✶ { A B O U T } ✶ — · ‘ 𝔦'𝔳𝔢 𝔟𝔢𝔢𝔫 𝔴𝔞𝔦𝔱𝔦𝔫𝔤 𝔱𝔬 𝔟𝔢 𝔣𝔯𝔢𝔢
não são zonzóbulos entrando em seus ouvidos, aquele é mesmo REGULUS A. BLACK vindo aí, mesmo que ele esteja parecendo um pouco com LUCAS JADE ZUMANN olhando daqui… ele tem 20 ANOS e atualmente trabalha como COMENSAL DA MORTE. conhecido entre os amigos como REGGIE, é um SANGUE-PURO que reside em LONDRES. por via das dúvidas, levante sua varinha! vai que é alguém sob o efeito de poção polissuco. disclaimer: o personagem é um OCLUMENTE.
✶ { MY BLOOD IS A FLOOD OF RUBIES, PRECIOUS STONES } ✶ .
FATHER, SON AND THE HOUSE OF BLACK | Regulus, a estrela mais brilhante na constelação de Leão. Além da tradição, é nomeado num aferro, um vislumbre dos devaneios gananciosos dos progenitores: tal qual seu nome, o caçula dos Black cresce num pequeno rei. Neném, chora com as mínimas perturbações e não consegue dormir sem estar na presença dos pais; criança, caminha nas sombras de seus parentes. O menor de todos, os olhos cristalinos minuciosamente acompanham os familiares com apreço, moldando a personalidade em reflexos daqueles que o cerca: contudo, é na figura de Sirius que as pupilas cintilam. Qualquer criança idolatra seu irmão mais velho, e Regulus não fora diferente — admirador das estrelas, encontra a constelação Canis Major antes da própria. Na mui antiga e nobre Casa dos Black, os laços familiares estão acima de tudo e carrega tal crença em seu coração. Herda a determinação de Walburga, a disciplina de Orion — em seu deslumbre e devoção, desde pequeno, Regulus ostenta as etiquetas e valores de sua pompa com exacerbado brio. Honra os ensinamentos que o são passados, tornando-se um admirador das artes e literatura, maneirismos refinados: mesmo quando preferiria estar seguindo o irmão mais velho ou se aventurando pelas dependências das mansões de seus familiares, Regulus renuncia suas vontades para agradar sua família. Comporta-se dignamente e se torna o queridinho, ganhando a bajulações dos pais, tios e primas — mas, mesmo que se deleite no estrelismo, a verdade é que suas atitudes os distraem de repreender (muito) o irmão. Quando Sirius deixa a residência para estudar, se encontra sozinho. Mas, longe dos olhares dos adultos, um garotinho e uma criatura de orelhas pontudas desenvolvem um laço inquebrável, precioso — Monstro torna-se seu melhor amigo e confidente. Compartilham segredos, contos sobre o presente e passado. Nas histórias dos antepassados e relatos de murmúrios atrás de portas fechadas, Regulus adquire um entendimento secreto sobre os progenitores e outros membros de sua família: assim, ao contrário dos outros Black, cuja as personalidades eram fortes e regozijavam na notoriedade, se transforma numa sombra, coletando segredos e multando-se de acordo com o quê precisam, se escondendo nos pormenores; esta é a posição que assume, de fato, em sua família.
✶ { ALL YOU HAVE IS YOUR FIRE, AND THE PLACE YOU NEED TO REACH } ✶ .
PRELÚDIO, A SELEÇÃO | Quando senta no banco de madeira, peito estufado e postura impecável, está pronto para ser recebido na casa de Salazar Slytherin. “Outro Black, sim. Há muito de seus antecessores em ti, criança. Mas… você poderia escolher… vermelho o cairia bem.” Em êxtase, os olhos recaem sobre a mesa dos leões, e o cintilar das pupilas ferve. Sacrificaria suas glórias pelo irmão: esta é a extensão de sua devoção — a estrela mais brilhante do céu noturno, a luminosidade de Sirius era inigualável: ali, contudo, Regulus não encontra em sua figura o contraste que o distingue quando estão no Grimmauld Place. Entre os leões, sua resplandecência é equiparável. “Sua determinação é admirável, poderia alcançar grandes coisas em Grifinória.” Em seu âmago, contudo, compreende que não pertence. Uma escolha, um sacrifício. Seu sangue não o conecta apenas ao irmão, afinal. “Pois bem, eu vejo. Seu coração nobre será recompensado. Estará entre os seus, Regulus Black. Sonserina!” É recebido em resplendor sob o estandarte verde e prateado. E, embora os lábios exibam um sorriso satisfeito, os olhos retornam a percorrer o outro lado do salão.
