TO meme (3/4) Places
"Believe it or not Hayley, I would actually like you to be here. Our daughter should be raised by her parents, in her family home."

Product Placement
The Stonewall Inn
𓃗
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
occasionally subtle
Mike Driver

❣ Chile in a Photography ❣

Jar Jar Binks Fan Club
todays bird
Interview Vampire Daily

if i look back, i am lost
macklin celebrini has autism
Sade Olutola

izzy's playlists!

No title available
hello vonnie
taylor price
Monterey Bay Aquarium

No title available
$LAYYYTER

seen from United States

seen from Türkiye
seen from United States
seen from United Kingdom

seen from Türkiye
seen from Canada

seen from United Kingdom

seen from France

seen from Malaysia
seen from United Kingdom

seen from United States
seen from Canada
seen from Philippines
seen from United States
seen from Germany

seen from Indonesia
seen from Pakistan

seen from Ukraine

seen from Germany

seen from Germany
@readyaimfire-clary-blog
TO meme (3/4) Places
"Believe it or not Hayley, I would actually like you to be here. Our daughter should be raised by her parents, in her family home."
Guarding Angel || Henryssa
- Não é sua culpa - falou automaticamente, se aproximando um passo de cada vez - Eu até fico feliz que você não tenha tentado pará-la. Ela não parece ser o tipo de pessoa que lida passivamente com quem entra em seu caminho.
Não podia culpá-la por não ter feito nada. Madeleine foi a única que a abrigou, cuidou dela e se tinha a capacidade de assassinar pessoas com um machado… Não gostaria de pensar o que aconteceria com Clary se de repente elas se tornassem inimigas. Quando ela estava defendendo a assassina, no entanto, ele tinha ficado realmente irritado. Uma coisa era não puni-la. Outra era estar do lado dela.
- Está tudo bem. Eu vou trazer o colchão aqui para baixo para você poder descansar, okay? - e dito isso, subiu as escadas, tirou o colchão da cama e o jogou no primeiro andar, dando uma olhada antes para não acabar acertando-a sem querer.
"Ela precisa de alguém que a pare." Ela assentiu olhando para a foto de Madeleine apenas por alguns segundos, logo depois voltando a olhar para ele, vendo-o subir e pegar o colchão. Ela estava cansada, realmente, e com fome. Muita fome. "Tem algo que eu possa comer aqui?" Perguntou olhando em volta. Não era uma casa, mas parecia ter sido preparada para parecer com uma por um tempo e em toda casa tem comida. Clary sentiu os chutes de Riley novamente e sorriu, acariciando a barriga. "Não se preocupe, minha bailarina, logo você vai comer algo... Acho que teremos que pedir para Tommaso outro macacão, certo? Tudo que ele te deu estava na casa..." Suspirou se lembrando dos presentes que Tommaso havia levado para Riley.
Guarding Angel || Henryssa
Ele a observou enquanto inspecionava tudo cima a baixo, esperando qualquer pergunta que ela poderia fazer, afastado dela uns bons metros. E umedeceu os lábios um tanto nervoso quando ela parou em frente a foto de Madeleine, que estava presa com uma flecha bem no meio da testa. Apesar de tudo, ele não tinha planos de realmente colocar a flecha nela.
- Não - respondeu. Já não pretendia matá-la antes, mas agora que sabia que ela cuidou de Clary durante muito tempo… Era mais difícil continuar com isso. - Eu não quero mais ser um assassino - explicou. E realmente não queria. Não poderia esperar fazer o certo se continuasse repetindo os erros que ele queria punir.
