A Normal People Life | Henryssa
Costurar algumas pessoas para chegar à praça de alimentação, outrora, poderia ser fácil, todavia, agora coma barriga que pesava mais do que ela imaginava no início que poderia ser possível, não acreditava tanto. Tivera de esperar o bom senso de algumas pessoas para pudesse passar e assim não tivesse de simplesmente empurrar o homem que parecia disposto a ficar a sua frente no chão e ainda passar por cima do mesmo. “Só espero que você não esteja querendo me fazer comer uma daquelas comidas nojentas. Adoro a França, Paris é lindo, mas a comida é nojenta.” Murmurou enquanto ambos caminhavam, notando em seguida que estava falando tolices, afinal, não estavam nem perto dos restaures que serviam tantos pratos que era capaz de comer a todos se os mesmo fossem comestíveis. Balançou a cabeça como se dissesse para o outro não responder à sua fala, observando-o pegar o que queria e então direcionando sua atenção para o outro lado, já que o cheiro de hambúrguer na chapa a estava deixando um pouco enjoada.
Sanduíche natural. Poucas vezes ela comera aquilo na sua vida, pois preferia o sanduíche normal, aquele que dava gosto de comer. Quando Henry juntou-se a ela, Clary permitiu um sorriso quando ao receber alguns beijos na bochecha; carinhos que faziam valer a pena tudo o que ele fizera. “O que farei agora?” Perguntou quando sentaram, vendo os lados de sua boca sujinhos devido a tudo o que tinha no seu prato. “Agora eu não posso fazer muito, já que por direito tenho tempo para poder ficar com a minha filha e cuidar dela.” Começou dando voltas. Na verdade Clary pensara em tudo o que faria quando saísse de Sin City: dançar. Agora, no entanto, ela não tinha mais a chance de fazê-lo, todavia, não queria dizer que não poderia trabalhar com isto. Havia escolas em que poderia lecionar dança, até mesmo havia pesquisado algumas que poderiam servir bem. “Mas acho que posso encontrar um emprego como professora de dança. Crianças, afinal, é balé e quanto mais cedo, melhor. Achar um novo teatro para dançar algumas vezes…” Deixou a sugestão no ar, provando do seu sanduíche.
Ao mesmo tempo que aproveitava toda a gordura e colesterol daquele sanduíche, matando a fome que doía-lhe a barriga -- e não fazendo a mínima ideia de que estava sujo, ouvia o que Clary dizia. Ainda mastigando, pendeu a cabeça para o lado como quem disse “Ah é, tem isso também.” Esqueceu completamente das licenças a maternidade. Enquanto ele? Teria apenas cinco dias úteis para ficar em casa e ajudar a namorada a cuidar da filha. Isso, claro, se achasse um emprego antes de Riley nascer. E se eles morassem juntos. Quer dizer, iriam morar juntos não? Oh meu deus, isso é tudo tão complicado, pensou com lamento. Era tanta coisa para decidir, e só tinha 22 anos. Cada vez que a responsabilidade batia em sua porta, Henry queria ligar a música da Taylor Swift e ignorar tudo a sua volta. Não queria ser um adulto naquele momento, não queria tantas responsabilidades assim. Estava acostumado a viver na casa do tio, ter um emprego medíocre para não parecer vagabundo e combater ladrões nas horas vagas. Não estava pronto para... Aquilo.
Não entenda mal, Henry amava Clary e a filha que ela carregava no ventre, mas as vezes, queria não ter a engravidado. Queria poder levar as coisas com calma, sem o perigo de fazer algo errado, e aproveitar cada fase de seu relacionamento, e só então pensar em filhos, casa, contas, trabalho. Afinal, mal viravam namorados normais e já tinham uma filha para criar. “Isso parece divertido.” admitiu, com os lábios curvados para baixo. As vezes esquecia que ela era uma bailarina. “E professores de dança podem ser como professores normais, não? Tipo, dando aulas em mais de uma escola. E duvido que garotinhas de seis anos deem muito trabalho, parece ser um paraíso.” Sentia até um pouco de inveja de Clary por uma escolha tão divertida e tão longe de burocracia, gente chata e rotina. Henry apoiou o cotovelo na mesa e a cabeça na mão, olhando para a longe. “Eu ainda não sei o que fazer. Eu costumava ser um garçom e servir coisas, mas além de ser algo muito chato, não dá dinheiro. Oh, e bater em gente. Mas eu não ganhava por isso. Quem sabe um lutador profissional, talvez?” e então fez uma ligeira careta, tensionando os lábios para baixo e deixando os dentes inferiores a mostra. “Ou ser um suicida de alguma maneira legalizada. Tipo um policial.” A verdade é que varias vezes em Sin City pensou em ser um policial, as a corrupção dentro da delegacia apenas o dava vontade de vomitar. Todo habitante de Sin City sabe que polícia serve para três coisas: a) nada, b) ser cego para um Warrior ou c) implantar provas contra você dependendo da sua gangue. Além de claro d) não precisar fazer porra nenhuma e ainda receber no final do mês por isso.
