HOGWARTS, PRIMEIRO ATO | Os primeiros anos são marcados pelas comparações com o irmão e demais familiares, mas não se intimida. Se a primeira parte de sua vida destacara-se por sua piedade filial, uma vez apresentado à sua independência, a personalidade aflora. No ninho, não sente a necessidade em se expor, adotando um comportamento recluso, passivo; longe, mantém os maneirismos de sua pompa, contudo, se permite enunciar seus pensamentos e vontades — não conquista a mesma notoriedade exuberante que outros Black, antes de si, esbanjavam; e não se importa, afinal, nunca almejara por popularidade. Mesmo assim, se demonstra um prodígio, destacando-se, principalmente, em transfiguração — desenvolve fascínio pela matéria e suas ramificações, se aprofundando nos estudos (juntamente de encantamentos) com os anos. O bom comportamento e célebres rendimentos o concede permissão para explorar os livros da sessão restrita, porém, quando determinados títulos o são negados, forja seu próprio caminho para a área durante as madrugadas. É em sua determinação acadêmica que sua ambição se destaca: estudioso, não demora para começar a formar as próprias inferências acerca dos usos da magia. A cada ensinamento, se encontra questionando os limites demarcados, as regulações impostas; mesmo quando é introduzido, naturalmente, aos estudos das artes das trevas, sua insatisfação se mantém. Em sua criatividade, Regulus consegue extrapolar e flexionar as artes que o são ensinadas — mas seus questionamentos geram repreensões dos professores, principalmente, de Slughorn. Desde o primeiro momento em que pisara em Hogwarts, o professor demonstrara demasiado interesse em si; contudo, as coisas mudam quando começa a debater suas ideias sobre magia com o homem. A verdade era que, enquanto muitos brigavam para entrar nas graças do professor, Regulus o desprezava — em sua opinião, era um sangue suga cuja ganância constituía em esbaldar-se nas glórias alheias. Mesmo que, ele próprio, não buscasse por glórias, sua linhagem era repleta de bruxos e bruxas talentosos que haviam conquistado os próprios lugares naquele mundo. Assim, a concepção de alguém sem honras próprias se vangloriando por outros o era simplesmente patético. Ainda sim, quando percebe que Slughorn se distancia (e frente a repreensão de outros professores), pela própria preservação, mantém suas observações para si; mas não deixa de experimentar, explorar e flexionar os limites da magia. Especialmente quando se amiga de outros sonserinos que, nos anos que seguiriam, o introduziriam aos feitos dum bruxo de invejável talento.
HOGWARTS, SEGUNDO ATO | Os murmúrios sobre um exímio bruxo e seus seguidores chegam no salão comunal esverdeado nos meados de seu quarto ano, e Regulus demonstra demasiado interesse. E, quando retorna para casa, aprende mais sobre aquele que chamavam de Lorde das Trevas. Não são as visões da preservação do sangue que o atraem para a causa. Nunca vociferaria, mas não detinha o mesmo vigor em relação ao sangue que o resto de sua família — conhecera mestiços e nascidos-trouxas com maior proeza que seus compatriotas sangues-puro. Para ele, era uma questão mais simples: sangues-ruim e squibs, ineptos à magia, nada podiam contribuir ao mundo. Era natural que aqueles com aptidões mágicas detivessem poder. O apagamento de tais eram justificáveis, meios para um fim: esta é a crença que o sustém quando seu fascínio transforma-se em obsessão. Encontra no Lorde das Trevas a sabedoria que estava esfomeado por, uma bússola. No auge de sua adolescência, Regulus enfrentava uma turbulência emocional. Herdara muitas características de seus progenitores, contudo, em sua própria maneira, era uma incógnita naquela família tanto quanto Sirius: seu coração era dotado duma fragilidade nada característica da mui antiga e nobre casa dos Black. Desde a infância, a afeição e devoção por sua família eram o combustível de seu âmago — blood is thicker than water, era sua convicção. Estava disposto a ceder tudo por aqueles que ama… mas quem estava ali por ele? Quando o irmão deixa a residência pela última vez, sente-se traído, abandonado. Em seu âmago, há muito compreendera que eram opostos — quando o encontrara, pela primeira vez, entre os leões; quando as orbes cristalinas o observavam na distância, exibindo sorrisos que nunca deixara transparecer dentro das paredes álgidas de Grimmauld Place. A verdade é que sacrificara o zelo pelo irmão pelo bem de outrem; e o próprio, porque a luminosidade de seu astro nunca seria o suficiente para amparar a de Sirius. Em sua percepção, as atitudes do outro são egoístas e as de seus pais, por permitirem tais desenvolvimentos (de terem negado as diferenças de Sirius, o colocado sob tamanha agonia), imperdoáveis — eram uma família, não? Como poderiam deixar tantos buracos se formarem na moldura? Frente suas crenças sendo despedaçadas, se encontra desolado. E, em vez de buscar por consolos, desesperado e de coração partido, busca pela sensação de pertencer: aos dezesseis anos, é concedido a marca negra em seu antebraço.