Não disse por um tempo relativamente longo, voltando a olhar para a foto de Madeleine. - Eu tentei... Tentei dizer a ela para parar. Na primeira vez eu não sabia, eu juro que não sabia. Mas depois ela chegou em casa suja de sangue e depois Tommaso me ligou, falando da morte da garotinha. Eu tentei falar com ela, mas ela não me ouviu. Eu não tenho moral para falar disso, não é? Depois ela matou de novo e de novo... Eu achei que se eu a fizesse parar iria redimir um pouco do que eu fiz, mas... Mas eu falhei. - Clary voltou a encarar a foto da mulher. - Eu não poderia ver de outra forma, afinal, eu fiz coisas realmente cruéis e me pergunto até hoje porque você me ama, mas não é a questão... Eu entendo um pouco o que ela quer. Quer vingar a filha e acho que se alguém machucasse Riley eu ficaria louca. Ela viu a filha morrer, mas ela está fazendo tudo de um jeito errado, machucando pessoas que... Pessoas que não sabiam nem ao menos porque estava morrendo. - Terminou com a voz um pouco mais baixa, quase um sussurro, se referindo a garotinha cujo nome ela não sabia. - Eu sinto muito, Henry, por ter deixado tudo isso acontecer. Se eu quisesse poderia tê-la parado.
Guarding Angel || Henryssa
Henry achou ligeiramente estranho ela não fazer ideia de onde eles estavam. Sin City era uma cidade pequena e dividida, mas ali era uma área dos Warriors. Ou que, bem, costumava ser. Se bem se lembra, Clary era uma Warrior. Ele continuou andando, ignorando os olhares estranhos que eles recebiam por estarem se arrastando rua acima - É uma parte do território dos Warriors. A mais pobre. - explicou, e então virou em uma rua em que a maioria das casas já estavam abandonadas e a iluminação era péssima. Se era uma péssima ideia trazer a namorada grávida para uma rua como essa? Com certeza. Mas ele já passou por ali tantas vezes que sabia que não havia perigo. - Foi abandonado por causa de um incêndio, muito tempo atrás - e então parou na frente da estação de bombeiros. Seu abrigo durante o último mês - Que ironicamente começou em uma estação de bombeiros. A única que alimentava a região. E sem os bombeiros, bem… Teve mais fogo - e assim, a guiou para dentro da estação, entrar por uma janela quebrada que ficava ao nível do chão.
Ele se soltou da garota para acender as luzes que ele mesmo teve que colocar por ali, para revelar seu pequeno espaço. Na verdade, era muito espaço, mas ele se concentração apenas no centro. Haviam várias mesas com papéis, documentos e arquivos por cima dela, além do quadro que montou para acompanhar o caso de Madeleine. Muitos alvos estavam flechados, além do restante de flechas que havia espalhadas pela mesa, junto com seu arco. O engraçado é que tanto flecha quanto arcos eram vermelhos. Havia um andar de cima, porém sem escada além de uma mão que Henry colocou ali para facilitar.
― Não conheço esta parte. ― Era verdade, ela não conhecia esta parte dos Warriors. Talvez porque quem geralmente tomava as decisões fosse Jack e ela fosse apenas... Apenas alguém que seguia as ordens dele. Talvez porque realmente não queria conhecer. Ela não disse nada novamente, apenas seguiu Henry completamente em silêncio, franzindo o cenho por um momento antes de entrar na estão de bombeiros.
Ela olhou do teto para o chão, peguntando para si mesmo se fora aqui que Henry estava no tempo em que se escondera dela. Havia uma mesa com documentos e e outras coisas que não chamaram a atenção dela. Clary caminhou até o quadro, vendo a foto a Madeleine. Ela suspirou, colocando a mão sobre o rosto da mulher e depois se virando para Henry, com os braços cruzados. ― Então... Vai matá-la?
Guarding Angel || Henryssa
Ao que ela ficou em silêncio, Henry sentiu que deveria falar alguma coisa. Afinal, disse que falaria. Mas principalmente queria a distrair de pensamentos ruins. Quer dizer, ela havia acabado de perder um grande amigo. Imaginou que ela estaria pensando nele. Mas quando ela riu e voltou a falar, Henry abriu um sorriso curto.
