Crônicas de Labyrinx: Jaan, fazendo seu caminho
"Aprendemos muito de seus segredos porque ela foi mais esperta que aquele monstro. Os grossos troncos e as velhas pedras foram testemunhas silenciosas de muitos ensinamentos preciosos. Como meu pai ficava muito tempo na capital, minha mãe teve o tempo necessário para nos preparar.
Entretanto percebo que a criatura que vivia no corpo de meu pai de certa forma conseguiu seu intuito. Nossa família acabou e minha mãe morreu. Conhecimento se perdeu. Hoje somos só eu e Zayne. Não temos mais ninguém e não precisamos na verdade. Calma, não se espante senhor Neurion, as crianças de outrora ficaram naquela floresta.
O mesmo local em que vi aquela criatura pela última vez e que ainda me tira o sono todas as noites. Não era meu pai e isso tenho certeza. Me lembro de palavras estranhas sendo vociferadas por uma casca vazia e sem alma e de nossa mãe nos defendendo. Assustados, corremos para a floresta e então ouvimos uma explosão e após isso não me lembro de nada.
Deste dia em diante vivemos como párias na cidade e usamos o que aprendemos a nosso favor. O povo, com sua vida tranquila, ainda não se acostumou com magia e qualquer feitiço os assusta muito.
Relato de Jaan à Neurion, Sumo Ancião Erudito da Rainha Ausarta