TRIGGER WARNING: menção de assassinato (não descritivo), menção de tortura (não descritivo).
HOGWARTS, TERCEIRO ATO | No sexto ano, é convidado, por fim, para adentrar o Clube do Slugh. Suas opiniões acerca de Slughorn continuam desfavoráveis, contudo, se junta pelas conexões. Nas férias, quando é convidado para as residências de seus colegas, está acompanhado de Monstro — são nos sussurros entre elfos domésticos, que o amigo compartilha consigo, que coleta os segredos das diferentes figuras proeminentes do mundo mágico. Os affairs, as doações generosas, as transações que acontecem na surdina. Regulus estabelece uma rede de informações até mesmo dentro de Hogwarts, dentro das mansões de seus familiares. Suas primeiras contribuições para o Lorde das Trevas são feitas dessa maneira, coletando sussurros, usando de truques sujos para conseguir favores e seguidores. Uma das principais características que desenvolvera graças à sua família fora a de manipulação — o caçula, conquistara seu lugar entre os Black através da pseudo passividade, a arte da bajulação e, é claro, pelos segredos: aprendera a sempre dizer a coisa certa, a contornar situações; era em não destacar-se, deixá-los a crer que não era uma ameaça que Regulus montara um arsenal propício para seus esforços como comensal da morte. É esta característica, acoplada ao seu espetacular histórico acadêmico e interesses que o rende um espaço no círculo pessoal de Lorde Voldemort — e quando se encontra conversando com o bruxo, Regulus encontra um igual. Seu líder o permite expressar seus pensamentos, o incentiva a aprimorar seus estudos e exercer sua criatividade; Voldemort, com suas próprias motivações, o proporciona o quê desesperadamente procurava: aceitação. Uma vez formado, é propriamente introduzido às tarefas que constituem ser um comensal da morte. A maior parte do tempo, Regulus se mostra útil coletando informações, estudando transfiguração e as artes das trevas: demonstra proeza na manipulação e encantamento de artefatos mágicos, conjurações e, até mesmo, na transfiguração de seres vivos — sua especialidade. E conforme suas contribuições aumentam, maiores se tornam suas responsabilidades. A primeira vez que tira uma vida (um ex-colega de ano, nascido-trouxa), está bêbado na adrenalina — em seus recém feitos dezoito anos, prova da extensão de suas habilidades e saboreia a sensação de poder que ela o proporciona. Ignora os pesadelos sobre o lampejo verde e o perturbador silêncio que segue a maldição, até, eventualmente, se privar de sonhar através de encantamentos. Mergulha em seus estudos, mantendo-se fiel à crença de quê seus atos e de seus companheiros detinham um fim que transformaria o mundo; mesmo quando o estômago revira ao assistir as sessões de tortura e não partilha dos conceitos de “diversão” dos colegas, continua a murmurar que havia um propósito. Querendo minimizar o contato com tais atos — se convencendo que era, apenas, fraco demais para aquilo —, em conflito com sua ansiedade, se afunda em seus experimentos e estudos. Regulus experimenta mais e mais, e em um ano, mal se compara a quem costumava ser: se perde em sua sede, e suas experiências se mostram mais exigentes que sequer imaginara. Até mesmo os pais começam a mostrar hesitação quando comenta sobre sair outra vez, sobre uma nova missão ou estudo. Como todas as coisas, sua devoção ao Lorde das Trevas, seus estudos nas ramificações de transfiguração… ambos requeriam equivalência: na mesma medida que suas aptidões mágicas eram aprimoradas, trincos se formavam em seu âmago. Esta era a moeda das artes da trevas — sua sanidade por poder. E, em sua obsessão, negligencia as coisas que o são mais importantes.
✶ { Y’A PAS DE PLACE POUR LES FAIBLES, YA PAS DE PLACES POUR LES REGRETS } ✶ .