- Eu nunca li muitas histórias em quadrinhos, mas eu assistia os desenhos. E eu não conseguia gostar dos vilões, eles nunca tinham motivos compreensíveis para serem maus. Eram maus simplesmente por que eram - ele disse, enquanto mudava o rumo que seguiria para sua antiga casa, agora entrando na parte mais pobre de toda cidade, a parte pobre da parte pobre, onde ficava a estação.
Ela olhou para trás algumas vezes, sem reconhecer o caminho para qual eles estavam ido, pois tinha certeza que não era ali que Henry morou com o tio e a irmã, pelo menos não desde que ela o conhecera. ― Onde estamos? ― Não pôde deixar de perguntar com um sussurro olhando as pessoas na rua. Clary era uma típica riquinha da cidade grande. Nunca havia passado por aquela parte da cidade, Jack nunca deixara que ela chegasse até ali, embora os comentários chegassem até ela. Ela olhou para Henry um pouco curiosa e um pouco... amedrontada, talvez. Ela estava se comportando de maneira idiota, ela sabia, mas o que esperar de uma bad girl - como Henry já a havia chamado?
Guarding Angel || Henryssa
Henry não evitou rir fraco. Ele sabia que a máscara e sair pulando prédios atrás de bandidos era muito história em quadrinhos, mas por mais que tudo fosse muito maluco, fazia sentido. Pelo quando era você quem estava atrás da máscara, os motivos pareciam ser muito mais claros.
- Tudo bem, também gosto do Homem-Aranha, mas prefiro a DC - disse, antes de ajudá-la a se endireitar quando ela se segurou. Assim como fez nos dois incêndios que ambos enfrentaram, ele passou o braço por dela por sobre os seus ombros. Ouvir “nossa filha” na voz dela ainda era meio chocante e estranho aos seus ouvidos, mas não se importou - Eu… Acho que não vai ter nada para comer lá - confessou. Só restava uma opção então, mudar o rumo para a estação de bombeiros abandonada. Lá pelo menos ela poderia se alimentar e lavar as cinzas de seu rosto, apesar das paredes não abrigarem calor nenhum - Só se apoie em mim, está bem? - e dito isso, começou a andar, olhando para trás uma última vez, e prometendo a um corpo sem vida que ainda voltaria ali.
Clary se esforçava para não desmaiar de exaustão enquanto andava, por algum tempo, mantendo-se em silêncio, pensando em Liam na maior parte do tempo. Ela espera que Henry tivesse um telefone ou algo para que ele pudesse ligar para Tommaso e ele poderia tirar Liam dali. Enquanto andava, também, ela estava pensando onde seria o lugar em que Henry estaria instalado, se era na casa de Paul, se era em algum luga conhecido ou se era em uma caverna como a do Batman. O pensamento a fez rir baixinho. ― Mas eu ainda prefiro a Marvel, embora não tenha lido tantos quadrinhos assim. Parei depois dos dezesseis. O engraçado é que eu sempre gostei mais dos vilões do que dos mocinhos. ― Era a verdade, ela sempre fora fã dos vilões. Quando ouviu a parte sobre a comida, ela suspirou. Notando que estava com fome.
Guarding Angel || Henryssa
Diante de todas as perguntas, Henry prensou os lábios meio rabugento.
- Não falei ainda com eles. Estão em Paris, com a ex-mulher de Valentim… Era o lugar mais seguro para eles - e então suspirou. Segurou a mão dela e entrelaçou os seus dedos, para que isso chamasse mais a sua atenção do que a curiosidade. Responderia todas as perguntas, mas precisava de mais calma. Não era tão fácil respondê-las de uma vez - Ele está atrás do Arqueiro, não de mim. Henry Archer está morto para ele. E sim, fui eu. Clar, posso te explicar isso no caminho? Consegue caminhar até em casa?
Ela baixou os olhos ligeiramente envergonhada. Ela estava curiosa e, tinha o direito, afinal, mas ela também sabia que teria tempo para fazer todas as perguntas. Eles tinham tempo agora, certo? ― É, mas Arqueiro é meio... Marvel demais. Marvel porque o Homem-Aranha é o meu favorito e ele é Marvel, ok? ok. Eu estou orgulhosa, eu acho, mas... É claro que eu consigo andar! ― Ela sorriu e começou a caminhar na frente, mas logo se segurou em uma árvore, sentindo o chão oscilar sob seus pés. ― Ou eu vou precisar de ajuda. Nossa filha me fez comer mais do que deveria e acho que isso foi tudo pra ela porque não vejo diferença nenhuma em mim.
