluídas na Agenda de Desenvolvimento pós-2015, é essencial e deve ser facilitado, estimulado e apoiado em todos os níveis. .
Com esse propósito decidimos que esse Painel das Bases, de ALTÍSSIMO nível, não irá se dissolver, mas ao contrário, se fortalecer para continuar contribuindo com o nosso olhar.
[1] Awêre: Palavra Tupinambá que significa “Que dê tudo certo”
Kisile: palavra em Banto que significa: Aqueles que ainda não têm nome.
“Raull Santiago, morador do Complexo do Alemão, faz um desabafo em nome da juventude de favela do Rio de Janeiro.
O ato aconteceu depois da sessão de cinema do projeto Cinemão - Veiculo de Ocupação Tática da Cultura.”
Vídeo do PAINEL DAS BASES - BR.
PAINEL DAS BASES foi uma imersão que aconteceu no Rio de Janeiro, onde ativistas de RJ, BA, PA, ES, AM, RS e MG estiveram de forma muito proveitosa, debatendo propostas para continuidade das Metas do Milênio da perspectiva dos pobres e excluídos, pensando a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 a partir da perspectiva local. Para, além disso, mas que debater propostas, formar redes fortes e verdadeiras com pessoas dedicadas a se doar pela transformação social positiva do lugar onde moram, ajudando assim a melhorar o país. As recomendações do encontro foram apresentadas a autoridades brasileiras e encaminhadas às Nações Unidas junto com as da Índia, Uganda e Egito.