MONSTRO | Quando Lorde Voldemort solicita-o Monstro para uma “missão” importante, Regulus o empresta sem hesitar, era uma honra. Contudo, na madrugada em que o elfo retorna para casa, os calafrios que o percorrem a espinha quando aparata em sua frente, são o suficiente para acordá-lo para a realidade: a figura esguia e minúscula de Monstro se contorce no chão, desidratado, vociferando contra alucinações que o perturbam por dias que seguem — em desespero, Regulus busca auxílio em seus livros, usando de todo seu conhecimento para apaziguar os sofrimentos do amigo. Quando, por fim, livra-o dos tormentos, coloca-se de joelhos implorando para que o contasse o quê acontecer; descobre sobre uma caverna com um lago de inferi, um estranho amuleto e sobre como Monstro fora submetido à torturas e deixado para morrer. Os relatos são a evidência que os métodos de Lorde Voldemort não passavam de crueldades sem fins — covardia. Em seus estudos da transfiguração, se deparara com as práticas da criação de inferi e similares criaturas; eram cadáveres reanimados, seres que desafiavam a natureza. Admitia que suas visões eram controversas e, potencialmente, detestáveis: contudo, seus conflitos eram com as limitações humanas, com a maneira como bruxos impunham regras que enfraqueciam a magia — nunca fora contra a natureza. Desafiar a morte, violar os corpos de outros… sabia que exercia hipocrisia, entretanto, não podia mais se permitir contribuir com tais atos. Envergonhado, Regulus se coloca de joelhos para suplicar pelo perdão de Monstro; em sua obsessão, agira da mesma maneira que Lorde Voldemort, traindo seu único e melhor amigo. Monstro o concede perdão (”Como poderia Monstro culpar mestre Regulus?”), contudo, o relata as próprias súplicas: de todas as pessoas naquela casa, Monstro era quem o conhecia melhor. Desde pequeno, era ao elfo a quem confiava suas preocupações, sonhos e lástimas; era a companhia dele, no sótão, que procurava quando as brigas ecoavam pelas paredes de Grimmauld Place, e juntos catalogariam as constelações visíveis no céu noturno. Assim, Monstro fora o primeiro a notar o quanto se perdera em sua sede, em como se apegara a ilusões para apaziguar as próprias dores. Até ali, Regulus sempre pensara que suas atitudes eram desprovidas de emoções, cálculos duma mente incompreendida — Monstro, por outro lado, compreendia que eram apenas atitudes duma criança perdida. Nunca se permitira sentir. Devoção, deslumbre, família: vivia pelos e por outros, deixando sua luz ser consumida. Então, Monstro o suplica: “Viva, mestre Regulus.”. Pela primeira vez, permite que lágrimas escorram, deixando seus sentimentos transbordarem. Culpa… angústia… cólera, determinação. Considera escolher a morte, explicitamente desistir da causa e receber sua punição; entretanto, conhecendo os métodos de Voldemort, temia que não seria ele quem receberia a cruel punição. Assim, após muito repassar os relatos de Monstro sobre aquela fatídica noite, Regulus deduz o maior dos segredos que resguarda — uma inferência que o aterroriza, de certo, mas que o motiva a continuar entre os ranques dos comensais da morte com a única intenção de descobrir mais e, possivelmente, ser capaz de detê-los.
✶ { AND IN MY INSOMNIA I CRY ABOUT IT… THE MOURNING OF SILENCE } ✶ .
Para preservar suas descobertas e afim de proteger Monstro, para a o desgosto de sua mãe, Regulus mudou-se do Grimmauld Place — antes, contudo, deixou instruções para os progenitores não exporem o elfo e, tampouco, receberem demasiadas visitas. Sendo amigo de muitos da espécie, contratou um outro elfo para atuar como servente no lugar de Monstro.
Iniciou o treinamento da OCLUMÊNCIA pouco após tornar-se comensal da morte aos dezesseis anos. Sua habilidade é notável, mas nada impressionante; por isso, por precaução, utiliza de encantamentos para certificar-se que manterá seus segredos do Lorde Voldemort: esconde seus pensamentos numa espécie de penseira que desenvolveu, mais discreta e eficaz, foi a maneira mais segura que encontrou.
Frente aos relatos de Monstro, por conta de seus próprios estudos, fora capaz de deduzir que o medalhão era uma horcrux de Voldemort. Ainda não está em sua posse uma vez que, através de sua rede de informação élfica, descobriu sobre o bruxo ter dado a Lucius Malfoy um diário pouco após os acontecimentos da caverna — o que o levou a pensar que, possivelmente, poderia ser outra horcrux. Agora, está no processo de tentar descobrir se existem mais e onde elas estão.