ooc: boa noite gente e até amanhã :3
Guarding Angel || Henryssa
Quando ela olhou na direção da casa, lembrou-se que Liam continuava lá. Ele pensou em voltar lá e dar a ele um enterro digno. Mas imaginou que nem ele e nem Clary estariam preparados para ver o corpo do amigo sem vida. Não queris tocar no assunto, então focou-se na casa e no lar, passando o braço ao redor dos ombros dela para ela não continuar olhando os escombros e se machucando com isso.
- Nem eu - ele disse. Tinha a estação, é verdade, mas aquilo não era um lar, era um esconderijo. Lar era onde ele costumava morar com a família. - Mas acho que o tio Paul não vai se importar se ficarmos lá esta noite. E só então foi se lembrar que nem o tio e nem a irmãzinha sabiam sobre ele ainda. Bem, já que era a hora de voltar a vida... Ligaria para eles amanhã. Ele já teve demasiada emoção esta noite, e agora tudo o que queria era dormir abraçado a Clarissa.
Quando ele tocou no nome de Paul foi que Clary se lembrou da família de Henry, Cleo e Paul. Ela se lembrava de quando Tommaso disse que eles haviam escapado. ― Eles conseguiram? Já falou com eles? Onde eles estão? Estão aqui? ― Ela sabia que estava fazendo perguntas demais, mas ela não podia evitar. Ela sentia falta de Cleo e de Paul, sentia falta da garota que alguns dias antes se mostrou forte e decidida, não mais uma garotinha. Se lembrou do tio de Henry, que ela admirava, pois ele a lembrava Jack, seu padrasto que havia feito tudo para protegê-la, mesmo sabendo que sua mãe havia sido violentada. Paul era parecido com ele, mas era mais amável também. ― Mas não está sendo vigiada? Digo, Valentim? Ele não está... Atrás de você? Você explodiu aquela prisão, não foi? Aliás, como você sabe atirar com um arco e flecha?
Guarding Angel || Henryssa
Quando ela o envolveu em seus braços, ele a abraçou como se fosse morrer caso a soltasse, caso ela fosse embora. Mas quando ela o soltou, sentiu-se finalmente de volta a vida. Um sorriso ansioso domou seus lábios ao sentir os pequenos chutes da filha, e ele havia esperado isso por tanto tempo, que as lágrimas começaram a escorrer silenciosas por seu rosto. Ele nada disse, apenas acariciou a barriga dela. Henry tinha o pressentimento de que se falasse alguma coisa, choraria fora de controle. Mas não tinha problema - as coisas mais importantes são ditas no silêncio. Ele engoliu as emoções e piscou algumas vezes para afugentar as lágrimas, então fungou.
- Vamos para casa.
Ela notou que ele chorava, mas não disse nada. Havia tanto tempo que ela estava esperando para dividir com ele este momento, queria que fosse há meses atrás, mas mesmo que não tenha sido, ela estava feliz, feliz por finalmente estar aqui com ele. ― Ela é teimosa como você. ― Não conteve um sorriso, embora soubesse que a teimosia era também uma característica própria. Quando ele tocou no assunto casa, ela olhou para as ruínas da casa de Madeleine. Liam estava ali embaixo e ela queria tirá-lo dali, mas não sabia se teria forças. Seu coração ficou do tamanho de uma uva ao pensar em deixá-lo ali, mas el anão deixaria. Daria um jeito de ligar para Tommaso. ― Eu não tenho mais casa, eu acho.
Guarding Angel || Henryssa
Ter as mãos dela tocando o seu rosto foi um alívio, mas o tapa era a verdadeira reação de Clarissa. Foi forte o suficiente para fazê-lo virar o rosto e sua bochecha começar a se colorir em um vermelho ardido. Era o mínimo que merecia, pensou consigo mesmo. Mas toda a dor sumiu ao ter seus lábios tocados pelos os dela. E quando ela o beijou, ele sabia. Tinha certeza plena de aquilo finalmente tinha acabado. Não precisaria passar a noite acordado preocupado com ela, nem a espiar só para ter um vislumbre, por que teria ela ali, ao seu lado. Se Deus quisesse, para sempre. Ele respirou fundo e segurou o rosto dela entre as mãos, apoiando sua testa na dela. Ter ela ali, perto, era melhor que o paraíso.
- Eu amo você.
― Eu ainda quero gritar com você e bater em você. ― Ela disse mantendo seus olhos fechados, suas mãos tocando o rosto dele. Ela o abraçou logo em seguida, sentindo seu rosto molhado por lágrimas novamente, mas não se importou. Sua família estava finalmente completa. Ela não teria que pensar mais no que dizer para a filha caso ela perguntasse pelo pai, ele estaria lá. Ela não teria que passar noites sozinha, ele estaria lá. E se ele decidisse morrer novamente, ela o mataria, e dessa vez falava sério. Foi quando sentiu alguém chutar a sua barriga que ela voltou para o mundo real. ― Acho que outro alguém está feliz. ― Se afastou pegando a mão dele. Ela queria fazer isso desde o momento em que descobrira que agora tinha parte dele com ela, queria que ele estivesse quando ouviu o coração dela bater pela primeira vez. ― Diga olá para o papai. ― Colocou a mão dele sobre a sua barriga.
Guarding Angel || Henryssa
Henry suspirou e abaixou a cabeça enquanto colocava as mãos na própria cintura. Não deveria ter ido pela ideia de Sophia. Na verdade, não sabia de mais nada. Exceto de uma coisa.
- Não - falou calmamente, mas sem conseguir olhar para ela - Eu não sou um herói. Pelo menos não mais. Eu sou apenas um assassino que acha que tem o direito de tirar a vida dos outros por que supostamente seria o certo. O herói de verdade morreu. Heróis de verdade não usam máscaras. - E então levantou o olhar para ela, o peso das palavras na própria garganta que parecia se fechar - Mas você estava certa. Quem ama de verdade fica junto, não importa o que aconteça. Viver juntos e morrer juntos. I'm not leaving you anymore
Clary engoliu o nó que se formou em sua garganta com dificuldade. Ela ainda queria gritar, e ela gritaria, mas talvez quando estivesse em condições mais favoráveis para isso. Sem que ela notasse, seus pés foram em direção a ele, suas mãos tocando seu rosto como se para verificar se ele era real. Suas mãos pegando fogo enquanto ele o tocava depois de tanto tempo. Ela lhe deu um tapa, um tapa que julgou ser foto o bastante para que ele sentisse um pouquinho de dor, mas não o tanto que ele infringiu a ela. ― Isso é por tudo isso. ― Ela se aproximou dele, engolindo em seco, sentindo o gelo em seu coração derreter apenas de olhar em seus olhos, ficar tonta apenas de respirar o mesmo ar que ele, sentindo suas pernas ficarem bambas apenas por pensar em beijá-lo novamente e foi o que ela fez. ― E isso é por todo o resto.
Guarding Angel || Henryssa
Quando ela gritou, ele parou. Ficou estático no lugar, sentindo cada palavra o esfaquear e o fazê-lo sangrar. Ela estava certa. A pior parte, era que ela estava certa. Mas para ela as decisões pareciam mais simples do que realmente foram. Ele balançou a cabeça.
- Não foi tão simples assim, Clar… Eu queria voltar. Eu juro que queria, mas a medida que o tempo passava, tudo se complicava mais e… Eu não queria arriscar a sua vida junto com a minha. Eu não podia. Não enquanto essa droga de ditadura continua. - Henry puxou o ar e umedeceu os lábios - Eu preciso explicar para você tudo o que aconteceu. Do começo ao fim.
Ela balançou a cabeça. Em parte, sabia que envolvia mais coisas, mas ao mesmo tempo que sabia que poderia haver mais, ela não se importava. Eles eram uma família, não eram? Era isso que ele havia dito. ― Eu já sei, você se esqueceu? Você já me disse milhares de vezes porque não poderia voltar para a sua família. ― Ela se lembrou das mensagens que havia trocado com ele, achando que estava falando com um desconhecido. Ela havia dito coisas que talvez nunca faria e coisas que não sentia realmente. Havia tentado fazê-lo mudar de ideia e voltar para a família. ― Por que não volta a fazer isso? Vai lá e faça o que faz de melhor: Seja o herói. Não se importe em me deixar de novo, você faz muito isso. ― Ela não queria que ele fosse, não de novo.
Guarding Angel || Henryssa
Diferente do que pensaria, ele não se sentiu exposto ao que ela tirou sua máscara. Apenas se sentiu mais frágil. Se sentiu suscetível a todas as emoções daquele momento com que imaginou milhões de vezes, de muitas maneiras diferentes. Ele se levantou devagar, tirando o capuz de cima de si para que o visse, finalmente o visse. Apenas a encarou com olhos suplicantes, cheio de culpa, e quando ela se apoiou na árvore, se aproximou dela de novo, mas com passos muito lentos para não assustá-la.
- Sou eu. Sempre fui. - e então deu uma pausa, antes de continuar a falar - Eu prometi que não te deixaria.
― Mas você deixou. ― Ele queria gritar, ela queria colocar a raiva e a dor e os dias em que se sentiu sozinha e o medo e tudo para fora. Queria gritar para que ele parasse de andar na sua direção, pois não queria vê-lo. Queria... Queria tanta coisa. Mais do que tudo, queria gritar com ele. Dizer coisas clichês e idiotas como "eu te odeio" ou "vai embora", mas ela não conseguiu nem encontrar a voz em meio ao turbilhão de lembranças. As noites em que estava sozinha. Que conversara com a sua barriga, ainda sem saber que era uma menina, sentindo a necessidade de contar para o filho sobre o seu pai. Ela sentia a necessidade de... De fazê-lo presente no seu dia-a-dia. Ela precisava dele ali. ― Você deixou. ― As palavras romperam de sua boca, a raiva e a acusação queimando em sua garganta. ― Você estava falando comigo durante todo este tempo! Sabia que eu precisava de você, que eu queria você de volta, mas não voltou! Você estava aqui este tempo todo e você preferiu isto, esta vida, a ficar comigo... Você... Você me deixou!
Guarding Angel || Henryssa
Ele não falou nada. Não havia nada para falar. Ele não poderia dizer “está tudo bem”, por que não estava. Tudo o que tinha para falar, ele já disse. E então, quando ela começou a chorar, ele simplesmente a abraçou. Fez de seus braços um abrigo, um lugar isolado do mundo onde ela não precisaria se sentir fraca por chorar, apenas um lugar quente e seguro. Segurando a cabeça dela contra seu peito, não respondeu ao que ela chamou o seu nome. Apenas a segurou por mais alguns segundos, antes tomar coragem e dizer em um sussurro:
- Me desculpe.
Quando ele a abraçou ela se sentiu no céu. Suas emoções evaporando em direção ao céu. Seu coração se estilhaçado. Seu corpo já não era capaz de executar nenhum movimento. Desejou ser abraçada por ele tantas vezes nestes meses. Desejou de todo o coração que acordasse no meio da noite e ele estivesse ali para ela. Desejou, desejou, desejou... Mas ele não estava. Ela se afastou, se levantando e trazendo consigo a máscara que escondia o seu rosto. Ela olhou o objeto e então olhou para o seu rosto. Ela conhecia aquele rosto tão bem. Ele sonhou e sonhou e sonhou ver aquele rosto novamente. Por um momento, isso a deixou sem ar. Ele ainda era o mesmo. ― Não. ― Balançou a cabeça tão rápido que ficou tonta e teve de se apoiar em uma árvore para não cair. ― Ele disse... Eu ouvi... Eu senti.
Guarding Angel || Henryssa
Quando ela finalmente mostrou alguma reação, ele soltou o ar de seus pulmões em um meio sorriso. Ele sabia que ela era forte, que para matar Clarissa Lancaster você precisa de mais do que fogo, mais do que aço. Mas perder ela era o seu maior medo, sempre foi, desde que ele teve que entregá-la para os já extintos Dark Gods. Ao escutar o sussurro, ele teve que sussurrar de volta:
- Eu estou aqui.
Mas assim que ela falou de Liam, ele olhou para a casa. Ela cedeu, subindo fumaça e brasas, provavelmente junto com a alma do garoto. Ele abaixou a cabeça e fechou os olhos em respeito dele. Não o conheceu direito, nunca falou com ele mais do que duas vezes, porém depois dessa noite, ele tinha sua total admiração. E pesar.
- Ele se foi. Se sacrificou para salvar você. Ele foi um herói, um verdadeiro herói.
Henry sentiu a necessidade de acrescentar um verdadeiro no meio da frase. Por que Liam não treinava dia e noite, Liam não corria pela cidade com arcos e flechas e Liam não deu total devoção a missão. Ele simplesmente colocou a pessoa que mais importava acima dele, sem precisar se esconder. Heróis de verdade não usam máscaras.
― Não, não, não, não, não, não! ― Ela diziam tentando se levantar, mas o máximo que conseguiu foi se remexer no chão, de um jeito estranho e talvez até cômico. Ela fechou os olhos deixando as lágrimas escorrem, sentindo o peso do mundo desabando em cima dela. Por alguns instantes, ela se esqueceu quem estava com ela e então deixou que o luto viesse. ― Ele era meu amigo... ― sussurrou. Ela havia o obrigado a fazer coisas e a vivenciar coisas, mas isso nunca o afastou até quando ela se mostrou algo tão ruim que foi impossível para ele ficar, ela sabia. ― Ninguém estava comigo quando fizeram um funeral para a minha mãe e Simon, mas Liam estava lá. ― Ela sussurrou, com se quisesse dizer isso para Liam, como se quisesse agradecê-lo, porque nunca havia feito de verdade. Ela chorou por mais alguns instantes antes de se lembrar, antes de entender e antes de compreender, antes de... ― Henry. ― Disse novamente. Ao mesmo tempo confusa, surpresa, feliz e com raiva.
Guarding Angel || Henryssa
O modo como Liam falava não era nem um pouco confortante. Ele falando daquela maneira o lembrou de quando disse adeus a Paul. Ele falava assim por que sabia o que ia acontecer, mas principalmente, por que estava pronto para as consequências. Com um peso no peito, Henry a ergueu no colo, sentindo pela primeira vez a filha não nascida contra si. Assim que a passagem se abriu, Henry correu o mais rápido que pode, tossindo. Escutar Liam ficando para trás foi doloroso. Assim que estava fora e longe, ele se agachou na grama e olhou para trás. Mesmo que ainda pudesse salvar Liam... Isso seria abandonar Clary. E ele já havia feito muito isso. Ele tinha que escolher, e ele escolhia ela. Encaixou a mão em seu rosto e jogou o pano para o lado, a olhando e buscando suas reações
- Clar. Clar, abra seus olhos, você está fora - ao que ela não abriu os olhos imediatamente, ele perdeu o fôlego - Clar, abra os olhos. Por favor. Fique comigo. Você tem que ficar comigo.
Clary perdeu a consciência por alguns segundos, mas foram os segundos mais longos da sua vida. Ela estava presa em uma barraca com Liam. Ele estava desesperado para sair enquanto ela estava impassível. ― É melhor não ter medo do fogo, Liam, ou você pode não sair da barraca. ― Clary sussurrou para o garoto apavorado. Ela queria ensiná-lo a não ter medo, para que não tivesse medo da avó. Ela queria ajudá-lo. Queria prepará-lo. ― Nós vamos morrer, Clary! ― Liam era fraco, pensou Clary e então saiu da barraca, o deixando sozinho com o fogo. Ouviu os gritos dele, mas ela ignorou e em alguns segundos ele também saiu, tossindo. Assim que os olhos escuros de Liam encarou os castanhos-esverdeados de Clary, ela voltou, saindo de seu sonho, ouvindo ao longe alguém chamando por ela. Ela já ouvira aquela voz antes, tantas vezes que ela não imaginava o dia que iria esquecê-la. Piscou algumas vezes para o céu noturnos e depois tossiu, virando para o lado. ― Henry... ― Ela sussurrou ainda olhando para o céu noturno, mas o brilho das chamas chamou a sua atenção e então ela olhou para a casa, que terminara de ceder. ― Liam!